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Especial de greve
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GOVERNO PROPÕE MUDANÇAS
QUE NÃO SATISFAZEM AOS SERVIDORES
Da Espanha, por telefone,
Lula pediu o adiamento da apresentação
do relatório da Comissão Especial,
que aconteceria hoje à tarde. O adiamento
também servirá para que a comissão
de governadores que esteve ontem em Brasília
discutindo a reforma ouça os outros 22
governadores sobre as mudanças na PEC 40
propostas pelo governo.
Em reunião ontem à tarde, na Câmara
dos Deputados, com representantes dos SPFs, o
relator José Pimentel afirmou que as mudanças
foram significativas: mantêm a integralidade,
mas aumentam para 20 anos (mulheres) e 25 anos
(homens) o tempo de permanência no serviço
público. Isso para os servidores atuais.
O diretor do sindicato e da Fenajufe, Cláudio
Azevedo, acredita que há espaço
para negociação. Participaram da
reunião o presidente da Câmara, João
Paulo Cunha; o líder do governo, Aldo Rabelo;
o líder do PT, Nélson Pellegrino;
o deputado Inácio Arruda (PCdoB); e o presidente
da CUT Luiz Marinho. Azevedo, Roberto Policarpo
e Ramiro López representaram a Fenajufe.
Havia representação significativa
de outras entidades nacionais dos SPFs. O término
da reunião foi antecipado em função
da reunião com os governadores. Ficou agendada
para hoje, às 10h, a sua continuidade.
A proposta não contempla o que os servidores
em greve reivindicam, que é a retirada
da PEC 40 e a abertura de negociação.
Os atuais servidores continuam prejudicados, pois
aumenta o tempo de permanência no serviço
público para aposentadoria. Além
disso, a proposta não é clara quanto
à paridade, o que pode significar rebaixamento
dos proventos no futuro, e mantém o teto
e a previdência complementar para os futuros
servidores, criando fundos de pensão, que
são o ponto nevrálgico da reforma
e significam, efetivamente, a privatização
da Previdência Pública.
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