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REFORMA
AGRÁRIA
MST nega agressão contra madeireiro no
sudoeste do Paraná
O Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem Terra do Paraná negou ontem
qualquer tipo de ato violento ou agressão
física contra o madeireiro José
Luiz Estácio. Ele diz ter sido vítima
de tortura no último final de semana, durante
um confronto com as 140 famílias de sem-terra
que ocupam há cerca de um ano o Reduto
de Caraguatá, uma área de reserva
florestal em Paula Freitas, sudoeste paranaense.
Segundo Camilo da Silva, da coordenação
do MST, José Luiz Estácio retira
madeira ilegalmente da reserva. O MST já
teria feito vários boletins de ocorrência
sobre o fato e denunciado o crime à Secretaria
de Segurança Pública. De acordo
com os sem-terra, na madrugada do último
domingo (8) o madeireiro chegou ao acampamento
embriagado, acompanhado de um irmão e mais
três pistoleiros, e começou a atirar.
Integrantes do MST conseguiram detê-lo e
encontraram com o grupo de Estácio duas
espingardas calibre 13, uma calibre 16 e um revólver
38. De acordo com o representante do MST, assim
que o madeireiro foi detido, os sem-terra chamaram
a polícia do município. Camilo da
Silva diz que os pistoleiros foram levados à
Delegacia com as armas, mas não foram autuados
em flagrante nem presos. "Eles ainda disseram
que foram torturados, numa total inversão
dos fatos", defende Silva.
(Fonte: Portal Vermelho, com informações
da Radiobrás)
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