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Sintrajufe vai ao aeroporto
pressionar deputados
Hoje pela manhã, os diretores do Sintrajufe
Giovana, Leonardo e Cláudio Saldanha interceptaram
os deputados federais gaúchos no aeroporto
e entregaram-lhes uma carta solicitando a não-aprovação
da proposta de Reforma da Previdência apresentada
pelo governo. Os diretores falaram com Augusto
Nardes (PPB), Alceu Collares (PDT), Maria do Rosário
(PT), Tarcísio Zimmermann (PT), Ênio
Bacci (PDT) e Júlio Redecker (PPB). Houve
a manifestação de apoio de alguns
deputados e o comprometimento dos deputados do
partido do governo em receber os trabalhadores
do serviço público em seus gabinetes
para tratar do assunto. Causou perplexidade a
afirmação do deputado Redecker,
que manifestou que votará com o governo:
"Sou oposição, votei com Fernando
Henrique e agora voto com Lula".
Interior
se mobiliza para a paralisação de
quarta e quinta-feira
Amanhã, em Santa Cruz, haverá
um ato público, no centro da cidade, reunindo
colegas do Judiciário Federal e da Previdência
Social da cidade.
Em Livramento, dia 15, partir das 15h, na Praça
General Osório, os trabalhadores das justiças
do Trabalho, Federal e Eleitoral distribuirão
panfletos esclarecendo os motivos da paralisação
à população. Haverá
cobertura da mídia local. (Informes das
cidades que entraram em contato com a Secretaria
de Comunicação)
Governo
não fala de salários e atrasa Comissão
da Previdência
O governo instalou, dia 6, três das quatro
comissões temáticas que servem de
referência para as negociações
da pauta geral com os servidores públicos
federais. Foram designados representantes dos
ministérios da Previdência Social,
da Fazenda, do Trabalho e do Planejamento para
negociar com os representantes dos servidores.
Também participaram membros da Casa Civil
e da Secretaria-Geral da Presidência. As
quatro comissões temáticas são
Política Salarial; Direito Sindical; Papel
do Estado, Reestruturação do Serviço
Público e Diretrizes para Plano de Carreira;
e Seguridade Social. A única não
instalada foi a da Seguridade.
O adiamento da instalação da comissão
ligada à Previdência Social e a inexistência
de avanços nas negociações
salariais causaram indignação entre
os delegados presentes à Ampliada Fenajufe.
O diretor que esteve presente nas reuniões
das comissões temáticas de política
salarial e de diretrizes de planos de carreira,
Valdson Silva (do Sindjufe PA), disse que, "além
de não apresentar nenhuma proposta para
recomposição dos salários,
o governo tenta empurrar com a barriga as discussões
sobre seguridade social". Para Valdson, é
preocupante o fato de o governo não ter
falado ainda em recomposição salarial
dados os prazos na Lei de Diretrizes Orçamentárias
(LDO). "O orçamento de 2004 deve ser
definido em junho e depois disso ficará
praticamente impossível apresentar alguma
emenda", explica. As reuniões das
comissões acontecem semanalmente até
28 de maio, quando os resultados devem ser levados
para a mesa central de negociação.
(Fonte: Sisejufe RJ)
PAÍS
Uma nova invasão?
Norte-americanos aumentam compra de terras no
Brasil
A perspectiva de aumento da demanda mundial por
alimentos nos próximos anos e a estimativa
de redução da renda dos agricultores
nos países ricos, devido ao fim dos subsídios,
estão atraindo para o Brasil agricultores
estrangeiros. Grandes produtores dos Estados Unidos
já começaram esse movimento, segundo
a secretária de Agricultura daquele país,
Ann Venema. Ela disse, em reunião com o
ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, que
"o Brasil é país com o maior
potencial de crescimento em área e produtividade
agropecuária do planeta". (Fonte:
Gazeta Mercantil)
Palocci
quer uma Lei de Falências que beneficie
bancos
Os bancos, no Brasil, não têm do
que reclamar. Além de fazerem parte do
setor da economia que mais acumula crescimento
e lucros, terão com a nova Lei de Falências,
mais benefícios. A proposta do novo projeto
sobre o assunto prevê o aumento das chances
dos credores de serem ressarcidos. Atualmente,
a prioridade é o pagamento das dívidas
trabalhistas; se o projeto for aprovado, créditos
trabalhistas e tributários perdem a prioridade
de pagamento e precisam ser quitados à
vista. Segundo o ministro da Fazenda, Antônio
Palocci, a medida vai baixar a taxa de risco dos
bancos e criar condições para a
redução dos juros no país.
Alguém consegue acreditar? (Fonte: Gazeta
Mercantil)
SAÚDE
Descoberta proteína
que bloqueia a pneumonia asiática
Cientistas da Universidade de Hong Kong anunciaram
a descoberta de uma proteína que se mostrou
eficaz no bloqueio do ataque do vírus causador
da Síndrome Respiratória Aguda Severa
(Sars), mais conhecida como pneumonia asiática.
O trabalho não é considerado definitivo,
mas abre caminho para o tratamento da doença,
que já matou mais de 500 pessoas. Na Rússia,
o biólogo Vitali Zverev afirma que o consumo
diário de 100 gramas de vodca mata todos
os vírus. (Fonte: O Sul)
HISTÓRIA
13 de maio: não há lugar para festejos
da abolição
Quando a questão da abolição
foi discutida no Brasil, a escravidão já
tinha sido condenada na maior parte do mundo.
O Brasil foi o último País a aboli-la.
O processo foi lento e difícil. Para isso
muito contribuíram a luta do negro e as
transformações sociais e econômicas
que aconteceram no final do século XIX.
Também foi importante a Campanha Abolicionista,
que ajudou a desacreditar ainda mais o sistema
escravista.
Durante os 372 anos que durou a escravidão,
milhões de negros foram seqüestrados
da África e submetidos, no Brasil, à
mais desumana exploração econômica.
A categoria do "subomem", atribuída
ao negro pelo senhor de escravos branco, tenta
justificar e legitimar tanto a exploração
como a degradante situação a que
eram submetidos os escravos. A violência
como modo de submissão e desumanização
foram utilizadas para negar a essência do
homem. Quando, a partir de 1880, os escravos decidiram
abandonar as fazendas em número cada vez
maior, desorganizando o trabalho, os fazendeiros
se viram obrigados a aceitar como inevitável
a abolição.
Por tudo isso, a assinatura da Lei Áurea,
em 1888, não passou de uma formalidade,
que impediu os negros de darem o último
golpe num sistema baseado na opressão e
na violência.
Mas o negro não se submeteu passivamente
às formas de exploração.
Por um lado, lutou por melhoria das condições
de vida de todos os trabalhadores. É o
caso das greves dos trabalhadores nos portos e
ferrovias.
Em 1910, João Cândido (o Almirante
Negro) liderou os marinheiros (em sua maioria,
negros) numa luta contra os maus-tratos que sofriam
nos navios. Era a Revolta da Chibata.
O negro promoveu ativa organização
contra a discriminação racial. Através
de jornais dirigidos à comunidade negra,
associações recreativas e beneficentes,
escolas de samba, blocos, o negro resistiu ao
massacre cultural. As religiões afro-brasileiras
cumpriram um importante papel.
Paralelamente, constituiu-se a Frente Negra Brasileira,
uma organização com fins políticos
que reuniu mais de 200 mil homens e mulheres negros
em todo o país. Só foi extinta em
1937 por um ato da ditadura de Getúlio
Vargas.
O Brasil chegou a 2003 com mais de 36 milhões
de crianças abandonadas, famintas, sem
abrigo. A maioria negra continua nas favelas.
A perseguição policial é
uma constante nos bairros pobres, e o número
de negros mortos pela polícia cresce em
todo o país. Um negro, mesmo que não
queira ver, é discriminado no mercado de
trabalho, nas escolas, nos clubes, nos bares,
nos livros, nos programas de rádio e televisão.
A mulher negra é sempre apresentada como
objeto sexual, máquina de trabalho, o que
esconde seu papel de organizadora da coletividade
negra em todos os seus aspectos.
Portanto, o trabalho que as entidades negras desenvolvem
hoje é de grande importância.
Mas para acreditarmos em nossa capacidade de organização,
é preciso não ter medo de assumir
nossa história e cultura. Não podemos
mais confiar que "brancos e ricos" tenham
interesse em atender nossas exigências.
Construir uma luta independente é dever
de todos(as).
Denunciando o racismo onde ele se apresente, participando
ativamente das organizações negras
políticas/culturais, levando a questão
racial para dentro das escolas, das associações
de moradores, dos locais de trabalho, dos Sindicatos
e dos partidos políticos.
Enquanto permanecer esta situação
nossa luta não pode parar.
Não há lugar para festejos da Abolição.
Junte-se a nós na construção
de uma sociedade nova onde não exista racismo
e exploração!
(Comissão Estadual de Combate à
Discriminação Racial-CUT/RS / Informa
CUT RS)
Inscrições
para o Campeonato Desportivo do sindicato
Já estão abertas as inscrições
para o Campeonato Desportivo do Sintrajufe. Há
várias modalidades, basta conferir na nossa
página na internet. Participe!
Novo Hamburgo forma novo
grupo da cooperativa habitacional
Nessa semana, foi formado um novo grupo, em Novo
Hamburgo, para casas e apartamentos, integrando
a cooperativa habitacional. A contribuição
inicial é de R$ 150,00 e estão sendo
aceitas novas adesões. Contatos com Patrícia,
fone 594-1319.
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