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Discussão
sobre carreira e saúde
são pontos altos do 6º Congrejufe
O 6º Congrejufe,
que aconteceu de 28/3 a 1º/4, em Gramado,
foi o maior congresso da história da categoria.
Foram credenciados 428 delegados e 43 observadores
de 19 estados. A abertura do evento contou com
a presença do presidente da CUT/RS, Celso
Woyciechowski; do coordenador do Sindicato Nacional
dos Servidores das Escolas Técnicas Federais,
Dorval Schimidt; do representante da Federação
dos Judiciários Argentinos, Julio Bertomeu;
do representante da Associação dos
Funcionários do Judiciário do Uruguai,
Dagoberto Pereyra; e do presidente da Amatra 4,
Ary Marimon
O médico do trabalho Rogério Dornelles,
assessor de saúde do Sintrajufe/RS, fez
uma palestra sobre a pesquisa realizada pelo sindicato
em 2002. Dornelles procurou caracterizar saúde
não simplesmente como ausência de
doença, mas como um processo dinâmico
que inscreve no corpo, na pessoa, as marcas do
trabalho, as condições de vida,
prazer e sofrimento. Outro debate de grande
importância para a categoria foi sobre plano
de carreira. Para falar sobre o assunto, foram
convidados o mestre em Administração
e especialista em política pública
e gestão governamental Luiz Alberto dos
Santos e o secretário municipal de Gestão
Pública de Várzea Paulista (SP)
e ex-dirigente da Fasubra, Carlos Maldonado.
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Assembléia geral
plebiscitária dias 18 e 19/4
Não esqueça!
Dias 18 e 19/4 será realizada assembléia
geral plebiscitária para alteração
do artigo 67 do estatuto do Sintrajufe. De acordo
com as normas atuais, o número necessário
para qualquer alteração estatutária
é de 1/3 dos sindicalizados (atualmente
em torno de 1,5 mil sindicalizados), o qual terá
de ser atingido na votação dos dias
18 e 19/4. Por isso, sua participação
é fundamental. Serão enviadas urnas
e material de votação aos locais
de trabalho no interior.
Horário
das bancas de votação em Porto Alegre:
TRT das 10h às 19h; VTs das 10h às
19h; JF das 10h às 19h; TRF das 10h às
19h; TRE Duque das 12h às 19h e TRE Anexo
das 12h às 19h.
Assembléia geral
25/4 - quarta-feira
19h30min - na sede
Pauta:
Escolha da Comissão
Eleitoral que coordenará a eleição
da diretoria do Sindicato que ocorre em junho
Congrejufe
Mudança nas regras depois da apuração
dos votos leva eleição da Fenajufe
para a Justiça
A eleição
para a nova diretoria da Fenajufe, na noite de
31/3, marcou negativamente o 6º Congrejufe,
que se realizou em Gramado de 28/3 a 1º/4.
Na apuração, foram totalizados 413
votos válidos, sete votos nulos e cinco
abstenções. A chapa 1 conquistou
240 votos; a chapa 2, 115; e a chapa 3, 58 votos.
Com isso, a chapa 1 elegeria 8 diretores e 5 suplentes;
a chapa 2, 6 diretores e 3 suplentes; e a chapa
3, 3 diretores titulares.
Na madrugada de domingo, depois de já divulgados
os resultados pela Comissão Eleitoral,
o membro da Comissão, representante da
chapa 1, Marcelo Carlini, do RS, apresentou um
recurso visando à mudança das regras
de proporcionalidade na distribuição
dos cargos na diretoria. Com isso, essa chapa,
que obteve a maioria dos votos, aumentou sua participação
na diretoria e retirou das concorrentes dois cargos
de diretores titulares.
A proposição gerou protestos das
duas outras chapas. Durante quase duas horas,
vários delegados fizeram intervenções
com o objetivo de que fossem cumpridas as regras.
O estatuto da Federação estabelece
que a proporcionalidade tem que ser feita contando
23 membros da direção e não
17, como propôs a chapa 1. Por sua vez,
o Regimento Eleitoral, aprovado pelos delegados
do Congrejufe, é claro quanto ao critério
de proporcionalidade, que deve ser calculada tomando
como base a totalidade dos diretores.
Sub judice
A Comissão Eleitoral enviou o recurso para
a análise dos delegados na manhã
de 1º/4 e a chapa 1, por possuir a maioria
em plenário, conseguiu votar e aprovar
a mudança. Em protesto, os delegados das
chapas 2 e 3 saíram, deixando metade do
auditório vazio. O Rio Grande do Sul tinha
representantes nas três chapas.
Defendendo a manutenção da decisão
da Comissão Eleitoral e o reconhecimento
dos votos obtidos no processo de votação,
a chapa 3 recorreu à Justiça. Ainda
na manhã de domingo, foi concedida liminar
na ação movida pelos representantes
da chapa 3, a qual tem por objetivo que se cumpra
o Regimento Eleitoral do congresso, mantendo-se
os cálculos de proporcionalidade definidos
antes da eleição pelo plenário.
O representante da Comissão Eleitoral,
Marcelo Carlini, foi intimado da liminar concedida
à chapa 3, pela Justiça do Trabalho,
ainda no Hotel Serrano, no início da tarde
de 1º/4. O RS tinha representantes nas três
chapas. Pela chapa 1, o colega Ramiro López;
pela 2, os colegas Fagner Azevedo e Cristiano
Moreira; e, pela chapa 3, os diretores Mara Weber,
Zé Oliveira, Cláudio Azevedo, Clarice
Camargo, Gleni Sitoni, Sérgio, Amorim,
Silvana Klein e Cristina Lemos, os diretores de
base Marília Caletti e Alexandre Junqueira
e a colega Ana Naiara Malavolta.
Tecnologia dispensada
A pedido da Fenajufe,
o Sintrajufe entrou em contato com o TRE para
o empréstimo de urnas eletrônicas.
Os colegas do cartório eleitoral de Gramado
e da área de Informática do tribunal
foram ágeis e, além de providenciar
os equipamentos, criaram um programa especialmente
para a ocasião. No entanto, a maioria do
plenário votou por antecipar a eleição
de 1º/4 para 31/3, sem levar em conta que
isso inviabilizaria o uso das urnas eletrônicas,
que já estavam com a data programada. Os
colegas de Gramado prontamente providenciaram
novas urnas, desta vez as tradicionais, de lona.
A demora na votação gerou reclamações
e vaias nas longas filas.
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Representantes
das chapas avaliam o processo
Chapa 1
Acho que o processo eleitoral
da Fenajufe cristalizou o amplo apoio da categoria
em todo o Brasil a uma forma de conduzir nossas
reivindicações para construir vitórias
como a recente conquista do PCS. Foram delegações
de 19 estados, legitimamente constituídas
e no fórum máximo da categoria que
garantiram 58% dos cargos à chapa 1 - Unidade
para conquistar, vencedora do pleito. Nosso desafio
agora é elaborar e aprovar um bom Plano
de Carreira.
Ramiro López, coordenador-geral da Fenajufe
Chapa 2
Congresso marca surgimento
de luta para a Fenajufe. O 6º Congrejufe,
maculado pela desorganização e total
ausência de debate político, marca,
também, a consolidação de
um movimento de luta, autônomo e independente,
visando resgatar o caráter combativo da
Fenajufe para lutar contra os ataques do governo
Lula: o coletivo LutaFenajufe, chapa segunda colocada
nas eleições para a direção
da Federação. De outra banda, lamentável
a atitude da chapa 1 ligada a parte da
direção do Sintrajufe , que,
em uma manobra golpista, alterou o regimento eleitoral
após a apuração dos votos,
de olho em mais cargos na entidade, demonstrando
seu autoritarismo e descaso com os rumos da Fenajufe,
postura que deve ser repudiada pela categoria!
Cristiano Moreira, 2ª VT de Canoas e membro
do Coletivo Luta Fenajufe/RS
Chapa 3
O Congrejufe poderia
ter acabado com a aprovação de um
plano de lutas e a eleição da nova
diretoria com lisura e ética. No entanto,
o plano de lutas foi adiado para uma reunião
da executiva da Federação. E a eleição
sofreu golpe da chapa 1, que encaminhou recurso
por meio de Marcelo Carlini, da Comissão
Eleitoral. A discussão do critério
de proporcionalidade já estava superada
na comissão e aprovado pelo plenário.
A chapa 1, ao não obter os votos esperados,
virou a mesa por ter maioria no plenário.
A chapa 3 encaminhou ação judicial
como forma derradeira de reagir a essa atitude
vergonhosa. Exigimos o cumprimento imediato da
liminar, com a posse dos nossos três companheiros
que terão titularidade na direção,
conforme determinou a eleição.
Zé Oliveira, do TRF e diretor do Sintrajufe
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Congrejufe
Discussão sobre carreira é o próximo
desafio
Para falar sobre carreira,
dia 30/3, no Congrejufe, foram convidados o mestre
em Administração e especialista
em política pública e gestão
governamental Luiz Alberto dos Santos e o secretário
municipal de Gestão Pública de Várzea
Paulista (SP) e ex-dirigente da Fasubra, Carlos
Maldonado. Citando o cientista social Max Weber,
Santos falou sobre a necessidade da existência
de um quadro administrativo que permita,
no âmbito do Estado, atuar no domínio
das leis, não das vontades.
No Brasil, data de 1939 o primeiro estatuto dos
servidores. Com a Constituição de
1988, surgiram vários modelos de carreira,
o que gerou uma imprecisão conceitual,
com carreiras por áreas, especialidades.
A Constituição, segundo Santos,
criou um processo rico no aspecto jurídico,
pois passou-se a ter um parâmetro: o que
é ou não compatível com a
Carta Maior.
Remuneração
Não há plano de carreira sem
plano de remuneração equivalente,
afirma Luiz Alberto Santos. O artigo 39 da Constituição,
em seu parágrafo 1º, fixa os padrões
de vencimento e o 5º assegura a igualdade,
critério de isonomia na estruturação
da carreira.
Especificamente sobre o PCS, Santos disse que
a lei 11.416 é resultado de árduo
processo, com o qual implementou-se um aumento
efetivo na remuneração dos servidores
do Judiciário Federal. Ele apontou como
avanços a nova tabela, a GAJ de 50% a partir
de 2008, o adicional de qualificação,
a GAE e a GAS.
Paradigma
Carreira é meio, não fim;
é um instrumento de gestão pessoal,
afirmou Carlos Maldonado. Segundo ele, o debate
sobre carreira é também uma discussão
sobre o Estado. Na opinião de Maldonado,
discutir carreira hoje é importante porque
vivemos um ambiente em que se discute a transição
de inversão da agenda, passando para uma
visão de Estado como solução,
não como problema. Para ele, o paradigma
que deve organizar a estrutura estatal é
o usuário do serviço público
e suas necessidades. A centralização
de poder dever ser substituída pela descentralização,
afirma.
As vantagens apontadas por Maldonado na construção
de um modelo de carreira que trabalhe com essa
lógica seriam um novo ambiente político,
que leve em conta o usuário e suas necessidades,
descentralização de poder, planejamento
participante, controle público social das
ações e valorização
do servidor.
Avaliação e ascensão
Quando o debate foi aberto ao público,
Maldonado explicou que a vantagem de trazer o
usuário para o processo é que ele
passa a conhecer melhor o funcionamento do Estado.
O controle social não gera inimigos
do servidor, pelo contrário, afirmou.
O diretor do Sintrajufe e delegado Zé Oliveira
fez uma intervenção sobre ascensão
funcional. Para ele, o tema é central no
debate sobre carreira. Segundo o dirigente, é
preciso garantir que as pessoas tenham garantidos
sua valorização e desenvolvimento.
É preciso também fazer a discussão
da estrutura perversa das FCs no Judiciário
Federal e garantir a democratização
dos locais de trabalho, concluiu.
Na opinião dos palestrantes, esses temas
precisam ser amadurecidos. Segundo Luiz Alberto
Santos, não há no país uma
categoria com uma carreira modelo. Na opinião
dele, há uma contaminação
carreira e vencimento que precisa ser resolvida.
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Médico
do trabalho do Sintrajufe faz palestra no Congrejufe
O médico do trabalho
Rogério Dornelles, assessor de saúde
do Sintrajufe, fez uma palestra no dia 29/3, no
Congrejufe, sobre a pesquisa realizada pelo sindicato
em 2002. O objetivo da pesquisa era conhecer melhor
a relação entre saúde-trabalho-adoecimento
no Judiciário Federal da 4ª Região.
No total, 2.222 servidores responderam, 57% mulheres
e 43% homens, a maioria com idade abaixo de 45
anos e mais de dez anos no Judiciário,
63% com curso superior completo. Dos pesquisados,
55% fazem alguma atividade física, 91,
4% trabalham apenas no Judiciário.
Entre 1998 e 2002, os servidores observaram um
aumento da jornada (65%) e do volume de trabalho
(75%). Do universo pesquisado, 50% disseram que
receberam algum tipo de treinamento e, desses,
60, 8% foram treinados pelos próprios colegas.
Foi constatado que há monotonia nas tarefas
realizadas, trabalho repetitivo, posição
estática na realização das
tarefas, posturas desconfortáveis no local
de trabalho e precárias condições
para os portadores de deficiência.
Mais de 50% usam medicação, com
ou sem prescrição médica.
As doenças mais diagnosticadas (43%) são
as osteomusculares, índice considerado
muito alto pelo médico do trabalho. O aumento
da procura por ajuda médica se deu justamente
quando aumentou a jornada na Justiça do
Trabalho, em 1998. Foi então confirmada
a suspeita do sindicato de que há na categoria
muitos servidores sofrendo de doenças provocadas
pelo trabalho. Dornelles diz que, a partir da
pesquisa, foram feitas as seguintes constatações:
há LER/Dort no Judiciário; quanto
maior a jornada, maior o número de doentes;
faltam projetos das administrações
dos tribunais para valorização dos
servidores.
Você se sente respeitado pelo seu
chefe? A resposta a essa pergunta teria
que ser sempre sim, afirma o médico do
trabalho, mas responderam positivamente 58,1%
das pessoas. Ou seja, é gravíssima
a constatação de que mais de 40%
dos entrevistados, em algum momento, mais ou menos
vezes, se sentem desrespeitados por suas chefias.
Dornelles disse que predomina nas administrações
dos tribunais a tendência a negar o nexo
entre adoecimento e trabalho. Essa descaracterização
da relação entre atividades profissionais
e as condições em que são
realizadas impede a modificação
dos agentes causadores das doenças. No
entanto, a pesquisa já trouxe bons resultados.
Na JT, foi reduzida a carga horária, depois
da demonstração da relação
entre jornada e doença e muita pressão
da categoria em uma forte campanha do Sintrajufe.
O TRT formou, também, uma comissão
paritária com o sindicato que trabalha
questões de saúde e ergonomia. No
segundo semestre deste ano, o Sintrajufe aprofundará
o trabalho sobre assédio moral na categoria.
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Direito de greve
Delegados do Congrejufe
aprovam resolução
A regulamentação
do direito de greve dos servidores públicos
federais, questão que vem sendo pautada
em pronunciamentos de representantes do governo,
também foi um dos pontos altos do 6º
Congrejufe. Após vários debates,
foi acertado um consenso e aprovada uma proposta
de resolução unificada sobre o direito
de greve dos servidores. Uma vez que o debate
apontou que há uma insatisfação
da categoria quanto à proposta encaminhada
pelo governo, foi aprovado, por ampla maioria,
resolução que rejeita a participação
em toda e qualquer tentativa do governo de negociar
restrições ou proibições
ao exercício do direito de greve.
O texto diz ainda que o direito irrestrito
de greve, conquistado através da luta,
é parte inseparável da democracia.
Quem deve regulamentar as greves, em todos os
setores, são os próprios trabalhadores
e suas organizações sindicais, como
sempre fizeram.
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CUT lança
nota pública sobre regulamentação
Para reforçar
o posicionamento das entidades sindicais cutistas,
a diretoria da CUT nacional divulgou, dia 5/3,
nota pública a respeito da proposta do
governo federal de regulamentar o direito de greve
no serviço público. A Central reforça
que abuso, no entendimento da CUT, é
a insistência de autoridades nos três
níveis de governo em não abrir negociações
com os trabalhadores públicos algo
bastante freqüente e, quando há
processo negocial, em não cumprir acordos
dele derivados. Abaixo, a íntegra.
Sem negociação
coletiva não é possível debater
regulamentação
A greve é um direito
constitucional e normalmente é o último
recurso dos trabalhadores, a que se recorre quando
as possibilidades de negociação
estão esgotadas. No setor público,
onde não existe a garantia de negociação
coletiva, ocorre o inverso: muitas vezes a greve
é a única possibilidade de forçar
as autoridades a abrir um processo de diálogo,
a marcar uma simples audiência. Portanto,
o conceito de abuso, no contexto de um movimento
grevista, merece ser mais bem analisado. Abuso,
no entendimento da CUT, é a insistência
de autoridades nos três níveis de
governo em não abrir negociações
com os trabalhadores públicos algo
bastante freqüente e, quando há
processo negocial, em não cumprir acordos
dele derivados.
Não é possível debater o
tema greve sem considerar que qualquer sistema
democrático de relações de
trabalho é baseado em três pilares:
organização sindical, negociação
coletiva e solução de conflitos.
No setor público brasileiro, atualmente
só existe um desses pilares, que é
o direito de organização sindical.
E mesmo assim, esse direito é alvo de abusos
por parte dos governantes, como a não-liberação
de dirigentes sindicais para o exercício
de suas atividades e a retenção
das mensalidades dos sindicalizados para suas
entidades representativas.
Debater regulamentação de greve
sem estabelecer e regulamentar o direito à
negociação coletiva é inviável.
Para o setor público do país avançar
rumo a um sistema de negociação,
a CUT defende a ratificação da Convenção
151 da OIT. A partir da ratificação,
avançaríamos também para
um sistema de solução de conflitos,
a exemplo do que existe no setor privado, que
garantiria formalmente regras coerentes com a
essencialidade de alguns serviços públicos.
A CUT quer debater essa questão em profundidade
e para além dos aspectos corporativos.
Tanto que já apresentamos ao Ministério
do Planejamento uma proposta que queremos tornar
pública: defendemos a criação
de um Sistema Permanente de Negociação
Coletiva do Setor Público que inclua a
participação de representantes dos
usuários, como forma de avaliar e aperfeiçoar
os serviços públicos e valorizar
os servidores.
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Nossos
direitos
Trabalhadores
fazem manifestações contra Emenda
3
No dia
10/4, em várias cidades do país,
os trabalhadores foram às ruas contra a
Emenda 3, que prevê que o auditor fiscal
perca o poder de definir se há relação
de trabalho entre uma pessoa física e empresa.
Pela proposta, somente a Justiça poderá
estabelecer essa relação.
O presidente Lula vetou a emenda, mas há
uma forte pressão, principalmente de empresários,
para derrubar o veto. Se isso acontecer, pode
significar o fim de direitos trabalhistas como
13° salário, FGTS, licença maternidade
e férias.
Em Porto Alegre, a CUT liderou uma caminhada de
centenas de trabalhadores. O presidente da Central,
Celso Woyciechowski, afirmou que o país
não pode se dobrar aos interesses do capitalismo
e à agressão desenfreada aos direitos
dos trabalhadores. Ele alertou que o interesse
dos patrões é realizar as reformas
sindicais, trabalhistas e previdenciárias,
as quais estão contidas em três linhas
da Emenda 3. Para o líder cutista, a CUT
não vai admitir que a contratação
de trabalhadores seja feita por nota fiscal. Não
somos um bloco de notas fiscais; se os patrões
têm o poder das verbas, nós temos
o poder das lutas e das mobilizações.
Essa emenda não vai passar, completou.
Na manifestação, a CUT protocolou
um documento na Delegacia Regional do Trabalho,
no qual coloca a posição da Central
em relação à Emenda 3 e reivindica
a realização de concursos públicos
para a contratação de fiscais e
uma melhor qualificação e valorização
dos serviços e dos servidores públicos.
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NAS
Encontro do NAS debate
segurança judiciária
Alcançamos
nossos principais objetivos, que são manter
a discussão sobre a segurança judiciária
aberta, ampliando o debate a fim de
encontrarmos as melhores soluções
para os problemas do segmento. Essa foi
a avaliação de Sergio Amorim, um
dos coordenadores do Núcleo dos Agentes
de Segurança (NAS) do Sintrajufe, ao final
do II Encontro Estadual dos Agentes de Segurança
do Judiciário Federal do RS, ocorrido dia
27/3.
Participaram do encontro quase 70 agentes. A realidade
e as perspectivas da segurança judiciária
foram debatidas com os representantes da segurança
judiciária do TRT, João Luiz Peixoto
da Silva, e da Seção Judiciária
do RF (JF), Gustavo Xavier Falceta. Ambos fizeram
uma avaliação positiva da realidade
da segurança judiciária e dos avanços
em termos de profissionalização
do setor. Os painelistas atribuíram a conscientização
das administrações para as prioridades
do setor à organização dos
agentes de segurança e da categoria como
um todo, com a demonstração clara
das dificuldades e a exigência de melhores
condições de trabalho.
O seminário Segurança orgânica
e polícia judicial contou com a participação
no plenário de colegas de vários
órgaõs do Judiciário Federal
vindos de diferentes estados. Após apresentação
feita pela agente de segurança Fátima
Arantes do modelo de segurança orgânica
do Tribunal de Justiça do Distrito Federal
e Territórios, os agentes do TRT do Paraná
e do TRF de São Paulo, Jocemar Silva e
Darney Bessa, respectivamente, além do
diretor da Fenajufe Cláudio Azevedo, apresentaram
modelos de estruturação, administrativa
e legal, tanto de segurança orgânica
quanto da futura polícia judicial.
Eleição
No encontro, foi eleita a nova coordenação
do NAS. Foram reconduzidos ao cargo, juntamente
com o colega Carlos Elberto Arruda, da JF, os
coordenadores da atual gestão Nelbo Rocha,
Barlese Santo, Denílson Patrício
e Sergio Amorim.
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Funcionalismo
Federal
CUT reivindica retirada
do limitador de gastos com funcionalismo do PAC
O presidente da
CUT, Artur Henrique, dirigentes da Central e de
entidades filiadas que representam trabalhadores
públicos federais estiveram reunidos dia
27/2 com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
As lideranças reivindicaram ao governo
a retirada do limitador de gastos com a folha
do funcionalismo (PLP 01/07) do PAC (Programa
de Aceleração do Crescimento). A
audiência acontece no gabinete do ministro.
A Central alertou que o simples crescimento vegetativo
da folha de pagamento poderá corresponder
ao limite proposto. Isso será um obstáculo
para as negociações dos trabalhadores
públicos em torno de reajustes futuros,
o que contraria o princípio da CUT e das
entidades do funcionalismo público. Além
disso, segundo avaliação da diretoria
da Central, a medida pretendida pelo governo federal
se transformaria em exemplo para os governos estaduais
e municipais. Outra reivindicação
da entidade é que o assunto seja remetido
para a Mesa Nacional de Negociação
Permanente.
A CUT entende também que o limite
de gastos contraria um dos princípios positivos
do PAC, que é o de recolocar o Estado no
papel de indutor do desenvolvimento. Para tanto,
é necessária a reconstrução
do serviço público e investimento
em contratação de trabalhadores
por concurso, afirmou Artur Henrique. Também
participaram da audiência com o ministro
Paulo Bernardo os coordenadores da Fenajufe Cláudio
Azevedo (também do Sintrajufe) e Roberto
Policarpo.
No próximo dia 17/4, a CUT estará
presente na série de audiências públicas
da comissão especial criada pela Câmara
dos Deputados para analisar o projeto de lei complementar
PLP 01/2007.
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Assembléia
geral
5/5 - sábado - na sede - horário
a confirmar
Pauta:
Regulamentação da proporcionalidade
Sintrajufe
esteve presente em
atividades culturais do 6º Congrejufe
Ao ler um livro de entrevistas
com Mario Quintana, a atriz e diretora Deborah
Finnochiaro se deparou com uma nova imagem do
poeta gaúcho. O novo Mario era político,
crítico e contundente. As entrevistas foram
a base para Deborah elaborar o espetáculo
Sobre anjos e grilos, que estreou em 2006, ano
do centenário de nascimento do poeta. A
peça foi a atração da noite
do dia 29/3 no 6º Congrejufe. O espetáculo,
que utiliza recursos cênicos multimídia,
como vídeos e gravações sonoras,
é uma ode à vida e à
morte, uma tão importante quanto a outra,
afirma Deborah, que desenvolveu uma parceria com
o Sintrajufe/RS, cujo apoio em vários projetos
teve como contrapartida ingressos e a apresentação
de espetáculos fechados para a categoria.
Na mesma noite, os servidores Ari Heck e Elias
Medeiros Vieira, ambos da JT do RS, realizaram
sessão de autógrafos de seus livros.
Pé na estrada, de Heck (www.ariheck.com),
que também autografou seus outros três
livros durante as atividades culturais do congresso,
é voltado para o público infantil
e conta a aventura de quatro amigos, um deles
portador de deficiência, que fazem uma viagem
de bicicleta. Portador de deficiência, Ari
é militante dos direitos das PPDs e recebeu,
em 2006, menção honrosa no Prêmio
de Direitos Humanos da Universidade de São
Paulo (USP).
Elias Medeiros, juntamente com Romério
Kunrath, organizou o livro Trabalho e cidadania
no Brasil, obra composta por artigos que têm
por base dissertações de mestrado
Entre os autores, estão os também
servidores Walter Oliveira, do TRT-4, e João
Hélio, da JF gaúcha. A obra teve
apoio para edição da Fenajufe.
Nos horários de intervalo para o almoço
no congresso, foram exibidos curtas-metragens
dos diretores gaúchos Carlos Gerbase, Jorge
Furtado e Ana Luiza Azevedo. Entre os filmes,
Deus ex-machina, Aulas muito particulares, Ilha
das Flores, O dia em que Dorival encarou a guarda,
Dona Cristina perdeu a memória e Dia de
visita.
O Sintrajufe ainda realizou uma exposição
de fotos do atual trabalho do Grupo de Fotografia
35 mm com os moradores da Ilha Grande dos Marinheiros.
As fotos comporão o livro Vida palafita,
que será lançado em breve. O sindicato
também expôs fotos da última
greve pelo PCS, em 2006, e as fotos do calendário
de 2007.
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Há
vagas para aposentados em oficina de yoga
O Sintrajufe realiza uma
oficina de yoga, originada no Núcleo de
Aposentados Federais (NAF), com exercícios
específicos para esse setor da categoria.
A oficina acontece nas terças e nas quintas,
das 17h15min às 18h30min, na sede do sindicato,
desde o dia 27/3. Ainda restam sete vagas para
aposentados. Os interessados podem entrar em contato
pelo fone 3235-1977, com Fabrine, na Secretaria
de Formação, Cultura e Lazer, para
solicitar informações e reservar
vaga.
A efetivação da inscrição
somente vai se dar mediante o pagamento da taxa
semestral de R$ 20,00 para sindicalizados e de
R$ 50,00 para não-sindicalizados, até
o dia 27 de abril. As vagas são limitadas.
Reserva
de ingressos começa dia 2/5
Em maio, as reservas para
a compra de ingressos de cinema poderão
ser feitas entre os dias 2 e 4/5. A entrega está
programada para os dias 23, 24 e 25/5, das 10h
às 13h e das 14h às 18h. Os ingressos
de podem ser utilizados em todas as sessões,
qualquer dia da semana, inclusive sábados,
domingos e feriados.
Os preços de venda para os sindicalizados
são os seguintes: R$ 6,50 (Arteplex e Cinesystem),
R$ 7,00 (GNC e Guion) e R$ 9,00 (Cinemark). O
telefone para reserva é (51) 3235-1977.
Agenda
Assembléia geral plebiscitária
18 e 19/4 Para alteração
do artigo 67 do estatuto do Sintrajufe
23/4 Apuração, às
18h, na sede.
Assembléia geral
25/4 Na sede, às 19h30min. Pauta:
Escolha da comissão eleitoral para a eleição
da diretoria.
Acidentes de trabalho
27/4 Atividades no Largo Glênio Peres,
em Porto Alegre, em alusão ao Dia Internacional
em Memória das Vítimas de Acidentes
e Doenças do Trabalho.
Aposentados
19/4 Reunião do NAF, às 15h30min,
na sede.
Assembléia geral
5/5 Na sede, em horário a confirmar.
Pauta: Regulamentação da proporcionalidade.
Assédio moral
10 e 11/5 Seminário sobre assédio
moral, organizado pelo TRT com apoio do Sintrajufe.
Local e horários a definir.
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