Nº 276
27 de junho de 2003 - 14h30min


Hoje tem assembléia geral e Sexta Básica
Nesta sexta-feira, às 17h, na sede do sindicato, haverá assembléia geral extraordinária para discutir a indenização de transporte dos oficiais de Justiça da JT.
Mais tarde, às 20h, começa a Sexta Básica pela Livre Orientação Sexual, também na sede do Sintrajufe. Haverá exibição de filme, show, música e exposição de fotos.

Assembléia aprova greve por tempo indeterminado a partir de 8 de julho, seguindo calendário nacional
A assembléia geral de ontem aprovou greve por tempo indeterminado a partir de 8 de julho, seguindo o calendário nacional. Isso porque, para construirmos um movimento forte, temos que começar a greve de maneira unificada. Outra deliberação é que o sindicato envie um ofício a todos os deputados gaúchos, para que eles compareçam a uma assembléia e esclareçam sua posição sobre a reforma.
Foram eleitos os delegados para a Plenária Nacional da Cnesf, que acontece dia 5 de julho, sábado. Representarão os Judiciário Federal do RS Leonardo Torres, Marcelo Carlini, Paulo Rosa, Silvana Klein, Zé Carlos Oliveira e Paulo Roberto Azambuja (Beto).
Os relatos dos colegas do interior mostraram que há consciência de que somente com uma greve conseguiremos derrotar a PEC 40. Vários deles cobraram da CUT um apoio claro aos servidores. Participaram da assembléia colegas de Canoas, Esteio, Novo Hamburgo, Osório, Pelotas, Rio Grande, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Sapiranga e Sapucaia.

Ato público reúne várias categorias
Antes da assembléia, trabalhadores das justiças do Trabalho e Federal, auditores fiscais e técnicos da Receita Federal e inspetores do Trabalho participaram de um ato em frente ao BankBoston, em Porto Alegre. Em todas as intervenções, uma certeza: a greve é a única forma de fazer com o que governo volte atrás na afronta que significa esta proposta que está no Congresso.

REFORMA DA PREVIDÊNCIA
Governo sofre primeira derrota na Comissão Especial da Câmara
Ontem, o governo sofreu sua primeira derrota na Comissão Especial que analisa o mérito da Reforma da Previdência. Por 15 votos a 14 e uma abstenção, foi aprovado o requerimento do deputado Onyx Lorenzoni (PFL-RS) para que sejam realizadas audências públicas nas assembléias legislativas de cinco estados (RS. SP, RJ, BA e MS).
O líder do governo na Câmara, Aldo Rebelo (PcdoB-RJ), minimizou a derrota dizendo que o requerimento não atinge a derrota e não atrasará o calendário de votação da reforma. O ministro-chefe da Casa Civil, no entanto, parece não ter a mesma opinião. Ele considerou a derrota um risco para o cronograma de aprovação da reforma e convocou os líderes da base aliada para uma reunião. "Ele queria saber o que tinha ocorrido", informou o vice-líder do PT, Professor Luizinho (SP), após o encontro. A votação mostrou que a base governista não está coesa. Dos cinco titulares e cinco suplentes do PMDB, apenas Aníbal Gomes esteve na comissão. Entre os 15 que votaram contra o governo, quatro de são de partidos aliados: Jandira Feghali (PcdoB-RJ), Carlos Mota (PL-MG), Ivan Ranzolin (PP-SC) e Alceu Collares (PDT-RS). (Fonte: Correio do Povo e Valor Econômico)


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