SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

Após mobilização, dirigente sindical preso é liberado em Porto Alegre

A última sexta-feira, 30, dia de greve geral, teve mais episódios de violência policial e repressão contra o direito dos trabalhadores à manifestação. De diversas partes do Brasil chegaram relatos de agressões da polí­cia a manifestantes. Em Porto Alegre não foi diferente, inclusive com algumas prisões arbitrárias registradas mais uma vez.
 

Sindicatos e movimentos populares promoveram, na manhã de sexta, diversos “trancaços” nas garagens de ônibus e em ruas e avenidas. A Brigada Militar, sem qualquer diálogo, atuou para remover os manifestantes com bombas e cacetetes. Além da violência fí­sica, a violência psicológica também foi, lamentavelmente, prática comum. Xingamentos machistas e homofóbicos por parte dos policiais militares contra os trabalhadores e jovens que protestavam foram registrados.
 
 

Foto: Otávio Fortes

 
Na avenida Bento Gonçalves, onde representantes do Sintrajufe/RS participavam das atividades de mobilização, a Brigada Militar dispersou o grupo com bombas de gás. Depois, enquanto os manifestantes seguiam em direção ao Centro, de forma absolutamente pací­fica, um grupo de cerca de 20 ativistas foi encurralado por dois grupos do Choque, momento a partir do qual novas bombas foram arremessadas contra esses poucos manifestantes.

 
Em meio às agressões gratuitas por parte da polí­cia, houve prisões, entre as quais do professor Altemir Cozer, liderança sindical e ex-dirigente do Cpers/Sindicato. Altemir foi mantido preso por mais de 26 horas, sendo liberado apenas na manhã de sábado, enquanto ativistas mantinham vigí­lia por sua liberdade.
 
 

Foto: Esquerda Online

 
O ato público unificado chamado pelas centrais sindicais na sexta teve seu trajeto modificado para seguir ao Palácio Piratini, onde uma comitiva de representantes das centrais exigiu uma reunião com o governo do estado, na qual defenderam a libertação imediata de Altemir e criticaram a violência policial através da qual o direito à livre manifestação foi violado pelo governo de José Ivo Sartori (PMDB).
 

Após sua libertação, Altemir gravou um ví­deo no qual agradece o apoio de todos e lembra que é militante há 25 anos e que jamais havia passado por algo semelhante. No mesmo ví­deo, Altemir refere-se à memória dos que lutaram contra a ditadura e eram presos corriqueiramente. Por fim, convoca as gerações mais novas a seguirem lutando.