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JUDICIÁRIO
Tribunais têm um mês para demitir
os parentes
O Conselho Nacional de
Justiça (CNJ) deu prazo até 14 de
fevereiro para que, todos os tribunais do país,
acabem com o nepotismo - até o terceiro
grau de parentesco. Dados do CNJ revelam que pelo
menos 90% dos tribunais estaduais mantêm
apadrinhados, admitidos sem concurso para cargos
de confiança.
Desde que editou a Resolução 7,
para dar fim a essa prática, o CNJ enfrenta
forte resistência, mas isso não intimida
o juiz federal Flávio Dino, secretário-geral
do conselho que foi criado na reforma do Judiciário
(Emenda nº 45) "A resistência
está dentro do esperado e o CNJ está
longe de ter sua vida ameaçada".
Três mandados de segurança, em defesa
do nepotismo e questionando a competência
normativa do CNJ, estão sob exame no Supremo
Tribunal Federal, instância máxima
do Judiciário. "Vejo isso com muita
tranqüilidade porque o STF vai decidir até
o início de março uma questão
que está muito clara. A Emenda 45 confere,
em seu artigo 103, poderes normativos ao CNJ.
Eu não dramatizo essas polêmicas
como uma ameaça ao conselho".
Contra a ofensiva dos defensores da continuidade
do nepotismo, a Associação dos Magistrados
Brasileiros (AMB) já informou que, se necessário,
acionará o STF com as medidas judiciais
cabíveis no sentido de proteger a Resolução
7. A entidade rechaça qualquer tentativa
de derrubar esta importante conquista para o país
e expressa sua esperança de que o Supremo
Tribunal Federal [STF], no exercício de
sua função, irá assegurar
a efetividade de medidas que visem à moralidade
pública. (Fonte: Diap)
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