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Juízes trabalhistas apóiam
greve dos servidores
A Associação
Nacional dos Magistrados da Justiça do
Trabalho [Anamatra] decidiu apoiar a greve nacional
dos servidores públicos federais em defesa
da Previdência Pública, que se inicia
no próximo dia 0 de julho.
O presidente da Anamatra, Grijalbo Coutinho, explica
que devido às especificidades das carreiras
a magistratura e o Ministério Público
têm definido estratégias semelhantes
de atuação. "Vamos recomendar
as associações regionais o apoio
explicito, além de uma colaboração
com as entidades dos servidores", afirma.
(Fonte: Anamatra)
BRASIL
INSS e FGTS são
os tributos mais sonegados no Brasil
Os tributos mais sonegados no Brasil são
INSS e FGTS (51,02%), seguidos de ICMS (28,02%),
Imposto de Renda (26,77%), Cofins e PIS (25,11%).
É o que aponta levantamento do Instituto
Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).
De acordo com a pesquisa, a carga tributária
potencial do Brasil -- soma dos valores que não
foram recolhidos em razão da inadimplência
e da sonegação --corresponde a 51,48%
do PIB. Em números absolutos, atinge mais
de R$ 226 bilhões. Já a carga tributária
efetiva é equivalente a 36,45% do PIB.
Segundo o Instituto, como no cálculo do
PIB estão compreendidos os valores da economia
informal, a conclusão é que os setores
formais da economia acabam respondendo por quase
toda a arrecadação tributária.
Para Gilberto Luiz do Amaral, presidente do IBPT,
é imprescindível que a reforma tributária
diminua a incidência sobre os setores formais
da economia. O objetivo é possibilitar
que as pessoas e empresas que estão na
economia informal passem a contribuir tributariamente.
"Continuar aumentando a tributação
sobre os setores formais agrava as injustiças
do nosso sistema tributário e desestimula
a produção e o trabalho formal",
afirmou. (Fonte: Consultor Jurídico)
PRA FINALIZAR
A verdadeira UTI
Seria de causar indignação, não
estivéssemos quase todos já viciados,
a afirmação do ministro Antonio
Palocci Filho, referendada pelo presidente da
República, de que o país saiu da
UTI.
Pelo amor de Deus, ministro, ligue a televisão,
pelo menos.
De que UTI estamos falando? Se for apenas das
mandracarias dos mercados financeiros, tudo bem.
Pode até ser que o Brasil esteja saindo
dela. Mas, se estamos falando de vida real, francamente,
ministro, o Brasil está hoje mais perto
do necrotério do que da saída da
UTI.
O senhor se deu ao trabalho, ministro, de ler
as estatísticas de desemprego? De queda
de renda? Ou o mais recente levantamento do IBGE
sobre a concentração de renda, que
continua obscenamente desigual neste país
faz 500 anos?
O senhor acredita, honestamente, que o seu governo
fez, até agora, algo que possa, mesmo num
futuro remoto, mudar essa obscenidade, que é,
bem-feitas as contas, a chaga principal que levou
o país à UTI?
Ou o senhor acredita que a molecada do JP Morgan
que faz os cálculos de risco-país
é que realmente sabe quais são os
problemas da pátria?
Admitamos, vá, só para não
aborrecê-lo muito, que tudo o que foi feito
até agora era necessário, indispensável,
bonito, lindo, em face da famosa "herança
maldita". Daí, no entanto, a dizer
que o país saiu da UTI é ofender
a massa de gente que se mata, dia após
dia, atrás da perspectiva de um emprego
de gari (não do emprego propriamente dito),
representantes típicos de uma penca de
pessoas que, ou estão desempregadas, ou
temem perder o emprego.
Para não falar em todas as demais filas
- do INSS, dos hospitais públicos, de um
ensino de baixa qualidade, da violência
-, enfim, de todas as verdadeiras doenças
da pátria. UTI, ministro, é isso
tudo, não é o dólar nem o
risco-país. Por Clóvis Rossi (Fonte:
Folha de S. Paulo)
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