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Serviço para denunciar
abuso sexual contra jovens será estendido
a finais de semana e feriados
A partir do próximo
sábado, 14, o atendimento do serviço
Disque-Denúncia sobre abuso sexual de jovens
passa a funcionar também nos finais de
semana e feriados, das 8 horas até às
22 horas, segundo o acordo firmado entre o Ministério
da Saúde e a Secretaria dos Direitos Humanos.
O Disque-Denúncia funciona por meio do
telefone 0800 99 0500 e a ligação
é gratuita. A expectativa é que
o número de denúncias aumente com
a extensão do serviço, avalia a
coordenadora do Programa Nacional e Enfrentamento
a Exploração Sexual de Crianças
e Adolescentes da Secretaria Especial de Direitos
Humanos, Cristina Albuquerque. "A expansão
vai fazer com que nós possamos atender
melhor o cidadão e com certeza o número
de denúncias aumentar", disse.
Segundo ela, as informações que
chegam pelo disque denúncia são
repassadas em menos de 24 horas aos órgãos
responsáveis, como o Ministério
Público, os Conselhos Tutelares e as delegacias
especializadas da criança e do adolescente.
"Todos casos de violência relatados,
sem exceção, são encaminhadas
aos órgãos competentes, uma vez
que a secretaria não tem competência
de investigar, de agir e atender a vítima",
informou a coordenadora. "É preciso
que a população seja estimulada
a denunciar os casos principalmente de violência
sexual e que ela tenha consciência de que
o serviço é bastante sério",
acrescentou. Dados da secretaria mostram que,
entre maio de 2003 e dezembro de 2005, o serviço
recebeu cerca de 13,2 mil denúncias, em
mais de 1.800 municípios do Brasil. Os
estados que têm o maior número de
denúncias são: Amazonas, Distrito
Federal, Maranhão, Rio Grande do Sul, Ceará
e Rio de Janeiro.
O serviço de denúncias foi criado
em 1997 pela Associação Brasileira
Multidisciplinar de Proteção à
Criança e ao Adolescente (Abrapia) e, desde
2003, é coordenado pela Secretaria Especial
dos Direitos Humanos, ligada a Presidência
da República. Para mais informações,
acesse o endereço eletrônico www.presidencia.gov.br/sedh/.
(Agência Brasil)
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