Nº 830
16 de janeiro de 2006 - 16h


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FÓRUM SOCIAL MUNDIAL
FSM 2006 deverá ser uma das edições mais politizadas na história do evento

A edição continental do Fórum Social Mundial, que começará no dia 24 em Caracas, na Venezuela, com uma estimativa de 80 mil participantes, deve ser uma das mais politizadas da história do evento, iniciado em 2001 e considerado o maior encontro mundial de movimentos e organizações que se opõem ao modelo neoliberal. Na lista de fatores apontados como combustível da politização, destaca-se o fato de ser realizado no país do presidente Hugo Chávez, que tem se apresentado como paladino da luta antineoliberal.
Ele foi a figura mais festejada em 2005, em Porto Alegre, e, neste ano, pisará o polêmico território do fórum para tratar de um dos temas mais caros aos seus participantes: a luta antiimperialista. Como a organização do evento não aceita a interferência direta de governantes nem de partidos, o presidente venezuelano irá até lá a convite da Via Campesina, organização internacional cujo braço brasileiro é o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra [MST]. Como ocorreu na capital gaúcha, ele deve falar num ginásio de esportes, no segundo dia do evento.
Este será o primeiro fórum dedicado exclusivamente às Américas, o que permitirá aprofundar os debates sobre temas políticos comuns. Há visível excitação - expressa no número de mesas-redondas, debates e conferências - em torno do aumento do número de governantes latino-americanos com ares antineoliberais. (Fonte: Estado de São Paulo)

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