Nº 264
9 de junho de 2003 - 14h


Reforma provoca corrida de servidores à aposentadoria

A reforma previdenciária proposta pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva está aumentando os pedidos de aposentadoria do funcionalismo público. Levantamento feito pelo Ministério do Planejamento a pedido da Agência Folha mostra que, de janeiro a abril deste ano, 3.213 funcionários já se aposentaram no Executivo federal - um aumento de 41,48% em relação ao mesmo período do ano passado. O número desses quatro primeiros meses representa praticamente a metade do total de aposentadorias concedidas em todo o ano passado (7.465).

O servidor que se aposentar antes de aprovada a proposta do governo manterá alguns benefícios atuais. O principal deles é a aposentadoria com o salário integral, que recebe atualmente na ativa.

De acordo com o levantamento divulgado pela Folha, a situação é mais preocupante nas universidades federais. Num dos casos, a quantidade de pedidos aumentou sete vezes em relação ao ano passado.

Isso ocorreu na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), que recebeu entre março e abril deste ano cerca de 60 pedidos de aposentadorias de professores e técnicos administrativos. No mesmo período do ano passado, foram oito requerimentos.

Com 727 professores e cerca de 1.600 funcionários, a UFMS já enfrenta um déficit de 83 docentes, pois o governo federal não tem feito concursos para reposição.

Na Universidade Federal do Rio de Janeiro, os pedidos de aposentadoria cresceram 106,25% neste ano. De janeiro a abril, 33 professores já fizeram a solicitação.

A fuga de docentes das universidades federais preocupa os reitores. A presidente da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior), a reitora da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Wrana Panizzi, pretende organizar um seminário nesta semana para discutir a reforma.

'Existem universidades que podem perder 50% do seu quadro docente. O Estado precisa decidir se a educação será uma prioridade da administração ou será, mais uma vez, alvo de descaso', disse.

A média mensal de professores que deixaram as universidades públicas do Rio Grande do Sul no primeiro quadrimestre deste ano quase dobrou: uma média de 18 professores deixaram a UFRGS, a FURG (Fundação Universidade de Rio Grande) e a UFSM (Universidade Federal de Santa Maria). No ano passado, a média mensal foi de dez aposentados. (Fonte: Agência Folha)

Assembléia geral em SC aprova greve por tempo indeterminado

Os servidores do Judiciário Federal de Santa Catarina ratificaram o indicativo de greve por tempo indeterminado para a segunda quinzena de junho, em assembléia geral estadual, realizada no dia 5 em Florianópolis. A posição da categoria será levada pelos delegados, eleitos na assembléia, para a Plenária Nacional dos SPFs, que será realizada no próximo dia 14/06, em Brasília. (Fonte: Sintrajusc)

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