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Passeata unificada reúne
três mil no Centro do Rio
Três mil pessoas
participaram no dia 26 da passeata unificada dos
servidores públicos contra a reforma da
Previdência. A passeata teve início
na Candelária, seguindo até a Cinelândia,
onde foi realizado ato político. A manifestação
contou com a presença de servidores das
três esferas, além de diversos trabalhadores
da iniciativa privada e estudantes. Do Judiciário
Federal estiveram presentes cerca de 150 servidores.
Participam do ato os deputados João Batista
Babá (PT/PA), Luciana Genro (PT/RS) e João
Fontes (PT/SE). A senadora Heloísa Helena
(PT/AL) esteve presente na concentração
e deu o seu apoio à mobilização
dos servidores e à greve nacional por tempo
indeterminado a partir do próximo dia 8.
Além dos parlamentares, participou do ato
o presidente nacional do PSTU e dirigente nacional
da CUT, José Maria de Almeida. O presidente
da CUT RJ, Jayme Ramos, falando em nome da Central,
foi vaiado pela maioria dos manifestantes.
Durante toda a passeata, os servidores exigiram
o arquivamento do PEC 40, inclusive com a palavra
de ordem "contra a reforma neoliberal, o
servidor vai fazer greve geral".
Estudo
mostra que 54,3% da população não
contribui para previdência
A divulgação, pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), da Síntese
de Indicadores Sociais 2001, revela que 54,3%
dos brasileiros que têm algum tipo de trabalho
não contribuem para a Previdência
Social.
O estudo, feito com dados da Pesquisa Nacional
por Amostra de Domicílio (Pnad) de 2001
e Censo 2000, registra que, entre os trabalhadores
que se declararam empregados, disseram contribuir
para a Previdência 61,5%; e entre os que
se denominaram empregadores, 58,1%. Entre os trabalhadores
domésticos, 26,1% afirmaram contribuir
para o INSS; entre os autônomos, 14,9%.
(Fonte: Oficina de Informação)
Investimento do governo
Lula é o menor dos últimos nove
anos
O nível
de investimento público dos cinco primeiros
meses do governo Lula é o menor dos últimos
nove anos em períodos semelhantes. De acordo
com dados do Sistema Integrado de Administração
Financeira (Siafi), o governo federal liquidou
apenas R$ 173,9 milhões em investimentos
até o final de maio. Em nenhum dos dois
mandatos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso
o gasto foi tão baixo quanto este: o menor
valor registrado é de R$ 367 milhões,
entre janeiro e maio de 2000.
Se os números dos anos anteriores fossem
atualizados pelos índices de inflação
ou comparados com o PIB, o valor real dos investimentos
entre 1995 e 2002 se distanciaria ainda mais do
executado até agora na administração
petista. Em 1998, por exemplo, o investimento
chegou nos cinco primeiros meses a R$ 1,1 bilhão,
ou cerca de R$ 1,7 bilhão em valores de
hoje.
Dos R$ 14,2 bilhões previstos no Orçamento
deste ano para investimentos, apenas 1,2% foi
liquidado até maio (a liquidação
equivale a uma fase de reconhecimento da despesa
anterior ao efetivo pagamento).
Mesmo considerando que 70% dos recursos de investimento
foram bloqueados em fevereiro pelo governo para
atender à nova meta de superávit
primário, o nível de execução
orçamentária ainda continua mais
baixo do que o do primeiro mandato de FHC (4,69%
em 1995). Sete ministérios do governo Lula,
pelos dados do Siafi, não chegaram a investir
nem 0,1% dos recursos autorizados.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário,
por exemplo, investiu R$ 1.919 em assentamentos
rurais e R$ 1.506 no apoio administrativo (como
aquisição de equipamentos) - uma
cifra de 0,001% do total autorizado no Orçamento.
Considerando os valores empenhados (fase anterior
à liquidação), o índice
de execução se eleva para pouco
mais de 3%. Os ministérios que mais gastaram,
proporcionalmente, foram os da Fazenda (6,11%
da verba orçada) e da Ciência e Tecnologia
(5,8%). Contabilizando as despesas de custeio
junto do investimento, a Saúde é
que apresenta o melhor resultado (35%), devido
às transferências de recursos do
SUS aos municípios.
Os integrantes da equipe econômica têm
negado que esse desempenho esteja relacionado
a um controle extra sobre as despesas dos ministérios
para elevar o superávit primário,
que chegou a mais de 6% do PIB no primeiro quadrimestre,
frente a uma meta de 4,25%. (Fonte: Tribuna da
Imprensa.)
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