Boletim Semanal do Sintrajufe RS
De 8 a 22 de setembro de 2005


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13 de setembro: rodada estadual de assembléias de base
Se o PCS não andar, em outubro o Judiciário vai parar!

Assembléia geral aprova calendário

Ponto na JE: servidores fazem abaixo-assinado

Mobilização
PCS: só a luta nos levará a mais esta vitória

Atividades do dia 30/8

Interior na luta!

Assembléias de base tiram encaminhamentos

Assembléia aprova venda de terreno do sindicato na Restinga

Nossos direitos
Encontro debate políticas públicas e legislação para PPDs

Atenção, aposentados: quebra da paridade já começou


Insegurança assusta colegas da VT de Sapucaia

Quintos
TRT demora a pagar e liminar é derrubada

Justiça do Trabalho
Corregedor confirma: plantões devem ser feitos por servidores comissionados

Repouso remunerado na JE

URV da JT
Execução provisória foi protocolada

Movimento social
CMS realiza plenária regional no Sintrajufe

Pressão sobre as perícias do INSS

Conselho do MP aprova resolução que proíbe nepotismo

Movimento popular vai às ruas cobrar mudanças

Prefeitura de PoA retrocede nas políticas culturais

Grupo promove viagem ao Chile

Ingressos de cinema

Agenda



 

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13 de setembro: rodada estadual de assembléias de base
Se o PCS não andar, em outubro o Judiciário vai parar!

O envio do PCS ao Congresso foi mais uma vitória em nossa caminhada, resultado da luta da categoria. O assunto foi avaliado na Reunião Ampliada da Fenajufe de 3/9. Estavam presentes 45 delegados de 17 entidades estaduais. A avaliação é que a luta deve ser intensificada, pois agora brigamos pela aprovação do projeto 5.845/05 e o caminho pode ser longo.
O dia 13 de setembro, antes indicado como a data para iniciar a greve por tempo indeterminado, foi definido como o próximo Dia Nacional de Mobilização do Judiciário Federal e do MPU. No RS, haverá assembléias de base em Porto Alegre e no interior (veja quadro ao lado).
A Ampliada aprovou como data indicativa para deflagrar a greve o dia 18 de outubro, com o seguinte mote: “Se o PCS não andar, em outubro o Judiciário vai parar”. Antes, a Fenajufe realizará, no dia 1º/10, a próxima Ampliada, para discutir com os sindicatos de base como está o andamento do projeto no Congresso e as negociações sobre o PCS do MPU e decidir sobre a deflagração da greve.
O projeto tramitará em caráter terminativo. Isso significa que não precisará ser votado em plenário. Ele será examinado em três comissões da Câmara; se aprovado, irá para o Senado e, por fim, para sanção presidencial (veja gráfico ao lado).




Assembléia geral aprova calendário

Na noite de 6 de setembro, foi realizada no Sintrajufe uma assembléia geral. Foi aprovado o calendário proposto na Ampliada da Fenajufe (3/9):
• 13/9: Dia Nacional de Mobilização (ver acima os horários das assembléias de base) e início do estado de greve;
• até 30/9: aprovação do PCS pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público; pressão sobre os deputados nos estados e por e-mail (disponível na página);
• 18/10: se o PCS não tiver andado nas comissões, início da greve por tempo indeterminado.




Ponto na JE: servidores fazem abaixo-assinado
Está circulando entre os servidores da Justiça Eleitoral um abaixo-assinado, que será remetido ao presidente do TRE, solicitando o retorno do procedimento adotado até 27/4 em relação ao horário de almoço, especificamente dos servidores do prédio Anexo (Central de Atendimento ao Eleitor). A decisão de fazer o documento, que já conta com mais de cem assinaturas, surgiu na assembléia de base dos servidores do Anexo em 18/8, na qual as intervenções dos colegas ficaram centradas na obrigatoriedade de bater ponto na saída e na volta do almoço.
O que se busca é um tratamento igual em relação os colegas do TRE da Duque. Estes dispõem de restaurante no local de trabalho e não precisam bater o ponto para almoçar. Os do Anexo, se quiserem fazer uma refeição em lugar adequado, terão de bater o ponto, tendo seu horário descontado, necessitando, então, aumentar o tempo à disposição do trabalho.


 

Mobilização
PCS: só a luta nos levará a mais esta vitória
O projeto de reestruturação do Plano de Cargos e Salários (PCS), após mais de um ano de negociação no âmbito do Judiciário, foi encaminhado, no dia 31 de agosto, depois de assinada pelos presidentes dos tribunais superiores, ao Congresso Nacional. A elaboração do PL 5.845/05 teve início com a greve do ano passado, quando, além de conquistarmos a majoração da gratificação de atividade judiciária (GAJ), cuja última parcela vem em novembro, foi constituída a Comissão Interdisciplinar no Supremo Tribunal Federal. A atual proposta garante vários avanços, mesmo que ainda tenhamos discordância em alguns pontos. A redação do projeto está na página do sindicato.
O PL trará aos servidores do Judiciário um incremento considerável na tabela salarial, majorando o vencimento básico, além de elevar a GAJ para 50%. Também trará a implementação do adicional de qualificação, o qual representará um ganho para os servidores com curso superior, pós-graduação, mestrado ou doutorado. Também garante o reenquadramento dos colegas do concurso anterior ao primeiro PCS (lei 9.421/96), sacramentando esse direitos aos colegas de todas as justiças, e estabelece o estágio probatório em 24 meses, o qual só vigora atualmente na Justiça Federal, além de outros benefícios.
O projeto foi distribuído para a Comissão do Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, primeira etapa da tramitação. Neste momento, o que temos que ressaltar é a importância da intensificação da mobilização dos servidores do Judiciário em todo o país. Esse projeto não será diferente dos anteriores. Conquistamos os PCS de 1996 e 2002 com grandes greves na categoria em quase todos os Estados. Na de 2002, o Judiciário gaúcho paralisou massivamente, garantindo a greve com maior adesão de todos os tempos nas justiças do Trabalho, Federal e Eleitoral.
Devemos fazer um trabalho articulado em Brasília junto ao Congresso Nacional e a área econômica do governo, pressionando os parlamentares nos estados, pessoalmente ou via mensagens eletrônicas. Isso é fundamental desde já.
A palavra de ordem aprovada na última Ampliada da Fenajufe, “Se o PCS não andar, em outubro o Judiciário vai parar”, é fundamental para que, com base nas melhorias que o projeto trará em nossos salários, discutamos com os colegas no setores de trabalho a necessidade da mobilização da categoria e a construção da greve.
Nossa categoria já deu, muitas vezes, demonstração de sua unidade e força, conquistando grandes vitórias, mesmo em períodos difíceis. Greves, pressão sobre parlamentares, caravanas a Brasília. Temos que resgatar esses momentos para construir um movimento que nos leve à vitória. A aprovação desse projeto nos aproxima de uma isonomia salarial comparando com outros segmentos do funcionalismo, os quais detêm salários maios altos dos que atualmente pagos no Judiciário.
Mais do que nunca, é imprescindível que todos estejamos juntos nesta luta.


 

Atividades do dia 30/8
Visitas da diretoria do Sintrajufe preparam mobilização
De 22 e 25/8, a diretoria fez um roteiro de visitas a cidades da Região Metropolitana. Na pauta, Campanha Salarial, PCS e mobilização da categoria, além de informações sobre o andamento dos processos dos quintos e dos juros da URV.
Foram visitadas Cachoeirinha, Gravataí, Alvorada, Viamão, Novo Hamburgo, Canoas, Esteio, Estância Velha, Guaíba, São Jerônimo, Sapucaia e Sapiranga.


 

Interior na luta!
Várias cidades do interior se mobilizaram para o dia 30. As que enviaram atas ao sindicato informando sobre as atividades realizadas foram as seguintes: JT: Bento Gonçalves, Canoas, Osório, Pelotas e São Jerônimo. JF: Canoas e Santa Maria.
É importante que cada cidade envie as atas ao Sintrajufe. Dessa forma, poderemos ter uma real dimensão do nosso movimento em todo o estado.


 

Assembléias de base tiram encaminhamentos
A JF de Porto Alegre sugeriu um curso de formação para diretores de base sobre o PCS e o questionamento da imprensa, que divulgou uma média salarial que não corresponde à realidade da maior da categoria. A reunião com do diretores de base já está marcada: dia 14/9, 18h, no sindicato. A Fenajufe fará um texto sobre a questão salarial. Em Bento Gonçalves, os colegas da JT elegeram a quarta-feira como o Dia do Preto, com o uso das camisetas da Campanha Salarial. É uma idéia que pode ser seguida em outros locais.

Assembléia aprova venda de terreno do sindicato na Restinga
Os presentes à assembléia geral do dia 6 autorizaram a diretoria da entidade a vender o terreno do Sintrajufe no bairro Restinga, que se encontra à venda há mais de dois anos em várias imobiliárias. Com avaliação de mercado no valor de R$ 50 mil, recentemente e pela primeira vez, o sindicato recebeu a seguinte proposta: entrada de R$ 20 mil, 20 prestações de R$ 1 mil e duas parcelas de R$ 2,5 mil no final do período. Na decisão foram levados em conta o custo mensal de manutenção (R$ 2 mil) e que parte da área é banhado.
Por outro lado, a autorização para a venda da sala da rua Washington Luiz foi adiada. Os presentes solicitaram que continue o debate junto à categoria e que o tema seja levado novamente à pauta em uma próxima assembléia.


 

Nossos direitos
Encontro debate políticas públicas e legislação para PPDs
O 4º Encontro de PPDs, promovido pelo Núcleo de PPDs do Sintrajufe dias 3 e 4/9, teve como tema Estatuto, Previdência e acessibilidade no trabalho. O senador Paulo Paim (PT-RS) falou sobre seu projeto que regulamenta a aposentadoria especial para portadores de deficiência, direito conquistado na PEC paralela da Previdência, e o Estatuto de PPDs.
Paim acredita que a tramitação dessas propostas não acontecerá neste ano, devido à crise política. Para a aprovação, ele disse que espera contar com pressão popular, materializada na participação das entidades representativas das PPDs. Segundo Paim, o Estatuto já recebeu mais de mil emendas.
O procurador do Trabalho do Paraná Ricardo Tadeu e o chefe de gabinete do senador Paulo Paim, Santos Fagundes, ambos deficientes visuais, debateram o Estatuto. Ricardo Tadeu fez uma análise das razões históricas e políticas que precederam a formatação do Estatuto. Para ele, a Constituição de 1988 é um marco, pois adota a nomenclatura “PPD”. As legislações anteriores falavam em “inválidos, incapazes e excepcionais”. A legislação atual sobre PPDs, ressaltou, resulta de décadas de luta. Nos últimos anos, disse o procurador, fala-se muito em direitos de consumidor, homossexuais, PPDs, mulheres, negros; no entanto, na prática, há um ataque aos direitos dos trabalhadores, como as várias tentativas de mudar a CLT. Vivemos, segundo ele, uma época de fragilização de direitos já conquistados. Nesse cenário, é importante um instrumento como o Estatuto. A noção de que a lei da maioria é boa por ser da maioria não é verdadeira, afirmou. Segundo ele, a lei tem que abarcar toda a diversidade que compõe uma sociedade.
Santos Fagundes falou do processo que resultou no Estatuto. Foram cerca de mil propostas de 800 encontros em todo o país. Ele ressaltou a importância de o núcleo do Sintrajufe contribuir nacionalmente para o debate.
A mesa destinada às políticas para PPDs nos tribunais foi prejudicada pela ausência do TRF e do TRE. Novamente, apenas o TRT marcou presença, com o diretor de RH, Rene Chabar Kapitanski, e por Denise Ladeira, da Comissão de Integração e Acompanhamento dos Servidores Portadores de Deficiência do TRT. Rene vinha do Encontro de RHs dos TRTs, no qual constatou que o TRT-4 é o único no país a ter política para PPDs, o que é fruto também da luta do sindicato. Denise falou do trabalho de conscientização feito pela comissão, principalmente com o boletim, distribuído nos locais de trabalho.
As resoluções do 4º Encontro, serão sistematizadas e disponibilizadas na página na internet.


 

Atenção, aposentados: quebra da paridade já começou
O governo federal, aproveitando-se da greve deflagrada pelo INSS, mantém a quebra da paridade iniciada no governo FHC e a amplia ao implementar a gratificação de desempenho, como valor agregado ao aumento de vencimentos.
Nós, servidores aposentados do Judiciário Federal, ao mesmo tempo em que saudamos a garra e a luta dos colegas do INSS em sua greve nacional por melhores condições de trabalho e salário, que foi iniciada no dia 2 de junho passado e durou 76 dias, manifestamos o nosso total repúdio à quebra de paridade entre os servidores ativos e aposentados do órgão imposto pelo governo aos trabalhadores quando da negociação da volta ao trabalho e do pagamento dos dias parados.
Não bastassem a reformas da Previdência, que retiraram direitos de todos trabalhadores brasileiros, a diferenciação novamente feita entre aqueles que estão na ativa e os aposentados serve apenas para aumentar o fosso salarial e o preconceito contra aqueles que dedicaram a maior parte da sua vida ao serviço público. Mostra, também, que os aposentados foram rifados no processo que garantiu aos colegas da ativa R$ 86 milhões (de um total de R$ 140 milhões) que serão vinculados à gratificação de produtividade. Os R$ 54 milhões restantes, ou 40% do total, serão destinados a uma gratificação fixa a todos os servidores do INSS, ativos, inativos e pensionistas.
 É bem verdade, porém, que a quebra de paridade teve seu início no governo FHC, em 2001, e que, diante da postura irredutível e elogiável dos trabalhadores do INSS em greve, agora houve uma redução nessa diferenciação, pois, nas propostas iniciais do governo, a gratificação dos R$ 140 milhões seria vinculada à produtividade, ou seja, somente aos servidores da ativa. Mas o fato concreto, e que merece o nosso repúdio, é que novamente se abriu um precedente para que outros acordos de outras categorias também firam aquilo que para nós é mais caro e sagrado: a igualdade de direitos entre todos os trabalhadores.
 Questionamos, ainda, o papel arbitrário exercido pela Justiça Federal - mais precisamente o do juiz da 9ª Vara da Justiça Federal em Brasília, Antonio Corrêa -, que colaborou para a fragilização do movimento ao ameaçar com multa diária de R$ 100 mil caso a União e o Instituto Nacional do Seguro Social não adotassem medidas para normalizar o atendimento nos postos do órgão.
Lembramos que também estamos na luta pela aprovação do nosso PCS, já enviado ao Congresso, e por isso devemos estar atentos para que ele seja aprovado o mais breve possível. Sendo assim, a articulação dos aposentados com os demais servidores do Judiciário Federal se faz importante neste momento em que, certamente, será preciso intervir junto aos parlamentares em Brasília e pressioná-los no sentido da aprovação do projeto. Como também é importante que os aposentados participem do NAF, cujas reuniões acontecem nas primeiras e nas terceiras quintas-feiras de cada mês, e se apropriem dos debates que estão em curso e dizem respeito a todos os servidores.



 

 

 

Insegurança assusta colegas da VT de Sapucaia

Os servidores da Vara do Trabalho de Sapucaia do Sul entraram em contato com o Sintrajufe, pois estão apavorados com a constante insegurança e violência. A VT fica em um prédio muito distante do centro e quase não há vizinhos, pois foram fechadas empresas que funcionavam na região. Com isso, reduziu-se o número de pessoas circulando, o que facilita o assalto e o roubo de carros à mão armada. Neste mês, um advogado trabalhista foi assaltado e agredido, como já aconteceu outras vezes, inclusive com servidores.
O Sintrajufe reuniu-se dia 8/9 com o diretor-geral do TRT, Luiz Fernando Taborda Celestino, e o assunto foi tratado. Segundo Luiz Fernando, a solução definitiva vai se dar com a mudança da VT de local, em outubro. No entanto, algumas medidas foram tomadas: está sendo nomeado um novo agente de segurança para a VT e o TRT já oficiou a Secretaria de Segurança pedindo mais policiamento, o que também será feito pelo Sintrajufe.


 

 

Quintos
TRT demora a pagar e liminar é derrubada

A Advocacia-Geral da União (AGU) ingressou com uma reclamação no STF e derrubou a liminar que concedia incorporação de quintos aos servidores do TRT. O recurso foi julgado pelo ministro Carlos Britto dia 29/8. Foram suspensos os efeitos da decisão proferida na ação ordinária n. 2003.71.00. 057296-7 na parte relativa à antecipação de tutela concedida pelo TRF da 4º Região no dia 30/6. A decisão não tem efeito para os colegas da Justiça Federal, já que nesse ramo o pagamento vem sendo realizado por decisão administrativa.
Exemplo
Não bastaram os esforços feitos pelo Sintrajufe tanto na via judicial quanto nos contatos com a administração do TRT pressionando pela implementação da liminar judicial. Os colegas da JT continuarão sendo discriminados, sem ganhar o benefício que já é pago em toda a Justiça Federal e Militar do país, além de alguns TREs.
Nós, servidores, que vivenciamos no dia-a-dia as críticas feitas ao Judiciário, lamentamos que os próprios tribunais não dêem exemplo à sociedade no cumprimento célere de decisões judiciais quando a implementação é de sua responsabilidade. Só para relembrar, no voto que garantiu a antecipação da tutela, o desembargador Luiz Carlos Castro Lugon decidiu pela concessão do direito e pelo “pagamento imediato, mediante incorporação aos vencimentos, das parcelas de quintos a que os substituídos teriam direito até a edição da medida provisória nº 2.225-45/2001”.
A não ser que façamos um debate sobre o conceito da palavra “imediato”, não se entende por que se passaram dois meses sem que a decisão fosse implementada. Como, apesar disso, a batalha não terminou, pois no mérito a ação ordinária é favorável aos trabalhadores, o sindicato já requereu a extração da carta de sentença para buscar o encaminhamento da execução provisória.
Espera-se que, dessa forma ou pela via administrativa, o mais brevemente se faça justiça e se garanta aos colegas da JT e também da JE o mesmo direito já garantido aos demais servidores do Judiciário Federal.


 

Justiça do Trabalho
Corregedor confirma: plantões devem
ser feitos por servidores comissionados
Em reunião realizada na tarde do dia 26/8 entre integrantes da diretoria do Sintrajufe - Silvana, Mara e Leonardo - e o corregedor do TRT, juiz Pedro Serafini, para esclarecimentos quanto aos plantões de finais de semana e feriados da Justiça do Trabalho, ficou confirmado que estes devem ser executados por servidores com cargos comissionados. “Esta é uma regra básica”, afirmou Serafini. O corregedor lembrou que, em casos onde esta premissa não esteja sendo observada, a corregedoria deve ser informada para que esta contate o chefe da unidade judiciária, no caso o juiz local, para que verifique a questão e busque solucionar o problema.
Outro ponto de pauta levado pelos diretores do Sintrajufe à corregedoria foi a respeito dos aparelhos telefônicos para contatos dos plantões. A reclamação dos dirigentes do sindicato se deu sobre o fato de que os servidores estariam utilizando seus celulares pessoais, o que criava um certo desconforto em tornar público os números. Serafini assegurou que no início de setembro será publicado um edital direcionado às empresas operadoras de telefonia móvel para a contratação de uma espécie de comodato. Assim, cada localidade com seção judiciária terá um aparelho, cujo número será tornado público, para ser utilizado pelos servidores quando em plantão. Na prática, de acordo com a Comissão de Licitação do tribunal, entre o final de setembro e o início de outubro, os telefones estarão disponíveis aos servidores.


 

Repouso remunerado na JE
Sintrajufe ingressa com pedido contra desconto
O sindicato encaminhou dia 8/9 requerimento administrativo à presidência do Tribunal Regional Eleitoral buscando a anulação do entendimento administrativo nº 64 daquele órgão. Também foi pedida a restituição dos valores que já foram descontados de alguns colegas. Com o EA 64, o tribunal determinou que o servidor perderá a remuneração do dia de repouso caso deixe de cumprir integralmente a jornada semanal sem justificativa, .
Os primeiros casos chegaram ao conhecimento do sindicato nas últimas semanas. Esse procedimento viola dispositivos constitucionais e legais, já que não há previsão para tal. A lei só prevê que os servidores com atrasos ou faltas injustificadas possam ter, conforme o caso, o desconto da parcela ou integralidade do dia. Não há relação com o repouso remunerado.
Esperamos que o EA 64 seja anulado de imediato, a fim de que se faça justiça. De qualquer forma, em caso de indeferimento do pedido administrativo, será encaminhada imediatamente medida judicial cabível.


 

URV da JT
Execução provisória foi protocolada
A ação de execução provisória da URV da Justiça do Trabalho foi protocolada no dia 31 de agosto visando ao pagamento dos juros da URV a esses colegas. Foi encaminhada junto à 3ª Vara Federal, onde tramitou a ação principal, e ainda não teve nenhum despacho.
Em função de não termos o trânsito em julgado, ainda se trata de uma execução provisória. Além do e-mail que consta na página do Sintrajufe para que os colegas o remetam ao ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal, estamos estudando outras medidas para agilizar o julgamento do recurso.
O recurso no STF foi distribuído em 25/11/2003 ao ministro Peluso. Somente com a apreciação dele poderemos garantir o trânsito em julgado, imprescindível para que recebamos o pagamento na execução.


 

Movimento social
CMS realiza plenária regional no Sintrajufe
Entidades representativas dos movimentos sindical, popular e cultural de Porto Alegre participaram, dia 29 de agosto, da Plenária Municipal da Coordenação dos Movimentos Sociais - Regional Centro. A atividade ocorreu na sede do Sintrajufe.
Paulo Guarnieri, representante do movimento pela habitação, afirmou que é possível fazer a reforma urbana usando os instrumentos já previstos em lei que não são cumpridos. Sobre a concentração urbana, ele citou dados de 1995 que mostravam que 40% do território de Porto Alegre pertencia a 5% da população.
Helena Bonumá, da ONG Guayí, falou sobre conjuntura. Segundo ela, o maior risco que se corre no Brasil atual não é perder a esperança, mas um acúmulo de experiências do movimento popular. Ela destacou o caráter plutocrático do Estado brasileiro e afirmou que o protagonismo dos movimentos sociais é fundamental para que se avance, independentemente de quem esteja no governo.

Principais pontos aprovados
• Priorização da reforma urbana em Porto Alegre pelos movimentos sociais, evitando que haja retrocessos no que já foi conquistado;

• Cobrança de implementação de políticas públicas, como reformas agrária e urbana;

• Construção de espaços de qualificação da discussão entre a população e o movimento organizado;

• Garantia de autonomia do movimento.



 

Pressão sobre as perícias do INSS
O Fórum Sindical de Saúde do Trabalhador, do qual o Sintrajufe faz parte, realizou o seminário Perícias médicas do INSS x Saúde do trabalhador dia 2/9. Cerca de 500 pessoas participaram do evento, que foi mais um passo na denúncia das humilhações sofridas pelos trabalhadores nas perícias médicas do INSS. Muitas vezes os trabalhadores não são examinados, laudos de médicos assistentes e exames complementares não são considerados, numa busca pela descaracterização da doença e seu nexo com o trabalho. No serviço público, não é muito diferente.
O advogado de direito previdenciário Antônio Rebouças disse que não se podem ignorar os fatos que estão por trás dessas atitudes na perícia do INSS, como a pretensão de privatizar a Previdência e a saúde. Também participaram o senador Paulo Paim (PT-RS) e a deputada estadual Jussara Cony (PCdoB). O senador reafirmou que a Previdência Social não está falida e colocou-se à disposição da Frente para apresentar as propostas do movimento sindical para a alteração da legislação previdenciária e de saúde do trabalhador. Jussara conclamou os sindicatos a serem parceiros na luta das mulheres, mais sujeitas às doenças ocupacionais, como LER/Dort, por causa da dupla jornada de trabalho. Ela se propôs a levar a discussão para o Legislativo estadual.
Foram apresentadas 15 propostas no seminário, entre as quais destacam-se a garantia ao segurado de ser acompanhado por um representante do sindicato ou profissional de saúde de sua confiança, em especial quando se tratar de junta médica (queremos que essa proposta seja implementada também para os servidores públicos federais); criminalização dos profissionais que negam e obstaculizam as informações; e, apoio à criação de uma comissão de investigação das perícias médicas do INSS.


 

Conselho do MP aprova resolução que proíbe nepotismo
O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) aprovou dia 5/9 resolução que coíbe a prática do nepotismo. O CNMP determinou a exoneração, em 60 dias, de parentes, com laços de até 3º grau, de procuradores e promotores que estejam ocupando cargos comissionados na União e nos estados. Também foi proibida a contratação de empresas prestadoras de serviços que tenham como sócios, diretores e gerentes parentes de até 3º grau, de integrantes do MP. Ao baixar a resolução, o CNMP reconheceu que não há necessidade de aprovação de nenhuma lei para se aplicar a norma, já que o nepotismo viola os princípios da administração pública e estes que são auto-aplicáveis. Embora aprovada, a resolução ainda está pendente, pois o conselheiro Saint-Clair do Nascimento Júnior pediu vista e Luciano Chagas da Silva ainda não votou.


 

Movimento popular vai às ruas cobrar mudanças
O 11º Grito dos Excluídos 2005 reuniu, na manhã de 7 de setembro, cerca de 2 mil pessoas no Centro de Porto Alegre. Com o lema Brasil: em nossas mãos a mudança, o Grito chamou a atenção para a necessidade de mudanças na política econômica do governo federal. O ato defendeu a soberania do país e cobrou a apuração de todas as denúncias de corrupção e a punição dos culpados. Do governo do estado, foram cobrados mais investimentos na saúde e na segurança.
O Grito foi precedido por uma vigília no Largo Glênio Peres desde a noite de 6 de setembro. Na manhã do Dia da Independência, estudantes e desempregados fizeram uma manifestação, em frente à prefeitura pela implementação do passe livre. Em seguida, os manifestantes caminharam até o Palácio Piratini. Na Esquina Democrática, foi feita uma rápida parada para exigir mais atenção do governo estadual para a segurança pública. Nova parada na rua Jerônimo Coelho, em frente ao INSS, onde o diretor da CUT/RS Celso Woyciechowski defendeu o fortalecimento das políticas públicas como âncora para a seguridade social: “Não há soberania sem acesso da população aos serviços públicos”.
Na Praça da Matriz, em frente ao Palácio da Justiça, o MST questionou o comportamento do Judiciário em ações envolvendo a questão agrária. Pouco antes do meio-dia, a manifestação chegou ao Piratini. Várias entidades manifestaram-se, exigindo mais recursos para o desenvolvimento, saúde, emprego e segurança.


 

Prefeitura de PoA retrocede nas políticas culturais
A proximidade do Porto Alegre Em Cena trouxe à tona descontentamentos com a política de cultura na cidade. O evento acontece de 9 a 25 de setembro e se notabilizou por aproximar do teatro a população que, no dia-a-dia, não tem o acesso facilitado a este tipo de entretenimento. No entanto, esta 12ª edição surpreendeu negativamente: a proposta de levar espetáculos para diversos locais da cidade, principalmente na periferia, foi praticamente abandonada e o ingresso subiu de R$ 10,00 para R$ 20,00.
Conforme o jornal Correio do Povo, o secretário municipal da Cultura, Sergius Gonzaga, alega que os espetáculos são de alta qualidade, que o custo de “tamanha ambição estética” é alto e que o orçamento municipal foi reduzido em 30%. Para a presidente do Conselho Municipal de Cultura, Viviane Soares da Silva, esses argumentos não convencem. Ela sustenta que basta visitar a página do evento na internet para conferir que os espetáculos internacionais são em bem menor número do que os nacionais. Além disso, o dólar foi desvalorizado no último ano.
Viviane também questiona o favorecimento aos interesses privados, pois, para obter-se desconto nos ingressos, além do público já assegurado por lei, como idosos e estudantes, é necessário ser cliente de empresas privadas apoiadoras do Em Cena. Nem o ingresso solidário, cujo valor era reduzido à metade para quem doasse 1 quilo de alimento foi mantido. Fica a dúvida: que tipo de popularização da cultura é essa?

 


 

Grupo promove viagem ao Chile
Por iniciativa de um grupo de alunos e da professora da oficina de espanhol do Sintrajufe, será realizada em janeiro de 2006 uma excursão a Santiago do Chile. A saída de Porto Alegre será dia 6 de janeiro, com retorno dia 12. Serão 5 dias no Chile, com roteiro organizado e acompanhado por guia de turismo.
O transporte de ônibus, ida e volta, mais os passeios custarão R$ 480,00, que podem ser pagos em três vezes de R$160,00, com cheque pré-datado. Os cheques serão recolhidos no Sintrajufe, pelo responsável pelo ônibus, dia 11 de outubro, das 9h às 12h. As demais despesas, como hospedagem e alimentação, ficam por conta de cada pessoa.
A inscrição poderá ser feita, pelo telefone 3235-1977, com Ana Paula Faria, enquanto houver vagas. Somente serão admitidas pessoas com mais de 18 anos. A confirmação das inscrições será feita mediante o pagamento. O roteiro detalhado pode ser consultado pelo site do Sintrajufe.


 

 

Ingressos de cinema

Setembro
Entrega: 26 a 30/9

Outubro
Reserva: 5, 6 e 7
Entrega: 24 a 27/10


 

 

Agenda
Dia Nacional de Mobilização
13/9 – assembléias de base na capital e no interior.
Diretores de base
14/9 – 18h, na sede, reunião. Pauta: PCS.
NAF
15/9 – 15h, reunião na sede.
Núcleos de Agentes de Segurança
15/9 – 19h, reunião da coordenação na sede para esclarecimentos sobre PCS e questões específicas.
Oficiais de justiça
16/9 – 15h, na sede, reunião ampliada. Pauta: mobilização pelo PCS.