Com participação do Sintrajufe/RS, dia de greve geral teve muita luta e muita repressão


03.Julho.2017 - 12h08min

 

 
 
Se não foi do tamanho do 28 de abril, a greve geral desta sexta-feira, 30, também teve sua força. Em Porto Alegre, diversas categorias de trabalhadores aderiram à greve e, pela manhã, ruas, avenidas e garagens de ônibus foram trancadas. O Sintrajufe/RS e os trabalhadores do Judiciário Federal no Rio Grande do Sul estiveram, mais uma vez, em posição de protagonismo nas lutas. Desde a madrugada e até o fim das atividades do dia, estiveram lado a lado com diversas outras categorias na tentativa de barrar as reformas de Temer.
 
 
 
 
A violenta repressão policial da parte da manhã acabou fazendo com que o ato unificado marcado para o início da tarde se transformasse em um protesto contra a criminalização da luta. A mobilização mostrou a disposição dos trabalhadores para dar continuidade à luta, barrar as reformas trabalhista e da Previdência e tirar Michel Temer (PMDB) da Presidência.
 
 
 
Desde a madrugada, por volta das 3h30min, trabalhadores se postavam em frente a garagens de onde sairiam ônibus. O Sintrajufe/RS esteve presente nessas atividades. Por algumas horas no início da manhã, as garagens ficaram trancadas. O mesmo aconteceu com algumas ruas e avenidas da cidade. Porém, sem qualquer diálogo em nenhuma dessas frentes, a Brigada Militar fez avanços violentos contra os manifestantes.
 
 
 
 
Na avenida Bento Gonçalves, onde havia representantes do Sintrajufe/RS, o Batalhão de Choque encurralou um pequeno grupo, com cerca de 20 manifestantes, e jogou bombas de gás contra eles, mesmo sem qualquer reação. Os relatos dos presentes dão conta de xingamentos machistas e homofóbicos contra os trabalhadores, somando à violência física o ataque moral.
 
 
Em meio à repressão que se espalhou pela cidade, houve prisões arbitrárias. Até o fechamento desta matéria, o líder sindical e ex dirigente do CPERS-Sindicato, o professor Altemir Cozer, que faz parte da direção executiva da CSP/Conlutas, continuava preso.
 
 
 
 
Para o início da tarde, estava marcado um ato unificado no Largo Glênio Peres, em frente ao Mercado Público. A manifestação chegou a reunir cerca de 5 mil pessoas, que subiram a Avenida Borges de Medeiros em direção ao Palácio Piratini, sede do governo do estado. O objetivo desse trajeto e destino era justamente cobrar a libertação de Altemir e criticar a repressão policial contra o direito à manifestação. Uma comitiva de representantes das centrais sindicais presentes conseguiu ser recebida pelo governo, mas, mesmo com o posicionamento contundente dos sindicalistas, o governo não garantiu a libertação do manifestante preso.
 
 
 
 
Em todo o Brasil, houve diversas categorias paralisadas e muitas manifestações, em especial com ruas e estradas trancadas. O dia de lutas encerrou-se com a percepção geral de que é preciso ampliar a mobilização e construir novos dias de greve geral para conseguir derrotar as reformas de Temer.
 
 
 
Para o diretor do Sintrajufe/RS Cristiano Moreira, o dia de greve geral foi "mais uma importante data na luta contra as reformas e contra o governo corrupto de Temer, com atos em várias cidades do Brasil. A categoria participou massivamente, com atividades de mobilização em todo o estado do Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, o ato teve um eixo específico de luta contra a criminalização dos movimentos sociais, já que, desde a madrugada, nós sofremos uma repressão violenta a criminosa por parte do governo Sartori. É um paradoxo e uma vergonha que, no mesmo dia em que um professor, foi preso por lutar contra a retirada de direitos, um público e notório bandido, Aécio Neves, teve seu mandato devolvido pelo STF. A repressão não vai nos parar. Precisamos que todas as centrais e entidades se envolvam efetivamente na construção de novas datas de mobilização unificada para derrubar Temer e impedir suas reformas".
 
 
Texto: Alexandre Haubrich; fotos: Otávio Fortes / Especial.

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