Com aposentadoria bruta de R$45 mil, Temer tem a ousadia de dizer que a Previdência dos servidores é “privilégio”


07.Agosto.2017 - 18h34min

Sem força para aprovar a Reforma da Previdência que tramita no Congresso, Michel Temer (PMDB) anunciou nesta semana que vai propor uma nova reforma, que será menos abrangente. Em dívida com os parlamentares que votaram pelo arquivamento da denúncia por corrupção passiva, o governo avalia que, no momento, só conseguirá votar projetos de interesse desses deputados. Contrariando o governo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), afirmou que pretende colocar em votação em setembro o texto aprovado na comissão especial.

Ao anunciar a nova proposta, Temer classificou a aposentadoria dos servidores como “privilégio”, indicando que deve lançar novos ataques ao serviço público. A idade mínima também deve ser atingida. Temer, que se aposentou aos 55 anos como procurador do Estado de São Paulo, recebe uma aposentadoria bruta de R$ 45 mil, sem contar os mais de R$30 mil brutos mensais que recebe como presidente, ficando limitado pelo teto constitucional.

Nas últimas semanas, o governo intensificou os ataques aos servidores federais, com a volta do Programa de Demissão Voluntária (PDV) e o anúncio de cortes em benefícios como auxílio-transporte e auxílio-alimentação. 

Com salário garantido para a vida, o presidente, corrupto e impopular, quer continuar retirando direitos dos trabalhadores brasileiros e promovendo o desmonte do Estado. Além disso, Temer segue apresentando o falso argumento de que a Previdência é deficitária. No entanto, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência Social no Senado, em seu balanço das atividades realizadas no primeiro semestre, chegou à conclusão de que “o alegado déficit anunciado pelo Governo Federal contém sérias inconsistências técnicas”.

  Segundo esse balanço, que pode ser conferido AQUI, “ao excluir receitas oriundas de contribuições sociais que potencialmente deveriam financiar a Previdência Social conjuntamente com as demais áreas da Seguridade Social, como a COFINS, a CSLL e as receitas do PIS/PASEP, e Loterias, forja-se um resultado orçamentário artificial e negativo com a intenção clara e inequívoca de agravar o déficit e forçar a aprovação de uma Reforma do sistema, que se for aprovada na forma como ela foi elaborada implicará em graves consequências sociais e econômicas para milhões de brasileiros”.

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