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Centrais pedem mínimo
de R$ 400
Correção
do salário mínimo para R$ 400,00
em 2006 e reajuste da tabela do Imposto de Renda
da Pessoa Física (IRPF) em 13% são
as reivindicações que as principais
centrais sindicais do país apresentarão
ao governo e ao Congresso Nacional na 2ª
Marcha Nacional do Salário Mínimo,
que acontecerá em Brasília entre
os dias 28 e 30 deste mês. A pauta final
foi apresentada ontem, em São Paulo, durante
reunião de dirigentes da CUT, Força
Sindical, Confederação Geral dos
Trabalhadores, Social Democracia Sindical, Central
Geral dos Trabalhadores do Brasil e Central Autônoma
dos Trabalhadores. 'O mais importante é
estabelecer uma política de recuperação
permanente do poder de compra do salário
mínimo, que abarca a parcela das categorias
com menor poder de fogo nas regiões mais
pobres do país', cobrou o presidente da
CUT, João Felício.
Para obter as duas correções sem
comprometer as contas públicas, os sindicalistas
entendem que o governo poderia acelerar, via Banco
Central, o processo de redução da
Selic e que a equipe econômica diminua a
meta de superávit primário, atualmente
em 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB). 'Os recursos
existem. O que falta é dar prioridade ao
salário mínimo', argumentou Felício.
A correção da tabela do IRPF é
outra exigência dos sindicalistas. Segundo
Paulinho, da Força Sindical, a correção
de 13% refere-se à inflação
projetada para o ano, de 6%, e à diferença
que deixou de ser acrescentada no ano passado,
em torno de 7%. 'O reajuste da tabela do IR é
um compromisso assumido pelo presidente Lula e
estamos certos que ele não deixará
de cumprir', estimou. Os sindicalistas já
solicitaram reuniões, durante a manifestação,
com os ministros Luiz Marinho (Trabalho), Antonio
Palocci (Fazenda) e Paulo Bernardo (Planejamento),
além dos presidentes do Senado, Renan Calheiros
(PMDB-AL), e da Câmara, Aldo Rebelo (PC
do B-SP). (Fonte: Correio do Povo)
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