Nº 809 - 2ª edição
6 de dezembro de 2005 - 16h


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Sisejufe/RJ e Fenajufe denunciam assédio no Centro Cultural da JF
O diretor do Sisejufe/RJ Valter Nogueira, acompanhado do diretor da Fenajufe Cláudio Azevedo e da diretora do Sintrajufe/RS Silvana Klein, se reuniram na tarde do dia 5 com o corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Pádua Ribeiro, para dar prosseguimento às representações contra a diretora executiva do Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF), Paula Rita de Mesquita Carvalho, que vem praticando assédio moral com os servidores concursados e terceirizados, artistas e produtores do CCJF.
A denúncia já foi levada ao conhecimento do CNJ e do TRF/RJ há algum tempo. No dia 14 de novembro, o Sisejufe/RJ e a Fenajufe protocolaram no CNJ denúncia e abaixo-assinado subscrito por 18 dos 20 servidores do CCJF, contra os atos praticados pela diretora. A denúncia e o abaixo-assinado também foram protocolados no TRF/RJ desde o dia 11 de abril, mas até agora não houve nenhuma providência. Na última quarta-feira, 30 de novembro, o Sisejufe esteve em audiência com o presidente do TRF/RJ, Frederico Gueiros, para informá-lo sobre o caso e solicitar que os responsáveis tomem as providências necessárias. Porém, o presidente informou apenas que irá analisar a questão, sem dar nenhuma sinalização de providência. De acordo com o diretor do Sisejufe/RJ, a procedência da diretora executiva piorou ainda mais depois das denúncias feitas. Depois de toda a atuação da Federação e do sindicato, ainda houve duas denúncias contra Paula Carvalho, uma feita pela assessora do secretário de cultura do Estado do Rio de Janeiro, e outra pelo coordenador do curso de cultura da Universidade Federal Fluminense. Ambas denunciam as atitudes arbitrárias e abusivas da diretora executiva. As denúncias foram protocoladas no TRF/RJ na semana passada e apresentadas hoje ao corregedor do CNJ.
Depois do relato dos dirigentes sindicais, Pádua Ribeiro informou que entrará em contato pessoalmente com o presidente do TRF/RJ para solicitar agilização da questão no âmbito do Conselho. O conselheiro informou ainda que, caso o TRF não averigue as denuncias e tome as providências necessárias, o CNJ tomará as medidas cabíveis. Ribeiro complementou dizendo que a prática de assédio moral vem sendo praticada com freqüência no Judiciário Federal, e parabenizou a atitude da Fenajufe e dos sindicatos por denunciar tais problemas.


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