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Marcha
pelo salário mínimo e pela correção
IR
Um salário
mínimo de R$ 320,00 em 2005 e a correção
da tabela do Imposto de Renda. Com essas bandeiras,
a CUT irá liderar uma marcha sobre Brasília
nos dias 13, 14 e 15 de dezembro. A Central vai
cobrar mudanças na política econômica
do governo e solicitar que o Executivo não
envie ao Congresso o projeto de Reforma Sindical.
Para a direção da CUT, há
necessidade de se debater mais o assunto.
A CUT também propõe que o governo
e o Congresso formulem lei fixando uma política
de recomposição para o salário
mínimo. Outras centrais, como Força
Sindical, CGT, CGTB e CAT, também aderiram
à proposta.
Quanto à tabela do IR, as centrais propõem
um reajuste escalonado (10% em 2005 e, até
2007, 17% mais a inflação de 2005
e 2006). Levantamento feito pela CUT indica que,
de 1996 a dezembro deste ano, a defasagem da tabela
seja da ordem de 63,2%.
Segundo a organização da marcha,
sindicalistas de pelo menos 13 estados participarão
do protesto. A concentração será
dia 12 em Luziânia (GO). A expectativa é
que os participantes marchem 15km por dia rumo
à Esplanada dos Ministérios.
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Reforma do Judiciário não
acaba com o recesso
Muitos colegas
têm perguntado se a Reforma do Judiciário,
promulgada em 8/12 extingue o recesso de fim de
ano no Judiciário Federal (de 20 de dezembro
a 6 de janeiro de cada ano). Para o advogado Pedro
Maurício Pita Machado, o recesso não
acaba. O texto aprovado pelo Congresso, o art.
93 da Constituição da República
passa a ter a seguinte redação:
A atividade jurisdicional será ininterrupta,
sendo vedado férias coletivas nos juizos
e tribunais de 2º grau, funcionando, nos
dias em que não houver expediente forense
normal, juizes em plantão permanente.
Como se vê, o que fica proibido são
férias coletivas, exceto nos
tribunais superiores. Não se veda o chamado
recesso forense no primeiro e no segundo graus.
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Comissão aprova projeto
que cria novos cargos no TRT
A Comissão de
Trabalho, Administração e Serviço
Público da Câmara aprovou, dia 8/12,
por unanimidade, o parecer do deputado Tarcísio
Zimmermann (PT-RS), ao projeto que cria novos
cargos no TRT. São 754 cargos para área
ou especialidade, 650 cargos em comissão
e funções comissionadas e 317 transferências
de FCs foi apresentado pelo TRT da 4ª Região.
Agora, o projeto será encaminhado a Comissão
de Finanças e Tributação
e posteriormente à Comissão de Constituição
e Justiça e de Redação.
Assembléia
geral
Aprovadas mudanças
estatutárias e prestação
de contas
Por unanimidade da categoria
presente à assembléia geral estadual,
realizada na tarde do dia 8/12, na sede, foram
aprovadas as contas do Sintrajufe do período
fiscal de janeiro a agosto de 2004.
A prestação, que contou com o auxílio
do contador do sindicato, João Luiz, também
obteve parecer favorável de todos os integrantes
do Conselho Fiscal da entidade. Na ocasião
da assembléia, a participação
da categoria contabilizou mais de 90 participantes.
Após debate e análise dos servidores,
também foram aprovadas as propostas de
alterações estatutárias.
Desta forma, o estatuto do Sintrajufe já
está adaptado ao novo Código Civil
Brasileiro.
Em breve, todos os artigos e parágrafos
que sofreram alterações estarão
disponíveis para análise da categoria
na página do sindicato (www.sintrajufe.org.br).
Além da aprovação das contas
e das alterações estatutárias,
a categoria ouviu do colega Paulo Rosa um relato
sobre a última plenária da Cnesf
ocorrida em Brasília/DF em 26 /11.
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Justiça
Eleitoral
Movimentação extraordinária
e URV na pauta de assembléia
Em assembléia
de base realizada dia 1/12, no auditório
do TRE da Duque, os colegas da JE a audiência
com o presidente do tribunal, desembargador Paulo
Augusto Monte Lopes, marcada para o dia 14, às
17h, entrou na pauta. Como estarão na pauta
a URV e a movimentação extraordinária,
ficou definido que todos os colegas que puderem
devem se dirigir ao gabinete, a fim de pressionar
o tribunal quanto a esses assuntos, de fundamental
importância para a categoria. O Sintrajufe
informou que a Fenajufe está fazendo um
debate nacional sobre a jornada de trabalho e
o atendimento ao público externo na Eleitoral.
Entre as propostas em debate, há a da criação
de dois turnos de 6 horas diárias de trabalho,
o que melhoraria significativamente atendimento
à população e evitaria as
atuais filas.
Foram distribuídos os adesivos das campanhas
pelo pagamento da URV e de esclarecimento sobre
a derrubada da liminar do sindicato pela manutenção
da movimentação extraordinária.
Com o fim do chamado arrastão,
vários colegas, principalmente mais novos,
que têm os menores salários, poderão
ter uma redução de até 33%
no salário. Os colegas aprovaram, por unanimidade,
a prestação de contas do Sindjers
referente ao biênio 2002/2004, encerrado
em junho deste ano, quando houve a unificação
da entidade com o Sintrajufe.
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Justiça
do Trabalho
Cálculos da
URV estão prontos
O Sintrajufe recebeu
no dia 7/12 os cálculos dos juros da URV/JT.
Os valores serão informados para os e-mails
particulares dos servidores que entregaram as
procurações. Aqueles que ainda não
entregaram as procurações e tiverem
interesse em saber os seus valores e fazer a execução
pelo sindicato podem entrar em contato com Joele
ou Taís pelo telefone 3231-0055 ou juridico@sintrajufe.org.br
e reltrabalho@sintrajufe.org.br.
Abriremos prazo até o dia 10/1/05 para
quem quiser questionar o valor do cálculo.
Após esse prazo o sindicato ingressará
com a ação de execução,
como substituto processual. Como ainda não
há matéria pacifica quanto aos sindicatos
poderem fazem a execução provisória,
corremos o risco de ter que desmembrar o processo
em grupos. Ainda há um recurso extraordinário
pendente do sindicato e da União no STF;
por isso, o recebimento dos valores só
ocorrerá após o transitado em julgado
do processo.
Saúde
do trabalhador
Sintrajufe
apresenta proposta em encontro em Florianópolis
A saúde do trabalhador
foi o tema principal da 1º Oficina Interestadual
Sul em Saúde do Trabalhador, em Florianópolis,
dia 6/12. Participaram representantes do RS, de
SC e do PR. Os presentes, em sua maioria coordenadores
dos Centros de Referência em Saúde
do Trabalhador, profissionais da vigilância
sanitária, sindicalistas e membros de ONGs,
aprovaram por unanimidade a proposta de fiscalização
no ambiente de trabalho do serviço público
apresentada pelas diretoras do Sintrajufe Denise
e Mara.
Também foi aprovado um encaminhamento que
obriga o sistema de saúde privado (planos
e cooperativas) a notificar ao SUS os números
referentes a acidentes de trabalho e doenças
ocupacionais. Com isso será possível
ter uma visão mais realista do quadro.
É importante que os servidores federais
gaúchos apresentem teses sobre o tema no
encontro de planejamento, que reunirá representantes
dos três estados da região sul, em
março, em Florianópolis. Será
uma preparação para a Conferência
Nacional de Saúde do Trabalhador, a ser
realizada em agosto. Em julho, o RS realizará
a II Conferência Estadual, preparatória
para o encontro nacional. Segundo a Organização
Mundial da Saúde, de 1% a 4% das ocorrências
de casos relacionados às doenças
ocupacionais são registradas na América
Latina. De acordo com o Ministério do Trabalho,
o Brasil gasta R$ 12 bilhões por ano no
tratamento e no atendimento de pessoas acidentadas
no trabalho e afetadas por doenças relacionadas
ao trabalho.
Fenajufe
cobra que URV e quintos sejam pautados em reunião
do CJF
A Fenajufe solicitou
ao presidente do STJ, Edson Vidigal, que fossem
pautadas na sessão do CJF de 13/12 dois
pontos de interesse da categoria: a alteração
dos índices de correção dos
valores já pagos pela URV e a concessão
dos quintos. Os diretores da Fenajufe argumentaram
com Vidigal sobre a possibilidade de ter uma verba
de cerca de R$ 150 milhões de sobras no
orçamento desse ano. Para os diretores,
as demandas dos servidores da JF deveriam ser
avaliadas para a possibilidade de uma parte desse
recurso ser destinada ao pagamento de determinadas
pendências, como a URV. A Fenajufe fez um
memorial com os pontos da pauta de reivindicações.
O Sintrajufe encaminhou cópia ao Des. Vladimir
Freitas, que compõe o CJF. Vidigal garantiu,
ainda, que, se algum dos pontos for avaliado pelo
plenário, será dado o espaço
à federação para fazer sustentação
oral. Servidores devem acompanhar a reunião
do CJF, que será realizada no plenário
do STJ.
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Justiça
do Trabalho
Aumento da competência preocupa colegas
Para a última
edição do T-Liga neste ano, os diretores
Zé e Silvana estiveram nas varas trabalhistas
e federais de Canoas. Na Justiça do Trabalho,
a principal preocupação é
o aumento da competência da JT, prevista
no texto aprovado da Reforma do Judiciário.
Como é costume, há excesso de boato
e pouca informação. A expectativa
é de que haverá um enorme aumento
de trabalho, uma vez que muitos dos processos
da Justiça Estadual virão a ser
responsabilidade da JT.
A previsão é de mais trabalho,
sem colegas novos, avaliam. Quando
esses processos forem despejados nas varas, ficará
comprovado que não temos estrutura,
concluem os colegas. Outros resumem seu ânimo
em uma frase: Estamos apavorados.
Mesmo sem o aumento da competência, o trabalho
cresce a cada ano. Pelo volume de processos, uma
média de 1,8 mil novos por ano, Canoas
deveria ter uma quarta Vara do Trabalho.
Estudo ergonômico
As VTs canoenses foram objeto de um estudo ergonômico
feito pelo Sintrajufe em 2001 e 2002 e levado
ao TRT. Resultado: no final do ano passado, todas
as cadeiras e mesas foram trocadas.
Também receberam novos arquivos, mas outros
precisam ser substituídos. Nestes os problemas
persistem, pois a maioria emperra de tão
carregados. As melhorias são visíveis
na disposição dos servidores. No
entanto, ainda há problemas a resolver.
Apesar da chegada de novos colegas (isso não
acontecia havia dez anos), o volume de trabalho
por servidor continua alto. Além disso,
a correção ergonômica não
chegou ao balcão: há locais em que
o computador fica em uma outra mesa. Por isso,
o servidor, a cada atendimento, é obrigado
a trocar o teclado de lugar. Isso é repetido
cerca de 80 vezes por dia.
Nas duas varas que ficam no segundo piso há
um agravante: o subir-e-descer de processos pela
escada. No dia da visita do sindicato, por exemplo,
um colega carregava um processo com vários
volumes escada acima. Isso acontece de 20 a 30
vezes em um só dia e provoca problemas
na coluna. Problemas de coluna, entre outros,
são comuns. Já foi solicitado que
se fizesse um sistema simples de roldanas para
pegar os processos, mas ainda não houve
retorno.
Espaço e obra parada
A falta de espaço fica evidenciada neste
momento, quando, excepcionalmente, o quadro está
completo nas VTs de Canoas, com 12 servidores
cada uma. Os colegas esperavam uma solução
com a reforma do prédio, que previa a construção
de um anexo no terreno vizinho em parceria com
a Caixa Econômica Federal. No entanto, a
obra está parada há mais de seis
meses, devido a problemas na licitação
realizada pela CEF. O que foi feito até
agora não chega a entusiasmar: a derrubada
de uma casa, medição e cercamento.
Foram-se as esperanças, veio o prejuízo:
o terreno era usado como estacionamento; agora,
os colegas pagam para estacionar em outro local.
A falta de conforto, afeta também partes
e advogados. Há tempos é reivindicada
a instalação de um aparelho de ar-condicionado
no corredor. Há algumas semanas, uma pessoa
passou mal, contam os servidores. Poderiam
pelo menos colocar uma cortina, pois o sol bate
direto, sugerem. Além disso, o prédio
conta com apenas um bebedouro e um banheiro para
atender os usuários.
Isonomia
A isonomia de benefícios é uma preocupação
que ficou evidenciada na visita a Canoas. A cada
ano, quando da definição do orçamento,
reforça-se a diferença entre os
benefícios recebidos pela Justiça
do Trabalho e pelas justiças Federal e
Eleitoral. A gente se sente uma Justiça
inferior, desabafam os colegas. Eles explicam
esse sentimento ao relatar o dia-a-dia e o volume
de trabalho, que em nada fica a dever aos outros
ramos da Justiça, mas, na hora das
vantagens, sempre ficamos lá embaixo,
constatam.
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Juíza
muda aparência da 2ª VT
A mudança no mobiliário
não ficou em mesas e cadeiras na 2ª
Vara. Armários novos, reforma na copa e
na sala de audiências são mostrados
com orgulho. A surpresa é que as melhorias
foram proporcionadas pela titular da Vara, juíza
Luciane Cardoso. Ela foi para Canoas em novembro
de 2003 e percebeu logo que, naquele lugar pequeno,
os funcionários ficavam mal acomodados,
tinham dificuldade para pegar os volumes de processos
nos arquivos e nos armários. Na época,
a juíza fazia parte do Núcleo de
Estudos de Direito e Ambiente (Nepad), na PUC.
O grupo estuda o que é equilíbrio
no meio do trabalho. Resolvi unir a teoria
que estava estudando com a prática vivida
na Vara do Trabalho. Com a ajuda do grupo,
de livros e do estudo feito pelo Sintrajufe, começaram
as mudanças. O TRT entrou com as mesas
e as cadeiras e a juíza, com o resto: armários
novos permitem a acomodação vertical
dos processos, facilitando o acesso; a sala de
audiência ganhou armários e as mesas
foram laminadas, o que deu leveza ao local; a
copa foi remodelada.
A juíza Luciana disse que os artífices
do tribunal poderiam fazer os móveis, mas,
como têm muito trabalho, poderia demorar.
Por isso, conta, decidiu pagar pelas reformas.
A relação com o ambiente é
importante para o trabalho, e senti um grupo bom;
deveria ser o tribunal bancando isso, mas poderia
demorar e, quando se tem um insight, tem que colocar
em prática.
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Justiça
Federal
Tensão para cumprimento de prazos
e metas é uma constante
Cumprir prazos cada vez mais
exíguos e aumento do volume de trabalho.
Assim é o dia-a-dia dos colegas da Justiça
Federal de Canoas. A 1ª VF teve o número
de processos dobrado nos dois últimos anos.
Na 2ª Vara, até outubro havia mais
de 10 mil processos. Atualmente, são cerca
de 8 mil, sem contar os virtuais (E-proc).
Além das mudanças da atribuição,
houve também a introdução
do sistema on-line (E-proc). Os colegas não
tiveram tempo para se adaptar.
O próprio E-proc dificultou. A facilidade
prometida não está acontecendo,
dizem os colegas. Falta planejamento e uniformização
dos processos. Como muitos advogados não
sabem digitalizar os documentos, esse traballho,
que seria dos escritórios, foi transferido
para a Vara. Na 1ª Vara, há 150 processos
no E-proc; na 2ª VF, mais de mil. Os colegas
também dizem que há uma sensação
de que o trabalho nunca termina; como não
há processos sobre mesa, parece que
a gente não faz nada, reclamam.
Um contrasenso: o sistema virtual gera páginas
e páginas de anotações; em
alguns casos, para facilitar a consulta de documentos
no processo, este é impresso. Ou seja,
o papel não sumiu com esse processo. Gera
retrabalho, concluem os colegas. A visualização
também é difícil, pois a
tela do computador é pequena e a qualidade
dos documentos, precária. Muitos são
papéis velhos, guardados dobrados por anos,
que ficam quase ilegíveis depois de digitalizados.
O E-proc é bom para dar dinheiro
para os oftalmologistas, brincam os colegas.
Os casos de tendinite também já
apareceram, pois alguns servidores ficam durante
toda a jornada usando o mouse. Na 2ª VF,
os servidores que atuam no previdenciário
se revezam no E-proc, porque os primeiros colegas
que foram designados para a tarefa apresentaram
dores e outros problemas de saúde.
Estrutura
Falta de vagas para carros é um problema
em Canoas. Os colegas farão uma pesquisa
sobre a viabilidade de convênio do Sintrajufe
com um estacionamento próximo. Ao contrário
das instalações da JT, na Justiça
Federal de Canoas espaço não é
problema. À primeira vista, há conforto
e boas condições de trabalho. No
entanto, um olhar mais atento percebe problemas
ergo-nômicos graves. Cadeiras inadequadas
resultaram em problemas de coluna; as mesas têm
bordas vivas, ou seja, formam um um ângulo
reto, o que prejudica a circulação.
Pacotes de folhas fazem as vezes de apoio para
os pés. No entanto, os colegas são
unânimes: a pressão por produtividade
é a causa maior de problemas. Por isso,
eles sugeriram, na visita do Sintrajufe, que seja
feito um estudo científico, estatístico,
que verifique quanto um servidor agüenta
trabalhar em uma carga horária ideal. A
pressão aumenta, o estresse aumenta, mas
isso são sensações,
dizem. É necessário um estudo sério
a fim de melhorar as condições de
trabalho e evitar que servidores continuem adoecendo.
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Condições
de trabalho
Insalubridade no Arquivo-Geral do TRT
Paredes com infiltração
e mofo, prateleiras com ferrugem e muito altas,
poeira, calor, extintores de incêndio insuficientes,
vazamento em tubulação cloacal,
preconceito. Esse foi o quadro encontrado pelo
Sintrajufe em 25/11, em visita ao Arquivo-Geral
do TRT, no prédio das Varas, em Porto Alegre.
O setor, instalado em dois andares do Prédio
III e num anexo do Prédio II, conta hoje
com cinco servidores e uma colega cedida. Porém,
dois estão em licença- saúde,
com um quadro de LER/Dort, e outros dois já
sentem os sintomas da doença. São
cerca de 500 mil processos.
Quem trabalha no arquivo também convive
com o preconceito. Além de ser tido por
muitos como um castigo, o tipo de trabalho é
considerado de menor importância, pois exigiria
menor atividade intelectual. O estigma faz com
que não haja interesse dos servidores em
trabalhar no local. Também há dificuldade
em ter atendidas reivindicações
como bebedouro e FC.
A poeira é outro agravante. O transporte
de documentos também. Enquanto a primeira
faz com que os servidores vivam com a sensação
de garganta arranhada e secura no nariz e na boca,
o segundo é demorado e exige maior esforço
físico. Isso porque o elevador, muitas
vezes, fica parado em um andar, pois possui uma
grade que precisa ser fechada pelos usuários
para liberá-lo, o que nem sempre acontece.
Além disso, ele não permite a entrada
de cadeira de rodas. Os servidores têm que
descer para atender os portadores de deficiência.
Piso escorregadio e número elevado de caixas
de fiação no chão, falta
de extintor na secretaria, triagem lenta para
o descarte (atualmente, esta é feita no
material de 1993), além da falta de servidores
para a conferência dos documentos após
análise dos advogados e da partes, também
são citados como obstáculos que
precisam ser superados diariamente.
O cenário de problemas se completa no arquivo
localizado no anexo do Prédio II, que originalmente
fazia parte da garagem. A quantidade de poeira
é maior, o piso é irregular e o
espaço é dividido com equipamentos
de informática e móveis, há
dois vazamentos no encanamento preso ao teto que
ficam pingando próximo às prateleiras
de processos.
Para piorar, o pinga-pinga não é
formado somente por água, é também
de esgoto, pois vem do banheiro do andar superior.
Além de poder vir a danificar os documentos,
o vazamento é um sério risco à
saúde dos colegas.
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Diretoria
do Sintrajufe se reúne com Diretor Geral
do TRT e reivindica solução
Em reunião realizada
no último dia 9/12, entre diretores do
Sindicato e o Diretor-Geral do TRT, Luiz Fernando
Celestino, para reivindicar solução
para as questões acima, o DG informou que
encaminhará os problemas levantados pelo
Sintrajufe, como poeira, mofo e infiltrações,
aos setores competentes. Em relação
ao esgoto, Luiz Fernando informou que, apesar
do encanamento ser novo, o conserto será
efetuado. O Diretor Geral também informou
que em 2005 serão retirados cerca de 30%
dos processos arquivados provisoriamente. Depois
de digitalizados eles serão depositados
e não mais arquivados, o que reduzirá
o volume de documentos no arquivo. Também
há perspectiva de aumento do quadro funcional
no início do ano que vem. Luiz Fernando
informou ainda que estão sendo providenciados
novos arquivos de aço (para 2005). Em relação
aos processos de 1993, que estão aguardando
ser encaminhados para reciclagem, o Diretor Geral
avisa que já se encontra em tramitação
o processo para este fim.
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Taquígrafos
do TRF sofrem com excesso de trabalhor
Em visita à Taquigrafia
do TRF dia 2/12, o Sintrajufe recolheu uma série
de reclamações dos servidores. A principal
delas é a falta de condições
para a realização condigna da função.
O aumento da estrutura do TRF sem concurso para
taquígrafos o último foi há
seis anos faz com que os colegas trabalhem
no limite. São 23 servidores na função,
que atendem a quatro sessões (terças
e quartas-feiras, sempre ao mesmo tempo) das atuais
oito turmas. Até 1998, o mesmo número
de servidores atendia a quatro turmas. Além
disso, alguns móveis não são
adequados e, como o setor passou de secretaria a
departamento, houve redução no número
de FCs. Até o momento o tribunal não
preencheu a vaga de uma colega que se aposentou,
afirmam.
A solidariedade pode acarretar desvio de função.
O serviço de degravação, por
exemplo, é realizado por quatro colegas.
Como não há substitutos, quando é
necessário e não são
raras as vezes o pessoal da Taquigrafia se
desloca para ajudar. O setor chegou a ter 11 colegas
afastados para tratamento de saúde. Segundo
os taquígrafos, os primeiros sintomas de
LER/Dort já haviam se manifestado quando
a sede do TRF era na av. Mostardeiro, há
mais de dois anos. Basta ver o tempo médio
em que um taquígrafo fica em uma sessão
na Câmara dos Deputados ou no próprio
STF, por exemplo. Aqui ficamos mais do que as médias
do Legislativo e de outros tribunais, relatam.
Os servidores precisam também superar a distância.
As salas de sessão ficam um andar acima.
Para fazer o recolhimento é necessário,
além de subir dois lances de escada, abrir
quatro pesadas portas corta-fogo (duas em cada andar).
É uma ginástica compulsória
que não temos como evitar, dizem.
Os colegas reivindicam a urgente reestruturação
do setor, com a criação de cargos
de taquígrafos e concursos para a função,
a volta das FCs, a diluição das sessões
em mais dias na semana, o ajuste dos móveis
e o fim da degravação para a Escola
de Magistratura, que representa mais trabalho.
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Justiça
federal
Servidores reclamam aumento do quadro funcional
Em 1/12 os servidores
da JF realizaram protesto em frente ao prédio
da 1ª Instância pelo aumento do quadro
funcional e por melhores condições
de trabalho. Foram distribuídos adesivos
e uma carta aberta à população
explicando que mais uma vez o judiciário
brasileiro se utiliza de subterfúgios para
encobrir o grave problema que é o funcionamento
da Justiça Federal no estado. No dia estava
sendo inaugurada a Vara do Sistema Financeiro
de Habitação, cuja criação
todos somos favoráveis. O que se deixou
claro à população é
que, apesar de existir necessidade, espaço
e móveis, faltava o mais importante na
nova unidade: servidores que dêem conta
da demanda e prestem um serviço qualificado
a todos os gaúchos.
Também foi informado que colegas estão
sendo retirados de seus atuais setores, já
sobrecarregados de trabalho, e remanejados
para a nova unidade, dando a falsa impressão
de que há gente suficiente para o atendimento
e que se está ampliando a estrutura da
JF no estado. O Sindicato denunciou ainda que
a falta de planejamento e de discussão
com os trabalhadores resultam em lentidão
no trâmite processual e na redução
do acesso à Justiça. Para se ter
uma idéia do volume de trabalho a que estão
submetidos os servidores gaúchos, em 1998
foram distribuídos 75,3 mil processos às
Seções Judiciárias da 4ª
Região (RS). No ano passado o número
saltou para 218,6 mil feitos, um aumento de 260%.
O ato despertou a atenção da imprensa.
O descontentamento dos servidores foi notícia
no jornal Correio do Povo e diretores do Sintrajufe
foram entrevistados sobre o assunto por rádios
de Porto Alegre.
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Diretor-geral
dá esclarecimentos sobre URV
Os diretores Clarice,
Claúdio Martinez, Silvana e Zé reuniram-se
com o diretor-geral do TRF, Ivo Barcelos da Silva,
dia 16/11. Ele confirmou que há processo
no Conselho da Justiça Federal (CJF) que
discute alterações nos índices
da correção monetária já
paga sobre a URV. Isso beneficiaria os servidores,
pois a alteração do índice
adotado resultaria em diferenças a receber.
No entanto, via contato telefônico, Ivo
recebeu a notícia do secretário-geral
do CJF, Ney Natal, de que o ministro Ari Pargendler
pediu vista, o que impossibilitou uma decisão
na última sessão do CJF. Até
o final do ano, haverá mais uma, e esse
ponto poderá estar na pauta. Ivo disse
também que, segundo Natal, há encaminhamentos
para buscar uma posição final sobre
o assunto, possibilitando o pagamento.
Sobre informações que circulam pelos
corredores de que seriam pagos os juros da URV
pela via administrativa, Ivo afirmou que somente
ocorreram tratativas, envolvendo o CJF e a Advocacia-Geral
da União (AGU), para encaminhamento de
acordo com os servidores. No entanto, por posição
contrária da AGU, não há
expectativas. O diretor-geral informou que a previsão
de Natal é que seja julgado até
o final do ano o recurso administrativo junto
ao TCU tratando da incorporação
das FCs até setembro de 2001 (quintos).
Nova Vara
Os diretores defenderam a realização
do concurso de remoção para a Vara
dos Sistema Financeira, inaugurada em PoA dia
1º/12. Eles cobraram que, em função
da demanda, seja oferecida a remoção
todas as vagas da nova estrutura e questionaram
a instalação dessa Vara em 2004,
uma vez que não há dotação
dos novos cargos para este ano. Independentemente
desse questionamento, os diretores reafirmaram
a necessidade do concurso de remoção,
aspiração antiga de vários
colegas do interior (sobre remoção
e a inauguração da VF, veja textos
nesta página).
Segurança e liberação de
diretores
O diretor-geral informou que a Secretaria de Segurança
e a EPTC continuam sendo oficiadas periodicamente
para melhorar a segurança e o transporte
coletivo na região. Segundo ele, há
expectativa de que a prefeitura inicie em breve
estudos para a criação de um estacionamento
oblíquo na calçada em frente aos
prédios e para o retorno de linha de ônibus
na rua em frente ao prédio do Harmonia.
Quanto à liberação da diretora
Magda, servidora do TRF, para licença classista
do Sintrajufe, Ivo disse que o processo foi distribuído
para a desembargadora Marga Tessler no Conselho
de Administração. Os diretores registraram
que o sindicato não possui diretor liberado
na Federal. Ivo ficou de estudar a liberação
de servidores nos moldes de portaria do TCU que
dispensa do ponto aqueles designados para participar
de atividades sindicais, como congressos, plenárias,
etc.
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Garantido
concurso de remoção para PoA
Atendendo a reivindicação
do Sindicato, o Diretor-Geral do TRF, Ivo Barcelos,
confirmou que serão incluídas no
próximo concurso de remoção
da JF, que está em elaboração,
mas ainda sem data confirmada para publicação,
vagas para remoção à Subseção
Judiciária de Porto Alegre. Esta medida
vem atender a reivindicação de colegas
do interior e foi repassada pelo DG à direção
do Sintrajufe nesta segunda-feira, dia 6 de dezembro.
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Remoções
são discutidas com TRT
No último T-Liga
saiu relato da audiência com o Diretor-Geral
do TRT. No entanto, faltou citar que os diretores
do Sindicato perguntaram sobre o andamento das
remoções na JT, considerando o chamamento
dos candidatos do concurso público. Utilizando
o caso de Porto Alegre, para onde há maior
interesse nas remoções, Luiz Fernando
informou que está sendo utilizado o seguinte
critério: as vagas que surgem são
preenchidas uma pelo concurso público e
a seguinte pela remoção dos atuais
servidores. Entendemos que, de qualquer forma,
a vaga livre é provida pelo concurso público,
mas na cidade de onde sai o servidor removido,
ou seja, garante-se a nomeação de
candidatos do concurso público e o direito
dos servidores que querem trocar de localidade.
Manter
a movimentação extraordinária
no TRE é questão de justiça
O Sintrajufe continua
lutando pela manutenção da movimentação
extraordinária aos servidores do TRE. O
sindicato opôs embargos de declaração
no TRF, após o deferimento do recurso da
União, pois alguns dos argumentos da ação
não foram enfrentados pelo tribunal. O
processo está concluso com o relator, desembargador
Thompson Flores Lenz e poderá ser julgado
independentemente de inclusão prévia
em pauta. Buscaremos o acolhimento dos embargos,
restabelecendo-se a decisão que concedeu
a antecipação de tutela. Enquanto
isso, na primeira instância, o processo
principal está pronto para ser julgado.
Além disto, conforme deliberação
da assembléia no TRE, foram distribuídos
nos setores cartazes e adesivos contra a retirada
do benefício. Não é justo
que seja retirada a movimentação,
fato que atingirá justamente os servidores
que ganham menos, os quais serão penalizados
com diminuição nos salários
que chega a 32% do valor atual.
Entrevista
CUT fortalece combate à violência
contra a mulher
Maria Ednalva
Bezerra de Lima é a titular da Secretaria
Nacional sobre a Mulher Trabalhadora da CUT. Professora,
militou na organização da categoria
na Paraíba. É membro efetivo da
direção executiva da CUT Nacional
e do Conselho Diretor do Observatório Social/CUT.
Por
que realizar um seminário voltado para
sindicalistas enfocando o combate à violência
contra a mulher?
O Seminário Nacional de Combate à
Violência contra a Mulher faz parte de um
projeto mais amplo de Políticas de Combate
à Violência contra a Mulher no Trabalho,
que teve seu início em março deste
ano e que irá até final de 2005,
contando com o apoio do Fundo de Igualdade de
Gênero. A violência contra a mulher
sempre foi, e é, uma preocupação
central da CUT e que, com esse projeto, pôde
ser evidenciada.
Quais
os objetivos do seminário?
Sensibilizar dirigentes e lideranças sindicais
cutistas sobre a não-aceitação
da violência contra a mulher no local de
trabalho, no cotidiano do espaço sindical
e na vida; instrumentalizá-los; incentivar
as mulheres do movimento sindical cutista para
a construção de alianças
e parcerias com outras organizações
da sociedade, visando ao fortalecimento de ações
de combate à violência; qualificar
as mulheres sindicalistas para intervir nos diferentes
espaços políticos e de poder.
Como
está o envolvimento dos sindicatos?
Na primeira fase
do projeto, foram realizadas oficinas regionais
nas quais mais de 120 de líderes sindicais
foram sensibilizados sobre o problema de violência
contra a mulher no trabalho. A partir dessa sensibilização,
poderão ser desenvolvidos projetos locais,
mobilizando a sociedade. Para 2005, esperamos
uma grande repercussão da campanha, que
trará impactos nas negociações
coletivas e na inclusão de cláusulas
sobre o combate à violência contra
a mulher.
O
quadro de violência contra a mulher no Brasil
se modificou nos últimos anos?
Sim, e o governo
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
tem grande responsabilidade nos avanços.
A criação de uma Secretaria Especial
de Políticas para as Mulheres, com status
de ministério, é o reconhecimento
da necessidade de fazer algo para corrigir desigualdades
historicamente construídas. Outro avanço
foi aprovação da lei, em junho deste
ano, que tipifica a violência doméstica
no Código Penal, definindo juridicamente
o crime de violência doméstica e
a pena para o agressor. Todas essas ações
só foram possíveis porque há
uma marcante mobilização dos movimentos
democráticos e feministas, e a CUT tem
se esforçado em fortalecer esses movimentos.
Há muito o que fazer. Não somente
lutar por novas políticas públicas,
mas, o que é mais difícil, fazer
a lei ser aplicada, mudar hábitos enraizados.
Como
a CUT vem trabalhando com o tema violência
contra a mulher?
Quando a CUT foi
fundada em 1983, as mulheres estiveram mobilizadas
e, logo no seu segundo congresso, foi apresentada
proposta de criação de uma comissão
que pensasse e elaborasse política sindical
voltada para o fim da opressão e da exploração
a mulher no mercado de trabalho e na sociedade.
A CUT inaugurou a política de cotas para
as mulheres, que mais tarde se transformou em
leis nacional e estaduais. Mais recentemente,
a CUT tem abordado a questão de gênero
para elaborar suas estratégias políticas;
isso tem permeando as discussões da política
sindical da CUT, em nível nacional e internacional.
Outro ponto importante foi a criação
da Secretaria Nacional sobre a Mulher Trabalhadora
em 2003, no 8º Concut.
Terminado
o seminário, como a Central pretende manter
o assunto na ordem do dia?
O projeto é
para ser desenvolvido nestes dois anos, estamos
no primeiro ano. Além dele, a nossa perspectiva
é estabelecer parceria com a sociedade
civil organizada. A oficina nacional sobre negociação
coletiva, cláusulas e acordos referentes
ao combate à violência contra a mulher
é uma das atividades previstas mais importantes,
porque irá repercutir na vida de muitas
pessoas, mulheres e homens. Ao longo de 2005,
publicaremos cartilhas e cadernos para instrumentalizar
líderes sindicais. As metas são
ambiciosas. No entanto, nenhum esforço
deve ser poupado quando se pensa na construção
de uma sociedade igualitária e democrática.
Reforma
da Previdência
Como fica o servidor que fizer novo concurso
José Prata Araújo*
Uma preocupação
de muitos servidores federais é como ficarão
as regras da previdência no caso da aprovação
em um novo concurso público. Nesse caso,
temos uma boa notícia. O governo federal
editou a Orientação Normativa SPS
nº 3, em 12/8/04, reconhecendo o direito
à aposentadoria integral para tais servidores
concursados.
A aposentadoria integral só foi mantida
para os servidores que ingressaram no serviço
público até 31/12/2003. Para quem
realizar um novo concurso público após
essa data, a referida Orientação
Normativa, em seu artigo 57, previu o seguinte:
Para fins de fixação da data
de ingresso no serviço público,
quando o servidor tiver ocupado, sem interrupção,
sucessivos cargos na administração
pública direta, autárquica e fundacional,
em qualquer dos entes federativos, será
considerada a data da mais remota investidura
dentre as ininterruptas. Isso significa,
portanto, que quem era servidor(a) público
em 31/12/2003, caso não tenha um vínculo
no setor privado depois daquela data, se vier
a ser aprovado em um novo concurso público,
será considerado velho servidor para fins
previdenciários.
Assim, tais servidores que prestarem novos concursos
não serão submetidos às novas
regras, como o teto de R$ 2.508,72, por exemplo,
e terão direito à aposentadoria
integral. Para isso, terão que cumprir
os critérios fixados na emenda constitucional
41 para esse tipo de aposentadoria: idade de 60
anos, se homem, e de 55 anos, se mulher; 35 anos
de contribuição, se homem, e 30
anos de contribuição, se mulher;
20 anos no serviço público; dez
anos na carreira e cinco no cargo.
Para continuar com direito à aposentadoria
integral, portanto, além dos critérios
de idade, tempo de contribuição
e tempo de serviço público previstos
nesse tipo de aposentadoria, o servidor(a) deverá
também cumprir o tempo exigido na nova
carreira e no novo cargo. Isso significa que,
se alguém realizar um novo concurso público
em final de carreira, poderá ter acesso
à aposentadoria integral, mas terá
que cumprir um tempo mínimo de dez anos
na nova carreira para se aposentar.
* economista e especialista
em assuntos previdenciários. Artigo publicado
originalmente em www.sitraemg.org.br
Cultura
Colegas mostram
seu talento
A última Sexta Básica
do ano, dia 3/12, mostrou os talentos do pessoal
que freqüenta as Oficinas de Cultura do Sintrajufe,
além de comemorar o aniversário
de 6 anos do sindicato. O grupo da Oficina de
Espanhol declamou a poesia Biente, de Pablo Neruda,
enquanto os participantes das aulas de técnica
vocal mostraram alguns sucessos da MPB. Também
houve exposição de fotografias e
de textos literários, além da apresentação
(voz e violão) da ex-oficineira Deise Folly.
Evento
relembra massacre de Porongos
Neste ano, em Pinheiro
Machado, a Semana da Consciência Negra lembrou
o massacre dos lanceiros negros na serra de Porongos.
Às vésperas da assinatura do tratado
de paz entre imperialistas e farrapos, os lanceiros
negros, a mando do Duque de Caxias, foram previamente
desarmados pelo seu comandante, David Canabarro.
Na madrugada de 14 de novembro, foram assassinados
pelas tropas imperiais, sem chance de defesa.
Caravanas de vários municípios gaúchos
participaram, além do ministro da Cultura,
Gilberto Gil e diversas autoridades. O Sintrajufe
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