Nº 290 - Especial de Greve
17 de julho de 2003 - 11h


   

Especial de greve

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A GREVE CONTINUA
Decisão foi unânime na assembléia geral estadual de ontem
Os cerca de 300 servidores do Judiciário Federal do RS que participaram da assembléia geral estadual de ontem aprovaram por unanimidade a continuidade da greve por tempo indeterminado. Nas maioria das intervenções, foi citada a palavra unidade, não só na categoria, mas entre todos os trabalhadores. Foi destacada a importância de a greve extrapolar nossas fronteiras. Temos que procurar os trabalhadores da iniciativa privada e disputar a opinião deles, que só têm recebido como informação sobre a reforma o que é divulgado pelo governo.
O interior teve uma ótima participação. Estavam presentes São Leopoldo, Canoas, Sapucaia, Esteio, Sta Cruz, Osório, Pelotas, NH, Sapiranga, Cachoeirinha, Viamão, Rio Grande, Passo Fundo, Taquara, São Jerônimo, Gravataí, Alvorada, Bento Gonçalves, Caxias do Sul. Colegas de Rio Grande, Novo Hamburgo, Caxias, Taquara, Sapiranga e Santa Cruz relataram que estão promovendo atividades com outras categorias de servidores e também de trabalhadores da iniciativa privada, ampliando a luta contra a reforma.
A assembléia também aprovou uma moção de repúdio ao presidente nacional da CUT, Luiz Marinho, que em diversas ocasiões se mostrou contrário à greve e favorável ao teto. O presidente e a vice-presidente da CUT RS, Quintino Severo e Rejane Oliveira, ao contrário, foram à assembléia levar apoio à greve. Rejane afirmou que nosso movimento é vitorioso porque começou com uma grande adesão e já forçou o governo a recuar em sua proposta original. Severo enfatizou que a CUT, "independentemente de governos e de patrões", está ao lado dos trabalhadores. Ele anunciou a organização, pela central, de uma marcha a Brasília em agosto, reunindo trabalhadores do serviço público e da iniciativa privada.



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