|
Especial de greve
Clique
aqui e imprima o informativo de Greve nº9
Instale
o Acrobat Reader
GREVE TEM QUE AUMENTAR!
Substitutivo apresentado
ontem mantém ataque aos servidores
O deputado José Pimentel leu, ontem, seu
relatório sobre a reforma. Cercada por
tumulto e mostrando que o próprio governo
estava confuso em relação a alguns
pontos, a leitura mostrou que a base aliada não
está coesa, que a proposta traz avanços,
mas também recuos, e que temos espaço,
com nosso movimento, de vencer esta luta.
Depois de várias reuniões, no Planalto
e Câmara, com governadores, parlamentares
e sindicalistas, Pimentel apresentou uma proposta
que melhora a PEC 40 no que diz respeito à
integralidade e à paridade para os atuais
servidores. Essa possibilidade, antes totalmente
rechaçada pela base aliada do governo,
é uma realidade agora. No entanto, o relatório
vem cercado de elementos que podem, senão
anular, pelo menos dificultar em muito a concretização
desses avanços. Por exemplo, para receber
a integralidade, o servidor terá que completar
dez anos no cargo efetivo (atualmente são
cinco anos) e 20 na função pública
(contra dez em vigor hoje). O relatório
também deixa brechas para que o "salário
integral" que será levado em conta
possa ser entendido não como o valor percebido
pelo servidor no contracheque, mas o salário
básico.
Outro ponto bastante preocupante, que acende um
sinal de alerta, é que Pimentel joga a
regulamentação do conjunto da reforma
para leis complementares, o que poderá
fracionar os avanços obtidos. O relatório
ainda está sendo estudado pelas entidades,
pois é bastante extenso (242 páginas)
e só foi disponibilizado ontem no final
da tarde. As primeiras conclusões, além
das já referidas, mostram que o texto contém
armadilhas que, em uma leitura superficial, podem
parecer ganhos já efetivados. Por isso,
é necessário mantermos nosso movimento
forte e atento. Palavras como integralidade e
paridade soam mágicos e muitos colegas
podem interpretá-las como vitória
já neste momento. Avançamos, mas
temos que ter pleno conhecimento do texto de Pimentel
e exigir clareza e o fim das dubiedades que podem
se mostrar armadilhas no futuro. O governo recuou
em diversos pontos, isso é fato, mas também
procurou fazer compensações que
nos prejudicaram, como aumento do tempo de serviço.
Portanto, o momento é de fortalecer a greve.
Só assim seremos de fato vitoriosos.
<<
Outras Edições
|