Nº 289 - Especial de Greve
16 de julho de 2003 - 11h


   

Especial de greve

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GOVERNO PROPÕE MUDANÇAS QUE NÃO SATISFAZEM AOS SERVIDORES
Da Espanha, por telefone, Lula pediu o adiamento da apresentação do relatório da Comissão Especial, que aconteceria hoje à tarde. O adiamento também servirá para que a comissão de governadores que esteve ontem em Brasília discutindo a reforma ouça os outros 22 governadores sobre as mudanças na PEC 40 propostas pelo governo.
Em reunião ontem à tarde, na Câmara dos Deputados, com representantes dos SPFs, o relator José Pimentel afirmou que as mudanças foram significativas: mantêm a integralidade, mas aumentam para 20 anos (mulheres) e 25 anos (homens) o tempo de permanência no serviço público. Isso para os servidores atuais. O diretor do sindicato e da Fenajufe, Cláudio Azevedo, acredita que há espaço para negociação. Participaram da reunião o presidente da Câmara, João Paulo Cunha; o líder do governo, Aldo Rabelo; o líder do PT, Nélson Pellegrino; o deputado Inácio Arruda (PCdoB); e o presidente da CUT Luiz Marinho. Azevedo, Roberto Policarpo e Ramiro López representaram a Fenajufe. Havia representação significativa de outras entidades nacionais dos SPFs. O término da reunião foi antecipado em função da reunião com os governadores. Ficou agendada para hoje, às 10h, a sua continuidade.
A proposta não contempla o que os servidores em greve reivindicam, que é a retirada da PEC 40 e a abertura de negociação. Os atuais servidores continuam prejudicados, pois aumenta o tempo de permanência no serviço público para aposentadoria. Além disso, a proposta não é clara quanto à paridade, o que pode significar rebaixamento dos proventos no futuro, e mantém o teto e a previdência complementar para os futuros servidores, criando fundos de pensão, que são o ponto nevrálgico da reforma e significam, efetivamente, a privatização da Previdência Pública.


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