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Adesão à paralisação
é grande no Judiciário Federal do
RS
A adesão no Judiciário Federal gaúcho
contra a Reforma da Previdência está
sendo boa neste primeiro dia. O levantamento foi
feito pela manhã; portanto, a adesão
deve ser ainda maior. Na Justiça do Trabalho,
há dez Varas totalmente paradas, quatro
delas já com portaria suspendendo prazos.
Das 30 Varas Trabalhistas de Porto Alegre, apenas
três não aderiram ao movimento. Os
colegas se concentraram em frente ao prédio
das Varas desde as 9h e, ao meio-dia, participaram
de um almoço coletivo.
Na Justiça Federal,
a situação ficou complicada devido,
novamente, à intolerância da direção
do TRF. Hoje pela manhã, o Sintrajufe foi
barrado nas dependências da 1ª instância
da Justiça Federal. Uma funcionária
do sindicato foi retirada do local, bem como caixa
de som, mesas, panfletos, adesivos, copos e garrafas
térmicas. Em audiência com os diretores
Cláudio Martinez, Juliane Stival, Rogério
Heckler e Leonardo Torres, a diretora do Foro
Maria Helena reiterou a postura de diálogo,
colocando-se à disposição
durante todo o dia. Ela explicou que a retirada
das pessoas foi uma determinação
do atual presidente do tribunal, Nylson Paim de
Abreu, que é provisório no cargo.
Dessa forma, mais uma vez o presidente Nylson
demonstrou não apenas uma postura conservadora,
mas autoritária e falta de sensibilidade
quanto à gravidade do momento atual e o
descaso com o futuro do serviço público.
Os trabalhadores almoçaram
há pouco na calçada em frente às
depedências da JF. Vale lembrar que o mesmo
desembargador Nylson foi quem, na greve do ano
passado, chamou a Polícia Federal para
tentar desmobilizar uma assembléia. Outra
questão é que na Justiça
Federal aqui no Rio Grande do Sul está
realizando o dia do descarte e não tem
atendimento ao público.
Como
está o movimento no país
Alagoas
As mobilizações hoje
em Alagoas tiveram início com um café
da manhã, no prédio das Varas Trabalhistas.
A atividade teve a participação
de representantes da CUT AL e dos sindicatos dos
servidores públicos federais, dos vigilantes
e de outras categorias. Uma comissão de
servidores se reuniu com o vice-presidente do
TRT, Pedro Inácio, que estava contra a
atividade da categoria. A comissão foi
explicar o objetivo da mobilização
e pedir apoio à luta do sindicato e dos
servidores.
Paraná
Em Curitiba, a atividade de mobilização
da categoria começou com um café
da manhã, em frente ao prédio das
Varas Trabalhistas. O Sinjutra avalia que a adesão
ao movimento também deverá ser muito
forte no interior do estado, nas 49 varas e distribuições
existentes.
Pernambuco
Aconteceu na manhã de hoje,
na av. Caxangá, a Caminhada pelo Serviço
Público. Houve paradas no Hospital Barão
de Lucena, no Expresso Cidadão e no Hospital
Getúlio Vargas para exibição
das faixas e distribuição de cartas
à população. Organizado pelo
Fórum dos Servidores Públicos Estaduais,
o evento contou com a presença de trabalhadores
e representantes de sindicatos e estudantes. (Fonte:
Fenajufe)
REFORMA
DA PREVIDÊNCIA
Comissão Especial
reúne-se amanhã
A Comissão Especial
que analisa a Reforma da Previdência volta
a se reunir amanhã, às 9h30min,
no plenário 14. Foram convidados para debater
o assunto representantes da Associação
Nacional das Entidades Abertas de Previdência
Privada, da Associação Nacional
dos Participantes de Entidades de Previdência
Privada, da Caixa de Previdência dos Funcionários
do Banco do Brasil (Previ) e da Bradesco Previdência.
(Fonte: Agência Câmara)
Corrente
Sindical Classista, da CUT, lança carta
em apoio aos servidores
Total solidariedade aos
servidores públicos
No momento em que está
em pauta no Congresso Nacional a proposta de reforma
da Previdência encaminhada pelo governo,
a Corrente Sindical Classista vem a público
manifestar sua ativa solidariedade à luta
dos servidores brasileiros em defesa dos seus
direitos e por uma legislação que
garanta o caráter público e universal
do sistema previdenciário e seja orientada
pela lógica da inclusão social e
os interesses da maioria do nosso povo. A CSC
é contra o aumento da idade mínima
para aposentadoria, a taxação dos
aposentados e a proliferação de
fundos complementares privados.
É preciso ressaltar
que o debate sobre o tema, influenciado por interesses
contraditórios e nem sempre transparentes,
tem sido distorcido pela divulgação
de meias verdades e argumentos falsos, através
dos quais se atribui a aposentados e pensionistas
a responsabilidade pela crise financeira do Estado,
confunde-se direitos com privilégios e
se estimula a divisão artificial da classe
trabalhadora, entre as categorias dos setores
público e privado. Também se difunde
a falsa expectativa de que os fundos de pensão
privados vão gerar e gerir poupança
para o crescimento da economia.
Não é verdade
que a Previdência seja a causa da crise
financeira, provocada pelas dívidas externa
e interna acumuladas pelos governos e exacerbada
pelas altas taxas de juros. Não fosse a
necessidade de pagamentos de juros, que em 2002
consumiram mais de 100 bilhões de reais,
não se poderia falar em déficit
e, muito pelo contrário, as contas públicas
apresentariam um superávit (o chamado superávit
primário) superior a 4% do PIB. A seguridade
social é superavitária há
alguns anos, informação que é
negligenciada e omitida no debate.
A reforma não deve
objetivar apenas a realização de
metas fiscais, que de resto têm sido impostas
pelos credores e estabelecidas no acordo assinado
com o FMI. As mudanças levadas a efeito
no governo Lula precisam ter a marca da inclusão
e considerar, em primeiro lugar, a necessidade
de incorporar à Previdência Social
um universo estimado em mais de 50 milhões
de trabalhadores que foram expulsos do sistema
pelo desemprego em massa e contratos precários,
sem carteira assinada. A inclusão desse
imenso contingente que pode ser alcançada
com a retomada do crescimento econômico,
a redução da jornada de trabalho
e a reversão da precarização
- propiciará o aumento das contribuições
e o fortalecimento financeiro da Previdência.
Neste debate é
indispensável reforçar o papel e
os compromissos do Estado na solução
dos conflitos, das carências e dos problemas
sociais, em contraposição à
filosofia neoliberal que prevaleceu nos governos
FHC e propõe o chamado Estado mínimo,
voltado exclusivamente para a satisfação
dos interesses do capital financeiro. A política
econômica do governo Lula deve buscar na
valorização da força de trabalho
(incluindo o servidor público) a fonte
que vai alimentar o crescimento do mercado interno,
da economia, do emprego e do desenvolvimento nacional
soberano, sustentável e duradouro.
A Corrente Sindical Classista
conclama à mobilização e
à luta em defesa dos servidores e da Previdência
Social Pública, considerando que, no caminho
do desenvolvimento com valorização
do trabalho, as mudanças devem contemplar
o seguinte:
- Manutenção
da aposentadoria integral dos servidores, excluindo
a possibilidade de taxação dos aposentados.
- Manutenção
dos atuais limites de idade para aposentadoria.
- Auditoria das contas da
Previdência, rigoroso combate à sonegação
e às fraudes e revisão do conceito
de filantropia adotado pela Previdência.
- Teto do Regime Geral da
Previdência Social (RGPS) em salário
mínimo e recuperação do poder
aquisitivo das aposentadorias e pensões.
- Defesa da Previdência
Social Pública baseada no critério
de repartição e solidariedade entre
as gerações.
- Reforma do RGPS garantindo
o caráter de inclusão com ampliação
de cobertura para idosos urbanos, desempregados
e trabalhadores sem carteira assinada.
- Criação de
previdência complementar pública
com participação dos trabalhadores
em sua gestão.
- Imediata votação
da Lei que define o teto de remuneração
dos três poderes para acabar com aposentadorias
privilegiadas (arts. 37 e 48 da Constituição
Federal).
- Aperfeiçoamento da
gestão democrática da Previdência.
Áustria
e França param contra proposta de reforma
Ontem, a maioria dos vôos
foi cancelada e vários dos principais serviços
de trem foram interrompidos na França por
causa da greve dos servidores públicos
em protesto contra a reforma da previdência
proposta pelo primeiro-ministro Jean-Pierre Raffarin.
A greve também forçou escolas a
fechar e afetou hospitais e outros órgãos
do governo.
A greve de 24 horas na França
é vista como a maior confrontação
até agora ao primeiro-ministro Raffarin.
O premiê disse que os planos de aumentar
o tempo e o valor das contribuições
dos funcionários públicos para a
aposentadoria são urgentes para diminuir
o déficit no setor, que deve alcançar
50 bilhões de euros (aproximadamente R$
150 bilhões) por ano até 2020. Os
sindicalistas concordam que há desproporcionalidade
no número de trabalhadores e aposentados,
mas insistem que há outras maneiras de
encontrar o dinheiro. Parisienses tiveram que
andar a pé, de bicicleta e skate para chegar
ao trabalho nesta terça-feira com a interrupção
do metrô. Na segunda-feira, três centrais
sindicais foram estimuladas por duas pesquisas
de opinião pública que mostravam
simpatia da maioria dos franceses pelos protestos.
Na Áustria, a greve
de professores do ensino fundamental está
deixando cerca de 1 milhão de crianças
sem aula. O protesto também é contra
propostas de reforma no sistema de pensões.
Inscrições
para o Campeonato Desportivo do sindicato
Já estão abertas
as inscrições para o Campeonato
Desportivo do Sintrajufe. Há várias
modalidades, basta conferir na nossa página
na internet. Participe!
Novo
Hamburgo forma novo grupo da cooperativa habitacional
Nessa semana, foi formado
um novo grupo, em Novo Hamburgo, para casas e
apartamentos, integrando a cooperativa habitacional.
A contribuição inicial é
de R$ 150,00 e estão sendo aceitas novas
adesões. Contatos com Patrícia,
fone 594-1319.
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