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Sintrajufe questiona presidente
do TRF sobre quintos
O Sintrajufe havia solicitado
audiência com a presidência do TRF
em 27 de dezembro com o objetivo de tratar, antes
da finalização do exercício
e orçamento de 2005, da posição
do Tribunal de não pagar os quintos. No
entanto, a reunião foi marcada só
para dia 2.
Os diretores colocaram, em primeiro lugar, que
a concessão dos quintos na Justiça
Federal não estava vinculada à posição
do TCU, tanto que a JF já efetuava o pagamento
desde dezembro de 2004, mesmo tendo posição
contrária do TCU. Este só alterou
sua posição em 13 de dezembro de
2005. Em segundo lugar, os diretores lembraram
que ainda não há decisão
do STF sobre a concessão ou não
da liminar no mandado de segurança da Advocacia-Geral
da União contra a decisão de dezembro
do TCU. Ou seja, a decisão do TCU está
mantida até o momento.
Os dirigentes registraram, ainda, que o TRF da
4ª Região foi o único na JF
que tomou posição de não
pagar, já que os TRF da 2ª, da 3ª
e da 5ª regiões e o Superior Tribunal
de Justiça pagaram, na última semana
de dezembro, retroativos de quintos com sobras
do orçamento de 2005. O TRF da 5ª
pagaria em torno de 20% do valor devido e o STJ,
oito meses, segundo informações
obtidas junto aos próprios tribunais. O
TRF da 1ª e o Conselho da Justiça
Federal (CJF) não efetuariam pagamento
apenas por não possuírem disponibilidade
orçamentária, o que não era
o caso da 4ª Região.
Apesar dessas ponderações, o presidente
reafirmou que a posição do TRF da
4ª foi por conta do ingresso do mandado de
segurança da AGU no STF. Ele falou que
buscará, na primeira sessão do CJF,
em 10 de fevereiro, alternativa para pagamento
dos quintos, considerando os encaminhamentos diversos
tomados no final de 2005. Os diretores afirmaram
que vêem dificuldades por conta da realidade
de início de um novo orçamento,
no caso o de 2006, mas que esperam que seja encontrada
uma solução para pagamento desse
direito aos servidores. Eles registraram que,
na última semana de dezembro, receberam
no sindicato telefonemas de vários colegas
indignados com essa situação, por
conta da expectativa de que receberiam pelo menos
alguma parte do passivo.
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