Sintrajufe/RS reafirma luta contra reforma trabalhista em ato público com diversas entidades em frente à Justiça do Trabalho


11.Julho.2017 - 12min

 

Esta terça-feira, 11, data de votação da reforma trabalhista de Temer no plenário do Senado, foi também mais um dia de luta e resistência. Enquanto, em Brasília/DF, o governo tentava iniciar a votação em meio a protestos, o Sintrajufe/RS organizou, em unidade com diversas outras entidades, ato público em frente às varas trabalhistas de Porto Alegre contra a reforma e em defesa da Justiça do Trabalho. O ato foi organizado em conjunto pelo Sintrajufe/RS, pela Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da IV Região (Amatra IV) e pela Associação Gaúcha dos Advogados Trabalhistas (Agetra). Ao mesmo tempo, estiveram presentes na mobilização entidades que participam do Fórum Gaúcho em Defesa da Previdência e representações de todas as centrais sindicais, demonstrando o consenso das entidades dos trabalhadores e do Judiciário em torno da necessidade de derrotar os ataques aos direitos trabalhistas.

O diretor do Sintrajufe/RS Cristiano Moreira conduziu o ato público, de tempos em tempos apresentando informes de Brasília, onde representantes do sindicato (os diretores Rafael Scherer e João Jurinic) acompanham a discussão no Senado e participam da pressão aos parlamentares. Cristiano destacou que o mesmo Congresso que hoje estava votando a reforma trabalhista, no dia de ontem discutia a representação da PGR contra Temer, acusado de corrupção. “Nossos direitos estão sendo atacados por uma quadrilha. Um governo sem qualquer credibilidade ou legitimidade quer esvaziar o conteúdo da CLT com a reforma trabalhista, uma das tantas medidas do projeto de desmonte do Estado”, disse o dirigente, lembrando ainda da reforma da previdência e do congelamento dos gastos públicos por 20 anos. O sindicalista saudou a unidade construída entre servidores, advogados e magistrados, além das centrais sindicais, presentes desde a manhã em vigília na Justiça do Trabalho. A presidente do TRT4, desembargadora Beatriz Renck, também esteve presente, e destacou que a reforma enfraquece a Justiça do Trabalho e precariza o trabalho, impedindo o exercício da dignidade humana. Para ela, a proposta, se aprovada, não irá criar mais empregos, mas precarizar os empregos já existentes.

Também falou ao microfone o juiz do trabalho Tiago Mallmann, da direção da Amatra IV. Ele disse estar orgulhoso de ver que servidores, magistrados e advogados não estão calados frente aos ataques representados pelas reformas de Temer. E lembrou que a reforma trabalhista, além de ruim, é apressada, tendo tramitado sem debate real com a sociedade. Para ele, a reforma precariza o contrato de trabalho, enfraquece os sindicatos e impede a Justiça do Trabalho de atuar, criando um ciclo que traz grandes prejuízos ao conjunto dos trabalhadores. Representando a Agetra, quem fez uso da palavra foi o presidente da entidade, advogado João Vicente Araújo. Ele afirmou que Temer deveria estar na cadeia e que tem-se, no TST, um presidente (Ives Gandra Filho) que "envergonha a Justiça do Trabalho". Disse ainda que é preciso lembrar, nas eleições, de cada um dos que votarem contra os trabalhadores, e que é necessário reunir a consciência jurídica com a consciência política sobre o que está ocorrendo no Brasil com as reformas.

O ato ainda teve falas de diversas outras entidades: representantes da CTB, OAB-RS, CGTB, Ajuris, CSP/Conlutas, Associação dos Juízes pela Democracia, Intersindical, Associação Latino-Americana de Juízes do Trabalho, Nova Central, CUT, CSB, Força Sindical, Assojaf, Femergs, Assufrgs e APEJUST manifestaram-se contra a reforma trabalhista e exaltaram a unidade construída em torno da luta pelos direitos dos trabalhadores. Luta essa que precisa continuar, que teve nesta terça apenas mais um capítulo e que deverá ser conduzida pelo conjunto dos trabalhadores brasileiros.

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