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Entrevista - Senador Paulo Paim
O que representam 25 anos de aposentadoria para os PPDs e o acréscimo de 25% no valor da aposentadoria?
Paulo Paim -
Esses dois projetos que apresentei vem para regulamentar a PEC Paralela que vai garantir a paridade, a integralidade, o subteto, a não-contribuição dos inativos, a regra de transição e a aposentadoria especial para as pessoas portadoras de deficiência. Ao apresentar esses dois projetos, estou garantidos que a PPD vá se aposentar pelo método especial com direito a aposentadoria integral ao 25 anos de contribuição e ainda no outro projeto que apresentei, um plus de 25% para, quando necessitar, alguém possa acompanhá-lo.

Como se dará a aprovação e a implantação de ambos os projetos?
Paim –
É preciso que haja uma grande mobilização para que sejam aprovados. Percebi isso pela mobilização aqui no encontro dos PPDs e quero elogiar o Sintrajufe e a todos que estavam aqui. É preciso fazer uma pressão nacional para aprovar o projeto. Depois de aprovado, temos que brigar para que a lei não vire letra morta. É preciso implementar. Por isso temos que cobrar no congresso e no executivo a implantação definitiva do Conselho Quadripartite, com representação do empregado, do empregador, do Estado e dos aposentados e pensionistas que irão fiscalizar a receita e despesa da Previdência Social, provando que ela é superavitária, dando com tranquilidade para melhorar os benefícios para todos.

A porcentagem de PPDs no serviço público representa a existente na população brasileira?
Paim –
Diria que não está ainda. Temos que brigar para ampliar ainda mais o número de PPDs atuando não apenas no serviço público, mas também na iniciativa privada. Essa pressão popular que eu falava que fará esse contexto.

De que forma?
Paim –
Entre as formas de pressão, carta, e-mail, visita aos partidos com base no Congresso Nacional na própria Assembléia Legislativa, participar de conferências e teleconferências aqui e em Brasília, enfim o contato direto com o representante do Estado no Congresso Nacional, seja deputados federais ou senadores.

O Estatuto da Pessoa Portadora de Deficiência foi apresentado pelo senador Paulo Paim. Como está sua tramitação?
Paim –
Tenho orgulho de dizer que apresentei a versão original do Estatuto da Pessoa Portadora de Deficiência e a agora está sendo aperfeiço ado pela sociedade. O senador Flávio Arns, por exemplo, que é especialista na área, é reletor no senado. Já foram apresentados mais de mil emendas que vão melhorar o texto final projeto. Havia um setor minoritário dos PPDs que estava vacilante ao Estatuto, mas que agora se convenceu que ele é bom e deve ser aprovado. Com isso, há unidade dos PPDs auxiliará a tramitação do projeto para que seja aprovado, acredito, até o ano que vem.

Qual é o papel dos núcleos dos SPFs em relação a luta pela aprovação do Estatuto da Pessoa Portadora de Deficiência, a aposentadoria aos 25 anos de contribuição e o incremento de 25% nos vencimentos dos PPDs?
Paim –
Vejo essa atuação com satisfação. São 24 milhões de PPDs no país. O papel dos núcleos de PPDs é fundamental para que as políticas públicas aconteçam não apenas no serviço público, mas também no setor privado. Esse é um debate estabelecido na sociedade há muitos anos e décadas. Acredito que o respeito ao Corpo Humano deve ser cultuado, educado e ensinado por parte dos homens e mulheres.Nesse processo educativo, sai-se desse falso debate de estar a favor ou contra o aborto. É preciso ter um processo de educação de homens e mulheres brasileiros para querer ter o filho e trabalhar para tê-lo e nós contribuirmos para uma sociedade mais humana, mais equilibrada e que o lado espiritual esteja em primeiro lugar. Não queria o debate a favor ou contra . O debate mais aprofundado, em defesa da vida, não acontece.