Nº 816
19 de dezembro de 2005 - 12h


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Grande mídia tacha Morales de "incompetente"
Um relatório preliminar da Associação Latino-americana para a Comunicação Social (Comunican) concluiu que houve um "acento classista, racista e atemorizante" e também que houve uma "notável falta de equilíbrio" na cobertura dos meios de comunicação bolivianos sobre a campanha eleitoral. O acompanhamento foi feito na última semana da campanha e analisou os conteúdos de jornais, rádios e canais de televisão. Foram colocadas duas questões centrais na pesquisa: qual é o equilíbrio informativo dos principais meios de comunicação social da Bolívia em relação ao processo eleitoral que terá lugar em 18 de dezembro de 2005? Qual é a tendência predominante nos espaços editorais dos meios investigados em relação com o processo eleitoral? A missão é auspiciada pela presidência da República, com o apoio da Corte Nacional Eleitoral, tendo se desenvolvido ações similares na Guatemala, no Chile e na República Dominicana.

O relatório preliminar constata que "houve certo equilíbrio nas páginas informativas", no entanto os conteúdos agressivos se descolaram para as páginas editoriais e para os artigos de opinião, que registraram uma "forte carga conceitual, com acento classista, racista e atemorizante baseado em dois critérios básicos repetidos: a incapacidade de Evo Morales e o perigo iminente de ingovernabilidade do país". Na televisão "se registra um conceito básico quase excludente: a Bolívia como cenário de ingovernabilidade". A televisão recebe uma qualificação ainda mais baixa que os outros meios: "Se registra uma notável falta de equilíbrio informativo, por unilateralidade de fontes e carência de contrastes e corroboração." Um destaque especial foi dado "às mensagens fundamentalistas de algumas rádios evangélicas que fizeram propaganda ideológica encoberta de mensagens e valores". Essas emissoras todas apoiaram o candidato da direita, Jorge Quiroga. (Fonte: Agência Carta Maior)

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