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ATO PÚBLICO
dia 14/10, 13h30min no TRT:
Auxílios-creche
e alimentação iguais em todos os
tribunais!
Interior: os colegas devem organizar atividades,
engajando-se na campanha.
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Servidores da JT exigem tratamento
igual em todo o Judiciário
Em assembléia
de base dia 6/10 (foto), os colegas da JT debateram
a falta de pagamento da GAJ e o baixo valor pago
aos benefícios (auxílios-alimentação
e creche tabela abaixo). A participação
foi boa e demos o pontapé inicial para
um novo processo de mobilização.
Na quinta-feira 14/10, faremos um ato público,
com grande barulho e estardalhaço, levando
a público a nossa insatisfação
com a falta de isonomia nos recursos destinados
aos diferentes órgãos do Judiciário.
Não se justifica que a JT seja preterida
na utilização dos recursos, a não
ser que haja interesse de sucatear esse ramo do
Judiciário com o intuito de extingui-lo.
Afinal de contas, o neoliberalismo não
é apenas uma historinha que contamos para
distrair as crianças. Direitos trabalhistas,
sob a ótica neoliberal, devem ser aqueles
que garantam a ótica do capital.
Cansados de, todos os anos, ouvir que, embora
o TRT tenha colocado no orçamento valores
que possibilitariam a igualdade, os cortes operados
em Brasília não permitem o pagamento
almejado, os servidores querem uma atuação
mais forte da direção do tribunal
na defesa dos números orçados. Não
é possível que a Justiça
do Trabalho, responsável por alguns milhões
de reais em arrecadação em taxas,
custas e contribuição previdenciária,
continue passivamente a aceitar cortes gigantescos
em seu orçamento, justamente na área
que prejudica seus servidores, sem que os tribunais
se rebelem, numa prova de descaso com seu pessoal.
Perdendo terreno a cada ano em relação
aos demais tribunais, os servidores da JT recebem
hoje a metade do que os outros tribunais pagam
a título de auxílio-alimentação
e, de pasmar, apenas uma quarta parte do que é
pago a título de auxílio-creche.
O próximo orçamento teve cortes
que aprofundarão as diferenças.
Assim, os servidores da JT vão à
luta para que o TRT consiga reverter a situação
e passe a pagar benefícios em igual valor
aos que são pagos aos colegas do TRF. Lutar
pela isonomia dos benefícios representa,
também, lutar pela permanência da
Justiça do Trabalho. A disparidade faz
com que colegas saiam da JT para exercer cargos
equivalentes em outro tribunal federal. Como em
outras tantas vezes, estamos lutando pela dignidade
do serviço que prestamos e exigimos a aplicação
do princípio da isonomia em todos os setores
do Judiciário Federal.
Comparativo entre
os tribunais
| Benefício |
JT |
JF |
JE |
| Auxílio-alimentação |
R$ 264,00 |
R$ 484,00 |
R$ 408,76 |
| Assist. pré-escolar |
R$ 80,00 |
R$ 225,00 |
R$ 246,39* |
| Ind. de transporte |
R$ 500,55 |
R$ 500,55 |
- |
* média entre os cinco valores pagos
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Justiça
Federal
Diretores e servidores fazem reunião
sobre condições de trabalho com
vice-presidente do TRF
Os diretores do sindicato
Zé, Clarice e Cláudio Martinez estiveram,
com servidores da 1ª Instância, em
audiência, dia 28/9, com a desembargadora
Marga Tessler, vice-presidente do TRF no exercício
da presidência. Também estiveram
presentes representantes de sete das nove varas
cíveis atuais (Gilberto/1ª, Adriane/3ª,
Jânio/4ª, Luciano/5ª, Ana/6ª,
Paulo/7ª, Alexsandra/9ª) e Henri Breton
do Setor de Contadoria da JF/Novo Hamburgo.
O objetivo foi tratar das condições
de trabalho na 1ª Instância, a partir
da transformação de três varas
cíveis em juizados especiais federais cíveis
em Porto Alegre. Na Capital, a transformação
de varas em JEFs fez com que cada cível
remanescente recebesse um terço a mais
do total de processos que já possuíam,
redistribuídos das varas extintas.
Foram registrados vários dos problemas
detectados, como o caos instalado nas secretarias;
a falta de servidores e espaço físico;
os processos com diferentes ritos, ficando uns
parados em detrimento de outros; o agravamento
dos problemas de saúde e do estresse interno;
o fato de alguns servidores trabalharem além
da jornada normal de trabalho há mais de
dois anos; a falta de planejamento para a proposta
implementada, que deveria ter sido feita por meio
de uma vara piloto; a cobrança cada vez
maior no cumprimento de prazos por parte da Corregedoria,
sem considerar o aumento absurdo na quantidade
de processos, ou seja, o agravamento geral das
condições de trabalho.
Também foi relatada a situação
grave nos juizados previdenciários e em
setores administrativos da Capital, o mesmo acontecendo
em varas do interior, principalmente nos juizados
adjuntos e em setores como Contadoria e Distribuição.
Propostas
Foram apresentadas à desembargadora propostas
para amenizar o problema: instalação
imediata de novas varas em Porto Alegre, além
da Vara do Sistema Financeiro de Habitação,
já aprovada, utilizando-se as três
ainda sem definição de localidade
e previstas na lei 10.772/03; revogação,
mesmo que parcial, da resolução
42/04; realização de estudo sobre
a lotação nos diversos setores,
visando ao aumento do número de servidores;
dotar os setores com maior necessidade, incluindo
áreas administrativas, de novos cargos
previstos na lei; se for necessário, especializar
uma das varas em Tributário, fazendo-se
a reversão de um dos JEF Cíveis,
para que não houvesse mais esse prejuízo
para as varas cíveis.
O Sintrajufe protocolou pedido junto à
presidência buscando a solução
dos problemas e solicitando audiência conjunta
com o presidente, a vice-presidente e o corregedor,
além das entidades representativas dos
servidores, dos magistrados e dos advogados.
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REFORMA
SINDICAL
Este
espaço continua aberto para a categoria
debater a Reforma Sindical, cujo anteprojeto está,
na íntegra, na página do sindicato.
Enviae sua contribuição, com um
texto de 1,4 mil caracteres (contando os espaços),
para o e-mail imprensa@sintrajufe.org.br. Não
fique fora!
A
unicidade sindical como base
de organização do trabalhador
Sérgio
Amorim dos Santos*
A
pluralidade sindical, que em tese poderá
ser constituída, conforme prevê o
relatório da comissão de sistematização
da Reforma Sindical do Fórum Nacional do
Trabalho, prevê a possibilidade de instituição
de mais de um sindicato por base territorial e
atividade econômica caso os sindicatos já
existentes não comprovem uma premissa surreal
(20% de sindicalização) ou outra
antidemocrática (filiação
obrigatória a uma central sindical).
O livre arbítrio do trabalhador público
ou privado em poder escolher a que sindicato quer
se filiar, que parece a princípio justo
e democrático, não passa de uma
armadilha. Da mesma forma que nos organizamos
em sociedade, elegendo um governo representativo
e exigindo-lhe as prestações conforme
a vontade da maioria, os trabalhadores, antes
de dissiparem-se em mais de um sindicato de uma
mesma categoria, devem organizar-se em torno de
um único sindicato, eleger democraticamente
sua direção executiva e exigir-lhe
a prestação à qual se tenha
comprometido a fim de ser escolhida pela maioria.
A instituição sindical deve ser
una. O rumo que esta entidade seguirá será
aquele que a maioria de seus membros decidir,
democraticamente, no debate, no convencimento
e no voto.
A pluralidade sindical significa, assim, a divisão
da força de trabalhadores que almejam,
ao certo, o mesmo objetivo, crendo, porém,
em estratégias diversas para atingi-los.
Dividir forças não trará
resultados, pois a unicidade sindical é
a base da defesa dos interesses dos trabalhadores.
Mexer nas fundações da democracia
sindical é trazer abaixo a construção
da liberdade.
* agente de segurança
da JT de Taquara e diretor do Sintrajufe
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A JE e
o primeiro turno das eleições
Neste primeiro
turno das eleições municipais, os
servidores do TRE deram integralmente conta do
recado. Porém, algumas questões,
segundo esses colegas, ainda podem melhorar.
O técnico judiciário Milton Renato
Pires Goulart trabalhou no dia 3/10, atendendo
ligações de eleitores. Acostumado
à rotina dos períodos eleitorais,
Milton diz que, com o Disque-Eleições
e a informatização, o serviço
ficou muito facilitado. O colega Evani Padilha
diz que o 1º turno foi tranqüilo.
Quanto ao atendimento, apesar de ter melhorado
bastante, precisa ser aperfeiçoado, segundo
relato de colegas e estagiários. As 35
linhas não foram suficientes. Houve congestionamento,
o que ocasionou sobrecarga para os atendentes.
Muitos deles tiveram dificuldades principalmente
no dia 3, porque também tinham que atender
no balcão os eleitores que foram pessoalmente
buscar informações. Alguns dos entrevistados
ponderaram que seria necessário um maior
efetivo de servidores do próprio quadro
do TRE, qualificados para responder a qualquer
questão sobre eleições.
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Greve da JE em
2002
Sindicato busca reverter
descontos
O Sintrajufe reuniu-se
com o desembargador Amaury Chaves de Athayde para
tratar da medida judicial contra o desconto dos
auxílios-alimentação e transporte
dos servidores efetuado pelo TRE na greve de 2002.
A ação tem decisões favoráveis
ao sindicato na 1ª Instância e no TRF.
No entanto, o TRE não cumpriu a decisão.
A assessoria jurídica peticionou no processo
para que o desembargador encaminhe urgentemente
notificação ao TRE e a decisão
seja cumprida, com a devolução dos
valore. Athayfe afirmou que irá analisar
os termos do pedido e que tomará as medidas
que entender necessárias.
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NÚCLEOS
DO SINTRAJUFE
Agentes de segurança:
em busca da evolução do cargo
Implementado durante
o 3º Congresso dos Trabalhadores do Judiciário
Federal, em março deste ano, o Núcleo
dos Agentes de Segurança (NAS) nasceu da
necessidade de conjugar esforços para mais
rapidamente buscar soluções aos
problemas enfrentados por esse segmento. Os agentes
são responsáveis pela segurança
institucional de magistrados, servidores e demais
operadores da Justiça, por controlar acessos,
dirigir veículos oficiais e controlar qualquer
perturbação da ordem ou anormalidade
em fóruns e secretarias. Eles também
fazem escolta de detentos e guarda de armas de
fogo. Apesar disso, raramente contam com treinamento,
instrumentalização, capacitação
e condições para desempenhar suas
funções.
Assuntos como atribuições do cargo
e condições para exercê-las,
avanço das terceirizações,
estruturação de uma polícia
do Judiciário e da carreira, entre outros,
são discutidos pelo NAS. As reuniões
do núcleo são divulgadas pela coordenação
nos informativos do Sintrajufe. Em breve, as pessoas
cadastradas no link do NAS na página do
sindicato receberão as informações
por e-mail.
O NAS acompanha a discussão do assunto
de perto, tanto no legislativo federal quanto
nas cúpulas dos tribunais superiores. Convidamos
todos os agentes, atuando na função
ou em desvio, para visitar o link do NAS no portal
do Sintrajufe. Nosso objetivo principal é
somar esforços e idéias na busca
da evolução do cargo de agente de
segurança judiciária.
Pelotas
Falta de pessoal e
excesso de trabalho marcam dia-a-dia das VTs
Falta de recursos humanos,
espaço físico insuficiente, mobília
fora dos padrões ergométricos, pilhas
de processos espalhados pelo chão, adoecimento
causado pelo trabalho. O que parece ser apenas
uma lista de problemas que devem ser evitados
no ambiente de trabalho é a realidade dos
servidores de Pelotas lotados na Justiça
do Trabalho (cuja jurisdição engloba
os municípios de Arroio do Padre, Canguçu,
Capão do Leão, Morro Redondo, Pelotas,
Piratini e Turuçu) e na Justiça
Federal (que responde pelas cidades de Amaral
Ferrador, Arroio Grande, Arroio do Padre, Camaquã,
Canguçu, Capão do Leão, Cerrito,
Chuvisca, Cristal, Dom Feliciano, Herval, Jaguarão,
Morro Redondo, Pedro Osório, Piratini,
São Lourenço do Sul e Turuçu
).
Em viagem ao município dia 1º/10,
o T-Liga constatou in loco aquilo que é
presença constante no dia-a-dia de muitos
funcionários do Judiciário Federal
gaúcho. A incoerência fica mais patente
quando se trata da Justiça do Trabalho.
Nas três varas do Trabalho visitadas pelo
sindicato, os problemas constatados foram praticamente
os mesmos: há excesso de trabalho, servidores
em número insuficiente, móveis antigos,
trânsito em meio a processos empilhados
e a descrença por parte dos servidores
quanto a uma melhora. A situação
é pior na 1ª Vara. Nunca ligaram
do tribunal perguntando como estamos nem nos oferecendo
ajuda. Já enviamos cinco ofícios
à Corregedoria reclamando da situação.
A resposta é sempre a mesma: a lotação
está completa. É um absurdo.,
diz um servidor.
Para se ter uma idéia da carga de trabalho
a que estão diariamente submetidos os colegas,
um levantamento realizado em agosto apontou mais
de 6 mil processos na 1ª Vara para um contingente
de 13 funcionários um deles está
há mais de 50 dias afastado por licença
médica, pois apresenta um quadro de tendinite
crônica. Chegamos ao limite. Todos
estamos trabalhando com pauta dupla desde março
passado e certamente chegaremos ao final deste
ano nas mesmas condições,
informam.
Na Distribuição e na Central de
Mandados não é diferente. São
cinco funcionários e dois agentes de segurança
que, segundo relato dos servidores, ajudam no
trabalho diário. Dificilmente conseguimos
sair no horário, pois cerca de 40% do serviço
entra depois das 17h. O pior é que até
mesmo a nossa vida social acaba prejudicada, pois,
além do horário diferenciado entre
os colegas, muitas vezes não temos nem
vontade de descontrair depois do expediente,
diz um servidor.
Uma das alternativas apresentadas para reduzir,
ou pelo menos amenizar os problemas enfrentados
diariamente, seria a redução do
atendimento ao público externo. Outras
vão desde o aumento do número de
servidores ao remanejamento com outras varas que
possuem um número maior de funcionários
(mas isso nós não queremos,
pois colocaria colega contra colega, diz
um funcionário), mobiliário novo,
ampliação dos espaços físicos
e, principalmente, respeito. Queremos apenas
ser tratados como gente, com dignidade. Em nenhum
momento nos recusamos a trabalhar, queremos apenas
que o trabalho não afete a nossa saúde.
E, diga-se, isso não é nenhum favor,
sentencia um servidor.
Espaço físico
e segurança também preocupam
Para piorar a situação
dos colegas da JT de Pelotas, há o constante
sobe-e-desce de escadas com montes de processos
que, diante do retrato de crise do país,
só têm aumentado a cada ano. E o
resultado são pilhas e mais pilhas de documentos
e arquivos abarrotados. Este é um outro
problema apontado pelos servidores e foco de certo
temor. Como a maior parte da área dos andares
do prédio fica sobre lajes simples, há
a preocupação com o excesso de peso
concentrado em alguns lugares, uma vez que o projeto
original da edificação não
previa tal utilização. As
pessoas muitas vezes não se dão
conta, mas papel pesa muito. E quando você
concentra arquivos de aço lotados sobre
o chão não sustentado por vigas,
há o risco de aparecerem rachaduras e outros
problemas piores, analisa um servidor.
No quesito ergonomia e conforto, com exceção
de alguns móveis da 2ª Vara, todos
os outros são antiquados, com as mesas
possuindo bordas em ângulo reto (o ideal
seria a forma arredondada para não trancar
a circulação) e altura inadequada
para o uso de microcomputadores. Aqui há
vários os casos de LER, o que faz com que
façamos fisioterapia continuamente para
podermos trabalhar. Fazemos isso por solidariedade,
pois, se um servidor adoecer, não temos
como passar o trabalho para outro. Estamos no
limite, desabafa uma colega.
O espaço (ou a falta deste) para refeições
e lanches também é mais um problema
para quem trabalha nas varas. A pequena cozinha
tem espaço apenas para uma pia e um diminuto
corredor com uma mesa, que fica em frente às
portas dos banheiros.
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Pelotas
Nas VFs, falta espaço físico;
nos juizados, colegas fazem 8 horas
Na visita que o sindicato
fez a Pelotas dia 1º/10, os servidores da
1ª e da 2ª varas da JF relataram uma
série de problemas que enfrentam durante
a jornada diária de trabalho. Para começar,
o prédio onde estão instalados é
uma antiga edificação de dois andares
construida no início do século passado,
que em outros tempos, abrigou a sede da alfândega
pelotense. Se hoje fossem chamados novos servidores
concursados para assumir seus postos, estes não
teriam espaço adequado para trabalhar.
Um servidor relatou que a distância entre
o encosto da cadeira dele e o armário às
suas costas não passa de 50cm. Segundo
alguns relatos, há pelo menos três
anos que existem tratativas para a mudança
para um novo local sem que uma solução
definitiva seja apresentada.
Da mesma forma que na JT, não se pode dizer
que o mobiliário utilizado pelos servidores
das varas federais são exemplo ergométrico
de praticidade e conforto. E há casos de
colegas que, apesar de já estarem apresentando
sintomas de LER, continuam trabalhando. Também
faz parte da rotina dos servidores o sobe-e-desce
de escadas carregando volumes de processos. Como
sugestão para amenizar os pontos negativos,
reivindicam a instalação imediata
de uma vara não especializada. Não
seria uma solução completa, mas
reduziríamos um pouco o excesso de trabalho,
explicou um colega.
Por falta de tempo, os representantes do sindicato
não visitaram os colegas (oito atualmente)
lotados no Juizado Especial Federal Cível.
No entanto, em contato telefônico, alguns
deles afirmaram que a realidade do JEF é
um pouco diferente daquela enfrentada na 1ª
e na 2ª varas.
Apesar de trabalharem 8 horas diárias desde
fevereiro e contabilizarem cerca de 21 mil processos
(16 mil em andamento e 5 mil na turma recursal),
o prédio onde estão instalados foi
construido recentemente e cinco novos servidores
estão assumindo as suas funções.
Excesso de trabalho há, mas deverá
ser amenizado com as novas contratações.
A carência que enfrentamos hoje é
de equipamentos e mobiliário, além
da distância (praticamente do outro lado
da cidade) que estamos da administração,
o que acarreta alguns problemas, como demora no
atendimento na área de informática
que precisa deslocar uma equipe especialmente
para o trabalho, afirma um colega.
De forma unânime, os servidores do JEF ouvidos
pela reportagem do T-Liga deixaram claro que,
em termos relativos, os problemas enfrentados
por eles não chegam perto dos das Varas.
Trabalhar 8 horas nas Varas seria massacrante,
pois não existem as mínimas condições
para isso. As instalações comportam,
no máximo, uma vara, e o espaço
físico é diminuto, sem conforto
algum. Sem falar na pressão sofrida pelos
colegas, que beira o assédio moral. Quando
a administração fica sabendo que
alguém falou ou denunciou alguma coisa,
vai atrás para descobrir quem foi,
relatam.
Sobre as oito horas líquidas diárias
de trabalho no JEF, um servidor foi taxativo:
Sabemos que foi uma medida de contingência
pelo excesso de trabalho a ser executado, mas
com a chegada de novos servidores, que deverá
resultar numa diminuição da demanda,
o correto seria voltarmos a trabalhar 35 horas
semanais, reivindica.
Com relação ao aumento da jornada
a que atualmente estão submetidos os colegas
do JEF, a direção do Sintrajufe
opõe-se frontalmente à medida, mesmo
que seja por caráter temporário.
A jornada de 6 horas é pauta de luta permanente
da categoria. Além disso, diversas pesquisas
ligadas à medicina do trabalho comprovam
(a exemplo do trabalho desenvolvido pelo sociólogo
e colega da JF Carlos Alberto Colombo e que se
encontra à disposição no
sindicato) que o aumento da carga horária
acarreta queda de produtividade e o aparecimento
de doenças relativas ao trabalho.
Juízes admitem
que faltam servidores
De acordo com notícia
publicada no site do Conselho da JF, juízes
admitem, durante seminário, que há
carência de servidores nos juizados especiais.
O texto reproduz trechos da fala do juiz do Tribunal
Regional Federal e coordenador dos juizados federais
da 1ª Região, Ítalo Fioravanti
Sabo Mendes, durante palestra proferida dia 1º,
em Brasília, no Seminário sobre
os Juizados Especiais Federais promovido pelo
Centro de Estudos Judiciários do Conselho
da Justiça Federal (CJF). A carência
de servidores e juízes tem sido uma das
maiores dificuldades a serem enfrentadas pelos
Juizados Federais. Mendes também
ressaltou que há um pequeno contingente
de juízes para dar vazão à
quantidade de trabalho existente nos juizados.
Com isso, destina-se um magistrado para
um local sabendo-se que outra localidade ficará
desfalcada., afirmou. Para ele a solução
seria a racionalização dos recursos
humanos para se verificar o potencial da demanda
dos juizados e estabelecer uma política
de lotação de juízes.
Por sua vez o coordenador dos JEFs da TRF da 2º
Região, juiz Sérgio Scwaitzer, ressaltou
que a falta de servidores nos juizados seria um
dos grandes obstáculos a serem resolvidos.
A falta de planejamento, segundo Scwaitzer, também
pode ser considerada um problema. Somos
um país rico, mas há falta de planejamento
na Justiça Federal. As gestões nos
tribunais, por exemplo, têm um prazo curto.
Por causa disso nem sempre as metas propostas
são realizadas , afirmou.
A falta de recursos humanos também foi
ressaltada pelo juiz do Tribunal Regional Federal
e coordenador dos Juizados da 3ª Região,
Jose Eduardo Santos Neves.
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Sintrajufe
Secretaria de Políticas
Sociais começa atividades
No dia 14/9, a
Secretaria de Políticas Sociais do Sintrajufe
(SPS) fez sua primeira reunião, com a presenças
dos diretores titulares da pasta, Itamar, Sinara
e Jairo. As reuniões da SPS acontecerão
sempre às terças-feiras, 19h. São
atribuições da nova secretaria atividades
relativas a cidadania (direitos humanos e do consumidor,
alfabetização, combate à
corrupção, entre outros), etnia,
raça, segurança e meio ambiente.
Por esse perfil, a secretaria que teve
sua criação aprovada em março,
durante o 3º Congresso do Sintrajufe
vai manter permanente contato com instituições
governamentais e não-governamentais e entidades
ligadas ao movimento social.
Outra proposta é o estímulo a atuações
coletivas de cooperação e solidariedade.
Entre elas, pode-se citar cooperativas autônomas
habitacionais, de trabalho, de crédito,
de consumo, agrícolas e afins. A tarefa
da secretaria será incentivar essas atividades,
sem envolver o sindicato e diretores em tarefas
diretivas ou burocráticas nas entidades
que eventualmente se formem a partir desse trabalho.
Confira
abaixo o calendário de atividades
divulgação
de comentários e artigos sobre a legislação
anti-racismo e contra discriminações
de qualquer tipo;
atividade na Semana da Consciência
Negra, que acontece em novembro.
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Oficiais
de Justiça
Em audiência, sindicato discute desvio
de função
O Sintrajufe teve audiência,
em 1º/10, com o desembargador do TRF Élcio
Pinheiro de Castro. O assunto foi o recurso do
sindicato, distribuído para o desembargador
no Conselho de Administração do
TRF, contra o desvio de função dos
oficiais de justiça implementado na JF
de Passo Fundo.
Naquela subseção, a partir de uma
portaria da direção do foro local,
alguns Ojafs foram deslocados para trabalho em
secretaria. Essa medida contraria as atribuições
dos cargos para os quais fizeram concurso público,
regulamentadas pelo manual de atribuições
do Conselho da Justiça Federal, e criou,
por portaria local, um novo cargo dentro da JF.
O desembargador disse que analisará o processo
e que o levará para a pauta do Conselho
de Administração. O sindicato continuará
acompanhando, para garantir o direito desses servidores
de executarem somente as atribuições
para os quais efetivamente prestaram concurso.
Participaram da reunião o diretor do Sintrajufe
Zé Carlos, o representante do Núcleo
dos Oficiais do sindicato Afonso Sperb e o colega
Paulo Ferenci, oficial lotado na subseção
de Passo Fundo.
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Justiça
Federal
Sintrajufe entra com representação
no MP contra nepotismo em Novo Hamburgo
O Sintrajufe entrou com
representação no Ministério
Público Federal (MPF) contra irregularidades
existentes na JF de Novo Hamburgo. Recentemente,
a esposa de um dos juízes, que não
é servidora da JF, mas do TJSC, foi requisitada
para o exercício de função
comissionada de assistente datilógrafo
(FC-4) em uma das varas daquela cidade. O processo
administrativo tramitou no TRF e a requisição
foi aprovada pelo Conselho de Administração.
Quando soube do caso, o sindicato verificou que
não constava do processo o fato de a servidora
ser casada com um dos juízes. Isso a impede
de ser designada para qualquer função
comissionada naquela subseção, a
menos que fosse servidora da JF (art. 10 da lei
nº 9.421/96, que criou o PCS). O Sintrajufe
apresentou pedido de revisão junto ao Conselho
de Administração do TRF.
Em julho, o Conselho indeferiu o pedido, mantendo
a requisição. Os juízes entenderam
que não há ilegalidade na designação
do cônjuge de um juiz federal que não
integra os quadros JF para uma FC na mesma cidade
em que o magistrado tem jurisdição.
Esgotadas as possibilidades de êxito na
via administrativa, o sindicato decidiu oferecer
representação ao MPF. Espera-se,
com isso, que a situação ilegal
e amoral seja revertida. Do contrário,
preparemo-nos para uma avalanche de pára-quedistas
na JF.
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Reestruturação
do PCS
Servidores não aceitam extinção
de cargos
Já está disponível na página
do Sintrajufe a versão final da proposta
de revisão do PCS finalizada pela Comissão
Interdisciplinar do STF. A proposta, na forma
de anteprojeto, foi elaborada a partir de uma
série de análises, estudos e discussões
entre os integrantes da comissão, composta
por representantes dos departamentos de recursos
humanos dos tribunais superiores, do TJDF, da
Fenajufe e do Sindjus/DF. Os trabalhos tiveram
início no final de maio e se encerraram
no dia 17/10. No dia 13/10, 19h, na sede do sindicato,
o Grupo de Trabalho criado pelo Sintrajufe para
discutir a reestruturação do PCS
faz uma reunião aberta a toda a categoria
para debater o texto final.
Um dos aspectos que mais preocupa no texto final
é a extinção do cargo de
auxiliar judiciáro. Apesar dos esforços
dos representantes dos servidores, a extinção
venceu na comissão por 7 votos a 2. Se
for aprovado o parágrafo 1º do artigo
20 do anteprojeto, o conjunto de atribuições
hoje correspondente aos cargos de auxiliar judiciário
deverá ser terceirizado. Ou seja, para
ocupar o lugar dos auxiliares, os tribunais contratarão
funcionários por meio de empresas ou cooperativas
interpostas. Não é possível
aceitar que o cargo de auxiliar seja transformado
em cargo em extinção. É mais
um ataque contra os direitos de servidores concursados.
Entendemos que um plano de carreira deve corrigir
defeitos e não ser usado para atacar direitos.
A Fenajufe, o Sintrajufe e todas as entidades
representativas dos servidores do Judiciário
Federal vão continuar a defender a retirada
da proposta de extinção do projeto.,
seja no âmbito do Judiciário, seja
no âmbito do Legislativo, pois um plano
de carreira deve ser construido tendo como meta
a valorização da função
pública, o que o oposto da proposta apresentada
pela comissão.
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Reunião
ampliada do GT de reestruturação
do PCS
Dia dia 13/10, 19h, na sede do sindicato
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Sindicato
abre inscrições para o 3º Campeonato
Desportivo
O Sintrajufe promove,
em novembro e dezembro, a 3ª edição
do Campeonato Desportivo. As modalidades em competição
serão futebol sete masculino e feminino,
voleibol misto e xadrez. As inscrições
podem ser feitas na página do sindicato
na internet, no link Cultura, entre os dias 11
e 22/10.
Os jogos de futebol e vôlei, em Porto Alegre,
acontecem nos dias 27 e 28/11; no interior, dias
4 e 5/12. As finais ocorrem na Capital em 11 e
12/12. A data de realização da competição
de xadrez será divulgada após as
inscrições.
Para o futebol, podem se inscrever até
14 atletas por equipe. No vôlei misto, serão
inscritos até 12 atletas por equipe; é
obrigatória a presença de, no mínimo,
três atletas mulheres.
Depois de encerradas as inscrições,
os representantes das equipes de futebol sete
e vôlei e os jogadores de xadrez serão
chamados para participar de uma reunião.
Nessa data, serão definidos o formato do
campeonato, os locais de realização
dos jogos no interior e demais regras pertinentes
ao funcionamento da competição.
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Dia
16 a festa é da criançada
O Sintrajufe vai comemorar
no sábado 16/10 o Dia da Criança.
Na sede do sindicato (Marcílio Dias, 660),
a partir das 15h, a gurizada vai encontrar muita
animação, brincadeiras e jogos teatrais.
Também haverá minioficina de grafitagem
e a entrega da doação de brinquedos
e livros às crianças do MST.
A campanha para recolher esses donativos vai até
dia 16; portanto, quem quiser pode trazer sua
contribuição no próprio sábado.
A entrega estava prevista para dia 12, mas nessa
data estará acontecendo um seminário
de sem-terrinha em Porto Alegre.
A doação de livros e brinquedos
novos ou em bom estado pode ser feita na sede
do Sintrajufe, no saguão do anexo do TRE
ou nos restaurantes do TRT, das VTs, do TRF, da
1ª Instância da JF e do TRE da Duque
de Caxias.
Vamos marcar este Dia da Criança com solidariedade!
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Seminário
debate sobre doenças do trabalho
Nos dias 27 e 28/10,
aconteceu em Porto Alegre o seminário LER/Dort:
esclarecendo controvérsias. Cerca de 300
pessoas entre especialistas de diversas
áreas que trabalham com estas questões
participaram do evento, que teve o Sintrajufe
como um dos apoiadores e integrante da coordenação
de uma das mesas, representado pela diretora Mara
Weber e por Rogério Dornelles, médico
do trabalho que assessora o sindicato. No evento
avaliou-se que as LER/Dort têm que ser discutidas
analisando todo o processo produtivo. A organização
do trabalho é um dos fatores que influi
diretamente na incidência das doenças.
Outro ponto levantado é a relevância
da abordagem interdisciplinar no tratamento. Também
foi discutido a discriminação que
os portadores de LER/Dort sofrem, devido à
difícil visibilidade da doença e
às dificuldades do diagnóstico.
A conferencista Annie Thébaud-Mony, do
Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa
Médica, disse que na União Européia
está aumentando o número de doenças
relacionadas ao trabalho e ressaltou a importância
de os trabalhadores e seus sindicatos atuarem
de forma integrada para a redução
do problema.
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Colega
da JT de Caxias atua em peça de teatro
Nos dias 22 e 23/10,
a partir das 20h30min, no teatro São Carlos,
em Caxias do Sul, estréia a peça
O assalto, do diretor Luiz Paulo Vasconcellos.
O colega Roberto Ribeiro, da 2ª VT de Caxias,
é um dos atores.
A peça conta com trilha sonora de Cida
Moreyra e é uma violenta crítica,
entre outras coisas, à existência
desumanizada pelo trabalho assalariado e à
ordem social que impede o indivíduo de
atingir a plenitude de suas potencialidades.
O sindicato está apoiando a produção
disponibilizando ingressos para sindicalizados
e cedendo espaço na sede para alguns ensaios.
Os primeiros 15 servidores sindicalizados que
ligarem para (54) 9961-1356 assistirão
ao espetáculo de graça. Em novembro
a peça inicia a sua temporada em Porto
alegre.
Agenda
II Reunião do
Coletivo de Oficiais de Justiça da Fenajufe
8/10 em São Paulo.
Combate à violência contra a mulher
8 a 10/10 A CUT/RS e a Escola Sul da CUT
promovem o Seminário e oficina estadual
assédio sexual e moral no lar e no local
de trabalho. No Sindiágua (Leonardo Truda,
40, 15º andar, Porto Alegre). Haverá
recreacionistas. Informações: (51)
3224-2484, r. 213.
Ampliada do GT sobre o PCS
13/10 19h, na sede.
Reunião do Coletivo de Saúde
14/10 19h, na sede.
Reunião com secretários de audiência
das VTs
15/10 13h, na sala de audiência da
14ª VT, sobre condições de
trabalho.
Encontro Nacional de Ojafs
20 a 24/10 em Gramado. O sindicato estará
representado por quatro integrantes do Núcleo
de Oficiais escolhidos entre os seus coordenadores
ou por eles indicados, tendo como critério
a participação efetiva na discussão
dos temas de interesse da categoria. Mais informações
no site www.fenassojaf.org.br.
Reunião do NAF
21/10 15h, na sede.
Reunião do Núcleo de PPDs
22/10 na sede do Sintrajufe, às
10h.
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