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FÓRUM
SOCIAL MUNDIAL
Marcha na África
dá início ao FSM
Uma marcha em Bamako, capital do país africano
Mali, deu início ontem ao Fórum
Social Mundial (FSM). Os manifestantes portaram
cartazes com slogans hostis ao neoliberalismo
e outros que diziam 'A África pode alimentar
a África', 'Vamos globalizar a paz' e 'Vamos
matar a pobreza, não o algodão'.
A organização estimou que participaram
em torno de 4 mil pessoas. Saíram do Monumento
da Independência em Bamako-Coura, no Oeste
da capital, rumo ao estádio Modibo Keita,
no Noroeste. Entre os presentes estavam dozos
(caçadores tradicionais), mascarados e
outros vestidos de algodão branco, em sinal
de apoio aos produtores. A cerimônia de
abertura incluiu apresentações artísticas.
'Vamos dar a palavra a pessoas que nem sempre
têm oportunidade de se expressar', destacou
um dos coordenadores do fórum na África,
Mamadou Goita.
Esta edição do FSM ocorre também
de 24 a 29 de janeiro em Caracas, na Venezuela,
e mais adiante está programada a parte
asiática em Karachi, no Paquistão.
Na América, uma das discussões será
a relação com os governos de esquerda.
'O evento era um espaço dos movimentos
sociais. Mais tarde, muitos militantes acabaram
vinculados aos governos do continente', constatou
o coordenador na Bolívia da Campanha contra
a Alca, Pablo Solon. Acredita que o tema fundamental
não é mais a denúncia, mas
o desenvolvimento de propostas que aprofundem
os avanços da esquerda. Disse que o presidente
eleito da Bolívia, Evo Morales, tem um
desafio pela frente. Mas advertiu: 'O exemplo
que não devemos seguir é o do presidente
Lula, que adotou o modelo neoliberal na economia'.
No FSM de Caracas também será lançada
campanha para evitar a privatização
dos recursos hídricos. Haverá mobilização
para tirar a água dos acordos comerciais.
(Correio do Povo)
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