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2006:
categoria quer solução de pendências
Esta primeira
edição de 2006 do T-Liga dá
uma idéia dos desafios e das lutas que
teremos de enfrentar neste ano. Em nível
internacional, o Fórum Social Mundial,
com críticas e a busca de alternativas
ao capitalismo. Neste ano, o FSM será policêntrico
e acontecerá em três continentes:
América, Ásia e África. Na
fronteira do Brasil com o Uruguai, o Acampamento
Binacional funcionará no mesmo período
do FSM de Caracas, com uma pauta extensa.
No Brasil e no Rio Grande do Sul, o assunto são
as eleições. Os projetos implementados
pelos governos federal e estadual serão
julgados nas urnas. O mesmo acontecerá
com deputados federais e estaduais e senadores.
Saindo do geral para o específico, até
parece que 2005 não terminou. A categoria
inicia este novo ano com reivindicações
que lembram uma reprise de um filme já
visto: pagamento dos quintos e aprovação
do PCS. A questão dos quintos e o não-pagamento
nas justiças do Trabalho e Federal estão
detalhados na página 3 desta edição.
O PCS começa a andar novamente, depois
de um período de convocação
extraordinária em que o Congresso deveria
ter trabalhado, mas não o fez. E é
bom que se diga que começou a andar depois
que deflagramos a paralisação no
final do ano passado e mostramos ao governo e
ao Congresso que estamos unidos pela aprovação
do projeto e dispostos a lutar até o fim,
não importando os obstáculos que
tenhamos de superar.
No dia 18/1, foi definido o nome do relator do
projeto 5.845/05 na Comissão de Finanças
e Tributação. O escolhido foi o
deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA). Como em
ocasiões anteriores, da página do
Sintrajufe a categoria pode enviar mensagem aos
parlamentares como forma de pressionar pela aprovação
da matéria.
A categoria colocou muita energia e acumulou muita
força na tramitação do PCS
em 2005. Terá que fazer o mesmo em 2006.
O lado positivo da questão é que
neste ano, por ser um período eleitoral,
os parlamentares estarão muito mais sensíveis
às reivindicações dos eleitores
e não será de bom tom comprar briga
com uma categoria como a nossa. Mas não
tem problema, pois, se vierem com atrasos no trâmite
do projeto ou qualquer outro artifício
que gere desgaste nós saberemos responder
com mobilização, caravanas, corpo
a corpo em Brasília e, se necessário,
greve. Bom início de ano e boa luta para
todos nós!
Direto de Brasília
Pouco antes do fechamento desta edição,
chegou a notícia de que, em reunião
realizada no dia 17/1 entre diretores da Fenajufe
e o presidente do STF, Nelson Jobim, em Brasília,
este esclareceu que a questão dos quintos
está em estudo com sua assessoria e que
nos próximos dias dará um parecer
sobre a matéria. Jobim também teria
se comprometido a entrar em contato com o relator
do PCS para tratar dos encaminhamentos do projeto
na Comissão de Finanças.
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Campanha Salarial 2005
Fechado acordo dos dias
parados com TRT
Foi fechado no dia 23/12 o
acordo de greve na Justiça do Trabalho.
Assinaram o documento os diretores do Sintrajufe
Denise, Magda, Mara e Zé Carlos, os juízes
Hugo Carlos Scheuermann e Ricardo Hofmeister de
Almeida Martins Costa e o diretor-geral do TRT,
Luiz Fernando Taborda Celestino.
O acordo cobre os quatro dias de greve pelo PCS
e todos os dias de paralisação realizados
ao longo do ano de 2005. O prazo vai ficar sob
responsabilidade das chefias imediatas e dos juízes
titulares de cada local. Segundo o acordo, os
trabalhos serão compensados até
três de março de 2006, mediante atualização
do serviço.
O tribunal comprometeu-se a não promover
atos de punição contra os servidores
por motivo de participação nos movimentos
reivindicatórios aqui (no acordo) tratado.
O Sintrajufe, por sua vez, compromete-se em acompanhar
o processo de andamento dos trabalhos e divulgar
os termos do acordo.
Fórum Social Mundial
América,
África e Ásia: três continentes,
vários povos e um sonho em comum: mudar
o mundo
A sexta edição
do Fórum Social Mundial será policêntrica.
Isso significa que o evento ocorrerá de
forma descentralizada, em diferentes lugares do
mundo. Segundo o Conselho Internacional do FSM,
Essa decisão (de descentralizar)
visa à expansão e ao enraizamento
do Fórum. A idéia é facilitar
a participação física do
maior número de regiões possível,
daqueles que não podem se deslocar para
um só lugar.
Três cidades sediarão o VI FSM: Bamako
(Mali - África) de 19 a 23 de janeiro de
2006, Caracas (Venezuela América),
de 24 a 29 de janeiro de 2006, e Karachi (Paquistão
Ásia). Nesta última, a data
prevista era a mesma de Caracas, mas foi adiada
por dois meses.
A realização do FSM em Caracas tem
um significado especial, uma vez que o presidente
da Venezuela, Hugo Chávez, é um
dos mais ferrenhos críticos da política
externa dos Estados Unidos, principalmente contra
a implantação da Área de
Livre Comércio das Américas (Alca).
Entidades sindicais, organizações
não-governamentais, grupos religiosos,
partidos políticos, uma incrível
diversidade cultura e étnica: o FSM é
essa união alegre dos mais diversos pensamentos
e crenças que convergem para a certeza
de que o ser humano é o protagonista de
sua história e pode mudá-la. O Fórum
recolocou o pensamento de esquerda na pauta do
dia. O tamanho do evento torna impossível
que as idéias dos que dele participam sejam
ignoradas pelos chamados donos do mundo.
O Sintrajufe enviará os diretores Magda
e Itamar como representantes. Eles enviarão
notícias diárias, a fim de que a
categoria fique informada sobre as principais
atividades.
O V FSM, que aconteceu em Porto Alegre em 2005,
teve a participação de 155 mil pessoas
e 6.588 organizações de 135 países.
Foram mais de 2,5 mil atividades. Até o
fechamento desta edição, a organização
do Fórum não havia divulgado a programação
ou números parciais de inscritos.
Brasil
e Uruguai fazem acampamento
Neste ano, simultaneamente
ao Fórum Policêntrico Américas,
em Caracas, brasileiros e uruguaios participam
de um acampamento, de 24 a 29/1, na Barra do Chuí
(Santa Vitória do Palmar) e na Barra do
Chuy (Rocha). Assim como o FSM, 1º Acampamento
Binacional terá extensa pauta de discussões.
Alternativas ao capitalismo, cultura, comunicação,
poder, democracia, Américas e diversidades
são temas que estarão em debate.
As inscrições de participantes estão
abertas. Há duas categorias: delegados,
que poderão participar de todas as atividades
do Acampamento e pagam uma taxa de R$ 10,00; e
acampados, que, além de participar de todas
as atividades, se hospedam no Acampamento durante
os seis dias do evento. Nesse caso, a taxa é
R$ 20,00 até 20 de janeiro; após
essa data, sobe para R$ 30,00. As inscrições
poderão ser feitas no site www.forumbinacional.org.br.
O Comitê Organizador do Acampamento pede
para que todos façam as inscrições
com antecedência, pois há apenas
2 mil vagas. Outras informações
podem ser obtidas pelo e-mail comitefsmsulrs@yahoo.com.br
ou na Secretaria de Organização
e Políticas Sindicais do Sintrajufe.
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Dinheiro
público
Convocação extraordinária:
parlamentares recebem dois salários extras,
mas não trabalham
Muitos parlamentares
diziam que as direções da Câmara
e do Senado não queriam a convocação
extraordinária do Congresso no recesso
com o intuito de esfriar as CPIs.
Houve, então, a convocação.
Serão gastos em salários extras
pelo período de 14 de dezembro a 14 de
fevereiro R$ 14,36 milhões. Somando-se
a esse valor os salários de janeiro e fevereiro,
mais duas ajudas de custo e a metade do 13º
salário, o custo, só com o pagamento
de salário, será, no período,
de R$ 99,02 milhões. Nenhuma proposta foi
votada no primeiro mês e as salas das CPIs
ficaram vazias.
Diante da reação negativa da sociedade,
em 17/1 os deputados, em votação
simbólica, aprovaram o fim do pagamento
extra em caso de convocação extraordinária.
Porém, a decisão vale apenas para
a próxima legislatura.
Judiciário
O juiz Márcio José Barbosa, da 20ª
Vara da Justiça Federal do DF, determinou
que os presidentes do Senado, Renan Calheiros
(PMDB-AL), e da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP),
não paguem o salário de quem faltar
à convocação. Barbosa deu
prazo de 30 dias após o término
da convocação para que sejam apresentadas
as provas de participação nas atividades
em pelo menos três dias da semana entre
16 de dezembro e 14 de fevereiro.
Quem não atender a essa freqüência,
mas justificar a ausência, terá pagamento
garantido. Caso contrário, deverá
devolver o dinheiro aos cofres públicos.
Os que não entregarem os recursos nem comprovarem
presença estarão sujeitos à
multa de R$ 100,00 por dia enquanto durar o descumprimento
da decisão. A liminar foi dada em ação
popular proposta pelo advogado Pedro Elói
Soares. No despacho do juiz, houve a constatação
de ato danoso ao patrimônio público.
Calheiros recusou-se a receber o oficial de justiça
que tentou lhe entregar o mandado de notificação
e intimação determinando a suspensão
dos pagamentos. Isso não merece nem
resposta, declarou. Rebelo aceitou. Ele
informou que o regimento interno e a Constituição
Federal prevêem punições sobre
ausências.
Até o fechamento desta edição
(17/1), 73 parlamentares haviam ou desistido de
receber os valores ou doado a alguma instituição.
A população está e deve continuar
a pressioná-los pela devolução.
Também questionável é o expediente
de doar os valores, pois o dinheiro público
é usado de forma que renda dividendos políticos.
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Quintos
Apesar da decisão favorável do TCU,
tribunais não pagam
Quando, em 13/12/05,
o Tribunal de Contas da União aprovou o
direito dos servidores aos quintos, a categoria
pensou que terminava uma longa guerra. Não
contava que a Advocacia-Geral da União
(AGU) entrasse com um mandado de segurança
contrário no STF e que o TRT e o TRF usassem
isso como desculpa para não efetuar o pagamento.
Durante todo o recesso, a categoria acompanhou,
pela página do Sintrajufe, a expectativa
de que a ministra Ellen Gracie, que ocupava interinamente
a presidência do STF, decidisse sobre o
mandado de segurança. A ministra solicitou
informações ao TCU, que foram fornecidas
pelo presidente do órgão, Adylson
Motta. Em 5/1, o processo estava concluso para
a ministra Ellen, que, no entanto deixou a presidência
interina do STF, dia 9, sem julgá-lo. Desde
aquela data, o processo está com o presidente
do STF, Nelson Jobim.
TCU consolida
direito dos servidores
A decisão do TCU, tomada no dia 13/12,
restabelece o direito dos servidores à
incorporação dos quintos até
4 de setembro de 2001, data da edição
da MP 2.225-45/2001. A decisão do Tribunal
de Contas modificou decisão anterior tomada
em razão de uma representação
do Ministério Público, provocado
pela Anamatra, contra o pagamento de quintos que
vinha sendo efetuado no TST. Após vários
pedidos de reexame feitos pela Fenajufe e diversas
outras entidades, aquele tribunal recolocou a
matéria em pauta, decidindo então
pela legalidade da incorporação
dos quintos até 4/9/2001.
Mesmo quando a questão estava pendente
no TCU, vários tribunais do país
já vinham pagando os quintos, alguns em
cumprimento a decisões judiciais, outros
na via administrativa. A decisão do TCU
por 4 votos a 3 significou a consolidação
do direito de quem já recebe (justiças
Federal, Eleitoral e Militar) e fez justiça,
garantindo o direito aos servidores da JT. Na
JF, o direito foi concedido por decisão
do Conselho da Justiça Federal no final
de 2004, após muita pressão dos
sindicatos e da Fenajufe. A partir daí,
o Sintrajufe ingressou com mandados de segurança
no TRT e no TRE. Infelizmente, na JT, o Órgão
Especial do TRT indeferiu o mandado, em 24/6.
Em junho de 2005, o Sintrajufe obteve a concessão
de tutela antecipada na ação ordinária
que tramitava no TRF, para os servidores da JT.
Porém, mesmo com toda a pressão
do sindicato, o TRT não implementou a decisão
e a União acabou ingressando com recurso,
derrubando-a.
Em 22/9, o pleno do TRE acatou o mandado de segurança
do sindicato, reconhecendo o direito dos servidores.
Decisões como essa pipocam em todo o país,
isolando a JT, até hoje único setor
que não reconhece o direito dos servidores.
Decisão do TCU se mantém
Enquanto não for julgado o mandado de segurança
da União contra a decisão do TCU,
ela é plenamente válida. Não
se justificam as decisões do TRT e do TRF
de não fazer os pagamentos.
O TRT da 4ª Região mais uma vez protela
o pagamento de direito dos servidores, o que no
nosso entender, só faz aumentar o passivo
que o órgão tem com estes.
No TRF, a contradição é flagrante,
pois a administração deixou de pagar
parte dos retroativos em função
do mandado de segurança, mas continua pagando
a incorporação.
A indignação dos servidores em ambos
os tribunais é grande, e na Justiça
do Trabalho com mais força porque sequer
a incorporação foi efetuada.
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Em
29/12, presidente do TRT informava que não
pagaria
O presidente do TRT, juiz Denis Molarinho, decidiu,
no dia 29/12, pelo sobrestamento da implementação
dos quintos. A implementação já
havia sido decidida e comunicada aos servidores
do TRT no dia 20/12, após o julgamento
favorável do TCU no mesmo mês. A
justificativa da administração,
em contato telefônico com o Sintrajufe em
dezembro, foram o mandado de segurança
ajuizado pela Advocacia-Geral da União
junto ao STF e a posição do TST
de não fazer o repasse financeiro para
o pagamento de quintos.
Mais uma vez, adiou-se a expectativa dos servidores
da Justiça do Trabalho, que são
os únicos a não receber a incorporação
dos quintos. Vários colegas contataram
o plantão do Sintrajufe durante o recesso.
A indignação mostrada por eles certamente
é a de vários outros que foram surpreendidos
pela decisão.
O Sintrajufe manteve contato permanente com a
administração do tribunal no recesso,
buscou e defendeu de todas as formas que a implementação
já comunicada aos servidores fosse mantida.
Nossos principais argumentos foram a manutenção
da decisão do TCU, já que não
há nenhuma decisão no mandado de
segurança do STF, e também o direito
reconhecido e os pagamentos já efetuados
em todos os órgãos do Judiciário
Federal do RS, só para ficar no âmbito
estadual
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TRF-4 é
o único que decide não pagar na
JF
Em audiência com
a presidência do Tribunal Regional Federal
em 2/1, o Sintrajufe cobrou a posição
do tribunal de não pagar os quintos. Os
diretores afirmaram que a concessão dos
quintos na Justiça Federal não está
vinculada à posição do Tribunal
de Contas da União, tanto que o pagamento
já vinha sendo efetuado desde dezembro
de 2004, mesmo tendo, até então,
posição contrária daquele
tribunal.
O TRF-4 foi o único na Justiça Federal
que decidiu não pagar, já que os
tribunais da 2ª, da 3ª e da 5ª
regiões e o STJ pagaram, na última
semana de dezembro, retroativos de quintos com
sobras do orçamento de 2005. O TRF-1 e
o Conselho da Justiça Federal (CJF) só
não o fizeram por não possuírem
disponibilidade orçamentária.
O presidente, Nylson Paim de Abreu, reafirmou
a posição do TRF-4, por conta do
mandado de segurança da AGU. Ele falou
que buscará, na sessão do CJF em
10/2, alternativa para o pagamento.
Os diretores disseram que vêem dificuldades,
pois será o início de um novo orçamento,
mas que esperam uma solução. Eles
registraram que, em dezembro, receberam telefonemas
de vários colegas indignados, por conta
da expectativa de que receberiam ao menos uma
parte do passivo.
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Relações
de Trabalho
Reuniões com
TRF tratam de remoção e férias
Durante o recesso, o sindicato fez reuniões
com a direção do TRF para tratar
de várias pendências. A intenção
do Sintrajufe era reunir-se com o presidente Nylson
Paim de Abreu ainda em 2005, para reivindicar
o pagamento de retroativos dos quintos com sobras
orçamentárias. No entanto, a reunião
só foi agendada pelo tribunal para o dia
2/1 (veja sobre quintos na página 3).
Um dos pontos levantados pelo diretores do sindicato
Zé e Silvana foi o fato de, novamente,
o tribunal dar tratamento diferenciado a magistrados
e servidores, discriminando estes últimos.
Os desembargadores que iniciaram ou ainda iniciarão
suas férias em janeiro deste ano receberam,
com recursos de 2005, o valor da antecipação
e o 1/3 de férias, mais a gratificação
natalina. Quanto aos servidores, já prejudicados
com o não-pagamento dos quintos, só
aqueles que entraram em férias em 9/1 tinham
recebido o pagamento e, ainda assim, sem a indenização
de 1/3. Os valores só foram integralizados
dois dias depois da reunião do sindicato
com o presidente.
O caso explicita a prioridade da atual administração
do tribunal. Na Seção Judiciária,
a diretora do Foro tratou igualmente servidores
e magistrados: todos os que gozam férias
em janeiro receberam o valor da gratificação
natalina e 1/3 de férias e a antecipação
foi paga no início do ano.
Remoção
No dia 27/12, os diretores Zé, Gleni e
Marli haviam se reunido com o diretor-geral do
TRF, Arnaldo Girotto. Ele informara que estava
sendo fechado o levantamento das vagas que ficaram
após a finalização do último
concurso de remoção. Segundo ele,
não estava decidido se seriam providas
por novo concurso de remoção ou
pelo concurso público. Somente as que surgiram
após o último edital de remoção
já haviam sido encaminhadas para provimento
pelo concurso público. O Sintrajufe reafirmou
a grande demanda de servidores pela remoção
e questionou mais uma vez a discriminação
dos colegas em estágio probatório.
A possibilidade de realização de
novo concurso de remoção, principalmente
entre os colegas em estágio probatório
excluídos no último certame, foi
novamente levantada pelo sindicato na reunião
do dia 2/1 com o desembargador Nylson. Os dirigentes
lembraram que o tribunal possui muitas vagas que
poderiam ser utilizadas para esse fim.
O presidente do TRF falou que o último
concurso teve uma série de problemas por
conta do concurso público, de ações
judiciais e desistências de servidores que
tinham garantido sua classificação
à remoção. Por conta do pedido
dos diretores, ele ficou de analisar melhor a
proposta encaminhada pelo sindicato, a qual busca
atender ao interesse de remoção
dos servidores sem criar problemas com o concurso
público em andamento.
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JF diz
que chefias precisam pedir liberação
para uso da internet
O Sintrajufe reuniu-se dia
27/12 com o diretor-geral do TRF, Arnaldo Girotto
para tratar de remoção (matéria
acima) e internet. Os representantes sindicais
questionaram a decisão do tribunal de só
permitir acesso a páginas oficiais (.gov),
uma vez que isso não traz redução
de custos e sim transtornos aos servidores na
utilização de serviços, inclusive
com impedimento de acesso à página
do sindicato ou da Fenajufe.
O diretor-geral afirmou que a medida não
foi tomada em razão do custo e que não
há proibição de utilização.
Segundo ele, basta os diretores das respectivas
áreas informarem os nomes dos servidores
para terem acesso total à internet. Girotto
afirmou que essa foi a solicitação,
que não há orientação
de cerceamento e que vários setores informaram
o nome de todos os servidores lotados naquele
respectivo local. Lógico que abusos não
devem ser admitidos. Assim, segundo ele, os problemas
devem ser pontuais, pois não há
orientação de cerceamento. O sindicato
irá verificar os casos que chegaram ao
Sintrajufe e retomará o contato se necessário.
Além disso, o Sintrajufe pede aos colegas
que informem caso os setores não estejam
encaminhando a questão da forma colocada
pela DG na audiência.
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TRF
faz cálculos do auxílio-moradia
Em reunião com o presidente
do TRF, desembargador Nylson Paim de Abreu, em
2/1, os diretores do Sintrajufe Zé e Silvana
questionaram os cálculos que estariam sendo
feitos para pagamento retroativo aos juízes
(de 1994 a 1997) do chamado auxílio-moradia.
Manifestou-se a preocupação de que,
se houvesse esse pagamento, haveria demora maior
ainda nos quintos, até considerando a prioridade
que ocorreu no pagamento das férias aos
desembargadores do tribunal em relação
aos servidores.
O presidente afirmou que estão sendo feitos
cálculos desse retroativo, por conta de
decisão já tomada na Corte Especial
do TRF-4, e que seriam encaminhados ao Conselho
da JF, que, por sua vez, deve remeter ao Conselho
Nacional de Justiça a decisão. O
desembargador informou que foi o relator do processo,
no qual um grupo de juízes pediu o retroativo
do período. Foi deferido por maioria. O
sindicato acompanha a questão, buscando
informações sobre a decisão
da Corte Especial e a posição sobre
a matéria nos demais tribunais, inclusive
da Justiça do Trabalho.
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CJF publica
ato do auxílio-alimentação
O reajuste do auxílio-alimentação
dos servidores do Conselho da Justiça Federal
(CJF) e da Justiça Federal de primeiro
e segundo graus passou a valer a partir de 14/12,
data da publicação da resolução
490 do CJF. O valor passa de R$ 484,00 para R$
590,00. O reajuste foi aprovado pelo colegiado
do CJF na sessão de 9/12 em Palmas (TO).
A medida tem por objetivo dar isonomia de tratamento
a esses servidores em relação ao
STJ e ao STF, que já pagam os valores reajustados
a seus servidores.
Isonomia
na indenização de transporte
Em 15/12, a Fenajufe acompanhou
a última reunião do ano do Conselho
Superior da Justiça do Trabalho (CSJT).
Foi votada a resolução que uniformiza
o valor da indenização de transporte
dos oficiais de justiça da JT aos da Justiça
Federal, fixando-o em R$ 1.344, 97 a partir de
janeiro de 2006. Também foi decidido o
valor de R$ 396,00 para o auxílio-alimentação
dos servidores de todos os TRTs. Apesar de não
atender totalmente ao que reivindicamos, a uniformização
significa um avanço.
Justiça
do Trabalho
Sintrajufe garante
direito de servidores que mudaram de cargo depois
da Constituição de 1988
No dia 13/12, foi julgado
pelo Supremo Tribunal Federal o recurso extraordinário
422.683, do sindicato, que buscava, para alguns
servidores da JT, a permanência no cargo
para o qual foram nomeados via aprovação
em concurso interno realizado antes da Constituição
de 88. O advogado Amarildo Martins, da assessoria
jurídica do Sintrajufe, fez sustentação
oral na defesa dos servidores. O recurso do sindicato
foi julgado procedente por unanimidade (5 x 0)
e foi rejeitado o recurso do MPF. Os principais
argumentos utilizados na defesa dos servidores
foram o princípio da proteção,
boa fé e segurança jurídica.
O relator, ministro Carlos Velloso, argumentou
que o desfazimento da ascensão causaria
prejuízo para os servidores e para
a própria administração,
pois à época existia lei que permitia
a realização de concurso interno.
Com a Constituição de 1988, o concurso
público passou a ser a única via
de acesso aos cargos públicos efetivos.
Até então, o TRT realizava concursos
internos, nos quais os servidores buscavam alçar
um cargo de nível superior ao seu. No entanto,
os aprovados no último concurso interno
realizado antes da Constituição
de 88 só tomaram posse após sua
promulgação. Em 1993, o STF entendeu
que a ascensão era inconstitucional, o
que colocou sob risco esse grupo de servidores.
Em 1995, o Ministério Público Federal
interpôs uma ação civil pública
com o objetivo de suspender os atos administrativos
que precederam a investidura desses servidores.
Uma decisão favorável ao MPF provocaria
o retorno desse grupo de servidores a seus cargos
antigos.
Com a decisão do STF favorável ao
recurso do Sintrajufe em dezembro último,
os servidores permanecerão nos cargos que
ocupam atualmente, não cabendo mais recurso.
É uma notícia muito importante e
fundamental para a tranqüilidade desses colegas,
que, dentro de regras anteriores à atual
Constituição, via concurso interno,
passaram para cargos de nível superior
ao seu e querem seus direitos garantidos.
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Justiça
Eleitoral
Pedido contra relotação
de diretor está no RH do TRE
Foi enviado ao TRE, no dia
7/12, um pedido contra a relotação
do diretor do Sintrajufe Jairo Nogueira. O processo
está no setor de Recursos Humanos do tribunal
desde 13/12 aguardando informações
técnicas. O diretor foi colocado à
disposição sob a alegação
de problemas de relacionamento com colegas requisitados.
A medida coincidiu com o início da campanha
nacional dos servidores do Judiciário contra
a PEC 02. A PEC pretende que servidores requisitados
possam passar a integrar o quadro do órgão
no qual estão cedidos, neste caso, o TRE
do RS.
O TRE/RS teve um incremento de mais de 200 funcionários
no último período. Pôde então
preencher as vagas em quase todos os cartórios
eleitorais, antes dirigidos por requisitados de
órgãos como governo estadual, prefeituras
e autarquias. Na Central de Atendimento ao Eleitor
de Porto Alegre, no entanto, após a relotação
de Jairo e outro colega, há apenas um funcionário
do quadro e 28 requisitados. Essa situação
gera episódios de tensão, uma vez
que há requisitados que não querem
voltar para seus órgãos de origem
e que vêem nos funcionários do quadro
inimigos.
Esses fatos foram relatados na edição
220 do T-Liga. O sindicato recebeu correspondência
de uma colega que criticou o enfoque dado na matéria.
Ela relata que, no trabalho com cedidos, sempre
encontrou dedicação no desempenho
das funções. O sindicato não
colocou em dúvida a qualidade do serviço
deste ou daquele funcionário. O fato é
que a Justiça Eleitoral agora tem um quadro
próprio. Neste caso - vinculando a PEC
02 - está em jogo a garantia do ingresso
exclusivamente pela via do concurso público,
critério arduamente conquistado com o apoio
dos servidores.
Não temos concordância com o fato
de a Central de Atendimento, a maior porta de
contato da população com o TRE,
estar funcionando quase que integralmente com
servidores requisitados. Por outro lado, o tribunal
é responsável pelas boas condições
em que trabalham os seus servidores. Não
é possível que servidores sofram
represálias pelo simples motivo de terem
prestado um concurso e assumir suas funções.
O caso de Jairo, colocado à disposição,
foi extremo, mas certamente não é
o único relato de dificuldades dos servidores
do quadro na JE do RS.
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Sindicato
entra com representação para que
se apure caso da 13ª VT
O Sintrajufe formulou
em 11/1 uma representação para que
a Corregedoria do TRT faça uma apuração
dos fatos ocorridos na 13ª VT de Porto Alegre
no período de 24 a 29/11, quando o Sintrajufe
convocou a categoria para a realização
de movimento grevista. Na ocasião, um grupo
de cinco servidores da Vara aderiu à greve,
mas foi alertado pela diretora de
secretaria de que haveria conseqüências:
os colegas teriam de abrir mão das férias
já marcadas para os meses de janeiro e
fevereiro de 2006. Caso contrário, seriam
afastados da Vara e colocados à disposição
do Recursos Humanos para relotação.
Segundo a diretora, a determinação
seria da juíza titular da Vara, Vânia
Maria Cunha Mattos. Como houve negativa por parte
dos servidores, eles foram colocados à
disposição. Houve retificação
apenas no caso de uma servidora que não
havia marcado férias para o período.
Mas esta, por conta dos fatos, solicitou sua remoção.
Para o sindicato, a conduta da juíza Vânia
constituiu-se em violação aos deveres
do artigo 35, I, IV e VIII, da Lei Complementar
35/79. Isso porque, ainda que por intermédio
da diretora da secretaria, pressionar e exigir
de servidores que abrissem mão do gozo
de férias já marcadas e homologadas
como forma de retaliá-los pela participação
em movimento paredista não é condizente
com a postura devida e esperada de uma magistrada.
Faltaram-lhe a serenidade, a urbanidade, a solicitude
e a irrepreensibilidade de condutas devidas por
qualquer magistrado, já que, além
de pressionar e perseguir os servidores, deixou
de ouvi-los e de recebê-los quando pedido. O
Sintrajufe requer da Corregedoria que seja conhecida
e processada a presente representação
contra a juíza da 13ª VT, determinando-se
e/ou promovendo-se as diligências que se
fizerem necessárias.
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Nepotismo
Prática é
defendida por integrantes do Judiciário
gaúcho
A resolução
7 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ),
que proíbe a prática do nepotismo
no Poder Judiciário brasileiro, tem o apoio
de vários setores da magistratura. A Associação
dos Magistrados Brasileiros (AMB) apresentará
ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação
declaratória de constitucionalidade (ADC)
em favor da norma. A iniciativa foi aprovada pelo
Conselho de Representantes da entidade em 15/12
por representantes de 26 entidades.
Em posição contrária está
boa parte do Judiciário estadual gaúcho.
A partir de informações do Sindicato
dos Servidores do Ministério Público
do Rio Grande do Sul, a seccional gaúcha
da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) denunciou
no início de janeiro 68 casos documentados
de nepotismo cruzado entre o Tribunal de Justiça,
o Ministério Público e o Tribunal
de Contas do Estado. Conforme matéria publicada
no jornal O Globo, na maior parte dos casos, esposas,
irmãos, filhos e sobrinhos dos dirigentes
de uma instituição foram contratados
por um dos outros dois órgãos para
cargos em comissão, com salário
médio de R$ 5.807, fora outras vantagens,
acarretando custo da ordem de R$ 20 milhões
anuais aos cofres públicos. Espertamente,
desembargadores, procuradores e conselheiros trocavam
cargos, enganando toda a sociedade e burlando
a Constituição Estadual, que desde
1995 proíbe a contratação
de parentes de até segundo grau.
Em entrevista a O Globo, o presidente da OAB-RS,
Valmir Batista, lembrou que há 40 mil inscritos
para concursos e um grande número de aprovados
aguardando ser chamados para as vagas que estão
sendo ocupados por parentes de desembargadores,
procuradores e conselheiros.
Os beneficiados pelo esquema que a resolução
7 procura combater tentam justificar seus atos
apelando para a semântica. Em nota, o TJ
se diz contra a resolução e reitera
sua posição institucional,
que é a de não reconhecer
a legitimidade do CNJ para modificar a Constituição
Estadual do Rio Grande do Sul , que, para
o tribunal, está sendo cumprida. Mas a
impressão que fica é a de que os
salários, com o conseqüente benefício
que proporcionam às famílias de
magistrados, procuradores e afins, é que
explicam tamanha desfaçatez de integrantes
de entidades que, por princípios ético
e constitucional, deveriam zelar e promover a
justiça - a verdadeira justiça.
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Sindicais
Bancários denunciam
terceirização no Banrisul
Dia 18, quando o Sindicato
dos Bancários de Porto Alegre e Região
comemorou 73 anos, a entidade realizou um ato
público em frente à Agência
Central do Banrisul, em Porto Alegre. Os bancários
se manifestaram em defesa do Banrisul como banco
público, a serviço da população,
e contra a terceirização da tesouraria
e a discriminação dos funcionários.
No dia 17, o sindicato apresentou ao vice-presidente
da Comissão de Serviços Públicos
da Assembléia, deputado Raul Pont (PT),
uma denúncia sobre o edital de licitação
do Banrisul para terceirização dos
serviços de tesouraria da instituição.
Pont informou que vai propor uma audiência
pública para debater a privatização
de serviços do Banrisul.
Os serviços de tesouraria compreendem o
manuseio do dinheiro do banco, incluindo a contagem
e a conferência do dinheiro das agências,
dos valores recolhidos nos caixas e em malotes,
além do abastecimento dos caixas eletrônicos.
Hoje todos esses serviços são realizados
por funcionários do Banrisul. Para Raul
Pont, esse tema precisa ser debatido com
urgência antes que o Banrisul passe por
um processo camuflado de privatização.
No ato do dia 18, os bancários deram continuidade
à campanha contra a discriminação
no Banrisul. Em dezembro, o banco creditou, para
apenas 253 funcionários, da área
de informática, um prêmio de dois
salários. O Banrisul tem mais de 8 mil
funcionários.
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Em maio
tem Congresso Estadual da CUT
A CUT/RS já tem agendado,
entre 5 e 7 de maio, o seu 11º Congresso
Estadual, o Cecut. O Sintrajufe chamará
assembléia em março para eleger
os delegados.
Além de eleger a nova direção
regional da Central e os delegados para o Congresso
Nacional da CUT (Concut), o Cecut discutirá
conjuntura estadual, nacional e internacional
e fará um balanço estadual e nacional.
Também estarão na pauta estratégia,
Estatuto, política de finanças,
agenda e Plano de Lutas.
Falta
de consenso adia Reforma Sindical
Devido a falta de consenso,
o projeto da Reforma Sindical e outras 13 propostas
apresentadas foram retiradas, no final de 2005,
da pauta da Comissão de Trabalho, de Administração
e Serviço Público. O adiamento foi
pedido por Zimmermann e pelos deputados Dra. Clair
(PT-PR) e Marcelo Barbieri (PMDB-SP).
A deputada Clair sugeriu reuniões nos 27
estados para ouvir as lideranças locais
enquanto Barbieri acha necessário consultar
os pequenos sindicatos que, na sua opinião,
não tiveram oportunidade de se manifestar.
O presidente da Comissão, deputado Henrique
Alves (PMDB-RN), nomeou Zimmer-mann e Barbieri
como relatores para dar parecer em 2006, apesar
das divergências de ambos sobre os detalhes
da reforma. Ambos defendem a regulamentação
do artigo 8º da Constituição,
que trata da liberdade de associação
sindical.
O princípio da unicidade sindical e a obrigatoriedade
da participação dos sindicatos nas
negociações coletivas também
constam no texto constitucional.
Novas varas
federais
Congresso pode aprovar
em 3 meses
O projeto de lei que cria
novas varas federais deverá ser aprovado
pelo Congresso Nacional três meses após
o início do ano Legislativo. Foi o que
afirmou o presidente do STJ e do Conselho da Justiça
Federal (CJF), ministro Edson Vidigal, após
reunião, em dezembro, com os presidentes
da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB-SP),
e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Segundo Vidigal, a expectativa é que a
lei seja sancionada pelo presidente Lula em maio,
com a imediata instalação de 50
varas.
O projeto de lei 5.829/2005, que prevê a
instalação mínima de 230
varas federais, está na Comissão
de Trabalho, Administração e Serviço
Público da Câmara e tem como relator
o mesmo deputado que relatou o PCS, Henrique Eduardo
Alves (PMDB-RN).
Esse processo sofreu atraso porque, assim como
outros projetos do Judiciário, foi remetido
para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ),
atendendo à exigência da Lei de Diretrizes
Orçamentárias (LDO), que estabelece
apresentação de parecer de mérito
do Conselho aos projetos que têm origem
no Poder Judiciário.
A localização das 230 unidades será
apontada pelo CJF.
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Justiça
Eleitoral
TRE paga várias
pendências em 2005
No final de dezembro de 2005,
o TRE pagou várias pendências aos
servidores. Na reunião de diretores-gerais
de TREs ocorrida em 28 de outubro, em Brasília,
já havia sido divulgado o pagamento de
pendências da URV e quintos aos servidores.
Na ocasião, o Sintrajufe foi até
lá e entregou ao diretor-geral do TSE,
Athayde Fontoura, documento solicitando a quitação
dos atrasados da URV (11,98%), de quintos e horas
extras.
O que foi pago
- diferença do auxílio-alimentação
de R$ 408,76 para R$ 453,42 desde 1º de maio
de 2005 (essa diferença já foi paga
também em dezembro);
- incorporação de quintos do ano
de 2005;
- valor histórico, com correção,
da URV nos seguintes períodos: ativos -
setembro/94 a agosto/95 (faltava 80% do valor
deste último mês); aposentados -
dezembro/96 a maio/97 (faltava 35% do valor do
último mês). No TRE os valores pendentes
de URV são os dos meses mais antigos, pois
a sistemática utilizada foi do pagamento
ir retornando no tempo;
- cálculo da hora extra, utilizando-se
como base o divisor de 200 horas (a partir de
julho de 1992).
Foi uma importante vitória o fato de os
colegas da Justiça Eleitoral receberem
boa parte do pagamento pendente. É um passo
fundamental para resolvermos várias demandas
históricas desse setor da categoria.
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Cálculos
da URV da JF 2ª ação
Colegas devem encaminhar documentação
Os colegas abrangidos pela
segunda ação da URV da Justiça
Federal devem encaminhar a documentação
para ingresso da ação de execução
a fim de receber o valor dos juros.
A listagem com os nomes dos sindicalizados abrangidos
na segunda ação está na página
do Sintrajufe.
A ação já teve o trânsito
em julgado, o que possibilita o encaminhamento
da execução definitiva. A documentação,
incluindo orientações, contrato
de honorários e procuração,
estão na página do Sintrajufe. Basta
imprimi-la, preenche-la e enviar ao Sindicato.
Lembramos que nesta ação ainda há
cobrança de honorários (diferente
do atual contrato onde não existe tal exigência)
pois ela foi movida na época do extinto
Sindijusfe, onde o contrato com a assessoria jurídica
tinha esta cláusula.
A partir do recebimento da documentação,
serão encaminhados os cálculos que
serão disponibilizados após sua
finalização e antes do ingresso
da ação. A previsão é
de que a execução seja encaminhada
em março próximo.
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Fundos de pensão
STJ entrega proposta
para a Casa Civil
O anteprojeto de lei que cria
o fundo de previdência complementar do Judiciário
foi entregue dia 22/12, pelo presidente do Superior
Tribunal de Justiça (STJ), à ministra-chefe
da Casa Civil, Dilma Rousseff. A proposta envolve
cerca de 120 mil magistrados e servidores do Judiciário
brasileiro. Estimativas apontam que, quando criado,
o fundo deve ter entre R$ 30 bilhões e
R$ 70 bilhões de patrimônio; seria
um dos maiores do país.
O projeto já foi aprovado pelo Conselho
da Justiça Federal e agora vai ser submetido
à análise técnica da Casa
Civil para que, posteriormente, o presidente da
República possa encaminhá-lo ao
Congresso Nacional, afirmou Vidigal. Ele
acredita que o Lula deva sancionar o projeto ainda
em 2006.
O projeto de previdência complementar vem
sendo alinhavado desde abril de 2004. Num primeiro
momento, o projeto abarcaria magistrados e servidores
do STJ, do CJF e da Justiça Federal de
Primeiro Grau. Mais adiante, foi colocada a idéia
de trazer para a fundação magistrados
e servidores do Judiciário dos estados.
Como cada unidade da federação possui
legislação específica sobre
o regime previdenciário, a solução
foi permitir que a categoria venha aderir à
fundação a partir de leis estaduais.
O Sintrajufe leu o anteprojeto e uma preocupação
surgiu imediatamente: a não-inclusão
das justiças do Trabalho, Eleitoral e Militar.
Há uma referência à possibilidade
de que elas também venham a integrar o
fundo, mas é vaga. O sindicato está
estudando o texto e, ainda no primeiro semestre
deste ano, promoverá um seminário
para que a categoria se aproprie do debate.
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