SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

Ato e caminhada reúnem 10 mil pessoas contra a reforma trabalhista e a favor da Justiça do Trabalho

Novamente, os trabalhadores tomaram as ruas. Na sexta-feira, 10, atividades contra a reforma trabalhista (que entrou em vigor dia 11) e em defesa da Justiça do Trabalho reuniram cerca de 10 mil pessoas em Porto Alegre, no Dia Nacional de Lutas. Os trabalhadores do Judiciário Federal fizeram paralisação a partir das 14h. Das varas trabalhistas, o Sintrajufe/RS organizou caminhada até o TRT4, com a participação de colegas das justiças do Trabalho, Federal e Eleitoral, além de aposentados. 

Em frente ao TRT4, servidores, magistrados, advogados, centrais sindicais, trabalhadores do serviço público e da iniciativa privada realizaram um ato público. Estavam presentes as centrais sindicais Intersindical, CUT, CSP-Conlutas, CTB, Força Sindical, Nova Central, CSB, UGT, CGTB, além de associações de magistrados e de advogados, OAB, municipários, servidores federais e estaduais, trabalhadores rurais, comércio, indústria e representantes de movimentos de luta pela moradia e de mulheres. Parlamentares também foram levar seu apoio à mobilização. 

A presidente do tribunal, Beatriz Renck, afirmou que a Justiça do Trabalho é importante para a democracia, para a promoção da justiça social e para a garantia de direitos. Todos os operadores do direito estão preparados e têm a capacidade de resolver os conflitos da melhor forma possí­vel. Não arredaremos pé da nossa missão constitucional , ressaltou a desembargadora.

O diretor do Sintrajufe/RS Ruy Almeida começou sua fala afirmando que nunca vi tamanha barbárie, tamanho ataque com essa crueldade contra os trabalhadores , ao mesmo tempo, disse, nunca vi tamanha unidade e resistência . Para o dirigente, é preciso que atos como os do dia 10 se ampliem e multipliquem contra este governo ilegí­timo e corrupto, que já passou muito do tempo de ser chutado para fora do Planalto e que usa os direitos dos trabalhadores como moeda de troca. Temos a força do nosso trabalho, organização, e faremos mais luta e mais mobilização; precisamos usar a unidade a favor da classe trabalhadora , ressaltou.

Vários dos presentes citaram o presidente do TST, Ives Gandra Filho, como um inimigo da Justiça do Trabalho, por sua posição favorável à desregulamentação do trabalho e perseguição a juí­zes. Nas várias falas durante o ato, foi ressaltado o papel da Justiça do Trabalho como garantidora de direitos. Os manifestantes afirmaram que há um projeto de destruição do Estado e de precarização do trabalho e que a reforma trabalhista, assim como o congelamento de investimentos, a terceirização ilimitada e a reforma da Previdência fazem parte desse processo.

Ao final do ato, trabalhadores em educação, que participavam de assembleia geral do Cpers (naquele dia, a categoria completava 66 dias em greve), juntaram-se à manifestação. Dali, todos seguiram em caminhada, pelas avenidas Praia de Belas e Borges de Medeiros, com suas bandeiras, com palavras de ordem contra o governo Temer e pela manutenção de direitos. Na Esquina Democrática, a atividade teve continuidade até o iní­cio da noite. Os trabalhadores mostraram que, com unidade e mobilização, estão construindo a resistência.

Por Rosane Vargas, Sintrajufe/RS