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Grande mídia tacha Morales
de "incompetente"
Um relatório preliminar
da Associação Latino-americana para
a Comunicação Social (Comunican)
concluiu que houve um "acento classista,
racista e atemorizante" e também que
houve uma "notável falta de equilíbrio"
na cobertura dos meios de comunicação
bolivianos sobre a campanha eleitoral. O acompanhamento
foi feito na última semana da campanha
e analisou os conteúdos de jornais, rádios
e canais de televisão. Foram colocadas
duas questões centrais na pesquisa: qual
é o equilíbrio informativo dos principais
meios de comunicação social da Bolívia
em relação ao processo eleitoral
que terá lugar em 18 de dezembro de 2005?
Qual é a tendência predominante nos
espaços editorais dos meios investigados
em relação com o processo eleitoral?
A missão é auspiciada pela presidência
da República, com o apoio da Corte Nacional
Eleitoral, tendo se desenvolvido ações
similares na Guatemala, no Chile e na República
Dominicana.
O relatório preliminar
constata que "houve certo equilíbrio
nas páginas informativas", no entanto
os conteúdos agressivos se descolaram para
as páginas editoriais e para os artigos
de opinião, que registraram uma "forte
carga conceitual, com acento classista, racista
e atemorizante baseado em dois critérios
básicos repetidos: a incapacidade de Evo
Morales e o perigo iminente de ingovernabilidade
do país". Na televisão "se
registra um conceito básico quase excludente:
a Bolívia como cenário de ingovernabilidade".
A televisão recebe uma qualificação
ainda mais baixa que os outros meios: "Se
registra uma notável falta de equilíbrio
informativo, por unilateralidade de fontes e carência
de contrastes e corroboração."
Um destaque especial foi dado "às
mensagens fundamentalistas de algumas rádios
evangélicas que fizeram propaganda ideológica
encoberta de mensagens e valores". Essas
emissoras todas apoiaram o candidato da direita,
Jorge Quiroga. (Fonte: Agência Carta Maior)
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