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Reforma provoca corrida de servidores
à aposentadoria
A reforma previdenciária
proposta pelo governo Luiz Inácio Lula
da Silva está aumentando os pedidos de
aposentadoria do funcionalismo público.
Levantamento feito pelo Ministério do Planejamento
a pedido da Agência Folha mostra que, de
janeiro a abril deste ano, 3.213 funcionários
já se aposentaram no Executivo federal
- um aumento de 41,48% em relação
ao mesmo período do ano passado. O número
desses quatro primeiros meses representa praticamente
a metade do total de aposentadorias concedidas
em todo o ano passado (7.465).
O servidor que se aposentar
antes de aprovada a proposta do governo manterá
alguns benefícios atuais. O principal deles
é a aposentadoria com o salário
integral, que recebe atualmente na ativa.
De acordo com o levantamento
divulgado pela Folha, a situação
é mais preocupante nas universidades federais.
Num dos casos, a quantidade de pedidos aumentou
sete vezes em relação ao ano passado.
Isso ocorreu na UFMS (Universidade
Federal de Mato Grosso do Sul), que recebeu entre
março e abril deste ano cerca de 60 pedidos
de aposentadorias de professores e técnicos
administrativos. No mesmo período do ano
passado, foram oito requerimentos.
Com 727 professores e cerca
de 1.600 funcionários, a UFMS já
enfrenta um déficit de 83 docentes, pois
o governo federal não tem feito concursos
para reposição.
Na Universidade Federal do
Rio de Janeiro, os pedidos de aposentadoria cresceram
106,25% neste ano. De janeiro a abril, 33 professores
já fizeram a solicitação.
A fuga de docentes das universidades
federais preocupa os reitores. A presidente da
Andifes (Associação Nacional dos
Dirigentes das Instituições de Ensino
Superior), a reitora da UFRGS (Universidade Federal
do Rio Grande do Sul), Wrana Panizzi, pretende
organizar um seminário nesta semana para
discutir a reforma.
'Existem universidades que
podem perder 50% do seu quadro docente. O Estado
precisa decidir se a educação será
uma prioridade da administração
ou será, mais uma vez, alvo de descaso',
disse.
A média mensal de professores
que deixaram as universidades públicas
do Rio Grande do Sul no primeiro quadrimestre
deste ano quase dobrou: uma média de 18
professores deixaram a UFRGS, a FURG (Fundação
Universidade de Rio Grande) e a UFSM (Universidade
Federal de Santa Maria). No ano passado, a média
mensal foi de dez aposentados. (Fonte: Agência
Folha)
Assembléia
geral em SC aprova greve por tempo indeterminado
Os servidores do Judiciário
Federal de Santa Catarina ratificaram o indicativo
de greve por tempo indeterminado para a segunda
quinzena de junho, em assembléia geral
estadual, realizada no dia 5 em Florianópolis.
A posição da categoria será
levada pelos delegados, eleitos na assembléia,
para a Plenária Nacional dos SPFs, que
será realizada no próximo dia 14/06,
em Brasília. (Fonte: Sintrajusc)
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