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Não esqueça: hoje
é dia de assembléias de base
Hoje, durante o dia de
paralisação do Judiciário
Federal do RS, serão realizadas assembléias
de base em Porto Alegre. Na Justiça do
Trabalho, a assembléia acontece às
13h, nas Varas Trabalhistas. Na Justiça
Federal, será às 13h30min, no prédio
da 1ª Instância. Pauta: construção
da greve e avaliação da data indicativa
tirada pela Cnesf no final de semana, 8 de julho.
Assembléias
deliberam paralisação dia 26
Foi deliberado pelas assembléias
de base de Porto Alegre (JF e JT) paralisação
no dia 26, com assembléia geral estadual
e vinda de colegas do interior, para avaliar indicativo
da Cnesf de greve a partir do dia 8 de julho.
Na semana passada, assembléia geral da
categoria aprovou greve por tempo indeterminado
a partir do dia 25 de junho, mas as assembléias
de base avaliaram que não se pode começar
a luta sozinho. A escolha do dia 26 se deve à
indicação, pela Cnesf, de data nacional
de luta contra a Reforma da Previdência.
Resultado
da assembléia da JF de Novo Hamburgo
Cerca de 95% dos servidores
da JF de Novo Hamburgo pararam hoje. Em assembléia,
eles aprovaram paralisação no dia
26, com vinda a Porto Alegre. Houve aprovação
de greve no dia 8, com possibilidade de antecipação
para o dia 26. Caso a data do início da
greve fique sendo o dia 8, a assembléia
deliberou um dia de paralisação
durante a semana que antecede a greve.
Protocolo da Mesa de Negociação
Acabou agora há pouco
a assinatura do protocolo de instalação
da Mesa Nacional de Negociação Permanente
do Serviço Público. O governo foi
representado pelos ministros Antônio Pallocci,
Ricardo Berzoini, Guido Mantega, Jaques Wagner,
Cristovam Buarque, Humberto Costa e José
Dirceu. Também participou da reunião
o senador Paulo Paim (PT-RS). A Cnesf foi representada
por uma diretora do Sinasefe e por Cláudio
Azevedo (Fenajufe). Foi entregue requerimento
pedindo audiência com Lula sobre a Reforma
da Previdência e documento com avaliação
da Mesa e do processo de negociação.
O documento reconhece os avanços da instalação
da Mesa, mas identifica dois pontos que atingem
os servidores e que o governo não aceita
negociar: reposição salarial e Reforma
da Previdência. "Apesar dos avanços
das mesas, a grande questão do momento
é a vida funcional na inatividade, pois,
quando entramos para o serviço público,
a remuneração da atividade e da
inatividade estavam vinculadas. Os servidores
públicos não serão cúmplices
na retirada de direitos na aposentadoria dos trabalhadores
brasileiros. Queremos a retirada da PEC 40 e a
revogação da emenda 20", ressalta
Azevedo. O ministro José Dirceu diz que
o governo não se dispõe a debater
a Reforma, que deve ser discutida no Congresso.
Servidores
fazem manifestação contra Lula na
Fenadoce amanhã
Amanhã, quando o presidente
Lula virá ao estado para visitar a Fenadoce,
servidores do Judiciário Federal de Pelotas
marcarão presença nos pavilhões
da festa. Munidos de guarda-chuvas vermelhos e
vestindo camisetas, os trabalhadores tentarão
sensibilizar Lula e mostrar sua inconformidade
diante da Reforma da Previdência proposta
por seu governo.
Carteirinhas da Unimed
Na primeira semana de julho,
estarão à disposição,
para os colegas de Porto Alegre, as novas carteirinhas
da Unimed. Para o interior do estado, enviaremos
as carteiras pelo correio.
REFORMA
DA PREVIDÊNCIA
Contra
o próprio bolso
A Reforma da Previdência proposta pelo governo
Luiz Inácio Lula da Silva mexe com mais
da metade da bancada petista na Câmara.
Dos 92 deputados, 54 são ou já foram
servidores o grande alvo das mudanças
enviadas ao Congresso. O PT, que historicamente
contou com o apoio do funcionalismo, hoje é
praticamente um partido de trabalhadores do setor
público. Medidas como a contribuição
de aposentados e pensionistas, o fim da paridade
entre ativos e inativos e da aposentadoria com
o último salário vão na contramão
da história do partido, que lutou contra
as mudanças na Previdência sugeridas
pelo time de Fernando Henrique Cardoso
incluindo aí a tributação
dos aposentados. Dos dez petistas que compõem
a Comissão de Constituição
e Justiça e de Redação(CCJR),
cinco deles votaram contra os próprios
interesses. São os servidores que defenderam
a constitucionalidade da reforma. ''Considero
essa reforma uma traição. No protesto,
vi os servidores cantando: você pagou com
traição a quem sempre lhe deu a
mão'', conta o deputado petista João
Fontes (SE), que foi servidor público por
17 anos.
Fontes classifica a reforma de ''um equívoco
histórico'' cometido contra aqueles que
apostaram no governo Lula. ''Foram os servidores
que colocaram a estrela do PT no peito na época
de maior repressão, quando os trabalhadores
da iniciativa privada não se manifestavam
para não perder o emprego'', lembra. Mesmo
sendo contra a reforma, o deputado reconhece que
dificilmente o governo vai voltar atrás
e apresentar medidas que não atinjam o
funcionalismo. ''O partido está em um momento
complicado, vai ser difícil reatar com
os servidores'', avalia. (Fonte: Correio Braziliense)
O servidor
público como bode. Outra vez
Transcrevemos parte do texto
do juiz-presidente da 6ª Turma do Tribunal
Regional do Trabalho da 2ª Região,
mestre e doutor em Direito do Trabalho pela Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo,
Francisco Antonio de Oliveira:
"A fúria agora se volta contra o funcionário
público, como se ele fosse o culpado por
todos os desmandos que governantes inapetentes
e incompetentes impuseram ao país com planos
mirabolantes de tecnocratas de plantão.
O povo é espécie de cobaia indefesa
a quem são impostos os planos e as conseqüências
deletérias. A bola da vez é a Previdência
Social. Cada um inventa um número indicativo
do déficit, sem o menor constrangimento
ou pudor com a verdade. E isso sem que, ao menos,
pensem em fazer um levantamento atuarial.
A falta de critérios e a ausência
de seriedade no trato do problema são,
no mínimo, preocupantes. A União
nunca recolheu para a previdência e, de
tanto sonegar a sua parte, parece se ter transformado
em direito adquirido ao calote. Ninguém
sequer comenta, nem mesmo os jornais. O poder
público em geral (estados e municípios)
não recolhem para a previdência.
Esse mau exemplo se estende para as empresas privadas
à espera, como está acontecendo
agora, de uma anistia...
''Será que esse déficit da previdência
pode ser imputado realmente aos servidores públicos,
ou é um mito conveniente, no sentido de
ocultar pretensas mudanças que atendam
aos interesses de bancos, seguradoras e agentes
econômicos?'' (Antonio Fernando do Amaral
e Silva, presidente do TJ-SC). Declarou o deputado
Fleury: ''O dinheiro arrecadado pela previdência
está sendo usado para pagamento de juros
do chamado déficit primário. Se
separarmos as contas da previdência e do
Tesouro, não aparecerá déficit
algum'' (AMB). Não seria o caso de o Executivo
determinar um levantamento sério nas contas
da previdência ao invés de ficar
com futurologias aleatórias que a ninguém
convence? Por que o funcionário público
aposentado tem de pagar a conta da previdência
que o governo não pagou?".
Boa pergunta! (Fonte: Correio
Braziliense)
PRA FINALIZAR
Atenção, doadores
de sangue
Edgar Avila, pai da
colega Magda, está internado no Hospital
Ernesto Dornelles e necessita, com urgência,
de todos os tipos de sangue. As doações
pode ser feitas no Banco de Sangue, na rua Euclides
da Cunha, 431.
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