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Juízes
do Trabalho criticam proposta do Bird sobre extinção
do FGTS
A Associação Nacional dos Magistrados
da Justiça do Trabalho (Anamatra) considera
inaceitável a proposta de extinção
do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
(FGTS) feita pelo Banco Mundial (Bird) no documento
Clima de investimentos no Brasil.
A entidade também não concorda com
a idéia de flexibilizar a utilização
do Fundo para outros fins que não seja
amparar o trabalhador quando despedido pelo empregador.
A associação, que representa 3,5
mil magistrados trabalhistas de todo o país,
considera que as relações de trabalho
no Brasil ainda são muito precárias
e instáveis, o que leva a uma grande rotatividade
da mão de obra e, conseqüentemente,
a uma maior demanda de ações que
todos os dias são ajuizadas na Justiça
do Trabalho. A proposta tem componentes
contraditórios, pois fala em necessidade
de investimento em capital humano e em melhoria
da produtividade e, ao mesmo tempo, atribui à
legislação, que tenta tornar essas
relações mais estáveis e
menos precárias, a culpa por não
se conseguir aquele objetivo, disse o vice-presidente
da Anamatra, Cláudio José Montesso.
Segundo o juiz, a idéia poderia ser considerada
se, no lugar do FGTS e da indenização
paga sobre ele no momento da dispensa, fosse retomado
um sistema próximo do que existia antes,
ou seja, da estabilidade no emprego, com pesadas
indenizações para o rompimento sem
motivação ou arbitrário.
Passados mais de 17 anos da promulgação
da Constituição, até hoje
o inciso I do art. 7º da Constituição,
que deveria regular essas dispensas, não
foi regulamentado, existindo apenas dispositivo
que deveria ser provisório e que, na prática,
não protege coisa alguma. Agora o que se
quer é acabar com o mínimo que ainda
existe, completa Montesso. (Anamatra)
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