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Contra a perseguição
política aos colegas da 13ª Vara Trabalhista
O Sintrajufe vem a público
denunciar que servidores lotados na 13ª VT,
que legitimamente exerceram o direito constitucional
de greve, no período de 24 a 29/11, conforme
deliberação de assembléia
geral da categoria, estão sendo alvo de
atos anti-sindicais por parte da juíza
titular da Vara, sra. Vânia Mattos. Essas
ações culminaram, na manhã
de 15/12, com a colocação à
disposição de quatro colegas.
Indiferente ao processo de negociação
que a entidade sindical estabeleceu com a administração
do TRT, a juíza Vânia pressionou
os servidores a abrir mão das férias,
já solicitadas e homologadas pelo setor
de recursos humanos. Durante a greve de quatro
dias úteis pelo PCS, uma comissão
composta por representantes da diretoria do sindicato
e da categoria conversou com a juíza, buscando
demovê-la do que até então
era apenas uma ameaça, que por si só
já se caracteriza como ato anti-sindical.
A tentativa não teve êxito, pois
ao retornarem aos seus locais de trabalho os servidores
foram recebidos com o formulário para alteração
de férias sobre suas mesas.
Ao se negarem a preenchê-los, esses colegas
foram informados que deveriam buscar outro local
para trabalhar. Desde então todas as tentativas
de negociação, seja por parte do
sindicato, seja por parte dos próprios
servidores, que, inclusive, se prontificaram a
recuperar os dias parados durante o feriado de
8/12, finais de semana e o recesso, foram infrutíferas.
É inaceitável que uma magistrada
do Trabalho, a quem cabe a promoção
da justiça, inclusive, e em especial, pela
mediação de conflitos, tenha postura
tão absolutamente intransigente e desrespeitosa
com o direito dos servidores do Judiciário.
O Sintrajufe se vê obrigado a denunciar
essa lamentável atitude, que nada tem de
preocupação com o trabalho e traduz
uma visão equivocada no trato da coisa
pública. O trabalho está quase totalmente
em dia e os colegas que participaram dos quatro
dias de greve nunca se negaram a recuperá-lo.
Portanto, a posição da juíza
Vânia faz-nos crer que o problema não
é com o trabalho, mas com os servidores
exercerem seu direito legal de fazer greve. Por
isso, a categoria se solidariza com os colegas
da 13ª VT, entendendo que atitudes com as
da juíza representam o cerceamento ao direito
de todos.
Ressaltamos, por fim, que todas as lutas que empreendemos,
com ou sem greve, garantiram a manutenção
de um quadro qualificado no Judiciário,
que mesmo assim sofre com a migração
para outras categorias mais valorizadas. Plano
de carreira e política salarial que recomponha
as perdas são condições de
valorização do serviço público.
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