Nº 828
11 de janeiro de 2006 - 17h


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BRASIL
Centrais querem mínimo de R$ 360
As centrais sindicais vão apresentar hoje ao ministro do Trabalho, Luiz Marinho, uma nova proposta para levar o salário mínimo para R$ 360 a partir de 1º de maio. A proposta foi fechada numa reunião realizada ontem (10) entre as principais sindicais do país. O salário mínimo está hoje em R$ 300. O valor é menor que os R$ 400 reivindicados inicialmente pelas centrais, mas está acima dos R$ 321 previstos na proposta de Orçamento do governo para 2006. A tendência é que na reunião de hoje seja anunciado o novo valor do mínimo. Essa será a quarta reunião entre governo e sindicalistas para tratar do assunto. No último encontro -em dezembro do ano passado-, ficou combinado que o aumento seria decidido na reunião seguinte, que ficou marcada para hoje. O fato de as centrais sindicais terem revisto ontem sua proposta de reajuste de R$ 400 para R$ 360 deverá facilitar a negociação. Até agora, as centrais estavam irredutíveis e só aceitavam o aumento para R$ 400, o que acabou levando a negociação ao impasse. Em contrapartida, as centrais querem vincular o reajuste do mínimo à correção de 10% da tabela do Imposto de Renda. "Se não houver correção da tabela de IR, também não terá acordo para o salário mínimo", afirmou o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho. Para o presidente da CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores), Antonio Carlos dos Reis, o Salim, o novo salário reivindicado pelas centrais não é o ideal. "Não podemos ter a ilusão de pedir um valor que o governo não terá condições de pagar." O presidente Lula quer um reajuste para R$ 350. A equipe econômica, no entanto, pressiona por um aumento menor: R$ 340. Já o reajuste da tabela do Imposto de Renda, que vai contra o desejo do ministro Antonio Palocci Filho (Fazenda) e de seus assessores, pode ficar em torno de 7%. O presidente da CUT, João Felício, disse que as centrais rejeitam a proposta de elevar o mínimo para R$ 350. "Nossa proposta foi fechada com muita unidade entre as centrais e está vinculada à correção da tabela de IR." (Fonte: Folha de São Paulo)

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