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REFORMA
DA PREVIDÊNCIA
Mauricio Rands é o relator
do projeto da Reforma da Previdência
O
deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) será
o relator da Reforma Tributária e o deputado
Mauricio Rands (PT-PE), da Reforma Prevideciária,
na Comissão de Constituição
e Justiça e de Redação. O
anúncio foi feito pelo presidente da CCJR,
Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), após reunir-se
no seu gabinete com o líder do PMDB, Eunício
Oliveira, e os vice-líderes do Governo,
Sigmaringa Seixas (PT-DF) e Vicente Cascione (PTB-SP),
além de Osmar Serraglio (PMDB-PR). (Fonte:
Agência Câmara)
Processo
sobre a incorporação dos quintos
é novamente adiado
O
julgamento do processo referente à incorporação
dos quintos de função comissionada,
que aconteceria nesta quarta-feira (07), foi novamente
adiado. O ministro substituto do Tribunal de Contas
da União, Lincoln Magalhães, pediu
vistas do processo e ainda não há
previsão de uma nova data para apreciação.
O benefício era incorporado aos vencimentos
até novembro de 1997, quando o pagamento
foi suspenso. A representação pede
que se incorpore o benefício para quem
ocupava função até 2001.
(Fonte: Sindilegis)
Precatório
dos ex-celetistas
O
juiz deu prazo de 10 dias para a União
se manifestar. A intimação deverá
ser feita amanhã. Após a manifestação
da União o juiz deve decidir sobre a liberação
do alvará. Em caso negativo, o sindicato
ingressará com um agravo de petição.
Ingressos
nos cinemas
Os
ingressos dos cinemas estarão à
disposição no Sintrajufe amanhã
e sexta-feira, das 10 às 12h e das 13 às
17h, com Ana Paula Faria. Os ingressos devem ser
retirados nessa data ou serão vendidos
para outros colegas.
REFORMAS
Governistas
limitam emendas
Os
líderes dos partidos da base aliada do
governo decidiram pôr em prática
o rolo compressor na Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ) da Câmara e nas comissões
especiais para aprovar o mais rapidamente possível
as reformas da Previdência e tributária.
Deverão ficar de fora do processo na CCJ
as audiências públicas e as emendas
individuais.
As
emendas das bancadas governistas passarão
por um funil que será administrado pela
liderança do governo, o que significará
controle total sobre tudo o que for apresentado.
As medidas provocaram reação na
base aliada e na oposição.
O
líder do PFL na Câmara, José
Carlos Aleluia (BA), acusou o presidente da CCJ,
Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), de "manchar"
o cargo de presidente da comissão, e o
nome do seu patrono, o ex-deputado Djalma Marinho
(RN). "Não posso aceitar que o presidente
da CCJ seja enquadrado. Nem ele nem qualquer integrante
dessa comissão", gritou Aleluia, enquanto
exigia a palavra como líder. "Ninguém
me enquadrará, a não ser a Constituição",
respondeu Greenhalgh. (Fonte: Agência Câmara)
Berzoini
critica atitude de Paim em relação
às reformas
Em
café da manhã com a bancada do PL
na Câmara, o ministro da Previdência,
Ricardo Berzoini, criticou a atitude do senador
Paulo Paim (PT-RS) de atacar a reforma da Previdência.
"Não é razoável um senador
do PT, que tem livre acesso e poderia procurar
conversar comigo, ir à tribuna criticar
a proposta do governo, principalmente com a história
que ele tem no que se refere a assuntos da Previdência",
disse Bezoini aos deputados.
No
encontro, ele confirmou, também, que haverá
mudanças no sistema previdenciário
dos militares e disse que pretende concluir a
elaboração dessa proposta até
a próxima semana.
O ministro reconheceu que a contribuição
dos inativos é um ponto sensível
da proposta, mas defendeu a tese da necessidade
de contribuição solidária
no sistema previdenciário. O líder
do PL, Waldemar Costa Neto, afirmou que o partido
vai acompanhar a maioria na questão dos
inativos. "Se o governo não fizer
mudanças, vamos acompanhar. Vamos votar
juntos. Esta é uma decisão do partido",
disse Costa Neto. (Fonte: O Estado de São
Paulo)
Paim
diz que sua proposta é melhor que a do
governo
O
senador Paulo Paim (PT-RS), em reunião
com a Frente Parlamentar e de Entidades em Defesa
da Previdência Pública, grupo integrado
por aposentados e parlamentares, deve atacar o
projeto de reforma da Previdência enviado
pelo governo ao Congresso e defender outro que,
na sua opinião, se aprovado, acabará
com os marajás, porque fixará o
teto de aposentadoria em R$ 8,8 mil (o salário
do presidente da República), evitará
o desgaste da cobrança dos inativos e garantirá
uma Previdência pública sadia para
o resto da vida.
Paim
diz que não teme punição
partidária por discordar do projeto do
governo. "Sou um homem de partido e aceitarei
o que a direção do PT decidir.
E
não recorrerei da decisão",
afirma. "Mas tenho certeza de que, se tiver
a oportunidade de conversar com o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva e levar minha proposta,
todos vão ver que tenho razão e
vão acabar adotando-a." O jornal O
Estado de São Paulo fez uma entrevista
com o senador Paim, que reproduzimos abaixo:
Estado - Como é o
seu projeto para a Previdência?
Paulo Paim - Pela
proposta, só recebe a aposentadoria quem
pagar por ela. Por exemplo: se um hipotético
servidor José, que recebe R$ 8 mil, já
trabalhou 20 anos e tem 15 de contribuição
pela frente, quiser se aposentar com R$ 8 mil,
deve procurar a Previdência e fazer o cálculo
atuarial. Se tiver de pagar R$ 4 mil mensais de
contribuição para garantir os R$
8 mil, terá de fazê-lo. Caso contrário,
receberá menos. É muito mais interessante
para a Previdência do que cobrar 11% sobre
o teto de R$ 1.058. Com cálculo atuarial
não tem erro.
Estado - Haveria limite
de valor?
Paim - Claro.
Ninguém poderá, em hipótese
alguma, receber mais do que o salário do
presidente, de R$ 8,8 mil. É o fim dos
marajás. Minha proposta é mais avançada
que a do governo, pois baixa o teto de R$ 17 mil
para R$ 8,8 mil. Nos Estados, ninguém ganharia
mais do que o governador e nos municípios
não haveria aposentadoria superior ao salário
do prefeito.
Estado - E como ficaria
a contribuição dos inativos?
Paim - Não
seria cobrada. O desgaste é grande demais
e o governo, se vencer no Congresso, corre o risco
de perder no Supremo Tribunal Federal (STF). Por
isso, proponho como saída pagar para quem
se aposentar agora o seu salário, menos
os 11% de contribuição. Por exemplo,
quem recebe R$ 5 mil, paga R$ 550 de Previdência.
Passará para a inatividade com R$ 4.450.
Estado - A Previdência
seria pública ou privada?
Paim
- Pública, com gestão quadripartite:
teria representantes de empresários, trabalhadores,
aposentados e governo, com poder deliberativo.
Assim, vamos saber onde está o dinheiro
da Previdência.
Estado - O sr. acha que
o governo aceitará sua idéia?
Paim - Sim.
Porque proponho ainda o combate à sonegação,
a cobrança judicial das dívidas,
que hoje são de R$ 500 bilhões,
a contribuição sobre o faturamento
e não sobre a folha de pagamento das empresas
e auditoria nas contas da Previdência.
Estado - O governo parece
estar decidido a não aceitar nenhuma mudança...
Paim -
Em 17 anos no Congresso, nenhuma reforma foi aprovada
do jeito que chegou do Executivo. Quase todas
foram aprovadas, mas com mudanças. Ao visitar
a Câmara para entregar os projetos, Lula
disse que
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