Nº 271
20 de junho de 2003 - 13h30min


Prazo do enquadramento na JT encerra-se hoje

O sindicato encaminha hoje um requerimento administrativo junto ao TRT com relação ao enquadramento dos servidores da área judiciária para a área administrativa. Também será ajuizada uma ação judicial com relação a esta questão. Ambas as medidas serão de caráter coletivo.

Artistas da categoria em foco no próximo Direito & Avesso

No próximo D&A, a página de Cultura enfocará os artistas de nossa categoria. Para não deixarmos ninguém de lado, não queremos sair à procura dos colegas: esperamos, então, que vocês entrem em contato conosco e divulguem seu trabalho até o dia 27.

Atenção, doadores de sangue

Edgar Avila, pai da colega Magda, está internado no Hospital Ernesto Dornelles e necessita, com urgência, de todos os tipos de sangue. As doações pode ser feitas no Banco de Sangue, na rua Euclides da Cunha, 431.

REFORMA DA PREVIDÊNCIA
Mantida proibição de propaganda do governo sobre reforma previdenciária
Está confirmada, no segundo grau de jurisidição, a liminar que suspende, em todo o país, propaganda do governo sobre Reforma da Previdência. O juiz Álvaro Eduardo Junqueira, convocado para atuar no TRF da 4ª Região, concluiu que campanha não atendia às finalidades permitidas pela Constituição. A proibição tinha sido estabelecida em 13 de maio pelo juiz substituto da 5ª Vara Federal de Curitiba, Vicente de Paula Ataíde Júnior, em ação popular ajuizada por três professores ligados a sindicatos de servidores federais. A União interpôs um agravo e instrumento, pedindo a concessão de efeito suspensivo. Este foi negado.

O relator Ataíde Júnior concluiu que a propaganda não atendia às finalidades permitidas pela Constituição, pois não tinha o objetivo de promover a informação, a educação ou a orientação social da comunidade, mas simplesmente o de formar opinião pública favorável à posição política do governo federal sobre o assunto. Mais: que "a campanha provoca graves prejuízos financeiros aos cofres públicos". Em caso de descumprimento pelo governo, permanece a multa de R$ 50 mil diários. (Fonte: Espaço Vital Virtual)

PSDB vai apresentar sete emendas

O PSDB anunciou na quarta-feira o conteúdo das sete emendas que serão apresentadas à proposta da Reforma da Previdência. A primeira garante que o valor das pensões nunca será inferior a um salário mínimo. Isso porque a proposta do governo prevê a fixação das pensões em até 70% do valor do benefício. Outra emenda trata da contribuição previdenciária dos aposentados. O partido defende que os servidores que se aposentarem após a reforma ficarão isentos do pagamento da contribuição. O motivo, segundo o líder do PSDB na Câmara, Jutahy Junior, é que os servidores já serão muito afetados pela reforma, uma vez que seus benefícios serão determinados pela média das contribuições e não mais pelo último salário recebido. “Não haverá mais aquela situação de a pessoa receber mais do que pagou, então não é justo cobrar dos novos aposentados. Essa necessidade só existe na realidade anterior à da reforma”, explica.
O PSDB também defende o fim do mecanismo redutor, a adoção de um aumento gradativo da idade mínima de aposentadoria e que a União, os estados e os municípios sejam obrigados a constituir fundos previdenciários para seus servidores. O partido ainda está colhendo as 171 assinaturas necessárias para a apresentar oficialmente as emendas à Comissão Especial da Reforma da Previdência. (Fonte: Agência Câmara)


BRASIL
Polícia de São Paulo mata cem pessoas no mês de maio
Em maio foram registradas 101 mortes por policiais no estado de São Paulo. O número recorde de mortes supera os do conflito palestino-israelense no mesmo período. A divulgação do número coincide com a divulgação da Pesquisa sobre uso da força letal pela polícia em 2000 realizada pela Ouvidoria da Polícia do estado. A pesquisa constata que as vítimas letais da ação de policiais costumam ser do sexo masculino (99,17%) e jovens, até 35 anos (80,58%). A pesquisa mostra ainda que em 22,82% das mortes a vítima não estava envolvida em prática delituosa. A conclusão do relatório é de que a polícia paulista mata indiscriminadamente, contrariando todas as resoluções de direitos humanos, da ONU e do próprio código de conduta da corporação. (Fonte: Centro de Mídia Independente)


Entidades repudiam ataques a sindicatos e à Pastoral da Terra

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Francisco Fausto, recebeu de representantes das entidades civis e instituições envolvidas no combate ao trabalho escravo um manifesto de repúdio à campanha de difamação a pessoas e entidades que trabalham em defesa dos trabalhadores no Sul do Pará. Instituições e entidades como a Organização Internacional do Trabalho, a Contag, a OAB e o Ministério do Trabalho destacam o trabalho da Comissão Pastoral da Terra, do frei Henri Des Roziers, do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Redenção e do Grupo de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho. O manifesto registra que essas entidades e o frei Henri são vítimas de uma campanha difamatória com o objetivo de “desmerecer o trabalho heróico dessas instituições e pessoas”. (Fonte: TST)


PRA FINALIZAR
ONG denuncia à OEA erro do Judiciário brasileiro
A organização não-governamental Themis – Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero, de Porto Alegre, está submetendo à apreciação da Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) uma petição contra a República Federativa do Brasil, conforme o disposto nos artigos 44 e 46 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos e nos artigos 26, 27 e 32 do Regulamento da Comissão. A petição tem por objeto "denunciar o tratamento do Judiciário brasileiro e do Ministério Público nos casos de violência sexual contra mulheres e meninas". Segundo a entidade, "a posição do Poder Judiciário e dos órgãos de Justiça viola os parâmetros da convenção americana (dentre outros) relativos aos direitos da mulher e das meninas".

O caso levado à OEA envolve um alegado caso de violência sexual contra uma adolescente, durante uma consulta médica, em Porto Alegre. Denunciado, o médico foi condenado em primeiro grau, mas foi absolvido em segundo grau, no TJRS. Diante do que define como "gravidade dos fatos", a Themis solicita que a comissão abra o caso contra o Estado brasileiro e dê prosseguimento imediato, até a condenação pública do país por violação aos direitos humanos. (Fonte: Espaço Vital Virtual)

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