Nº 266 - 2ª edição
11 de junho de 2003 - 18h


Representantes de servidores pedem ao governo abertura de negociações da reforma da Previdência

O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, recebeu, pouco depois das 14h, no Palácio do Planalto, uma comissão formada por dez representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), dos trabalhadores da educação e dos servidores públicos federais. A reivindicação é de abertura de um processo de negociação da reforma da Previdência. Segundo o presidente da CUT, Luiz Marinho, os manifestantes querem discutir mais detalhadamente a proposta da reforma.
Participam ainda do encontro os ministros da Previdência Social, Ricardo Berzoini, e Luiz Dulci, da Secretaria Geral da Presidência da República. A comissão vai entregar um documento ao governo pedindo a abertura das negociações. (Fonte Agência Brasil)

José Dirceu é contrário a emendas dos deputados petistas

A bancada de deputados federais do PT decidiu dia 10 preparar propostas de emenda à Reforma da Previdência em pelo menos sete pontos centrais do texto que tramita no Congresso desde o final de abril. O ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu disse que seria um erro primário do governo mudar proposta acordada com governadores. Em almoço ontem na Casa Civil, o ministro teria dito que é falsa a idéia de que o governo vai mudar o texto da reforma, "a não ser uma ou outra mudança residual". (Fonte: Folha de São Paulo)

Intelectuais assinam manifesto

Intelectuais simpatizantes do PT voltaram a criticar duramente o governo Lula ao assinarem ontem, dia 10, o "Manifesto de Alarme Contra a Proposta do Governo de Reforma da Previdência", propondo a sua retirada do Congresso. O documento foi aprovado em ato público na USP (Universidade Federal de SP), organizado por sindicatos e associações de servidores e professores de universidades paulistas. O documento diz que a proposta de Reforma da Previdência "nada oferece no sentido de resolver os problemas reais que o sistema apresenta e rompe com os princípios de justiça e inclusão social". O professor de Sociologia Octavio Ianni afirmou ao jornal Folha de SP que as reformas encaminhadas ao Congresso são ëxigências rigorosas e imperiosas do FMI e do Banco Mundial". (Fonte: Folha de São Paulo)


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