Nº 790
4 de novembro de 2005 - 16h


anterior<<  

Centrais pedem mínimo de R$ 400
Correção do salário mínimo para R$ 400,00 em 2006 e reajuste da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) em 13% são as reivindicações que as principais centrais sindicais do país apresentarão ao governo e ao Congresso Nacional na 2ª Marcha Nacional do Salário Mínimo, que acontecerá em Brasília entre os dias 28 e 30 deste mês. A pauta final foi apresentada ontem, em São Paulo, durante reunião de dirigentes da CUT, Força Sindical, Confederação Geral dos Trabalhadores, Social Democracia Sindical, Central Geral dos Trabalhadores do Brasil e Central Autônoma dos Trabalhadores. 'O mais importante é estabelecer uma política de recuperação permanente do poder de compra do salário mínimo, que abarca a parcela das categorias com menor poder de fogo nas regiões mais pobres do país', cobrou o presidente da CUT, João Felício.
Para obter as duas correções sem comprometer as contas públicas, os sindicalistas entendem que o governo poderia acelerar, via Banco Central, o processo de redução da Selic e que a equipe econômica diminua a meta de superávit primário, atualmente em 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB). 'Os recursos existem. O que falta é dar prioridade ao salário mínimo', argumentou Felício.
A correção da tabela do IRPF é outra exigência dos sindicalistas. Segundo Paulinho, da Força Sindical, a correção de 13% refere-se à inflação projetada para o ano, de 6%, e à diferença que deixou de ser acrescentada no ano passado, em torno de 7%. 'O reajuste da tabela do IR é um compromisso assumido pelo presidente Lula e estamos certos que ele não deixará de cumprir', estimou. Os sindicalistas já solicitaram reuniões, durante a manifestação, com os ministros Luiz Marinho (Trabalho), Antonio Palocci (Fazenda) e Paulo Bernardo (Planejamento), além dos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP). (Fonte: Correio do Povo)

<< Outras Edições