Boletim Semanal do Sintrajufe RS
265 – De 13/3 a 28/3/08


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Assembléia geral escolhe delegados para plenárias

Conselho Geral realiza encontro

IR não incide sobre juros


Reunião na JF trata de IR sobre juros da URV e segurança

8 de Março mobiliza mulheres em Porto Alegre

CUT comemora aprovação do projeto que reconhece as centrais sindicais dos trabalhadores

Assessoria se reúne com relator da ação dos quintos

TRT fará pagamento do reenquadramento em folha complementar neste mês

Ampliada do NAS debate questões do segmento


Colegas ainda podem encaminhar documentação para ação da URV

IR sobre auxílio pré-escolar: União extravia autos e atrasa andamento de ação

Sindicato cobra passivos de ministro corregedor

Ampliada debate jornada e negociação coletiva

Encontro trata de assuntos da Justiça Eleitoral

Aposentadoria especial: CUT-RS realiza seminário

Central se reúne com MPS

Depoimento:

Sintrajufe lança Cartilha sobre LER/Dort

Ponto de Cultura oferece cursos à comunidade carente

Homossexuais poderão usar o nome social em prontuários do SUS

Governador do RJ pede ao STF reconhecimento da união estável de casais homossexuais


BM agride mulheres da Via Campesina e fere mais de 50 camponesas

Empatado o julgamento sobre as ações contra a privatização

Livro reúne fotos sobre cotidiano da Ilha Grande dos Marinheiros

Centro de documentação lança concurso nacional de contos lésbicos

AGENDA


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Assembléia geral escolhe delegados para plenárias

No último sábado, 1º/3, foi realizada na sede do sindicato assembléia geral cuja pauta foi a eleição de delegados para a XIV Plenária Nacional da Fenajufe, que acontece de 28 a 30/3, em Recife/PE, e para a XII Plenária Estadual da CUT, a ser realizada dias 26 e 27/4, em Porto Alegre. Estiveram presentes à assembléia 105 colegas e foram apresentadas 3 chapas para a Plenária da Fenajufe e duas chapas para a Plenária da CUT. Veja abaixo a composição das chapas, o número de votos recebidos e, pela proporção, a quantidade de delegados eleitos.

XIV Plenária Nacional da Fenajufe

Chapa 1/Viva Voz, 63 votos – 8 delegados: Barlese, Cristina, Edson, Gleni, Marcelo Ortiz, Marília, Milton Cabezudo, Sérgio Amorim; e 4 observadores: Alê, Alessandra, Orildo e Terezinha. A diretora Mara irá como delegada pela direção e os diretores Cláudio Azevedo e Zé Oliveira, como observadores pela Fenajufe. Chapa 2, 20 votos – 2 delegados: Eliete e Paulo Guadagnin; e 1 observador: Cláudio Maciel. Chapa 3, 13 votos – 2 delegados: Fagner, Ruy; e 1 observadora: Joana.

XII Plenária Estadual da CUT

Chapa 1/Viva Voz, 52 votos – 4 delegados, que serão escolhidos entre Alê, Cláudio Azevedo, Cristina, José Carlos Gomes, Mara, Marcus, Montano, Milton, Marli, Silvana e Zé. Chapa 2/CUT Independente e forte, 17 votos – 1 delegado, que será escolhido entre Ana Alice, Alexandre Magalhães, Cláudio Maciel, Hamilton, Íria, Marcelo Carlini, Paulo Guadagnim e Rogério.





Conselho Geral realiza encontro

Em 1º/3, também foi realizada a primeira reunião do Conselho Geral do Sintrajufe da gestão 2007/2010. O Conselho é formado pelas diretorias colegiada e de base. A reunião teve a participação de 51 colegas, incluindo diretores e diretores de base de Alegrete, Bento Gonçalves, Cachoeira do Sul, Caxias do Sul, Guaíba, Ijuí, Montenegro, Novo Hamburgo, Osório, Porto Alegre, Pelotas, Rio Grande e Vacaria. Na pauta do encontro, atribuições e competências estatutárias do Conselho e das direções de base, orçamento participativo, convênios, oficinas de cultura e o plano de lutas aprovado no Congrejufe de 2007.





IR não incide sobre juros

Na sessão do dia 21/2, o STF decidiu que o IR não incide sobre os juros moratórios decorrentes do pagamento dos juros da URV. A jurisprudência do Supremo já havia se firmado no sentido de serem devidas aos servidores do Poder Judiciário as diferenças decorrentes da errônea conversão dos seus salários em URV. Este entendimento foi seguido pela administração dos órgãos do Judiciário, que pagou tardiamente, incluídos juros.

O Sintrajufe protocolou em 16/4/07 ação contra a incidência do IR sobre os juros da URV. A ação está na 2ª Vara Tributária. A controvérsia, agora desfeita pelo STF, dizia respeito à natureza dos juros devidos pela demora da quitação do direito. Se remuneratórios, sobre os juros recebidos ou a receber deve incidir o IR; se indenizatórios, não deve incidir o tributo, porque não seriam classificados como acréscimo patrimonial. Na decisão, o STF acatou a reivindicação dos servidores e firmou entendimento que tais juros têm natureza indenizatória e, por isso, não são classificados como renda tributável. A assessoria jurídica está analisando maneiras de reaver os valores já descontados nos tribunais. O assunto será tratado em reunião na JF (veja texto abaixo).


 

Reunião na JF trata de IR sobre juros da URV e segurança

No dia 24/3, das 12h30min às 14h30min, no Auditório da JF, será realizada reunião com os servidores da JF e do TRF e o Sintrajufe. A assessoria jurídica do sindicato também participará do encontro. Na pauta, o imposto de renda sobre os juros da URV, estacionamento e segurança. A participação dos colegas é importante.




 

8 de Março mobiliza mulheres em Porto Alegre

A grande manifestação política do Dia Internacional da Mulher ocorreu um dia antes do 8 de Março. Na sexta-feira 7/3, sob um forte sol, centenas de mulheres e homens, militantes de sindicatos, partidos políticos e movimentos sociais se reuniram na Praça da Matriz e entregaram o Manifesto das Mulheres- manifesto de reivindicações das gaúchas exigindo igualdade e mais direitos para as mulheres - para as presidências da Assembléia Legislativa e do Tribunal de Justiça e para o governo Estadual. Também foi entregue, por mulheres representantes dos fóruns Municipal e Estadual de organização do dia 8 de Março, um manifesto aos deputados Adão Villaverde, Raul Pont e Stela Farias, do PT, pedindo apoio da Assembléia Legislativa para implantar as políticas aprovadas nas Conferências municipal, estadual e nacional dos Direitos das Mulheres.

As mulheres também reivindicaram empenho do parlamento gaúcho para a aprovação de dois projetos de lei em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça. De autoria do líder da bancada do PT, Raul Pont, uma das propostas institui a política estadual de promoção da igualdade de gênero no Estado. O outro projeto, da deputada Stela Farias, propõe que o Estado disponibilize semestralmente dados estatísticos sobre a violência contra a mulher. Em seguida saíram em caminhada até o Largo Glênio Peres, no Centro de Porto Alegre, onde, às 18 horas, aconteceu um ato político. No final do dia foi realizado, pelo Sintrajufe, Federação dos Bancários, SindBancários e pela Marcha Mundial das Mulheres, um Sarau Feminista, no Mundo Paralelo, localizado no SindBancários (Rua General Câmara, 424, térreo).

Outras atividades também fizeram parte do calendário do 8 de Março. Em 2/3, o Sintrajufe e o Fórum Estadual das Mulheres do RS promoveram o lançamento da programação do Dia Internacional da Mulher 2008, no Largo do Expedicionário, no Brique da Redenção. Entre 10h e 15h, foram distribuídos materiais impressos de ONGs e sindicatos e realizadas oficinas culturais e de conscientização sobre temas que envolvem a saúde da mulher e a violência sexista. Ocorreram ainda apresentações de grupos femininos de capoeira, oficinas de confecção de instrumentos musicais a partir de material reciclado, e oficinas de ritmos musicais, entre outras. Alguns movimentos e entidades ofereceram serviços às mulheres como verificação da pressão e orientações para prevenção do câncer de mama.

O calendário de atividades do 8 de Março de 2008 foi sendo construído coletivamente pelos movimentos de mulheres desde 8/1, com reuniões semanais, realizadas no auditório da Fecosul. Participaram também das discussões o Fórum Municipal de Mulheres, o Conselho Municipal de Direitos da Mulher, o Conselho Estadual de Direitos da Mulher, CUT-RS e Federação dos Bancários do RS.



 

CUT comemora aprovação do projeto que reconhece as centrais sindicais dos trabalhadores

No dia 11/3, foi aprovado o projeto de lei 1.990/07, que reconhece as centrais sindicais de trabalhadores. Com 234 votos a favor, 171 contrários e seis abstenções, a Câmara dos Deputados aprovou o texto que já havia passado pelo Senado. A sessão da Câmara foi marcada, durante toda a tarde, por obstruções de parlamentares do Dem e do PSDB.

O projeto foi aprovado depois das 22h30min. O que foi muito comemorado nas galerias, repletas de militantes e dirigentes. “Foi um embate duríssimo. Mas, uma vez mais, fica demonstrado que a ação unitária das centrais sindicais gera conquistas”, disse Rosane da Silva, secretária nacional sobre a Mulher Trabalhadora da CUT Nacional, à Agência de Notícias da Central. “Essa mesma unidade precisa ser demonstrada daqui para frente para podermos acabar com o imposto sindical e substituí-lo pela contribuição negocial”, afirmou a dirigente.

O presidente da CUT, Artur Henrique, e a secretária nacional de Organização, Denise Motta Dau, distribuíram nota à imprensa em que reafirmavam a urgente necessidade de extinção do imposto sindical.

Trechos da nota

“As centrais sindicais de trabalhadores conquistam, finalmente, o reconhecimento legal. Agora, o desafio mais urgente é o fim do imposto sindical. Desde o início de nossa história de 25 anos, sempre defendemos este princípio. Em coerência com a nossa bandeira histórica, a CUT firmou com as centrais e o Ministério do Trabalho um compromisso para acabar com o imposto no menor prazo possível e substituí-lo pela contribuição negocial. Há um grupo de trabalho encarregado de elaborar a mudança.

O reconhecimento das centrais fortalece a democracia e abre caminho para outras conquistas, como a organização nos locais de trabalho e o pleno direito a informação e negociação para o setor público e privado”.



 

Assessoria se reúne com relator da ação dos quintos

O advogado Amarildo Martins, do escritório Silveira Martins Hübner Advogados, que presta assessoria jurídica ao sindicato, esteve em reunião no dia 6/3, com o relator da primeira ação dos quintos, ministro Paulo Galotti, no STJ, em Brasília. Galotti, integrante da 6ª Turma do STJ, é o relator do recurso especial 882.696-RS interposto pela União contra a decisão do TRF da 4ª Região, a qual foi favorável aos servidores. A ação abrange os colegas sindicalizados das justiças Federal, Militar e do Trabalho até outubro de 2003.

Na audiência, o ministro indagou acerca da existência de peculiaridade no processo, o qual foi informado que a matéria ainda não foi julgada no STJ, tendo sido apreciada - e sempre em favor dos servidores - pelos organismos administrativos do Judiciário Federal (CJF e Conselho de Administração do STJ) e também pelo TCU.

A seguir, o ministro questionou se estas informações constavam dos autos, ao que a assessoria respondeu afirmativamente. Foram efetuados outros esclarecimentos técnicos sobre o processo. Além disso, durante a conversa, foi entregue memorial ao ministro que, nela mesma, fez anotações e, ao final, prometeu prioridade no julgamento do recurso. O Sintrajufe, por meio da sua assessoria jurídica, solicitou esta reunião para agilizar a apreciação do processo no STJ e poder avançar na perspectiva do recebimento dos valores dos servidores abrangidos pela mesma.



 

TRT fará pagamento do reenquadramento em folha complementar neste mês

O presidente do TST, juiz João Ghisleni Filho, informou ao Sintrajufe, por telefone, dia 12/3, que o reenquadramento (art. 22 da lei 11.416/06, do PCS) será pago ainda este mês, em folha suplementar. A autorização foi dada pelo presidente do CSJT, ministro Rider Nogueira de Brito. A partir da decisão, todos os TRTs devem pagar os valores em março. O Sintrajufe, em diversas ocasiões, cobrou esse pagamento. Este é mais um ponto do PCS finalmente implementado e pago na Justiça do Trabalho.



 

Ampliada do NAS debate questões do segmento

Com boa participação dos colegas agentes de segurança da JT, JE e JF da capital e do interior, em 29/2 foi realizada reunião ampliada do Núcleo dos Agentes de Segurança (NAS) com o objetivo de dar seguimento às discussões e proposições do NAS à direção do Sintrajufe. Na primeira reunião do Coletivo Nacional dos Agentes de Segurança Fenajufe (CONAS), em dezembro, as propostas levadas pelo NAS tiveram boa receptividade e suscitaram amplo debate.

Na semana seguinte àquela reunião, a direção da Fenajufe acatou a resolução do NAS sobre o absurdo teste de condicionamento físico proposto pelo CSJT e apresentou-a à DG do TST, que se comprometeu em reavaliar a situação. Segundo o setor de RH do TRT, não há informação de implementação da proposta a curto prazo.

Na próxima reunião do CONAS, que deverá ser semestral e em data a ser definida, continuará a apreciação das demais resoluções apresentadas. O NAS definiu por acompanhar a proposta de reestruturação administrativa da segurança judiciária na JT, a fim de que sejam contemplados os interesses dos trabalhadores da área e não somente os interesses da administração.

A coordenação do NAS está finalizando negociações com a Unisul, de SC, para a montagem, a partir do segundo semestre, de uma especialização à distância na área de segurança institucional. Uma visita à universidade será feita em abril para finalizar a implantação do curso. Para a XIV Plenária Nacional da Fenajufe, foi inscrita uma tese específica sobre o segmento da segurança judiciária, como colaboração ao debate e às reivindicações da categoria, redigido em conjunto pela coordenação do NAS e outros núcleos de sindicatos filiados à Federação.



 

Colegas ainda podem encaminhar documentação para ação da URV

Os colegas da JF e JT abrangidos nas ações judiciais da URV ainda podem encaminhar documentação para ingresso das execuções que buscam o recebimento dos valores dos juros. Com o objetivo de facilitar a formação de grupos, o sindicato aguardará entrega de procurações até o dia 10/4. Os novos documentos estão disponíveis na página do Sintrajufe ou podem ser solicitados pelo fone (51) 3235-1977, com Taís.

O acórdão limitou a substituição processual na ação dos servidores da JT apenas aos associados ao sindicato e que já estavam em exercício até março de 1994. Esta ação não tem honorários advocatícios, somente periciais e fixados em 2%.

No TRF e JF temos duas ações judiciais. A primeira abrange sindicalizados até 29/06/98 e a segunda ação aqueles associados entre 30/06/98 à 02/2000. Nas ações da JF incidem honorários advocatícios de 8% e periciais de 1%. Esta diferença quanto aos honorários é por conta das ações terem sido ingressadas antes da unificação dos sindicatos que possuíam contratos diferenciados com as respectivas assessorias jurídicas. Hoje não há mais cobrança de honorários nas ações judiciais para todos os sindicalizados.


 

IR sobre auxílio pré-escolar: União extravia autos e atrasa andamento de ação

A ação ordinária com pedido de antecipação de tutela (2006.71.00.016318-7), que discute a declaração do direito à não-incidência do IR sobre o auxílio pré-escolar e devolução dos valores recolhidos indevidamente, foi extraviada pela União entre 8/9/06 e 20/3/07, quando os documentos encontravam-se na AGU ou na PGFN.

Em junho passado foi dado início ao procedimento de restauração dos autos, quando o Sintrajufe forneceu as principais peças para o refazimento do processo, e em outubro foi proferida sentença homologando a restauração realizada e determinando a reautuação do procedimento. Em 17/10/07 foram opostos embargos de declaração pelo Sintrajufe, porque na sentença não houve manifestação quanto à condenação da União pelas custas de restauração e honorários advocatícios. Os embargos foram providos, tendo sido determinada a transformação automática do procedimento de restauração no processo originário, voltando a consulta de tramitação processual a estar unificada em um único local. Não obstante o extravio do processo, a antecipação de tutela deferida continuou, durante o interregno de restauração, plenamente válida. Apesar de suspensa, há valores retroativos a receber.



 

Sindicato cobra passivos de ministro corregedor

As diretoras do Sintrajufe Cristina e Mara e o diretor Sérgio Amorim estiveram em reunião na tarde do dia 3/3 com o ministro João Oreste Dalazen, corregedor-geral do TST. Na pauta do encontro, os passivos do tribunal como o pagamento administrativo dos juros da URV, reenquadramento (art. 22 da lei do PCS, veja texto na página 3) e a resolução 569/98 do TST, que criou distorções na progressão funcional daqueles que ingressaram na JT durante a vigência da lei do PCS I, de 1996 (o TRT-4 editou no mesmo sentido as resoluções 01/99 e 16/99). O ministro mostrou-se solidário às reivindicações, concordando, inclusive, com o mérito das postulações colocadas pela direção do Sintrajufe. Porém, Dalazen esclareceu que somente poderá se pronunciar sobre as matérias se estas forem submetidas ao Pleno do TST.

O ministro ressaltou a pertinência de encaminhar essas matérias para deliberação do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), tendo em vista a relevância dos temas. Além dos encaminhamentos sugeridos pelo corregedor, que estavam previstos pela direção do Sintrajufe, o sindicato continuará ocupando todos os espaços políticos que possam resultar no pagamento dos passivos à categoria.



 

Ampliada debate jornada e negociação coletiva

A primeira ampliada da Fenajufe deste ano, dia 24/2, reuniu cerca de 70 representantes de 20 sindicatos filiados. Pelo Sintrajufe participaram os diretores Edson Borowski, Ivonilda Buenavides da Silva e Zé Oliveira (também diretor da Fenajufe) e os diretores de base Alexandre Magalhães, José Carlos Gomes e Paulo Rosa.

Além de informes, estavam na pauta campanha salarial, PLs 1.987/07 (promove alterações na CLT) e 1.990/07 (dispõe sobre o reconhecimento formal das centrais sindicais), liberação para atividades sindicais, o desvio de função, projeto de reestruturação da categoria funcional de auxiliar operacional de serviços diversos da JT, PECs 02 e 54, luta pela redução da jornada de trabalho e GT de Negociação Coletiva.

O governo apresentou uma proposta de diretrizes, funcionamento, objetivo e composição do GT. A maioria das intervenções dos participantes da ampliada foi pela permanência da Federação no Grupo. Foi reforçada a deliberação do 6º Congrejufe de rejeitar restrições ou proibições ao exercício do direito de greve. Para dar subsídio, será criado um GT da Fenajufe, composto por representantes da Federação e dos sindicatos filiados.

Sobre redução da jornada de trabalho, foi passado o abaixo-assinado lançado pela CUT em campanha nacional (ver no saite www.cut.org.br). A discussão ser­á aprofundada na XIV Plenária da Fenajufe e no encontro sobre jornada de trabalho, que deverá ser realizado no primeiro semestre deste ano.



 

Encontro trata de assuntos da Justiça Eleitoral

Em 22/2, foi realizado em Brasília o II Encontro sobre Assuntos da JE. O RS foi representado pelos diretores Edson, Ivonilda e Marcus e os diretores de base da JE Alexandre Magalhães, Jairo, José Carlos e Sidnei.

A federalização da JE foi tema das palestras do diretor de Relações Internacionais da Ajufe, Friedmann Wendpap, e do secretário-geral da AMB, Paulo H. Machado, para quem o modelo atual é o mais adequado, embora ele entenda que existam imperfeições e não veja uma melhora em uma mudança da estrutura com a federalização. Friedmann defendeu a ampliação da participação dos juízes federais nos plenos dos TREs e a inclusão deles no rodízio para ocupar a função de juiz eleitoral onde existirem subseções federais. Foram encaminhados o aprofundamento das discussões e o acompanhamento das propostas no Congresso.

A Fenajufe relatou as tratativas com o ministro Cesar Peluzo, relator da matéria no TSE, sobre a isonomia das FCs das chefias de cartório.

O tribunal criou uma comissão para analisar o assunto (veja quadro). A Fenajufe participa como observadora, sem direito a voto. A Federação defende a isonomia para todos os chefes de cartório e criação em uma FC-6. Seria a melhor alternativa no momento, devido ao impacto financeiro que aconteceria com a criação de CJs, que ainda abririam a possibilidade de indicações de pessoas de fora do quadro.

Orçamento - A secretária de Planejamento, Orçamento, Finanças e Contabilidade do TSE, Jucemara Veloso, apresentou um levantamento dos últimos anos, principalmente de pagamentos de passivos pelos TREs. Segundo ela, os recursos são escassos, mas o regional que tiver uma gestão eficiente poderá receber recursos suficientes para atender às demandas.

Causou surpresa a informação de que alguns TREs pagam hora extra em ano não eleitoral, o que contraria as orientações do TSE. Este ano, segundo o diretor Edson, a impressão que se teve, a partir do relato, foi de que haverá recursos suficientes para pagar o que for programado pelos TREs.

No Encontro foi reforçada a necessidade de que se elimine ou reduza drasticamente o número de requisitados e que sejam abertos concursos ou nomeados os servidores efetivos nos cartórios. Foi deliberado que o Coletivo Jurídico estude a possibilidade de encaminhamento de uma representação nacional junto ao TCU sobre requisitados.

Comissão discute FCs de chefes de cartório

O TSE realizou, em 27/2, o primeiro encontro da comissão, formada por servidores das áreas técnicas, que irá discutir a isonomia do valor das funções comissionadas dos chefes dos cartórios eleitorais. Foram discutidas as propostas apresentadas ao TSE pelos tribunais regionais.

A partir de um estudo sobre o impacto financeiro das propostas, em 4/3 a comissão deve apresentar como sugestão a criação de uma FC-6 para todos os chefes de cartórios, das capitais e do interior e de criação de mais uma FC-1 para cada cartório. Nova reunião ocorreria dia 13/3.


 

Aposentadoria especial: CUT-RS realiza seminário

Em 21/2 a CUT-RS realizou o Seminário Estadual sobre Aposentadoria Especial direcionado aos sindicatos filiados à central no estado. O Sintrajufe esteve representado pela diretora Gleni e pela assessora Ana Silva.
A proposta do evento foi a de debater a posição da CUT em relação à solicitação do governo Federal sobre a futura lei complementar que regulamentará a aposentadoria especial. Os participantes também reiteraram que é fundamental unificar as categorias - públicas e privadas - na defesa da aposentadoria especial.

No encontro foi deliberado pela realização de atos públicos nos estados em defesa da previdência pública, da aposentadoria especial e pela não retirada de direitos. A CUT nacional recebeu das CUTs estaduais sugestões para elaborar um texto único com as diretrizes tiradas pelo movimento sindical (veja quadro abaixo).

Alguns pontos do documento entregue ao MPS

- Retomar os conceitos para efeito de aposentadoria especial, considerando: insalubridade, penosidade, periculosidade, atividades perigosas, de risco ou que ofereça riscos à vida;

- Assegurar no projeto a aposentadoria especial no serviço público com a contagem recíproca da atividade em condições especial desempenhada entre os Regimes Geral da Previdência e o Estatutário, bem como aposentadoria especial para os segurados portadores de deficiência e os reabilitados com perda laborativa;

- A utilização de equipamentos de proteção individual – EPI´s, não será considerada como fator de atenuação à exposição de agentes nocivos para concessão de aposentadoria especial e outros benefícios;

- A lei complementar para concessão de aposentadoria especial deve ampliar e garantir os direitos já previstos na legislação;

- Não haverá idade mínima para concessão do benefício de aposentadoria especial;

- Criar mecanismos de ampliação e revisão da lista dos agentes nocivos à saúde e integridade física, com participação dos trabalhadores e seus sindicatos. Criação de um Centro de Estudos sobre saúde no trabalho formada por representantes dos trabalhadores, empresas e governo, com autonomia para definir os agentes nocivos das empresas na localidade;

- Retomar a conversão da aposentadoria comum em aposentadoria especial;

- Garantir que o anteprojeto de lei seja apresentado ao movimento sindical antes de ser mandado para o Congresso.

Além dessas diretrizes específicas, o Seminário também definiu por reividicar as seguintes questões:

- Dar transparência a todos os atos normativos da Previdência e INSS; Regulamentar o Art 19º e seus parágrafos da Lei 8213/91; Reduzir e definir os prazos para a apreciação dos recursos administrativos; Fim do Fator Previdenciário; Realização da Conferência Nacional da Previdência Social nos moldes da Conferência Nacional de Saúde; Garantir mecanismos integrados de vigilância em saúde do trabalhador, considerando a promoção, prevenção, assistência médica, recuperação e reabilitação dos trabalhadores através da efetiva ação interinstitucional; Garantir mecanismos efetivos de fiscalização integrados dos ambientes de trabalho, e o fiel cumprimento da legislação previdenciária; Que o Conselho da Previdência seja deliberativo.



 

Central se reúne com MPS

Em 27/2, representantes da CUT, CONTAC, FASUBRA, FERAESP e FNU, estiveram em audiência no Ministério de Previdência Social (MPS) para dar continuidade aos encaminhamentos do seminário realizado em São Paulo (ver T-Liga 263). Os dirigentes sindicais entregaram a proposta com as diretrizes para a formulação do Projeto de Lei Complementar (PLC) da aposentadoria especial e esclareceram cada ponto do documento.

Os representantes do MPS informaram que a CUT foi a única central, até o momento, a apresentar suas diretrizes para o PLC, que a finalização do mesmo deverá ocorrer em fim de março e que deverá ter caráter genérico. As especifidades, como agentes nocivos, formas de comprovação, entre outros, deverão ser objeto de decretos posteriores a publicação da lei. Foi ressaltada a necessidade do projeto abranger também o serviço público e que o movimento sindical, em especial a CUT, tenha acesso ao PLC antes dele ser remetido ao Congresso. Os representantes do MPS disseram que repassariam ao ministro Luiz Marinho essas questões.

Esse foi mais um passo dado na luta pela retomada e ampliação do direito à aposentadoria especial, somados às manifestações e seminários que ocorreram em SP e nos estados em fevereiro.



 

Depoimento:

Neste 2008 completo 15 anos como servidor da JT e com relação ao movimento sindical mantenho a mesma confiança de quando assinei minha ficha no “Sindjustra” há 15 anos. Inúmeros debates e embates resultaram nas conquistas salariais e tantos outros avanços que temos. Mas pra mim, temos mais que isso para nos orgulhar. Demonstramos, organizados nessa década e meia, a confiança na capacidade humana em superar seus próprios limites usando como ferramentas de luta seus ideais, seus valores, suas reflexões. Contrariando nossos adversários, que militavam com armas de intolerância e discriminação, temos histórias para nos orgulhar. Contrariando os céticos que não lutaram, temos conquistas para apresentar. Mas ainda há muito por fazer. Nossa história apenas ensaiou nosso futuro.

Paulo Leandro Schleder

Segurança Varas do Trabalho



 

Sintrajufe lança Cartilha sobre LER/Dort

No último dia, 12/3, no Auditório das Varas Trabalhistas (Av. Praia de Belas, 1432), foi lançada a cartilha sobre LER/Dort elaborada pelo Sintrajufe. No texto de introdução do material fica clara a importância de os trabalhadores se apropriarem do tema e se organizarem em sua defesa. LER/Dort é a denominação para um conjunto de doenças que têm origem nas condições inadequadas de trabalho. De acordo com o texto da cartilha, as lesões por esforço repetitivo e os distúrbios osteomoleculares relacionados ao trabalho são a causa de mais de 50% das comunicações de doenças de trabalho no Brasil. Fora do país, a situação é parecida. Entre as dez doenças ocupacionais mais comuns na União Européia, três são LER/Dort. A cartilha do Sintrajufe se alia a uma série de outras iniciativas, de diversas entidades e da CUT, para esclarecer, denunciar e enfrentar mais este problema que atinge os trabalhadores.



 

Ponto de Cultura oferece cursos à comunidade carente

A parceria do Sintrajufe com a ONG Guaíy na criação do Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo, no bairro Cristal, está dando resultados. A casa cedida pelo sindicato para o funcionamento do Ponto de Cultura está passando por reformas, que darão corpo ao espaço já em funcionamento.

Hoje já são realizados vários cursos de capacitação, como a oficina de vídeo documentário, que teve início dia 8/3 e com previsão de término no final do mês de março. Também está em andamento a oficina de jardinagem ecológica e paisagismo produtivo, que teve início no dia 20/2 e que irá até o mês de maio. Até o final de março deverá estar em funcionamento o telecentro, organizado pelo Serpro, um dos parceiros no projeto. Para abril já está prevista a realização da oficina de rádio, o segundo módulo das oficinas de comunicação comunitária. Para a construção de um estúdio, há um projeto de adequação com a perspectiva de entrar em funcionamento em abril. No sábado, 15/3, será realizado o Brechó Solidário, evento em que a comunidade espera contar com a participação de um grande número de pessoas.

O ponto de cultura é voltado à comunidade carente da zona sul e os cursos visam a formação de empreendimentos por parte dos participantes das oficinas.


 

Homossexuais poderão usar o nome social em prontuários do SUS

O Ministério da Saúde lançou no final de fevereiro o documento Saúde da População de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, que prevê, entre outras medidas, a possibilidade do nome social ser usado nos prontuários de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). No documento, o ministério reconhece ainda a discriminação como problema que justifica um olhar diferenciado do SUS sobre este grupo social. Segundo Ana Maria Costa, diretora da área do ministério responsável pelo documento, a intenção é modificar a visão de que os problemas de saúde da população GLBTT se restringem apenas à Aids. Em entrevista ao jornal carioca O Globo, Costa afirmou que a saúde desta população é bem mais complexa, pois “são freqüentes os problemas como a violência, o consumo de drogas, o alcoolismo, a depressão, a discriminação e outras situações de saúde decorrentes da exclusão social, agravadas pela dificuldade de se profissionalizar”. Em março terão início as etapas estaduais da 1ª Conferencia Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (GLBTT). A Conferência Nacional GLBTT, convocada e coordenada pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República, terá sua etapa nacional de 9 a 11/5, em Brasília. Ao longo de todo esse processo a posição do Ministério da Saúde será apresentada e debatida.


 

 

Governador do RJ pede ao STF reconhecimento

da união estável de casais homossexuais

O governador do RJ, Sérgio Cabral (PMDB), pediu ao STF que a união estável de pessoas do mesmo sexo tenha o mesmo valor de uma união entre parceiros heterossexuais. O relator da ação será o ministro Carlos Ayres Britto. No RJ, o governo do Estado concedeu, em 2007, os benefícios de pensão aos companheiros de servidores públicos que comprovem a relação homoafetiva estável. Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o secretário da Casa Civil do Rio, Régis Fichtner, afirmou que o caráter desse pedido é mais abrangente, pois “é reconhecer a todos os casais com união estável os direitos correspondentes, como o de pensão em caso de morte, pensão alimentícia, divisão de patrimônio. Passam a vigorar todos os direitos, em uma interpretação sistemática”.

O governador fluminense propôs uma ação chamada argüição de descumprimento de preceito fundamental, alegando desrespeito à Constituição. Segundo a ação, os princípios constitucionais violados são igualdade, liberdade, dignidade da pessoa humana e segurança jurídica.

O argumento usado na ação é o de que não conceder esses benefícios contraria os princípios constitucionais de igualdade entre as pessoas. Portanto, uma vez que o STF decida favoravelmente à demanda, os benefícios serão estendidos a todos os brasileiros nessa situação. Os TRFs já estão concedendo benefícios de INSS e a Justiça Federal já dá pensão nesses casos.

 

 


 

 

BM agride mulheres da Via Campesina e fere mais de 50 camponesas

Na semana em que se comemorou o Dia Internacional da Mulher, a Brigada Militar e o governo estadual deram mostras de que não têm respeito algum pelas trabalhadoras. Em 5/3, cerca de sessenta policiais armados com revólveres, cacetetes, bombas de efeito moral, cachorros e cavalos bateram nas mulheres da Via Campesina que haviam ocupado um dia antes a fazenda Tarumã, no município de Rosário do Sul.

Covardia - No confronto covarde, mais de 50 camponesas foram feridas por balas de borrachas, estilhaços de bombas e pelas agressões físicas desferidas pelos homens da BM. A policia isolou o local desde às 11h não permitindo o acesso de alimentos, de água e da imprensa. Para cumprir ordem de reintegração de posse, sem possibilidades de negociação, a policia chegou batendo, encurralando e jogando as mulheres no chão. Além de humilharem e ferirem as mulheres, diversas foram presas e tiveram seus pertences recolhidos e danificados. As demais mulheres, cerca de 900 e 250 crianças, foram obrigadas a seguir para o ginásio municipal de Santana do Livramento. O ato na fazenda Tarumã foi uma ação para denunciar as ilegalidades das grandes empresas do agronegócio que estão adquirindo terras de forma ilegal e plantando o monocultivo do eucalipto. A empresa Stora Enso é sueco finlandesa e pela legislação brasileira não pode adquirir terras em uma faixa de 150 km da fronteira do Brasil com outros países. Mesmo assim, a empresa vem comprando dezenas de áreas no RS próximas da fronteira com Uruguai, onde a empresa também tem plantios de eucaliptos.

Além de muito dinheiro, a Stora Enso tem respaldo político para as suas ações. As três principais empresas de celulose em atuação no Rio Grande do Sul - Stora Enso, Aracruz e Votorantin - doaram mais de meio milhão de reais para a campanha da então candidata Yeda Crusius ao governo estadual.

Faixa de fronteira - A Via Campesina reivindica a anulação das compras de terra feitas ilegalmente pela Stora Enso na faixa de fronteira e expropriação dessas áreas para a reforma agrária, além da retirada dos projetos no Congresso Nacional que propõem a redução da faixa de fronteira.

Na avaliação das mulheres essa medida só beneficia empresas estrangeiras como a Stora Enso. No mesmo dia, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS denunciou o impedimento, por parte da BM, do exercício profissional de jornalistas na cobertura da ocupação. Fotógrafos e cinematográficos foram impedidos de registrar a agressão, inclusive tendo equipamentos profissionais apreendidos.


 

 

Empatado o julgamento sobre as ações contra a privatização

Está tudo empatado, em quatro a quatro. No dia 27/2, em sessão realizada no Superior Tribunal de Justiça (STJ), o ministro Hermann Benjamin deu o voto favorável à continuidade do julgamento de 27 ações populares que colocam em xeque a privatização da companhia Vale, datada de 1997.

Do lado da Vale - Do outro lado, estão os quatro votos que acatam o pedido de reclamação da empresa, que defende a reunião e extinção das ações - o que pode acontecer sem a apreciação do mérito de cada ação. O presidente da sessão do julgamento, ministro Francisco Cândido de Melo Falcão Neto, vai desempatar esta partida. A continuidade estava marcada para o dia 12/3, às 14h. Os outros oito ministros, inclusive o relator do julgamento, ministro Luis Fux, podem rever o seu voto. Na voz de Clair da Flora Martins (Psol-PR), advogada trabalhista, a correlação de forças no Judiciário está equilibrada, apesar do poderio econômico da transnacional brasileira. Não se trata, na análise dela, de posição política dos magistrados que votam pelo seguimento das ações populares, mas apenas de permitir que as ações sejam examinadas.

Martins espanta-se com o voto dos ministros a favor do pedido de reclamação da companhia. “É uma questão eminentemente processual, me admira os juízes que tiveram essa posição em relação a ações que nem foram examinadas ainda. Processualmente, estão distorcendo os fatos, assim como a Vale”, critica. Para Clair, as ações só deveriam ser julgadas de forma igual – como contestam os advogados da Vale – apenas se o teor do pedido fosse idêntico. Mas não é o caso, pois as ações são diferentes.

Gigante mundial - A Companhia, com sede no Brasil e cada vez mais internacionalizada, se afirma como um gigante mundial. Possui serviços de jazidas, ferrovias e portos em 27 países do mundo, nos cinco continentes. Em fase de expansão, a próxima aquisição possivelmente será a empresa anglo-suíça Xstrata, no valor de R$ 157 bilhões.

Votos - Os ministros que acataram o pedido de reclamação da empresa foram Luiz Fux, José Delgado, João Otávio de Noronha e Humberto Martins. Por outro lado, os ministros que votaram pelo prosseguimento das ações populares foram Teori Albino Zavascki, Denise Arruda, Castro Meira e Hermann Benjamin.