Nº 834
20 de janeiro de 2006 - 16h


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FÓRUM SOCIAL MUNDIAL
Marcha na África dá início ao FSM
Uma marcha em Bamako, capital do país africano Mali, deu início ontem ao Fórum Social Mundial (FSM). Os manifestantes portaram cartazes com slogans hostis ao neoliberalismo e outros que diziam 'A África pode alimentar a África', 'Vamos globalizar a paz' e 'Vamos matar a pobreza, não o algodão'. A organização estimou que participaram em torno de 4 mil pessoas. Saíram do Monumento da Independência em Bamako-Coura, no Oeste da capital, rumo ao estádio Modibo Keita, no Noroeste. Entre os presentes estavam dozos (caçadores tradicionais), mascarados e outros vestidos de algodão branco, em sinal de apoio aos produtores. A cerimônia de abertura incluiu apresentações artísticas. 'Vamos dar a palavra a pessoas que nem sempre têm oportunidade de se expressar', destacou um dos coordenadores do fórum na África, Mamadou Goita.
Esta edição do FSM ocorre também de 24 a 29 de janeiro em Caracas, na Venezuela, e mais adiante está programada a parte asiática em Karachi, no Paquistão. Na América, uma das discussões será a relação com os governos de esquerda. 'O evento era um espaço dos movimentos sociais. Mais tarde, muitos militantes acabaram vinculados aos governos do continente', constatou o coordenador na Bolívia da Campanha contra a Alca, Pablo Solon. Acredita que o tema fundamental não é mais a denúncia, mas o desenvolvimento de propostas que aprofundem os avanços da esquerda. Disse que o presidente eleito da Bolívia, Evo Morales, tem um desafio pela frente. Mas advertiu: 'O exemplo que não devemos seguir é o do presidente Lula, que adotou o modelo neoliberal na economia'. No FSM de Caracas também será lançada campanha para evitar a privatização dos recursos hídricos. Haverá mobilização para tirar a água dos acordos comerciais. (Correio do Povo)

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