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Somos
trabalhadores(as), exigimos respeito: 0,1% não!
Na assembléia
geral realizada dia 9/3, a categoria mostrou absoluto
repúdio pela proposta de reajuste de 0,1%
para o funcionalismo. Mesmo sendo rechaçada
em todas as instâncias, o governo insiste
nesse índice, que é um verdadeiro
escárnio. Foi cobrado do governo respeito
aos servidores e coerência, uma vez o que
o próprio presidente Lula afirmou que todo
trabalhador brasileiro teria pelo menos a reposição
da inflação. Como pode, então,
oferecer ridículo 0,1% aos servidores?
Este governo já está em seu terceiro
ano e, até o momento, não apresentou
propostas de política salarial para os
servidores.
Nos dias 14 e 15/3, respectivamente, a Campanha
Salarial 2005 será o tema da Ampliada da
Fenajufe e da Plenária da Cnesf. Na assembléia
geral, foram eleitos delegados os diretores Silvana,
Alan, Zé e Itamar e os colegas Rufino e
Alexandre Junqueira. Dois deles serão suplentes.
Eles defenderão uma política salarial,
garantia de reposição da inflação
e fixação de piso único e
teto salarial para todas os setores do funcionalismo
federal.
A assembléia também discutiu perdas
salariais e aprovou uma campanha, via remessa
de e-mails, junto aos deputados federais pedindo
agilização nos projetos que criam
cargos no Judiciário.
Propostas
aprovadas na assembléia
Repúdio
ao índice proposto pelo governo, de 0,1%.
Formalização de uma política
salarial para o funcionalismo
público federal.
Reposição da inflação
no governo Lula (2003 e 2004).
Defesa do Plano de Cargos e Salários.
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PEC paralela: pressão pela
aprovação imediata
A Proposta de Emenda
à Constituição nº 227/2004,
conhecida como PEC Paralela da Previdência,
arrasta-se no Congresso. Depois de um greve forte,
em 2003, não conseguimos evitar a reforma,
mas pudemos amenizar seus efeitos. Ela só
entrará em vigor após concluída
a votação em dois turnos na Câmara
e no Senado. Em primeiro turno, já foi
aprovado o substitutivo do relator. Ainda estão
pendentes dez destaques para votação
em separado. A PEC é de interesse dos servidores,
tanto em razão da garantia de paridade
plena como em função da regra de
transição, que permite aposentadoria
integral com idade inferior à fixada no
texto da emenda 41. Uma campanha de pressão
sobre os deputados pela aprovação
imediata foi votada na assembléia de 9/3.
Na página do Sintrajufe, você encontra
o e-mail dos deputados. Escreva, pressione, vamos
fazer valer nosso direito! Em www.sintrajufe.org.br,
link Reformas, você encontra as mudanças
introduzidas pela PEC, os pontos pendentes e um
quadro comparativo, além de artigos sobre
o assunto.|
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Plenária Estadual da CUT
em abril
A assembléia geral
do dia 19/3 vai eleger delegados para a 11ª
Plenária Estadual da CUT/RS, que acontece
dias 15 e 16 de abril. Os temas discutidos serão
os seguintes:
Repúdio ao índice ;
Balanço;
Políticas permanentes;
Estatuto;
Plano de Lutas;
Eleição dos delegados da
CUT/RS para a 11ª Plenária Nacional.
Assembléia
dia 19/3
O Sintrajufe chama a
categoria para assembléia geral dia 19/3,
sábado, 14h, na sede.
Pauta:
Reforma Sindical
Eleição de delegados(as)
para a Plenária Estadual da CUT
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Pagamento
da URV
Uma dívida do Judiciário com seus
servidores
Quando da conversão
do cruzeiro real em URV, em março de 1994,
a lei que regulamentava o procedimento diz que
a data de conversão deveria ser a mesma
do efetivo pagamento dos salários. Todavia,
os tribunais, aplicando Plano Real e interpretando-o
em prejuízo dos servidores, consideraram
para cálculo o dia 30 e não o dia
20 de março.
Essa manobra reduziu salários em 11,98%.
Os sindicatos buscaram reparo na via administrativa,
o que foi negado. Em seguida, foram ajuizadas
ações judiciais. Em todas instâncias,
o sindicato
obteve sucesso no processo judicial. No caso da
JT, resta um último empecilho certamente
terá como resultado
mais uma vitória dos servidores.
Nesse período, de 1994 até agora,
parceladamente, quando sobrava alguma verba, os
tribunais pagavam
o principal. Quando chegou o momento do pagamento
dos juros nas Justiças do Trabalho e Federal,
firmaram o entendimento de somente o fariam mediante
sentença judicial transitada em julgado.
Por sua vez, os colegas do TRE receberam apenas
uma pequena parte principal, mas nada dos juros.
No final de 2004, Tribunal Superior Eleitoral
reconheceu o direito na administrativa (mas ainda
não pagou aos seus servidores por falta
de orçamento).
Tendo em vista decisão do TSE, o sindicato
está renovando o pedido pagamento na via
administrativa.
Com tudo isso os servidores estão sofrendo
um duplo prejuízo: além da redução
salarial, pagarão imposto na faixa de 27,5%
e que pagariam se tivessem recebido na data correta.
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Pesquisa
mostra adoecimento de secretários
No final de 2004, o
Sintrajufe, por meio da Secretaria de Saúde,
elaborou um questionário para levantar
as condições de trabalho dos secretários
de audiência. Mesmo sendo função
gratificada, há cidades em que o secretário
desempenha a função, mas não
recebe gratificação. O problema
mais grave apontado na pesquisa está na
pauta dupla, que atinge 95% dos secretários
da capital e 63% do interior. Se a pauta dupla
acontece, são deslocados dois juízes,
um para cada turno de audiências. O secretário,
porém, não tem substituto em 59%
dos casos no interior e 45% na capital.
A função de secretário não
se resume a secretariar o juiz na audiência.
As tarefas inerentes ao cargo levam os colegas
a realizar desde a busca dos processos da pauta
do dia até a emissão do registro
de audiência, perfuração e
retirada de grampos, entre muitas outras. O levantamento
mostrou que 35% desses colegas na capital não
têm pausa para almoço; no interior,
são 30%.
A pesquisa comprova a relação entre
o tempo na função e o aparecimento
de LER/Dort. Na capital, o tempo médio
na função é de 4,5 anos,
sendo que 35% já estão em tratamento
médico e 10% tiraram licença médica.
No interior, o tempo médio é de
7 anos. Em tratamento médico estão
52% dos servidores; apenas 18,5% se licenciaram
em razão da doença. Somente 4% dos
colegas procuraram o serviço médico
do tribunal, o que mostra o desamparo no interior
em relação à estrutura do
serviço médico do TRT.
Se essa realidade persistir, haverá um
agravamento do já alarmante quadro de aposentadorias
precoces por invalidez causada por LER/Dort e
sofrimento mental. O sindicato, no final de 2004,
lançou a campanha Abaixo o grampo!,
com o apoio da Coditra, a fim de sensibilizar
os advogados da necessidade de um regramento na
entrega de documentos. A Comissão de Saúde
do TRT estuda a implantação de um
projeto de ergonomia que atenderá também
às salas de audiência, a fim de melhorar
a qualidade do ambiente de trabalho.
Nada disso adianta se a categoria não se
mantiver vigilante sobre as condições
de trabalho e eleger a saúde como um direito
inegociável. Os secretários também
precisam se mobilizar, participar de ações
que possam avançar na construção
de um ambiente de trabalho sadio.
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Oficial
é assaltado durante o trabalho
O oficial de justiça
federal Heitor Paim Viterbo de Oliveira, lotado
na Central de Mandados de Novo Hamburgo, foi vítima
de assalto quando estava em diligência naquela
cidade. Logo após ter estado em prédio
residencial, por volta das 15h, entrou no seu
carro e foi surpreendido por dois assaltantes.
Cada um colocou com um revólver em na cabeça
de Heitor, obrigando-o a descer e entregar a carteira,
o celular e o próprio carro. Sem qualquer
reação, ele atendeu os assaltantes,
que fugiram em alta velocidade.
Uma pessoa que presenciou o fato ligou para o
190 e em dez minutos foi atendido. Poucos minutos
depois os bandidos foram alvo de perseguição,
mas conseguiram fugir a pé. Já haviam
abandonado o carro, que ficou batido em uma árvore.
Por sorte não houve lesão física,
mas ficaram para o colega os prejuízos
materiais e a certeza da insegurança que
acompanha o dia-a-dia dos oficiais de justiça
no cumprimento de suas atividades.
Sindicatos
de todo o país fazem
propostas para a reestruturação
do PCS
No último
final de semana de fevereiro, em Brasília,
a Fenajufe realizou uma reunião Ampliada
para debater o texto do anteprojeto de lei que
reestruturará o atual Plano de Cargos e
Salários (PCS) dos servidores do Judiciário
Federal. Estavam presentes 95 delegados de 21
estados.
Foram feitos debates e votações
de diversas emendas ao texto. Algumas delas foram
incluídas neste encontro e serão
negociadas no STF e, possivelmente, no Congresso
nos próximos meses.
O Sintrajufe trabalhou em cima da redação
que havia sido finalizada pela Comissão
Interdisciplinar do STF e buscou as alterações
aprovadas em nossa categoria. Os sindicatos mantiveram
consenso nos pontos tidos como inegociáveis
aprovados no Seminário Nacional de novembro
passado: a manutenção do cargo de
auxiliar judiciário e a paridade entre
ativos e aposentados.
Propostas
A Reunião Ampliada incluiu na negociação
com o STF várias propostas e posições,
algumas delas debatidas anteriormente na comissão
e não aprovadas. Os participantes definiram,
também, por adequar a redação
do texto em vários artigos, em decorrência
das propostas novas e da necessidade de que não
se deixe margem a interpretações
contrárias à vontade dos servidores,
quando da regulamentação da lei.
Também foi formulada uma proposta de artigo
visando garantir o enquadramento correto dos colegas
que fizeram concurso anterior à lei 9.421/96
(PCS 1) e foram nomeados posteriormente. Isso
tem gerado problemas para os servidores da JF
que foram reenquadrados em 2001. Ainda não
obtivemos o reenquadramento para os da JT.
Proposta final
A proposta final do anteprojeto deverá
ser encaminhada aos presidentes dos tribunais
superiores ainda em março. A Fenajufe certamente
vai se empenhar em levar adiante a negociação
das propostas aprovadas na Ampliada junto à
direção-geral do STF. Além
disso, a Federação lutará
no Congresso Nacional pela aprovação
do projeto nos termos em que foi definido pelo
conjunto dos sindicatos, atendendo às expectativas
de toda a categoria, que se debruçou e
analisou detalhadamente cada item do PCS.
Cabe a cada sindicalizado acompanhar o texto final
que será apresentado pela Fenajufe nos
próximos dias (será disponibilizado
na página do Sintrajufe). Temos que ter
claro que essa luta não terminou; pelo
contrário, começa em uma nova fase.
Cada um de nós será importante no
processo de acompanhamento e aprovação
desta reestruturação do PCS.
Principais
pontos aprovados
1. Retorno
do adicional por tempo de serviço;
2. Exclusividade das funções comissionadas
para servidores efetivos;
3. Retorno do cargo de oficial de justiça
avaliador federal, deixando de estar incluído
no analista judiciário;
4. Criação do Adicional Judiciário
(AJ) para todos os cargos, equivalente a uma FC-5
para analistas, FC-4 para técnicos e FC-3
para auxiliares;
5. Definição em 50% do percentual
das gratificações dos agentes de
segurança e dos oficiais de justiça;
6. Jornada de 6 horas;
7. Prazo de 180 dias para regulamentação
da lei, com representação paritária
dos sindicatos;
8. Retorno da licença-prêmio;
9. Garantia das licenças classistas aos
diretores dos sindicatos;
10. Inclusão de atribuições
da área jurídica ao cargo de técnico
judiciário;
11. Critérios claros e objetivos para avaliações
de desempenho, com a participação
dos sindicatos nas comissões.
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DG do STF
favorável a paridade e auxiliar
Durante a Ampliada, a direção da
Fenajufe fez um relato de reunião com diretores-gerais
dos tribunais superiores. Eles teriam concordado
com as reivindicações da categoria
quanto à manutenção do cargo
de auxiliar judiciário e à paridade
entre ativos e aposentados. Neste caso, a tabela
salarial manteria os 15 padrões atuais.
O vencimento divulgado inicialmente para o padrão
20 seria definido como 15 e escalonando de forma
decrescente a partir daí.
Se for mantido o cargo de auxiliar judiciário,
seriam garantidos a esses colegas todos os direitos.
Estaria incluído aí o adicional
de qualificação, que teria a nova
faixa para a formação de nível
médio. O adicional também seria
levado aos proventos e garantido aos atuais aposentados,
valendo para tal a situação vigente
(cursos, etc.) quando da aposentadoria. Segundo
a Fenajufe, os diretores-gerais mantêm a
defesa da majoração dos valores
das FCs, principalmente para cargos em comissão.
REFORMA
SINDICAL
O governo entregou o projeto
de Reforma Sindical ao Congresso Nacional no dia
2/3. Antes, em 22/2, a CUT lançou uma resolução
em que se posiciona frente a essa nova realidade.
Autonomia, liberdade e unidade são palavras-chave
para a Central neste momento. A reforma trará
mudanças importantes na organização
da classe trabalhadora brasileira. Na assembléia
do dia 19/3 chamada pelo Sintrajufe, o tema será
debatido pela categoria. Nesta edição
o T-Liga traz duas posições diferentes
sobre o projeto. Informe-se e participe!
Organizar e mobilizar pela
valorização do trabalho
Silvana Klein, diretora
do Sintrajufe
Na opinião da
corrente sindical CUT Socialista e Democrática,
a Reforma Sindical só interessa aos trabalhadores
se estiver inserida em uma política de
valorização do trabalho e de ampliação
dos direitos coletivos. Para tanto, o centro de
atuação da CUT e dos sindicatos
cutistas na atual conjuntura deve ser:
a) avançar na conquista de reivindicações
sociais e trabalhistas, tais como a valorização
do salário mínimo e a redução
da jornada de trabalho sem redução
salarial;
b) avançar na conquista de maiores espaços
de liberdade sindical e do direito de organização
nos locais de trabalho e, ao mesmo tempo, impedir
demissões de dirigentes sindicais;
c) ampliar a capacidade de articulação
e unificação das campanhas salariais
para a conquista de direitos por ramo de atividade.
A Reforma Sindical é um capítulo
importante dentro de uma campanha mais geral pela
reconquista de novos e mais altos patamares de
dignidade para a classe trabalhadora, que foram
destruídos no período neoliberal
pela ofensiva do capital.
São três os pilares definidores de
nossa avaliação sobre os rumos que
os debates e os encaminhamentos para a reforma
venham a tomar:
a) ela não deve ser motivo para qualquer
perda de direitos ou para remover da institucionalidade
das relações capital-trabalho os
obstáculos que hoje existem à perda
de direitos;
b) deve garantir avanços na livre organização
sindical, dando aos trabalhadores ferramentas
para a construção de autênticas
organizações sindicais e para combater
o sindicalismo de carimbo;
c) só faz sentido se introduzir de forma
clara o direito à organização
nos locais de trabalho.
A proposta do governo e a tática da CUT
Os documentos apresentados oficialmente pelo governo
como sendo as propostas de PEC e PL têm
muitos aspectos positivos e alguns extremamente
negativos. (documento da Executiva Nacional da
CUT de 16/2/05). A tática da CUT é
buscar alterar no Congresso os pontos com os quais
não concorda (legislação
de greve) ou entende que devem avançar
(fim da limitação de OLT nas empresas).
O problema é que o Congresso Nacional é
majoritariamente contrário aos interesses
dos trabalhadores. Considerando isso, somente
a mais ampla unidade de trabalhadores e movimentos
sociais tem o condão de romper as barreiras
do capital e fazer avançar nossos direitos.
Mas, infelizmente, não conseguimos construir
ainda essa unidade. No campo da CUT, há
muitas divergências. Uns porque acham que
a reforma deveria implementar a proposta histórica
da CUT, sem mediações, o que seria
impossível na realidade atual, outros porque
sempre defenderam a unicidade e o poder normativo
da Justiça do Trabalho, o que na verdade
eram questões superadas em congressos da
Central.
Somente conseguiremos construir uma conjuntura
favorável à reforma quando a ação
sindical estiver voltada a conquistar a adesão
popular na defesa de um novo modelo econômico,
cujo eixo seja a valorização do
trabalho, e à articulação
de uma Campanha Nacional pelo Direito à
Organização Sindical. O fundamental
é mostrar e convencer grandes setores da
população de que a luta pela ampliação
de direitos políticos da classe trabalhadora
deve ser entendida como parte decisiva em uma
perspectiva de fazer avançar a democracia
no Brasil. E isso é de interesse de todo
o povo, não somente de dirigentes sindicais.
A reforma que não
queremos
Alan Carlos Dias da Silva,
diretor do Sintrajufe
A proposta de reforma
enviada ao Congresso Nacional é a tentativa
descarada de flexibilização dos
direitos trabalhistas, pois pretende impor a prevalência
do negociado sobre o legislado, transfere atribuições
dos sindicatos às centrais, restringe o
direito de greve, institucionaliza a figura do
fura-greve, cria o sindicato biônico
sem representatividade comprovada, amplia os poderes
repressivos da Justiça e ressuscita o controle
do movimento sindical pelo Ministério do
Trabalho por meio do Conselho Nacional de Relações
de Trabalho. Além disso, desconsidera várias
reivindicações dos trabalhadores,
como a ultratividade dos acordos coletivos, a
reversão do processo de precarização
do mercado de trabalho e a garantia de representação,
com estabilidade, nos locais de trabalho.
É um retrocesso em relação
à Constituição Federal de
1988, sendo que a autonomia dos sindicatos pode
perecer. O modelo proposto fere o direito de greve
e a autonomia dos sindicatos, atentado contra
a liberdade e a democracia dos movimentos, transformando
as bases em reféns das centrais sindicais
e do Estado.
Precisamos e defendemos uma reforma que consolide
e amplie direitos, que garanta um direito de greve
amplo e irrestrito, que democratize as eleiçõe
sindicais e as gestões nas entidades, a
representação com estabilidade nos
locais de trabalho e o fortalecimento da organização
dos trabalhadores. O projeto do Ministério
do Trabalho vai na contramão das reivindicações
históricas da classe trabalhadora, busca
a fragmentação e o controle das
entidades pelas cúpulas das centrais e
do governo.
Por tudo isso, conscientes do retrocesso proposto
ao Congresso Nacional, chamamos nossos companheiros
para a mais ampla unidade e luta em defesa dos
direitos e das conquistas trabalhistas, da democracia,
da autonomia e da independência do movimento
sindical e dos trabalhadores brasileiros.
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CUT lança
resolução sobre a Reforma Sindical
. AVANÇAR RUMO À
LIBERDADE E AUTONOMIA SINDICAL - A Central Única
dos Trabalhadores seguindo resolução
de seu último congresso, o 8º CONCUT
realizado em agosto de 2003, participou do Fórum
Nacional do Trabalho durante cerca de um ano e
meio pautando sua atuação no avanço
da autonomia e liberdade sindical e na unidade
da bancada dos trabalhadores.
A concepção libertária visando
alterar o tripé da estrutura sindical vigente
- unicidade sindical, imposto sindical e o poder
normativo da justiça do trabalho, foi exaustivamente
partilhada entre a bancada dos trabalhadores e
debatida conjuntamente com o governo e empregadores.
O processo de discussão e negociação
culminou no relatório do FNT- Fórum
Nacional do Trabalho, apresentado em abril de
2004, o qual serviu de base para a atual proposta
apresentada pelo governo do Presidente Lula, através
do Ministério do Trabalho e Emprego, na
forma de PEC Proposta de Emenda Constitucional
e de um Anteprojeto de Lei. A atual proposta portanto,
não é propriedade desta ou daquela
central sindical, mas fruto de intenso e rico
processo de negociação gerado no
FNT, que como todo processo de negociação,
enseja acordos e divergências.
Reafirmamos que a atual proposta traz essencialmente,
avanços rumo a um novo sistema de relações
de trabalho e ao fortalecimento do movimento sindical,
entre os quais destacamos os seguintes:
1) Reconhecimento das Centrais Sindicais e suas
estruturas (ARTIGOS 14 e 15 do PL - Projeto de
Lei);
2) Organização Sindical por Ramo
(ART.18 do PL);
3) Decisão dos trabalhadores sobre a forma
de organização (se liberdade ou
exclusividade); (ARTs. 38 a 41 do PL);
4) Fim do Imposto Sindical (ART. 220 do PL);
5) Contribuição Negocial aprovada
em Assembléia dos trabalhadores (ART. 4
Inciso IV da PEC e ARTs 45 a 47 do PL);
6) Fortalecimento do Processo de Negociação
Coletiva com a obrigatoriedade da negociação
permanente entre as partes (ARTs 93 A 99 DO PL);
7) Soberania das Assembléias com a obrigatoriedade
da assembléia de base para aprovação
de contratos coletivos (ART. 100 DO PL);
8) Direito de renúncia do sindicato (ART.
100 § 4O DO PL);
9) Aprovação de mecanismos de consulta
quando da existência de mais de um sindicato
(ART. 101 DO PL);
10) Inclusão dos Princípios do Direito
do Trabalho, o que inclui a prevalência
da norma mais favorável ao trabalhador
(ART. 3o DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
e ART. 100 do PL);
11) Instituição do CNRT - Conselho
Nacional Relações do Trabalho; (ART.
120 do PL)
12) Regulamentação da substituição
processual; (ART. 141 do PL);
13) Procedimentos contra praticas anti-sindicais;
(ARTs 173 A 176 do PL);
14) Arbitragem voluntária (ART. 105 do
PL);
15) A regulamentação legal da organização
no local de trabalho inclusive com garantia de
estabilidade para os representantes de base (ART.
81 Inciso I do PL)
16) O contrato coletivo nacional por ramo de atividade
(ART. 97 do PL);
17) A negociação coletiva para o
setor público. (PEC ART. 37 Inciso
VII E ART. 2o E ART. 222 do PL).
Apesar de todos os avanços acima citados,
ainda existem pendências em pontos onde
não houve acordo entre a bancada dos trabalhadores
e a dos empregadores. Nesses casos o governo teve
a prerrogativa de apresentar propostas alternativas.
Com algumas dessas propostas, na nossa concepção,
NÃO TEMOS ACORDO e vamos lutar para que
sejam feitas alterações. Esses pontos
são os seguintes:
1) Na PEC (Projeto de Emenda Constitucional)
ART. 114 § 3O Foi incluído
uma frase que aumenta o poder do Ministério
Público para ajuizar ações
quando da greve no serviço essencial; por
isso vamos propor a retirada da frase: ou
a defesa da ordem jurídica.
2) Limitação do número de
dirigentes sindicais ART.27doPL
defendemos aumentar o número de dirigentes
sindicais por entidade, até porque não
houve acordo com a Representação
no Local de Trabalho;
3) RTLT (Representação dos Trabalhadores
no Local de Trabalho) ART 59 a ART. 72
do PL - UNIVERSALIZAR o direito à representação
no local de trabalho em todas as empresas, lembrando
que os empregadores não querem nenhuma
representação no local de trabalho;
4) ARTs. 113 a ARTs. 116 do PL e ARTs. 178 a 187
do PL Queremos mudança geral na
proposta do exercício do direito de greve,
tanto para o setor privado, quanto para o setor
público, o qual apesar de contemplado na
PEC prevê uma regulamentação
específica que ainda está em elaboração
na Câmara Setorial dos Serviços Públicos;
5) Garantir a ultratividade ART. 105 do
PL.
6) Poderes do CNRT (Conselho Nacional de Relações
do Trabalho) ART. 133 do PL
E mesmo com o avanço de garantir os princípios
do direito do trabalho, os quais protegem o trabalhador,
devemos reafirmar a necessidade do projeto de
explicitar a prevalência da norma mais favorável
ao trabalhador.
A principal frente de atuação nesse
momento passa a ser o Congresso Nacional e a discussão
das propostas contidas no projeto com a própria
classe trabalhadora e à sociedade civil,
pois certamente os setores conservadores, dos
sindicalistas e dos empresários, irão
atuar visando distorcer as mudanças positivas
e manter a estrutura oficial arcaica, a pulverização
da organização sindical brasileira,
a busca da flexibilização dos direitos
e o imobilismo alimentado pelo imposto sindical
e pela inviabilidade do processo negocial democrático,
pois este lhes exigiria luta e mobilização.
A CUT desenvolverá uma campanha permanente
de esclarecimento, discussão e acompanhamento
da PEC e do Anteprojeto, até a aprovação
final de seu conteúdo.
A partir da apresentação da PEC
e do Anteprojeto, a Direção da CUT
convoca as confederações, federações
e sindicatos, a mobilizarem-se permanentemente
pela aprovação dos pontos positivos
no Congresso Nacional, e também para modificar
os pontos pendentes, acima citados, com os quais
em diversas ocasiões já expressamos
oficialmente o nosso desacordo.
A Central reafirma, conforme resolução
do 8o CONCUT, a sua posição de não
aceitar a flexibilização de direitos
conquistados pelos trabalhadores.
A Central Única dos Trabalhadores, prestes
a completar 22 anos de existência e coerente
com sua concepção democrática
e classista, avança firmemente rumo à
Liberdade e Autonomia Sindical para todos os trabalhadores
e trabalhadoras, do setor público e privado,
do campo e da cidade!
2. Construir comissões no local de trabalho
independentemente do andamento da reforma
sindical, a CUT deve orientar seus sindicatos
a dar continuidade em sua política de enraizamento
no local de trabalho, criando comissões
por local de trabalho, rompendo com o modelo tradicional
de financiamento e procurando fortalecer as estruturas
orgânicas da Central.
Na página
do Sintrajufe, link Reformas, você encontra
a íntegra do projeto enviado ao Congresso
e artigos sobre o tema.
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Geral
Justiça suspende licitação
vencida pelo Bradesco para a construção
do TRT/GO
A partir de denúncias
feitas pelo Sinjufego, com o apoio de outros sindicatos
e da CUT/GO, o Ministério Público
Federal ajuizou ação civil pública
com pedido de liminar para anular a licitação
e o contrato de concessão de obra pública
firmado entre o TRT da 18ª Região,
em Goiás, e o Bradesco. No último
dia 7 de fevereiro, foi proferida decisão
liminar determinando a imediata paralisação
da obra e a suspensão dos efeitos
decorrentes do procedimento de licitação
e do contrato firmado entre o tribunal e o banco.
Segundo a Justiça, a licitação
figura-se irregular por vários motivos:
não existe previsão legal para o
tipo de concessão realizada pelo TRT/GO
para a construção de sua sede; a
exigência da manutenção de
depósitos de valores recebidos para pagamento
de precatórios no valor mensal de R$ 2
milhões é ilegal, desrespeita o
art. 11 da lei 9.289/96, que determina que os
referidos depósitos devem ser feitos
na CEF ou em outro banco oficial; o direito à
instalação e à operacionalização
de uma área em terreno da União
só poderia se dar sob caráter oneroso,
além de ter que ser autorizado pelo presidente
da República ou pelo ministro da Fazenda,
conforme estabelece a lei 9636/98; por fim, não
foi observado o princípio do equilíbrio
econômico-financeiro, pois não se
sabia qual seria o benefício a ser auferido
pelo Bradesco.
 |
Contra
a discriminação
Em 1976, a ONU escolheu
o dia 21 de março como o Dia Internacional
pela Eliminação da Discriminação
Racial, para lembrar os 60 negros mortos e as
centenas de feridos na cidade de Shapeville, África
do Sul, em 21/3/1960. Essas pessoas foram vítimas
do preconceito racial quando realizavam uma manifestação
contra o uso de passes para os negros
poderem circular nas chamadas áreas brancas.
A Secretaria de Política Social do Sintrajufe
realiza uma reunião, dia 14/3, 19h, na
sede, para definir a programação
para marcar a data. Participe!
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Direita
francesa quer aumento da jornada de trabalho
Apoiado pelos
conservadores, o parlamento francês aprovou
no início de fevereiro o projeto de lei
que permitirá o aumento da jornada dos
trabalhadores, atualmente de 35 horas semanais,
a um máximo de 48 horas semanais, limite
determinado dentro da União Européia.
O principal argumento do governo é que
a alteração aumentará a competitividade
entre os trabalhadores.
O projeto de lei ainda será submetido ao
Senado para depois retornar à Assembléia.
A mobilização contra o aumento da
jornada de trabalho atingiu meio milhão
de trabalhadores, que ocuparam as ruas em fevereiro.
As maiores passeatas aconteceram em Paris, mas
o movimento também foi forte em Rennes,
Toulouse, Bordeaux, Lyon, Metz e Saint-Etienne.
A semana de trabalho de 35 horas foi instituída
pelo governo do presidente socialista François
Mitterrand. O atual, de centro-direita, culpa
a jornada de trabalho reduzida pelo alto custo
da mão-de-obra no país e diz que
a medida tornou as empresas francesas menos competitivas.
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Bancos
lucram bilhões em 2004
Conforme a edição
de março do boletim do Sindicato dos Bancários
de Porto Alegre, os sete principais bancos do
país (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil,
Banespa, Caixa Econômica Federal, Unibanco
e HSBC), que já divulgaram os seus balanços
de 2004, lucraram R$ 15,042 bilhões, superando
mais uma vez os resultados obtidos no ano anterior.
Esse dinheirão é, acima de tudo,
produto da exploração do trabalho
dos bancários e dos altos juros e tarifas
abusivas cobradas dos clientes. A responsabilidade
social dos banqueiros com os trabalhadores, no
entanto, diminuiu na mesma proporção
em que aumentaram os seus lucros. Eles teimam
em não reconhecer que esses números
exorbitantes são obtidos graças
ao esforço dos bancários, que são
cada vez mais pressionados a cumprir metas inatingíveis
em condições de trabalho desfavoráveis.
Um dos grandes responsáveis pelos altos
lucros foram os serviços bancários,
que aumentaram vertiginosamente. Em 2002, essa
rubrica, cujo principal item são as tarifas,
respondeu por 12,6% do resultado; em 2003 subiu
para 17,1%; e no ano passado para 20,2%. Outra
mudança foi o aumento da rentabilidade
do setor, que em 2000 era de 10,61% e no ano passado
foi de 22,58%, superior à média
dos Estados Unidos, em torno de 15%.
Os reajustes das tarifas são feitos acima
da inflação medida pelo IPCA, enquanto
os custos são reajustados pela inflação.
Os bancários querem a ampliação
do horário de atendimento com a volta de
dois turnos, contratação de funcionários,
concurso público nos bancos estatais, fim
das metas e combate às terceirizações
e à utilização de estagiários
como bancários.
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V
Tribunal Popular discute
medidas contra assédio
Entre os temas
propostos em Florianópolis no IV Tribunal
Popular sobre Assédio Moral e Sexual nas
Relações do Trabalho, no dia 8/3,
foram discutidas medidas para coibir a prática
do assédio.
Diante da informação de que o Ministério
Público do Trabalho recebe cada vez mais
denúncias, a juíza do trabalho Elaine
Machado defendeu a tese da inversão do
ônus da prova, que passaria a caber ao acusado
de praticar o assédio sobre o trabalhador.
O Tribunal Popular é uma iniciativa do
movimento social de Florianópolis, que
desde 2002 discute soluções para
as práticas de assédio moral e sexual
nas relações de trabalho.
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Assembléia
Proposta de reposição
emergencial da inflação será
levada a Brasília
Na assembléia
de 9/3, a categoria discutiu os eixos tirados
na Plenária da Cnesf que aconteceu em janeiro
em Porto Alegre: reestruturação
das carreiras dos SPF, com incorporação
das gratificações, paridade entre
ativos e aposentados, negociações
encaminhadas pela Cnesf e perdas salariais (recomposição
das perdas desde 1995 até o final de 2006,
ainda no governo Lula). Quanto ao último
ponto, que chegaria a um índice próximo
de 150%, a assembléia entendeu que esse
índice não dialoga com a sociedade
neste momento, afastando a luta dos SPFs da de
outras categorias de trabalhadores.
Os delegados eleitos levarão tanto à
Ampliada da Fenajufe quanto à Plenária
da Cnesf a proposta de uma reposição
emergencial que abranja a inflação
referente ao governo Lula.
CUT
lança resolução
Em reunião da Executiva
Nacional, em 3/3, a CUT discutiu a campanha salarial
dos servidores federais e o reajuste de 0,1%, cujo
projeto foi enviado pelo governo em fevereiro. A
Central divulgou uma resolução defendendo
uma política de reajuste que recomponha,
pelo menos, a inflação, e criticando
o índice apresentado pelo governo.
A CUT defende que as categorias definam as
formas de mobilizações e negociações
para conquistar aumentos reais. A Central
reafirma seu apoio ao funcionalismo público
e às suas entidades representantes, e reitera
ao governo federal a necessidade urgente de iniciar
as negociações para a campanha salarial
de 2005, além de restabelecer o funcionamento
regular da mesa nacional de negociações,
finaliza a resolução.
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Justiça
do Trabalho
Aumento da competência
preocupa servidores
A Nova competência
da Justiça do Trabalho foi tema de seminário
promovido pelo TRT nos dias 10 e 11 em Porto Alegre.
O objetivo foi debater as alterações
constitucionais promovidas na JT por conta da
Reforma do Judiciário. A categoria tem
muitas dúvidas, como se aumentará
ou não o número de servidores. Se
antes o tribunal argumentava que a lotação
era suficiente para suprir a carga de trabalho
já existente, o que não sentíamos
na verdade, com a nova demanda essa afirmação
cai por terra. Muitos processos que estavam tramitando
na Justiça Civil estão agora em
caráter de migração, ou seja,
sustaram os trabalhos, pois não são
mais da competência deles, e estão
aguardando para serem remetidos a nós,
afirma Luís Antônio Apel, da 29ª
Vara.
Luís argumenta, que se não houver
adequação administrativa e no número
de servidores, os processos vão demorar
ainda mais para a sua conclusão. Apesar
das reclamações que estamos acostumados
a ouvir diariamente, a JT ainda possui um certo
caráter de agilidade se comparado com as
outras Justiças. Aumentar nossa competência
sem aumentar a estrutura é uma lógica
perversa que eu não sei a quem pode beneficiar.
Talvez àqueles que desejam acabar com a
estrutura já existente, afirma.
Na edição anterior do T-Liga, assim
como em diversos outros momentos da luta por melhores
condições de trabalho, o sindicato
já se posicionou sobre a questão.
As mais de 250 VTs previstas pela lei 10.770,
de 21/11/03, serão, no máximo, suficientes
para receber, instruir e julgar as demandas já
existentes antes da ampliação da
competência.
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Decisão
do CJF pode reduzir salário de servidores
reenquadrados na JF
Uma decisão do
CJF reduzirá a remuneração
recebida por alguns servidores da JF. Todos fizeram
concurso anterior ao primeiro PCS, lei 9.421/96,
e nomeados posteriormente, não sendo respeitado
no enquadramento o que ditava o edital do concurso.
Além de não terem sido nomeados
em padrão diferente de colegas do mesmo
concurso, também perderam o último
arrastão concedido no final
de 1996. Em 2001, estes servidores foram reequadrados
através do deferimento de pedido do Sindicato.
No entanto, o CJF negou recentemente pedido idêntico
da 1ª Região, mandando rever o reenquadramento
nos demais TRFs. Os técnicos judiciários
perderão 6 padrões (18,55%) e os
analistas 3 (9,75% ). A assessoria jurídica
dará total acompanhamento, já tendo
aprovação para ingresso de medida
judicial. Também encaminhamos proposta
de artigo para a reestruturação
do PCS buscando garantir o direito dos servidores.
Se contemplado, além da JF beneficiará
os colegas das demais justiças
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Sintrajufe
adota software livre
O OpenOffice.org é
um programa com ambiente de escritório
igual ao Office da Microsoft, com a vantagem de
ser gratuito. Por isso, um grupo de funcionários
e diretores do Sintrajufe participou, no final
de fevereiro, do curso de editor de texto ministrado
pela colega Naiara, da Secretaria de Informática
do TRT. Uma nova turma receberá aulas de
edição de planilha de cálculo.
O programa lê todos os arquivos da Microsoft
(o contrário não acontece). Como
é um software livre, pode ser copiado,
modificado, acrescido e distribuído sem
implicar custos. Para os movimentos sociais, além
de implicar uma quebra de monopólio da
Microsoft, significa um acesso mais democrático
aos sistemas de informação, à
Internet e a outras tecnologias.
>> Como baixar e utilizar o OpenOffice:
www.openoffice.org
www.openoffice.org.br
Quintos
O MS protocolado no TRT, que
visa incorporação de quintos, teve
sua tutela antecipada indeferida pelo Presidente
do Tribunal. O sindicato recorreu com agravo regimental
para o Pleno e este foi indeferido. Estamos no
aguardo da apreciação do mérito
pelo Órgão Especial. No TRE foi
indeferida a tutela e o recurso do agravo regimental
ainda não foi julgado, está com
a relatora desde o dia 3/3. Já o processo
administrativo que tramita no TCU ainda não
tem previsão de novo julgamento.
Sexta
Básica em homenagem à mulher
A primeira Sexta Básica
de 2005 terá o Dia Internacional da Mulher
como tema e muita música para quem vier
conferir. Será no dia 18/3, a partir das
20h, na sede. Espécie de happy hour prolongada,
a Sexta Básica terá a presença
de Lu Barros, que se apresentará ao lado
de alguns músicos do grupo Nós de
Luz, do qual faz parte, e de Luciano Barcelos
ao violão. A noite também reserva
um bate-papo com Neuza Tito sobre a carta da Marcha
Mundial de Mulheres. Neuza é uma das coordenadoras
da Marcha.
Para a noite, Lu preparou o que ela chama de projeto
mulheres músicas 2005, uma
viagem pelo tempo e pelo espaço através
de algumas músicas que ganharam expressão
na voz de cantoras marcantes e canções
cujas letras tenham a ver com mulheres.
Todas
as mulheres do mundo
Neste ano, o 8 de Março
começou bem cedo. Às 6h, as mulheres
já se reuniam no Largo Zumbi dos Palmares,
em Porto Alegre. Mulheres da CUT, da Via Campesina,
do MST, mulheres de todos os setores, credos e
cores. Mulheres sempre na luta.
Como não é possível, denunciar
todas as violências, foi usado como exemplo
um caso de violência e humilhação
no trabalho. Um grupo foi até um supermercado
em Porto Alegre no qual há denúncias
de que as funcionárias só podem
ir ao banheiro depois de cumprir seis horas de
trabalho. No mesmo local, produtos transgênicos
sem a devida identificação foram
etiquetados.
Depois, as mulheres tomaram as ruas, em uma caminhada
bonita, colorida e com muita batucada. Na Esquina
Democrática, foi realizado um ato público.
Ali, as companheiras iniciaram a confecção
de uma colcha de retalhos que correrá o
mundo com mensagens de todas as mulheres. O Sintrajufe
participou da costura e levou para a colcha a
marca do sindicato e das mulheres e dos homens
do Judiciário Federal gaúcho.
No ato, houve o pré-lançamento da
Carta das Mulheres para a Humanidade, cujo texto
pode ser lido na página do sindicato na
Internet. O lançamento no Rio Grande do
Sul acontecerá em Porto Xavier dia 12/3.
A Carta foi lançada dia 8 em São
Paulo. Depois do RS, correrá países
da América e dos outros continentes, num
total de 160 nações até 2006.
Vale a pena ler a carta e tomá-la como
um objetivo de vida para todas e todos. Em resumo,
o texto é um apelo para que mulheres e
homens se unam na construção de
um mundo sem exclusão ou violência
de qualquer tipo e que tenha por base os princípios
da igualdade, da liberdade, da justiça,
da solidariedade e da paz.
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Coletivo
de Cultura
No próximo dia 30 de
março, quarta-feira, a partir das 19h30min,
na sede do sindicato (Rua Marcílio Dias,
660 - Menino Deus), acontece a primeira reunião
do Coletivo de Cultura no ano de 2005. Venha conversar
conosco sobre os projetos do sindicato nesta área.
Se você tem algo a sugerir, contribuir e
opinar participe . Mas se preferir apenas um bate
papo, também será bem vindo.
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Agenda
Dia da Mulher
12/3 em Porto Xavier, lançamento
da Carta das Mulheres para a Humanidade
Ampliada da Fenajufe
14/3 em Brasília; pauta: Campanha
Salarial 2005.
Plenária da Cnesf
15/3 em Brasília; pauta: Campanha
Salarial 2005.
Lançamento da Campanha Salarial 2005
15/3 em Brasília.
Coletivo Nacional de
Saúde da CUT
15 e 16/3 em SP.
Reunião do NAF
17/3 15h, na sede.
Sexta Básica
18/3 20h, na sede, alusiva ao Dia Internacional
da Mulher.
Assembléia geral
19/3 14h, na sede; pauta: Reforma Sindical
e eleição de delegados para a Plenária
da CUT.
Reunião do Coletivo de Cultura
30/3 às 19h30min, na sede.
Comissão de Saúde
31/3 14h, no TRT, reunião da Comissão
para Melhoria das Condições de Trabalho
e de Saúde dos Servidores do TRT 4.
Encontro Estadual dos Oficiais de Justiça
29 e 30/4 Em Santa Maria.
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