Nº 801
24 de novembro de 2005 - 12h


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Cpers/Sindicato discutirá greve em assembléia geral

O Cpers/Sindicato discutirá a possibilidade de os profissionais da educação não iniciarem o próximo ano letivo em assembléia geral marcada para esta quinta-feira, a partir das 13h30min, no Gigantinho, em Porto Alegre. Entre os motivos que podem levar à categoria a paralisar as atividades está a política salarial do governo Rigotto. Os professores continuam reivindicando um reajuste de 28%, já dado a servidores de outros poderes.

Além da greve, a assembléia também vai debater formas de a categoria se contrapor à precarização do IPE. O sindicato defende um IPE público e com gestão democrática. Outro ponto a ser discutido é o contrato de gestão implantado pelo governo do estado nas coordenadorias regionais de educação de Soledade e São Luiz Gonzaga. O contrato pauta-se pela avaliação de desempenho, premiando escolas com melhor aproveitamento. Para o Cpers/Sindicato, o processo vai alargar ainda mais à distância entre as escolas com melhor infra-estrutura e as mais carentes.

Os profissionais em educação do estado também repudiam a intenção manifestada pelo governo Rigotto de, pela terceira vez, obrigar os servidores públicos a contraír empréstimos jno Banrisul para terem acesso ao 13º salário. Isso, segundo a presidente do Cpers/Sindicato, Simone Goldschmidt, mostra que o governo não prioriza os serviços públicos. “O governo não tem políticas para questões prioritárias como o seu quadro de pessoal e a qualidade dos serviços prestados à população”, enfatiza Simone. (CUT/RS)


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