Boletim Semanal do Sintrajufe RS
De 14 a 27/9 de 2007


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Categoria tem muitas lutas pela frente

Movimento
Grito dos Excluídos contra privatização da Vale

Categoria participou da consulta popular

CUT faz 24 anos

Justiça do Trabalho
Auxílio-alimentação na JT será de R$ 450 em 2008

Núcleos
NAS participa de reunião do Coleprecor

Agenda do NAF

Oficiais de justiça
Encontro Estadual é dia 29/9

Desafios foram tema do Encontro Nacional

PCS
Agentes de segurança da JT lutam e conseguem pagamento da GAS

Relatório do PL 319 devolve ao PCS pontos tirados na sanção da lei, mas possibilita trem da alegria

PCS
TSE regulamenta vários pontos

CJF aprova regras para ingresso e enquadramento

Funcionalismo
Governo envia ao Congresso projeto que institui previdência complementar

Progressão no estágio será paga em setembro no TRT

Funcionalismo
Entidades reúnem-se com relator do PLP 01

Orçamento prevê novos cargos para o Judiciário

CCJ admite a tramitação da ascensão funcional

Justiça Federal
Sintrajufe trata de pendências do PCS e remoção em reunião com direção do foro

Sindicato busca solução para estacionamento

Nossos direitos
DG do TSE garante que resolverá problema de acesso à internet no interior

Sentença contrária à
manutenção da antiga GEL na JF

TRF confirma FC a servidora da JF em LTS

Nossos direitos
Servidores contra as PECs 02 e 54

Dia 28 tem Sexta Básica

Cidades do interior ainda podem inscrever oficinas de cultura

Plantão da Uniodonto em novo endereço

Convênio com Ulbra dá desconto de 10% em cursos

ONG põe em debate violência e segurança

Ingressos de cinema

Agenda




 

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A bela imagem desta edição foi enviada pelo colega
Nilson Carvalho Dias, da Direção do Foro da JT de Bagé.
Se você gosta de fotografar e quer partilhar esse talento, mande suas fotos,
que a gente publica.

Categoria tem muitas lutas pela frente

Desde o dia 31, o Sintrajufe tem uma nova diretoria. Eleita com mais de 60% dos votos, conta, em sua composição, com boa parte de membros e apoiadores da gestão anterior. Se, no último período, a maior vitória foi a conquista do PCS, temos pela frente o desafio de manter a categoria mobilizada e pronta para os enfrentamentos que se avizinham.
A implementação total do PCS é um deles, uma vez que a velocidade com que acontece é diferenciada em cada justiça. E não podemos esquecer o PL 319, que tramita no Congresso e traz alguns pontos do PCS vetados pelo presidente Lula quando a lei foi sancionada. Apesar dos avanços, como carreira única e exclusiva de Estado e AQ para técnicos judiciários, o projeto traz dispositivos que podem criar “trens da alegria” na ocupação de cargos de comissão.
Outro ponto é a carreira, uma discussão que deverá ser nacional. Como serão a evolução e a valorização no cargo, o acesso a funções e cargos de comando? Como acabar com a estagnação funcional? Como garantir remuneração digna aos servidores? São questões que devem ser debatidas para, juntos, chegarmos a um Plano de Carreira que atenda às demandas da categoria.
Com o PCS, tivemos incremento salarial. No entanto, a vida funcional é bem mais que o contracheque. A valorização do servidor precisa se dar em um bom ambiente de trabalho.
O adoecimento na categoria como produto de desrespeito no trabalho, do assédio moral, tem que ser duramente combatido. A gestão que se inicia dará continuidade aos projetos em andamento na área e, certamente, agregará outros tantos, pois o que não faltam são idéias e muita vontade de colocá-las em prática, com o conjunto dos colegas.
O combate ao PLP 01, à PEC 02 e à tentativa do governo Lula de restringir o direito de greve continua. E a nova diretoria, certamente, estará à frente da luta, buscando, com os demais setores do funcionalismo, evitar perdas e desmandos. Como dá para ver, começamos com uma longa pauta. Temos certeza de que ela é de toda a categoria e que unidade será mais que uma palavra, mas um motivador para alcançá-la.




Movimento
Grito dos Excluídos contra privatização da Vale
Por todo o país, o 13º Grito dos Excluídos, organizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), promoveu, em 7/9, manifestações contra a privatização, em 1997, da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). Em São Paulo (SP), cerca de 5,5 mil pessoas participaram da marcha, que começou com uma missa na Catedral da Sé celebrada por dom Pedro Luiz Stringhini, bispo auxiliar de São Paulo e presidente da Comissão Pastoral do Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz. Mesmo tendo como foco principal a privatização da CVRD, os movimentos ampliaram o debate com protesto e oposição ao pagamento das dívidas externa e interna.
Em Belo Horizonte (MG), cerca de 2 mil manifestantes recolheram assinaturas pela reestatização da mineradora e urnas foram disponibilizadas para a consulta popular. Líderes do movimento cobraram apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à campanha. Em Curitiba (PR), com aproximadamente 700 pessoas, a principal manifestação do 13º Grito dos Excluídos concentrou-se na periferia. Segundo o representante da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), Waldemar Júnior, neste ano, em vez de disputar a atenção do público no Centro Cívico, onde era realizado o desfile do Sete de Setembro, os manifestantes fizeram o ato na periferia para que os marginalizados da sociedade brasileira entendam mais claramente os motivos que os levam à exclusão.
Em Porto Alegre, aproximadamente mil pessoas participaram da 13ª edição do Grito e tentaram também acompanhar o desfile oficial de Independência, mas foram impedidas por soldados da Brigada Militar. Quando a BM liberou o trecho, após negociação com parlamentares do PT e do PSol, a governadora Yeda Crusius já havia saído do palanque. Mesmo assim, do carro de som, lideranças gritavam palavras de ordem contra a governadora, acusando-a de sucatear a educação, a saúde e a segurança. O ato foi encerrado com uma cerimônia de partilha do pão. Durante a caminhada, os participantes respondiam com a frase “isso não vale” a cada citação sobre os problemas como desemprego, falta de moradia, violência e miséria. Nas manifestações, foi dada continuidade ao plebiscito pela reestatização da Vale. O resultado da votação em todo o Brasil será levado pelos movimentos sociais aos presidentes da República, do Congresso e do STF no dia 25/9.




Categoria participou da consulta popular

Para o plebiscito popular realizado no início de setembro, quando os brasileiros puderam votar a favor ou não da permanência da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) nas mãos do capital privado, o Sintrajufe disponibilizou urnas nos prédios do Judiciário Federal. Nos dias 5 e 6/9, elas foram colocadas nos prédios da 1ª Instância da JF, do Anexo da JE e nas VTs. No dia 4/9, na sede do sindicato, foi realizado um painel com o presidente da Federação dos Metalúrgicos, Milton Viário, e exibido um documentário sobre a Vale e sua privatização. Até o fechamento desta edição, a apuração dos votos não havia sido finalizada. O resultado será divulgado no Últimas Notícias.
O objetivo com o plebiscito foi o de debater com a sociedade os rumos da CVRD, maior mineradora de ferro do mundo e principal produtora de bauxita, ouro e alumínio da América Latina. Um ano antes da venda por R$ 3,3 bi, em 1997, o lucro (e não o patrimônio) da empresa foi de R$ 13,4 bilhões. Hoje, o seu patrimônio está acima dos R$ 200 bilhões e seu lucro anual é superior a R$ 70 bi. Ações que tramitam na Justiça contra a venda provam que uma empresa que participou da avaliação está entre as principais controladoras da CVRD, o que é proibido por lei. Para piorar, perto de 70% do lucro da Vale estão nas mãos dos controladores privados estrangeiros.


 

CUT faz 24 anos
Em 28/8, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), atualmente representando 7,6 milhões de trabalhadores, completou 24 anos. A comemoração, na sede, em São Paulo, reuniu lideranças das categorias, dos movimentos sociais e representações internacionais. Na ocasião, foi lançado o livro Nasce a CUT – Embates na formação de uma central classista, independente e de luta, que conta a história da Central com documentos produzidos pelos próprios trabalhadores.
A secretária nacional de Comunicação da CUT, Rosane Bertotti, destacou o papel da entidade nas lutas recentes. Ela destacou o movimento contra a Emenda 3, pelo plebiscito sobre a privatização da Vale e pela democratização da comunicação.
O presidente nacional da CUT, Artur Henrique, falou da satisfação da Central em ter realizado atos e manifestações contra a Emenda 3, o PLP 01 e em defesa de uma pauta de reivindicações, que colocou mais de 20 mil em Brasília, em agosto, mostrando capacidade de pressão e articulação sobre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. “Nós não temos tempo de ficar cansados. Somos incansáveis contra a discriminação racial, contra o trabalho escravo e infantil”, afirmou Arthur.


 

Justiça do Trabalho

Auxílio-alimentação na JT será de R$ 450 em 2008
O Conselho Superior da Justiça do Trabalho aprovou o processo 358/2007, apresentado pelo Sindiquinze/SP, que aumenta o valor do auxílio-alimentação em toda a JT. O valor do auxílio passa de R$ 396,00 para R$ 420,00 a partir de agosto deste ano. Segundo a relatora, conselheira Flávia Simões Falcão, a partir de janeiro do ano que vem o valor do benefício passará a ser R$ 450,00.
Em sua intervenção, a relatora disse que tem acordo com a equiparação em toda a Justiça do Trabalho com o valor que é pago hoje na Justiça Federal e no TST, de R$ 590,00, mas que os estudos orçamentários realizados até o momento permitem o reajuste para os valores que foram aprovados na respectiva sessão. Flávia Simões sugeriu que a comissão criada para discutir o auxílio-alimentação estude os valores diferenciados que são pagos hoje em todo o país, levando em consideração a realidade de cada estado.
O presidente do CSJT, ministro Rider Nogueira de Brito, disse, em contato com a Fenajufe, que concorda com a isonomia e que o Conselho deve trabalhar pela uniformização. Na sua avaliação, a comissão criada para tratar do auxílio-alimentação deve buscar formas de resolver a questão em toda a Justiça do Trabalho.
Na avaliação do coordenador da Fenajufe Rogério Fagundes, a aprovação do processo no CSJT já é uma primeira vitória da categoria, apesar de ainda não ter havido a equiparação com a Justiça Federal e com o TST. “Pelo menos conseguimos diminuir a distância entre os valores dos benefícios. Agora vamos continuar a luta pela isonomia”, afirmou o dirigente.


 

Núcleos
NAS participa de reunião
do Coleprecor
O diretor Sérgio representará o Núcleo de Agentes de Segurança (NAS) dia 27/9, na reunião do Colégio de Presidentes e Corregedores da JT, em Brasília. O Coleprecor estabeleceu uma comissão para propor melhorias na segurança e convidou os agentes para apresentar sugestões. Sérgio falará sobre as propostas do NAS para a reestruturação da segurança judiciária.
No dia 6/10, às 9h, o Núcleo fará uma reunião ampliada, no Sintrajufe. O encontro terá como pauta terceirizações no setor de segurança, desvios de função e reciclagem, atrasados da GAS e relatos sobre reestruturação da segurança judiciária, porte de arma e polícia judicial.


 

Agenda do NAF
O Núcleo de Aposentados tem uma agenda de atividades. Todos os aposentados sindicalizados estão convidados a participar.

Mês — Evento — Dia
Set. — Reunião — 6
Set. — Reunião — 27
Out. — Reunião — 4
Out. — Reunião — 18
Out. — Quintativa — 25


 

Oficiais de justiça
Encontro Estadual é dia 29/9
O Núcleo dos Oficiais de Justiça do Sintrajufe realiza seu 7º Encontro Estadual dia 29/9, no Hotel Union, em Novo Hamburgo. O tema desta edição é Enfrentando os desafios, um enfoque que busca discutir os problemas atuais e futuros, como enfrentá-los. As potencialidades do cargo, a procura por um desempenho ainda melhor, a inovação, o crescimento intelectual, a redução dos riscos inerentes ao dia-a-dia dos oficiais. Todos esses pontos estão em discussão, o que torna o encontro imperdível.
Estão programadas quatro palestras: Dos crimes praticados contra o oficial de justiça, um visão jurisprudencial, com o juiz criminal José Luis Luvizetto Terra; Uma abordagem integral de violência e crime, com o diretor do Departamento de Políticas Programas e Projetos da Senasp, Robson Rubin da Silva; e Gerenciamento de crises e riscos, com o cientista em segurança pública André Moraes Garcia. A palestra motivacional ainda não tem um nome confirmado.
Uma das atividades serão informes gerais, de ações judiciais e projetos de lei de interesse desse setor da categoria. No final do encontro, haverá um coquetel de confraternização.
As inscrições são gratuitas e obrigatórias. Podem ser feitas, com Caio, Cida ou Odete, até o dia 27/9. Quem preferir pode fazer a inscrição on-line. No sítio do Sintrajufe, já há uma ficha à disposição. O Sintrajufe pagará as despesas com o almoço, a locomoção e a estada de sindicalizados que participarem do encontro.


 

Desafios foram tema do Encontro Nacional
Fortaleza (CE) foi sede, de 4 a 8/9, do 10º Encontro Nacional dos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais. O foco do encontro foram as atribuições do oficial de justiça na atualidade, sob os reflexos das recentes mudanças que atingiram o processo de execução, incluindo o processo eletrônico.
Outra questão abordada com destaque foi a da segurança, frente aos riscos da atividade externa. Esse também é um dos temas do encontro regional dos Ojafs, promovido pelo Núcleo do Sintrajufe, que irá se realizar em 29/9, em Novo Hamburgo, o que mostra que o assunto é uma preocupação nacional da categoria. Representaram o sindicato no evento nacional os membros do Núcleo dos Oficiais de Justiça, Marcelo Ortiz (JT/NH), também diretor do Sintrajufe; Giovani Paim Dutra (JT/Canoas); e Luciano Flores Prompt (JF/PoA).


 

PCS
Agentes de segurança da JT lutam
e conseguem pagamento da GAS
No dia 6/9, o presidente do TRT da 4ª Região, Dênis Molarinho, despachou favoravelmente à imediata implementação da GAS e determinou o seu pagamento a todos os agentes de segurança do quadro (desde que não recebam FC). Houve concordância com a argumentação do Sintrajufe de que as atividades de transporte fazem parte da função de segurança
A decisão, comemorada pela categoria, é resultado de uma batalha que durou meses. O TRT foi um dos últimos no país a definir a implementação da GAS. Até o dia 6, houve várias reuniões do sindicato com a direção do tribunal com uma argumentação que agora mostra seus resultados. O sindicato insistia na imediata implementação do direito e o TRT, em esperar uma decisão do Conselho Superior da JT (que até agora não saiu).
A participação da categoria fez a diferença e impulsionou as tratativas. O Núcleo dos Agentes (NAS), em agosto, intensificou a mobilização, pois houve a confirmação do pagamento a agentes em função de transporte em outros regionais. Em uma reunião ampliada do NAS, em 31/8, os agentes definiram a estratégia para a conquista da GAS. Na semana seguinte, em 3/9, houve vigília no andar da presidência do TRT. No dia 5, a assembléia de base da JT de Porto Alegre aprovou uma paralisação de duas horas e ato-vigília, que aconteceram no dia 6. Os colegas pararam das 14h às 16h, e decidiram realizar o ato-vigília em frente ao prédio, encaminhando uma comissão ao 6º andar. Após o encerramento do ato, o resultado: o pagamento da GAS e mais uma vitória da luta da categoria.


 

Relatório do PL 319 devolve ao PCS pontos tirados
na sanção da lei, mas possibilita trem da alegria
O relatório sobre o PL 319 foi apresentado dia 5/9 pelo deputado Rodrigo Maia (Dem-RJ). Atualmente na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, o projeto, encaminhado pelo Supremo Tribunal Federal ao Congresso em março deste ano, altera dispositivos da lei 11.416/06 e traz de volta aos servidores alguns pontos que foram retirados do PCS quando a lei foi sancionada.
O texto define que os servidores do Judiciário terão carreira única, formadas pelos cargos de analista, técnico e auxiliar, e não três carreiras (auxiliar judiciário, técnico judiciário e analista judiciário), como está na lei 11.416, do atual PCS. O projeto define que a GAJ e o adicional de qualificação, em caso de cedência do servidor, só sejam pagas a quem for cedido para outro órgão do Judiciário Federal. Por fim, a proposta traz de volta o adicional de qualificação, em 5%, para técnicos judiciários de nível médio que concluíram curso superior. A reivindicação de que o adicional fosse ampliado para os auxiliares não foi contemplada em nenhuma emenda.
Como se pode ver, em vários pontos, Maia atendeu às reivindicações dos servidores. No entanto, apresentou uma emenda que, se aprovada, poderá criar um “trem da alegria” no Judiciário Federal. Com a proposta, não será exigido o percentual mínimo de 50% para ocupação de cargos em comissão por servidores do quadro nos gabinetes dos ministros dos tribunais superiores e dos integrantes do Conselho Nacional de Justiça, conforme prevê a lei 11.416/06.
Rodrigo Maia argumenta que o objetivo é “flexibilizar o regime de provimento dos cargos em comissão nos órgãos do Poder Judiciário, no que diz respeito aos tribunais superiores e, em especial, em relação àqueles destinados aos gabinetes dos Senhores Ministros”. A Fenajufe já anunciou que vai atuar para que o PL seja aprovado sem a emenda do deputado. A luta pela moralidade no serviço público deve continuar e, por isso, a categoria não pode deixar essa emenda ser aprovada.
Oficiais de justiça
Uma das emendas apresentadas por Rodrigo Maia atende aos oficiais de justiça do Tribunal de Justiça do DF, que antes recebiam a Gratificação de Execução de Mandados (GEM), com valor equivalente à FC3. A emenda de Maia garante, até a integralização da GAE, o recebimento da diferença entre GEM e GAE.
Redistribuição
Outra proposta do relator inclui no PL o artigo 5º, regulamentando a redistribuição. Pela emenda, “considera-se como quadro geral de pessoal toda a estrutura integrada pelo conjunto dos órgãos do Poder Judiciário da União”. Segundo o deputado, “o parágrafo único do artigo quinto tem por objeto deixar explícito que a redistribuição por reciprocidade entre os cargos de provimento efetivo, no âmbito do quadro geral de pessoal, mediante provocação ou ex offício, atende ao interesse da administração”, afirma o deputado.
Dessa forma, será permitida a redistribuição (permuta) entre dois servidores interessados em trocar de órgão, em todo o Poder Judiciário da União. Essa é uma antiga reivindicação dos servidores e uma grande conquista.
A Fenajufe informou que, a partir da divulgação do relatório, vai atuar junto ao presidente da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público e a seus outros componentes para que o projeto seja votado logo, com a ressalva de retirada da emenda que poderá provocar um “trem da alegria” no Judiciário Federal.


 

PCS
TSE regulamenta vários pontos
Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral aprovaram, dia 21/8, os processos administrativos que regulamentam o adicional de qualificação (AQ) e a capacitação na JE. De acordo com o que foi aprovado, o AQ é aplicado aos servidores das carreiras dos quadros de pessoal dos tribunais eleitorais, em razão dos conhecimentos adicionais adquiridos em ações de treinamento e cursos de pós-graduação, em áreas de interesse da Justiça Eleitoral. Segundo o texto, essas áreas são as necessárias ao cumprimento da missão institucional e daquelas que venham a surgir no interesse do serviço. Os percentuais sobre o vencimento básico são de 12,5% para doutorado, 10% para mestrado e 7,5% para especialização.
Para o servidor que concluiu o curso antes da data de publicação do PCS, será devido o adicional com efeitos financeiros a partir de 1º/6/06, desde que o certificado ou diploma esteja averbado. Se o servidor não tiver feito a averbação, o adicional só será devido a partir de 1º/6/06 e se for apresentado o certificado/diploma num período de até 30 dias da publicação da resolução.
Ações de treinamento
De acordo com a resolução aprovada, a comprovação das ações de treinamento será feita com a apresentação de cópia do certificado ou da declaração de conclusão do evento devidamente autenticada. O adicional de qualificação decorrente das ações de treinamento corresponde a 1% sobre o vencimento básico do cargo efetivo do servidor para cada conjunto de ações de treinamento que totalize o mínimo de 120 horas. Cada servidor pode acumular o máximo de 3%.
Ingresso e enquadramento
No dia 31, por unanimidade, foram aprovadas mais duas resoluções referentes à implementação do PCS, sobre o ingresso e enquadramento e o desenvolvimento na carreira, relatadas pelo ministro Gerardo Grossi.
Segundo informações do coordenador da Fenajufe Rogério Fagundes, que acompanhou toda a sessão, o relator informou que no processo que regulamenta o ingresso e enquadramento será feito um ajuste na redação para ficar mais claro o que determina o artigo 22 da lei, sobre o enquadramento dos servidores aprovados em concurso antes de dezembro de 1996 e nomeados depois.
A Justiça Eleitoral é a que está mais atrasada na implementação do PCS. A aprovação desses processos é considerada pela Fenajufe como um grande resultado, fruto do trabalho desenvolvido pela Federação para que o TSE vote as matérias relativas à regulamentação do PCS. A Fenajufe acompanhará a definição das demais pendências quanto à regulamentação da JE.


 

CJF aprova regras para ingresso e enquadramento
Foi aprovada pelo Conselho da JF, em 31/8, uma resolução que, a partir da regulamentação do novo PCS, alterará o enquadramento dos cargos de técnicos judiciário sem especialidade da JF. Como nos demais órgãos, o TRT-4, por exemplo, todos ficarão enquadrados na área administrativa, mantidas as atribuições previstas na lei.
Outra mudança prevista refere-se aos cargos de técnico judiciário e auxiliar judiciário enquadrados na área de atividade serviços gerais. Esses servidores deverão ser enquadrados na área de atividade administrativa, sem prejuízo de especialidade, e observados o concurso público de ingresso e o enquadramento decorrente da lei 9.421/96.
A resolução faculta ao CJF e aos órgãos da Justiça Federal a alteração das áreas de atividade ou especialidades de cargos vagos se não houver concurso público em andamento. A possibilidade se estende no caso de existir concurso público com prazo de validade em vigor, mas com todas as vagas previstas no edital de abertura já preenchidas. Poderão também ser criadas novas especialidades, para atender às necessidades do serviço.


 

Funcionalismo
Governo envia ao Congresso projeto
que institui previdência complementar
O Executivo enviou ao Congresso a mensagem 664, de 5/9/07, que institui o regime da previdência complementar para os servidores públicos federais titulares de cargo efetivo. A matéria tramitará como projeto de lei 1.992/07 e foi distribuída às Comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. O projeto terá caráter conclusivo nas comissões permanentes. Caberá agora ao presidente da Comissão de Trabalho, deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), indicar o relator.
O projeto, entre outras coisas, fixa ainda o limite máximo para a concessão de aposentadorias e pensões pelo regime de previdência de que trata o artigo 40 da Constituição e autoriza a criação de entidade fechada de previdência complementar denominada Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp).
No 6º Congrejufe, os servidores do Judiciário manifestaram sua posição em defesa da previdência pública e contra os fundos de pensão. Os valores atualmente descontados para previdência e a contrapartida que o governo deveria pagar são mais que suficientes para assegurar ao servidor a integralidade dos vencimentos na aposentadoria.


 

Progressão no estágio será paga em setembro no TRT

A portaria que regulamenta a progressão no estágio probatório na Justiça do Trabalho foi publicada no Boletim de Serviço do TRT número 85 do dia 11/9. No documento, constam os nomes de todos os servidores que receberão progressão. O SOF informou que os valores serão pagos ainda em setembro. Foi solicitada a suplementação orçamentária para as diferenças de 2007, que serão depositadas, provavelmente, em outubro.


 

Funcionalismo
Entidades reúnem-se com relator do PLP 01
As entidades sindicais dos servidores federais encontraram-se duas vezes com o deputado José Pimentel (PT-CE), relator do projeto de lei complementar (PLP) 01, dias 30/8 e 11/9. O PLP 01/07 é pauta do Grupo de Trabalho constituído pela CUT e por diversas entidades sindicais dos servidores federais, filiadas ou não à Central, e representantes do Ministério do Planejamento, com o objetivo de definir o processo de negociação coletiva no serviço público. Participaram da reunião, além da CUT, o representante do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, e deputados.
Na segunda reunião, Pimentel apresentou as principais modi­ficações que pretende introduzir no PLP 01/07.
Segundo infomações divulgadas pela CUT, ele observou que existem “fortes preocupações” com o formato do limitador expresso na fórmula INPC + 1,5%, e disse que há necessidade de criação de “extratetos” para abrigar a admissão de concursados em substituição aos terceirizados e dúvidas quanto ao prazo de vigência da nova lei.
Provocado pela CUT, o representante do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, afirmou que o espaço de negociação conquistado pela Central com a mobilização do dia 15 de agosto é “pra valer!”. Ele disse que o ministro Paulo Bernardo tem “compromisso político” de rever o PLP 01/07.
A próxima reunião deve a­­contecer dia 25/9, perto da data em que serão apresentadas, pelo movimento sindical, alternativas ao conteúdo do PLP 01/07.
O co­ordenador da Fenajufe Rogério Fagundes participou da reunião e de encontro, no dia seguinte, no Ministério do Planejamento, sobre o PLP. Até até o fechamento desta edição, a Federação ainda não havia divulgado uma avaliação do encontro.


 

Orçamento prevê novos cargos para o Judiciário

O serviço público federal poderá contratar, ano que vem, por concurso, até 56.348 novos funcionários nos três poderes e no Ministério Público da União. A maior parte das mais de 56 mil vagas ficará com o Executivo, 40 mil. Do total autorizado para os três poderes, 28.969 vagas são cargos novos, criados por meio de projetos de lei nos últimos anos, segundo o jornal O Estado de São Paulo. Os demais postos são para reposição de servidores aposentados e demitidos e troca de terceirizados por concursados, como determinou o Tribunal de Contas da União (TCU). Em 2008, serão substituídos mais de 11 mil terceirizados, o que é uma boa notícia para os servidores, que há anos vêm denunciando a terceirização.
Na programação para 2008, a maioria das vagas irá para o Executivo. O Judiciário teria o maior número de cargos a serem criados. Ao todo, a lei orçamentária prevê a criação de 19.415 cargos para esse poder (do total de 28 mil novos). Ainda assim, nem todos poderão ser supridos em 2008, pois a mesma lei estabelece um limite de 12.604 vagas em concurso ano que vem.
A maior parte das novas vagas ficará para Justiça do Trabalho, 7.316 cargos. A autorização dada pela lei não implica que o governo fará todos os concursos. É uma previsão da proposta de orçamento da União, que estabelece esse limite de contratações e admissões no Executivo, no Legislativo e no Judiciário.


 

CCJ admite a tramitação
da ascensão funcional
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara aprovou, dia 4/9, a admissibilidade das propostas de emenda à Constituição (PECs) 257/95 e 34/07, que restabelecem o concurso interno, suprimido pela Constituição de 1988. O debate envolve o retorno da ascensão funcional, sobre a qual o sindicato deverá tomar uma posição na construção de um plano de carreira para os servidores. A votação seguiu o parecer do relator, deputado José Genoino (PT-SP).
A PEC 257/95, do deputado João Pizzolatti (PP-SC), cria a possibilidade de promoções internas, de acordo com critérios dos planos de carreira. A PEC 34/07, do deputado Índio da Costa (Dem-RJ), autoriza a realização de concurso interno para servidores públicos com mais de dez anos no cargo e a escolaridade exigida. A proposta permite ao Judiciário anular o concurso interno, caso seu procedimento ou questões não sejam compatíveis com os cargos em disputa ou equivalentes aos utilizados em concursos públicos para primeira investidura em cargos.
As PECs aguardam a­ná­lise de uma Comissão Especial (CE) e necessitam de votação em dois turnos na Câmara e no Senado, com voto favorável de 2/3 dos parlamentares. Segundo informações divulgadas pelo Sindjus/DF, a data da criação da CE vai depender do presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), visto que há uma lista grande de PECs aguardando a implementação de comissões como essa.


 

Justiça Federal
Sintrajufe trata de pendências do PCS e remoção em reunião com direção do foro
O diretor do Foro da Seção Judiciária, juiz Hermes Siedler da Conceição Jr., teve sua primeira reunião com o Sintrajufe dia 4/9. Participaram os diretores Magda, Marli e Zé e o diretor do Núcleo de Recursos Humanos (NRH), Aimoré Leal Teixeira. Os sindicalistas reafirmaram o objetivo de manter a postura de diálogo franco e transparente nas questões de interesse dos servidores. “Apesar de em alguns momentos estarmos em lados opostos, o importante é mantermos sempre aberto esse canal de diálogo. Diálogo e honestidade são fundamentais nas relações desse tipo”, afirmou o juiz.
GAS e adicional de qualificação
Os diretores do Sintrajufe reivindicaram o pagamento do adicional de qualificação e dos retroativos da GAS. O diretor do NRH informou que os valores da GAS de 2007 serão pagos em setembro em folha suplementar, mas que não há, até o momento, perspectiva para a quitação dos valores de 2006. Em relação ao adicional de qualificação, Aimoré assegurou que o processo está quase finalizado e que, para os servidores com cursos de pós-graduação, será implementado na folha de setembro. As análises dos certificados referentes às ações de treinamento ainda estão sendo feitas.
GAE x FC dos novos oficiais de justiça
Com o objetivo de evitarem-se distorções entre os antigos colegas e os que estão entrando no cargo, a reivindicação do Sintrajufe é a manutenção da FC aos novos oficiais até a integralização da GAE, que acontecerá até o final de 2008. O juiz Hermes disse que estudará a questão com a direção do NRH.
Remoção
O Sintrajufe entregou proposta que objetiva contribuir na busca de uma solução para a remoção. A sugestão é a implantação de concurso de remoção em que o servidor ficaria em uma lista de espera conforme sua classificação. No período de validade do concurso, o preenchimento de vagas seria feito tanto com as já existentes como com as que surgissem posteriormente. A sugestão foi bem recebida e deve ser levada à reunião dos RHs, que está prevista para este mês. O sindicato aguarda para os próximos dias reunião com a presidência do TRF para tratar do assunto.
Liberação de diretora
Outro ponto tratado foi a liberação de uma diretora para curso de formação a partir de pedido encaminhado pelo sindicato. Após as ponderações, houve concordância que houvesse uma negociação para viabilizar a liberação no curso.


 

Sindicato busca solução para estacionamento
Com as atividades no Acampamento Farroupilha, o trânsito no entorno dos prédios da JF é uma preocupação para os colegas durante todo o mês de setembro. O Sintrajufe entrou em contato com as administrações do foro e do TRF a fim de buscar soluções.
A direção do foro publicou a portaria 124/07, que define regras para possibilitar o estacionamento para os servidores durante o período. Apesar de importante, apenas essa medida não resolve o problema, pois a EPTC cercou o terreno em frente ao prédio do TRF.
O sindicato tem mantido contato com a administração da 1ª Instância (no TRF não conseguiu agendar reunião nestes dias) para que seja feita uma negociação que viabilize uma outra alternativa.
Proposta
A direção do sindicato recebeu a informação de que a EPTC solicitou o terreno ao lado da 1ª Instância para exploração durante a noite, mas não houve acerto. A proposta do Sintrajufe é que a JF libere o terreno e, em contrapartida, o espaço localizado em frente ao TRF fique disponível, durante o dia, somente para os servidores.
O Sintrajufe manteve contato direto com a EPTC para cobrar uma alternativa urgente, que po­de inclusive passar pela retomada da negociação entre EPTC e a direção do foro levando em conta essa proposta.


 

Nossos direitos
DG do TSE garante que resolverá
problema de acesso à internet no interior
O diretor-geral do Tribunal Superior Eleitoral, Athayde Fontoura, afirmou, em reunião com a Fenajufe em 28/8, que o tribunal pode rever a resolução 18.689, que proíbe os servidores dos cartórios eleitorais do interior de ter acesso à internet. Segundo ele, a resolução é de 2001 e precisa ser mudada. “Vamos estudar esse caso para mudar o entendimento, pois o problema é puramente técnico”. A resolução determina que os servidores do interior só tenham acesso à intranet.
O coordenador da Fenajufe Rogério Fagundes ressaltou para o diretor-geral a importância da regulamentação da lei que criou cargos na Justiça Eleitoral de todo o país, o que garantiu a autonomia dos cartórios. Rogério argumentou que é preciso dar melhores condições de trabalhos para os novos servidores, que, sem o acesso à internet, ficam sem uma das principais ferramentas de comunicação e até mesmo sem interagir com os sindicatos e os outros ramos do Judiciário Federal.
Para reforçar a reivindicação dos servidores da Justiça Eleitoral de todo o país, a Fenajufe apresentou um requerimento rei­vindicando que o problema seja resolvido o mais rápido possível. Athayde garantiu que o TSE vai estudar solução, uma vez que há uma deficiência técnica no sistema de informática da Justiça Eleitoral, que não comporta que os servidores de todo o Brasil acessem a internet ao mesmo tempo.
Oficiais de justiça na JE
Os dirigentes da Fenajufe falaram com o diretor-geral do TSE sobre um problema que acontece na Justiça Eleitoral em relação ao cumprimento de mandados judiciais, que hoje é feito por oficiais de justiça da Estadual. Segundo Rogério Fagundes, existe uma grande demanda pela expedição de mandados, especialmente nos cartórios do interior. Conforme relato da presidente da Federação Nacional do Judiciário Estadual (Fenajud), Maria José Silva, não há tanto interesse por parte dos oficiais de justiça estaduais em cumprir esse trabalho, devido ao acúmulo de serviço e ao fato de não receberem remuneração satisfatória para isso.
Uma das reivindicações antigas da categoria é a federalização da Justiça Eleitoral, para que todos os cargos e funções sejam ocupados por servidores do quadro. A Fenajufe vai encaminhar ao presidente do TSE, ministro Marco Aurélio, um requerimento, também assinado pela presidente da Fenajud. Será solicitado que o tribunal faça um estudo sobre as demandas da JE em relação ao cumprimento de mandados judiciais e sobre a possibilidade de criar o cargo de analista judiciário, especialidade execução de mandados, e a conseqüente abertura de concurso público para este fim na Justiça Eleitoral. No requerimento, a Fenajufe também reivindica sua participação no grupo de trabalho que realizará o estudo.
Agentes de segurança
O último ponto foi o processo protocolado pela Fenajufe reivindicando que os servidores de transportes da JE sejam considerados agentes. No documento, é afirmado que, “diante da necessária vinculação entre as atribuições de segurança e transporte (...) pedimos que aos técnicos judiciários da especialidade transporte também seja acolhida a denominação de Agente de Segurança Judiciária, para fins de identificação funcional”. Fontoura disse que o processo seria encaminhado ao ministro Marco Aurélio para nomeação do relator.


 

Sentença contrária à
manutenção da antiga GEL na JF

A juíza substituta Mariana Ribeiro de Castro, da 7ª Vara Federal, julgou improcedente a ação movida para manter o pagamento da vantagem pessoal nominalmente identificada (VPNI) relativa à antiga gratificação especial de localidade (GEL). Os abrangidos são os sindicalizados da JF em cidades da fronteira. A ação foi movida depois de o Conselho da JF ter determinado a suspensão do pagamento em sessão de 24/4/06.
A juíza argumenta que a VPNI era transitória para não haver decréscimo salarial aos servidores desde a extinção da GEL, em 1997, e concorda que teria sido absorvida com o PCS de 2002. No entanto, a transitoriedade não tem relação com a extinção, mas com a essência da GEL, que era suspensa quando os servidores eram removidos da fronteira ou se aposentavam. A definição de transitoriedade na lei era para deixar claro que, se fossem removidos ou se aposentassem, perderiam a VPNI como perdiam, antes da sua extinção, a GEL. Tanto esse argumento é válido que os colegas da JT continuam recebendo a vantagem.
O sindicato havia obtido no TRF decisão favorável que suspendeu a devolução de retroativos da GEL após o indeferimento da antecipação da tutela na 1ª Instância. A assessoria jurídica irá recorrer da decisão ao tribunal, inclusive para evitar novos descontos.


 

TRF confirma FC a servidora da JF em LTS
A 4ª Turma do TRF, em julgamento no dia 12/9, manteve sentença que considerou inconstitucional a destituição de servidora que ocupava função comissionada (FC) na subseção judiciária de Pelotas. Os fatos aconteceram em 2004. A assessoria jurídica do Sintrajufe defendeu a colega. A sentença, confirmando a liminar para que fosse mantido o pagamento da FC enquanto durasse a licença-saúde, referiu que a documentação juntada pela servidora comprovou o tratamento de saúde, bem como a licença-médica e a destituição e a nomeação de substituto em 17/6/04.
Ao julgar a apelação da União, que alegou o poder de o administrador destituir, a qualquer tempo, servidor ocupante de FC, o relator, desembargador Edgard Lippmann, confirmou a sentença. Ele entendeu como imotivado e arbitrário – por isso contrário à Constituição – o ato que retirou a função. A decisão foi unânime.


 

Nossos direitos
Servidores contra
as PECs 02 e 54

Os servidores públicos continuam na luta pela não-aprovação das PECs 02/03 e 54/99, que prevêem, respectivamente, que servidores requisitados optem pela alteração de sua lotação funcional do órgão cedente para o órgão cessionário e a efetivação de pessoas que não prestaram concurso público. As PECs aguardam inclusão na pauta de votações do plenário da Câmara dos Deputados. Entre os vários problemas que ocorrerão caso aprovadas, estão os dos cartórios eleitorais, no caso da PEC 02/03. Atualmente, muitas vagas são ocupadas por funcionários cedidos de outros órgãos que não prestaram concursos para ingresso na Justiça Eleitoral. De autoria do deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE), a PEC 02/03 efetiva em postos da administração