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Especial de greve
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Conselho da Anamatra decide
pela não-deflagração da greve
O conselho deliberativo
da Anamatra votou hoje pela não-deflagração
de greve da categoria a partir de 5 de agosto.
A instituição diz acreditar que
a abertura do governo a negociações
muda a conjuntura. Paulo Schmidt, vice-presidente
da Anamatra e juiz do Trabalho no Rio Grande do
Sul, disse que a suspensão da greve se
deveu à "boa vontade do governo e
um melhor esclarecimento acerca da paridade e
da criação de fundos de pensão
complementar".
Caberá ao presidente Luiz Inácio
Lula da Silva a palavra final sobre o subteto
do Judiciário nos Estados, um dos pontos
mais polêmicos da reforma da Previdência.
A decisão deve sair após um almoço
que reunirá o presidente e os líderes
da base governista na Câmara, agendado para
amanhã. Os líderes e os vice-líderes
da base do governo na Câmara estão
de acordo com o subteto de 90,25% para o Judiciário
nos estados.
Pelo acordo firmado ontem entre o relator da reforma
da Previdência, deputado José Pimentel
(PT-CE) e o presidente do STF, ministro Maurício
Corrêa, fica fixado um limite para a remuneração
de todos os juízes - os aposentados e os
da ativa - de acordo com o salário de ministros
do Supremo (R$ 17.300). Isso, segundo o jornal
Folha de S. Paulo, dá poder de barganha
para que os juízes consigam aumentar o
subteto do Judiciário estadual de 75% para
90,25%.
A bancada do PT, maioria na Câmara com 92
deputados, fechou ontem um acordo para que todos
votem o relatório da reforma da Previdência,
aprovado na Comissão Especial, sob pena,
segundo informa a Folha, de expulsão do
partido. E, pelo relatório, o subteto do
Judiciário nos Estado é de 75% da
remuneração dos ministros do Supremo.
Pimentel, no entanto, já sinalizou a possibilidade
de um subteto intermediário entre o pedido
pelos juízes (90,25%) e o proposto pelo
governo (75%).
Segundo Schmidt, o governo não vai conseguir
manter o percentual de 75% na votação
em plenário. "Em plenário,
o governo não tem essa força política
que demonstra ter. Isso é muito mais um
discurso interno. Na questão do subteto
o governo tem que pensar pragmaticamente",
afirmou o vice-presidente da Anamatra, que defendeu
ainda a constitucionalidade de uma greve, alegando
que paralisações já ocorreram
na Itália, França e, recentemente,
em Portugal. (Fonte: Folha de S. Paulo)
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