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FÓRUM
SOCIAL MUNDIAL
FSM 2006 deverá ser uma das edições
mais politizadas na história do evento
A edição continental do Fórum
Social Mundial, que começará no
dia 24 em Caracas, na Venezuela, com uma estimativa
de 80 mil participantes, deve ser uma das mais
politizadas da história do evento, iniciado
em 2001 e considerado o maior encontro mundial
de movimentos e organizações que
se opõem ao modelo neoliberal. Na lista
de fatores apontados como combustível da
politização, destaca-se o fato de
ser realizado no país do presidente Hugo
Chávez, que tem se apresentado como paladino
da luta antineoliberal.
Ele foi a figura mais festejada em 2005, em Porto
Alegre, e, neste ano, pisará o polêmico
território do fórum para tratar
de um dos temas mais caros aos seus participantes:
a luta antiimperialista. Como a organização
do evento não aceita a interferência
direta de governantes nem de partidos, o presidente
venezuelano irá até lá a
convite da Via Campesina, organização
internacional cujo braço brasileiro é
o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra [MST].
Como ocorreu na capital gaúcha, ele deve
falar num ginásio de esportes, no segundo
dia do evento.
Este será o primeiro fórum dedicado
exclusivamente às Américas, o que
permitirá aprofundar os debates sobre temas
políticos comuns. Há visível
excitação - expressa no número
de mesas-redondas, debates e conferências
- em torno do aumento do número de governantes
latino-americanos com ares antineoliberais. (Fonte:
Estado de São Paulo)
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