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Na segunda reunião da
comissão temática, governo não
apresenta dados sobre saúde do servidor
A comissão temática
específica de Seguridade Social, formada
por representantes do governo e dos servidores
federais, teve a sua segunda reunião ontem
pela manhã em Brasília. Cláudio
Azevedo, que também é diretor do
Sintrajufe RS, representou a Fenajufe, junto com
diretores das entidades nacionais que compõem
a Cnesf. Segundo Azevedo, os encaminhamentos da
comissão foram prejudicados já nessa
segunda reunião, uma vez que a bancada
governista não apresentou nem mesmo o relatório
da última reunião, conforme ficou
acertado. "Eles ficaram de elaborar o relatório
e nos enviar e, quando nem isso é atendido,
torna-se difícil o cumprimento das demandas
e o acompanhamento do que foi tratado na última
reunião, tanto da nossa parte como da parte
da bancada governista", criticou.
Uma das pendências que foram tratadas na
instalação da mesa, e cobradas pela
Cnesf, foram dados e levantamentos a respeito
de aposentadorias especiais, afastamento, licenças
e planos de saúde, que não foram
apresentados na reunião de ontem. A bancada
governista argumentou estar com dificuldades para
conseguir o levantamento e pediu que as entidades
nacionais ajudem a pressionar os órgãos
responsáveis pelos dados.
Ao lembrar os outros encaminhamentos, o diretor
da Fenajufe cobrou uma resposta sobre a audiência
com o ministro da Previdência, Ricardo Berzoini,
solicitada pela Cnesf. Segundo informaram os governistas,
o pedido já foi encaminhado, mas a assessoria
do ministro ainda não confirmou a data.
Não bastassem as dificuldades surgidas
já no início dos trabalhos da comissão,
a bancada do governo apresentou ainda um trabalho
realizado no governo de Cristovam Buarque, no
Distrito Federal, sobre acidente de trabalho e
saúde do trabalhador, desenvolvido pela
Direção de Saúde do Trabalhador
(Disat). De acordo com uma das representantes
do governo, que trabalhou na gestão petista
no DF, o estudo apresenta os procedimentos adotados
para atender aos direitos dos trabalhadores na
área da seguridade social e dá enfoque
especial nos afastamentos por invalidez.
Cláudio Azevedo considera que o trabalho
apresentado reforça o que foi manifestado
na reunião anterior, ou seja, que o governo
está dando um caráter fiscalista
e economicista a essas discussões. Segundo
Azevedo, há o risco de que o objetivo do
governo seja envolver o servidor na discussão
por meio das distorções que permeiam
as questões relacionadas à Previdência.
"Com a grande atenção dada
às aposentadorias por invalidez, não
vão faltar casos isolados de distorções
para desvirtuar a atenção e colocar
ainda mais a sociedade contra o servidor público",
afirmou.
Quanto ao trabalho desenvolvido no governo do
Distrito Federal, o diretor da Fenajufe comentou
que "já na segunda reunião
a bancada governista apresentou um questionário
detalhado, que tem como objetivo as licenças
e os afastamentos e não uma preocupação
com a situação em que se encontra
o trabalhador em seu ambiente de trabalho. Está
clara que a preocupação aí
é com a questão econômica
e com os 'prejuízos' das aposentadorias
especiais e com as licenças e não
com o bem-estar do servidor público".
Ele apresentou um questionário feito pelo
Sintrajufe RS com o objetivo de realizar um levantamento
da saúde no local de trabalho. O estudo
do sindicato, ainda em fase de fechamento, aponta
a preocupação com os servidores
que estão trabalhando, com seus problemas
e condições de trabalho. "Foi
constatado que várias pessoas vão
trabalhar doentes, com sérios problemas
de saúde física e mental",
afirmou Cláudio.
Um dos coordenadores do programa do DF, presente
na reunião de ontem, concordou com o diretor
da Fenajufe, mas reforçou a preocupação
com os casos de afastamento e não com os
que estão trabalhando em situações
precárias de saúde. Tal posicionamento,
na avaliação de Azevedo, comprova
as várias manifestações do
governo divulgadas pela imprensa no final de semana
sobre a proposta de Reforma da Previdência,
levantando distorções na concessão
das aposentadorias por invalidez com o notório
objetivo de, mais uma vez, colocar a culpa no
servidor. (Fonte: Fenajufe)
Muda
horário de entrega dos ingressos para cinemas
Hoje e amanhã os ingressos de cinema estarão
disponíveis no sindicato, com Ana Paula
Faria. O horário será das 10h às
13h e das 14h às 17h. O bilhete do GNC
baixou de R$ 6,00 para R$ 5,00. Os ingressos não
retirados no prazo serão revendidos para
outros colegas.
Os artistas da categoria aparecerão
em reportagem do D&A
Na próxima edição da revista
D&A, a página de Cultura enfocará
os artistas de nossa categoria. Para não
deixarmos ninguém de lado, não queremos
sair à procura dos colegas: esperamos,
então, que vocês entrem em contato
conosco e divulguem seu trabalho até o
dia 27.
PRA FINALIZAR
Clube terá
que pagar indenização por discriminação
racial
O Clube do Comércio
de Encruzilhada do Sul foi condenado pela 6ª
Câmara Cível do TJRS a pagar uma
reparação, por dano moral, de R$
20 mil, por prática de racismo. A decisão
unânime acompanha voto do desembargador
Carlos Alberto de Oliveira, que deu provimento
à apelação da lesada Lisandra
Correa Ferreira. Ela e amigos formaram um bloco
que, no carnaval de 1998, pretendeu ingressar
no baile carnavalesco que se realizava no clube.
Todos entraram sem problemas, menos Lisandra,
que foi barrada pelo porteiro. Na ação
judicial foi posta a controvérsia: a autora
alegando que foi discriminada por ser negra; o
porteiro justificando o veto em conseqüência
de Lisandra não ser sócia e não
ter apresentado convite.
O julgador analisa que "o racismo ainda é
uma dura e triste realidade brasileira" e
que o Clube do Comércio não tem,
em seu corpo social, nenhum negro. (Fonte: Espaço
Vital Virtual)
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